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BRASIL

Megaoperação realiza 143 prisões e apreende 1,45 tonelada de drogas em uma semana

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Brasília, 13/4/2026 – As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), criadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) em parceria com órgãos estaduais e federais de segurança, divulgaram, nesta segunda-feira (13), o balanço semanal das ações realizadas entre os dias 6 e 13 de abril. No período, foram presas 143 pessoas, com o cumprimento de mais de 100 mandados judiciais (entre prisões e buscas). As ações foram coordenadas pela Polícia Federal.

O combate ao tráfico de drogas foi reforçado com a apreensão de, aproximadamente, 1,45 tonelada de entorpecentes, entre maconha, cocaína, crack e skunk. Também foram apreendidos valores em dinheiro e comprimidos de drogas sintéticas.

A seguir, confira um resumo das principais ações das Ficcos na última semana.

Combate ao tráfico de drogas

A Ficco (TO) deflagrou, no dia 5 de abril, a Operação Sentinela Pascal, com o objetivo de desarticular organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas. Durante a ação, três homens foram presos em flagrante, e os policiais apreenderam entorpecentes.

A Ficco (MG) realizou, na mesma data, a prisão de nove pessoas pelos crimes de tráfico de drogas, organização criminosa e favorecimento pessoal. Foram apreendidos, aproximadamente, R$ 7,4 mil em espécie, além de maconha e de cocaína.

Já a Ficco (SE) desarticulou um esquema de tráfico interestadual de drogas, no âmbito da Operação Mastigia. Durante a ação, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão no estado de Sergipe.

A Ficco (AC) deflagrou, no dia 7 de abril, a Operação Pax II, com o objetivo de desarticular a estrutura administrativa e financeira de uma organização criminosa com ramificações no estado. A operação cumpriu 45 mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão domiciliar.

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A Ficco (PR) apreendeu, no dia 9 de abril, cerca de 292 kg de skunk durante fiscalização em Campo Largo (PR). No mesmo dia, um homem foi preso por tráfico de drogas no município de Santa Tereza do Oeste (PR).

A Ficco (SP) apreendeu, no dia 9 de abril, 673 kg de maconha e prendeu um homem em flagrante por tráfico de drogas, em Nhandeara (SP). Durante a vistoria em automóvel, foram localizados 745 tabletes da droga.

A Ficco (RO) prendeu, no dia 10 de abril, em flagrante um suspeito por transportar entorpecentes ilícitos. A ação resultou na apreensão de, aproximadamente, 5 kg de pasta base de cocaína e de uma motocicleta utilizada para o crime.

A Ficco (TO) realizou, no dia 13 de abril, ação no município de Tabocão (TO), visando desarticular organização criminosa que utilizava o transporte de gêneros alimentícios para o tráfico de entorpecentes. Durante a inspeção, as equipes policiais localizaram e apreenderam 467 kg de cocaína. Um suspeito foi preso em flagrante.

Captura de foragidos e cumprimento de mandados

A Ficco (RO) prendeu, no dia 7 de abril, um foragido da Justiça que possuía mandado de prisão preventiva em aberto. Já no dia 6 de abril, a Ficco (RO) prendeu em flagrante uma mulher por tráfico de drogas no terminal rodoviário. Na vistoria, foram apreendidos cerca de 4 kg de maconha, 1 kg de cocaína, 1 kg de crack e 146 comprimidos de ecstasy.

Também no dia 7 de abril, a Ficco (BA), com atuação em Ilhéus (BA), realizou uma série de ações policiais no sul do estado, entre elas a prisão de um suspeito de envolvimento em um sequestro relâmpago ocorrido no município e a captura de dois foragidos da Justiça.

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A Ficco (GO) realizou, no mês de abril, a prisão de um integrante de organização criminosa, fugitivo do Presídio Regional de Planaltina (GO). No mesmo período, a Ficco (GO) prendeu um homem por tráfico de drogas no município de Goianápolis (GO).

A Ficco (AP) deflagrou, no dia 9 de abril, a Operação Double Tap, com o objetivo de cumprir um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Estadual do Amapá. A ação decorre de desdobramentos da Operação Arsenal de Papel e tem como foco aprofundar as investigações sobre a atuação de um homem, colecionador, atirador desportivo e caçador (CAC), suspeito de facilitar a aquisição e a revenda de armas de fogo a integrantes de organizações criminosas atuantes no estado.

A Ficco (BA) realizou, no dia 13 de abril, nova fase da Operação Artemis, resultando na captura de 77 pessoas com mandados de prisão em aberto.

Atuação das Ficcos

O modelo de força-tarefa orienta a atuação das Ficcos, que têm como objetivo fortalecer o enfrentamento às organizações criminosas por meio da integração entre instituições de segurança pública. Participam da iniciativa as polícias civis, militares e penais, as guardas municipais, a Polícia Rodoviária Federal, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e as secretarias estaduais de segurança pública. As ações são coordenadas pela Polícia Federal.

As Ficcos estão presentes em todos os estados e no Distrito Federal. Atualmente, há 39 unidades em funcionamento no País. Em 2025, as Ficcos realizaram 246 operações. Nessas ações, foram cumpridos mais de 2 mil mandados de busca e apreensão e mais de 1.500 mandados de prisão.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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“Reduzir a jornada sem reduzir salário é valorizar a vida dos brasileiros”, diz Luiz Marinho

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As centrais sindicais entregaram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (15), no Palácio do Planalto, as propostas da classe trabalhadora para o período de 2026 a 2030. O documento foi elaborado durante a plenária da Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras (Conclat) e traz como principais pontos a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.

A entrega ocorre em um momento em que o Governo do Brasil já encaminhou ao Congresso Nacional, na terça-feira (14), um Projeto de Lei em regime de urgência que prevê a redução da jornada sem diminuição de salários e estabelece o fim da escala 6x, uma demanda histórica das entidades sindicais.

Presente na reunião, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou a importância da proposta enviada pelo Governo. Segundo ele, a medida representa um avanço na qualidade de vida da população. “A proposta enviada pelo Governo significa valorização da vida dos brasileiros. O que se debate é a redução da jornada de trabalho sem redução de salário e, junto, uma bandeira para a valorização da vida. A escala 6×1 é a pior das escalas de jornada de trabalho que possa existir, em especial para as mulheres”, afirmou.

Durante a abertura do encontro, o ministro também ressaltou a relevância do diálogo com a classe trabalhadora e o contexto positivo do mercado de trabalho. “Pensar nos direitos da classe trabalhadora, pensar no avanço das conquistas, num momento em que temos o menor índice de desemprego da nossa história, gerando empregos, aumentando a massa salarial, elevando salários e avançando nas conquistas, além de refletir sobre o direito às negociações dos trabalhadores da iniciativa privada e do serviço público, é muito importante neste momento”, disse.

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O Projeto de Lei encaminhado pelo Governo do Brasil estabelece o fim da jornada 6×1 sem corte nominal ou proporcional de salários, nem alteração de pisos, com validade para contratos em vigor e futuros, em todos os regimes de trabalho. A proposta também prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, garantindo dois dias de descanso remunerado.

Outro ponto abordado por Luiz Marinho foi a preocupação com a pejotização. Para o ministro, a prática compromete a estrutura das relações de trabalho no país. “A pejotização leva à desestruturação das relações de trabalho no país, destruindo o Fundo de Garantia, fragilizando a Previdência Social e o FAT, além de diminuir a eficiência do Sistema S. É um retrocesso incalculável nas relações de trabalho”, avaliou.

Reivindicações

Na reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participaram lideranças de diversas centrais sindicais, entre elas a Central Única dos Trabalhadores, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil e a Força Sindical. Mais cedo, em Brasília, as entidades promoveram a Marcha das Centrais, com o objetivo de pressionar por avanços nos direitos trabalhistas e pela melhoria das condições de trabalho no país.

Ao todo, foram apresentadas 68 reivindicações ao presidente, das quais 26 foram elencadas como prioritárias. Entre os principais pontos estão a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6×1, a regulamentação da Convenção 151 da OIT, a adoção de uma política de valorização do salário mínimo sem limitações vinculadas ao arcabouço fiscal, a aprovação do projeto de correção da tabela do Imposto de Renda, a isenção de IR sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), a redução da taxa de juros, o enfrentamento da pejotização e a regulamentação do trabalho por aplicativos.

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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BRASIL

Operação Bulwark coordenada pela Senasp combate produção de conteúdos digitais de violência extrema

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Belo Horizonte, 16/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), coordenou, nesta quinta-feira (16), a Operação Bulwark, uma ação integrada executada pelas polícias civis para reprimir conteúdos digitais relacionados à violência extrema e ao discurso de ódio.

Até o momento, mais de 5,5 mil usuários foram afetados pela operação, que já realizou a moderação de 180 contas de redes sociais, o cumprimento de 33 mandados de busca e apreensão, a realização de 20 intervenções cautelares e oito prisões, sendo seis em flagrante. A iniciativa visa à desarticulação de ecossistemas digitais nocivos, caracterizados pela disseminação de discurso de ódio, pelo incentivo à violência e por processos de radicalização, especialmente entre jovens.

A operação teve como foco a repressão a crimes relacionados a atos extremistas, à exploração sexual de crianças e adolescentes e ao compartilhamento desses conteúdos na internet. A Bulwark também incluiu ações coordenadas de moderação de conteúdo, com vistas à sua remoção, bem como à desativação de perfis e de grupos ilícitos em redes sociais e aplicativos de mensageria.

O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, destacou a importância do trabalho integrado das forças, demonstrada pela operação. “As polícias civis tiveram protagonismo na investigação e no cumprimento das medidas, a partir de informações compartilhadas pela Senasp, com foco na proteção da sociedade e na prevenção de eventos críticos”, disse.

Investigações

As investigações foram conduzidas pelas polícias civis estaduais e pelo Ministério Público, que, a partir de informações compartilhadas no âmbito do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) e de procedimentos próprios, analisaram os elementos recebidos, representaram pelas medidas cabíveis, solicitaram providências e cumpriram mandados de busca e apreensão.

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O Ciberlab atuou na produção e difusão de Relatórios Técnicos de Inteligência, com base no monitoramento de ambientes digitais de risco, identificando padrões de radicalização, de disseminação de violência e de atuação de grupos em plataformas online, o que subsidiou a atuação das forças policiais estaduais.

Mobilização nacional

A operação mobilizou policiais civis dos estados de Minas Gerais (MG), Pará (PA), São Paulo (SP), Santa Catarina (SC), Rio de Janeiro (RJ), Ceará (CE), Paraná (PR), Alagoas (AL), Piauí (PI), Goiás (GO), Mato Grosso (MT), Maranhão (MA), Acre (AC), Bahia (BA), Pernambuco (PE), Amazonas (AM), Rio Grande do Sul (RS) e Rio Grande do Norte (RN).

A operação contou, ainda, com a participação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), bem como com o apoio da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e do Centro Integrado de Inteligência Cibernética (AGCI-Cibertin-MG).

O nome “Bulwark”, que significa “linha de defesa”, faz referência à atuação do Estado na contenção de ameaças digitais com potencial de impacto no mundo real. A ação integra esforços contínuos do MJSP voltados à prevenção da violência no ambiente digital e à proteção de públicos vulneráveis, com atuação coordenada entre os órgãos do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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