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MATO GROSSO

Teatro e prevenção mobilizam 5,6 mil alunos em duas etapas de projeto

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A quarta e a quinta etapas do projeto “Prevenção Começa na Escola”, desenvolvido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), mobilizaram cerca de 5,6 mil crianças e adolescentes em oito municípios mato-grossenses entre os dias 10 e 21 de agosto. Realizada pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente em parceria com a Cia VostraZ de Teatro, a iniciativa levou aos estudantes as peças “Inocentes Pétalas Roubadas” e “RE-Cortes”, abordando temas como abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, bullying, violência doméstica e familiar contra a mulher e a importância da denúncia e da busca por ajuda.A quarta etapa percorreu os municípios de Cotriguaçu, Juruena, Aripuanã, Castanheira e Juína, alcançando aproximadamente 3,3 mil participantes. Já a quinta etapa contemplou Confresa, Nova Xavantina e Várzea Grande, reunindo cerca de 2,3 mil pessoas. Além dos estudantes, as apresentações contaram com a participação de membros do Ministério Público, representantes do Poder Judiciário, Defensoria Pública, secretarias municipais, conselhos tutelares e demais integrantes da rede de proteção à infância e adolescência.As atividades da quarta etapa tiveram início em Cotriguaçu, no dia 10 de agosto, na Escola Municipal Santa Maria. Cerca de 500 pessoas acompanharam as apresentações das peças “Inocentes Pétalas Roubadas” e “RE-Cortes”. No dia seguinte, o projeto chegou ao Parque de Exposições de Juruena, reunindo aproximadamente 600 estudantes das redes municipal e estadual de ensino.Em Aripuanã, no dia 12 de agosto, as apresentações da peça “RE-Cortes” ocorreram na Escola Municipal Jari Edgar Zambiasi e alcançaram cerca de 550 participantes. A ação contou com a presença do promotor de Justiça William Johnny Chae, entre outras autoridades. Segundo o promotor de Justiça, a iniciativa contribuiu para a conscientização das novas gerações sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher.“A peça teve grande importância para conscientizar e encorajar as crianças a compreenderem os diferentes tipos de violência doméstica e familiar contra a mulher, além de mostrar a importância de denunciar e romper esse ciclo. Foi uma atividade muito produtiva, que fortalece a construção de uma sociedade melhor”, destacou William Johnny Chae.A estudante Eloá, do 6º ano, também aprovou a apresentação. Para ela, um dos momentos mais marcantes foi quando a filha defendeu a mãe vítima de violência na trama. “Gostei muito da peça e queria que ela voltasse para a nossa cidade”, afirmou.No dia 13 de agosto, o projeto esteve em Castanheira, na Escola Municipal Castanheira, reunindo aproximadamente 650 pessoas para as apresentações de “Inocentes Pétalas Roubadas”. A programação da quarta etapa foi encerrada em Juína, no dia 14 de agosto, com apresentações no Centro Educacional Professor Orlando Pereira e no Centro de Educação Infantil São Cristóvão, alcançando cerca de mil participantes. Em Castanheira, a programação foi acompanhada pelo promotor de Justiça Rodrigo da Silva, que também esteve presente em Juína ao lado do promotor de Justiça Dannilo Preti Vieira.A quinta etapa teve início em Confresa, no dia 18 de agosto, no Ginásio de Esportes da Escola Municipal Central, onde aproximadamente 800 pessoas acompanharam os espetáculos. O promotor de Justiça Brício Britzke ressaltou a importância do teatro como instrumento de informação e proteção. “Muitas vezes a violência convive com o medo, o silêncio e a falta de informação. Por meio do teatro, o projeto leva conhecimento às crianças, mostra limites importantes e reforça que existem pessoas e instituições prontas para protegê-las. Tenho certeza de que esse trabalho contribuirá para transformar a vida de muitas crianças e adolescentes da nossa comunidade”, afirmou.Em Nova Xavantina, no dia 20 de agosto, as apresentações da peça “Inocentes Pétalas Roubadas” reuniram cerca de 850 participantes e contaram com a participação do promotor de Justiça João Ribeiro da Mota. O diretor da Educação Básica do município, Tásio Henrique Martins Resende, destacou a parceria com o Ministério Público e a receptividade dos estudantes. “As crianças adoraram a apresentação. O teatro é dinâmico, divertido e transmite uma mensagem muito séria sobre temas fundamentais, como o abuso infantil e o bullying. É uma iniciativa que queremos manter em outras ações, porque contribui para garantir mais segurança e um futuro melhor para nossas crianças”, declarou.Encerrando a quinta etapa, o projeto passou por Várzea Grande, no dia 21 de agosto, com apresentações da peça “RE-Cortes” na EMEB Gonçalo Domingos de Campos (CAIC), alcançando aproximadamente 700 participantes. A diretora da unidade destacou a importância de levar o debate sobre violência doméstica e violência contra a mulher para o ambiente escolar. “Infelizmente, é uma realidade vivenciada por muitas famílias e que impacta diretamente nossas crianças. Por isso, iniciativas como essa são fundamentais. Acredito que a mudança começa na escola e que esse trabalho precisa alcançar cada vez mais pessoas, dentro e fora dos muros das escolas”, afirmou.O promotor de Justiça Carlos Henrique Richter acompanhou a atividade em Várzea Grande e, após a apresentação teatral, promoveu uma roda de conversa com o público no ginásio da escola. Durante o encontro, ele abordou os impactos da violência doméstica e familiar, destacando que suas consequências atingem não apenas as mulheres, mas também crianças, adolescentes e toda a estrutura familiar. O membro do Ministério Público também orientou os participantes sobre a importância da denúncia e os canais disponíveis para buscar ajuda e proteção.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Blitz de Segurança Institucional termina com atividade na PGJ

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A série de Blitzes de Segurança promovida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) durante o Mês da Segurança Institucional terminou nesta quarta-feira (26), com a atividade na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Cuiabá. A iniciativa integrou a programação desenvolvida ao longo de agosto para fortalecer a cultura de prevenção, proteção e conscientização no ambiente de trabalho. Ao todo, foram realizadas quatro edições da blitz.A ação consistiu na divulgação de orientações sobre segurança cibernética, evacuação de emergência e segurança orgânica, reforçando o papel de cada integrante da instituição na proteção das pessoas, das informações e do patrimônio institucional. Ao todo, integrantes de cerca de 70 unidades participaram das atividades.Para o coordenador do Centro de Segurança e Inteligência (CSI), promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus, a efetividade das ações de segurança depende do comprometimento de todos os integrantes da instituição. “Se nós não estivermos comprometidos com a segurança, ela não acontece. A proteção institucional depende da participação de todos, por meio de atitudes simples e preventivas que ajudam a resguardar as pessoas, as informações e o patrimônio da instituição”, defendeu.Na abertura da atividade, a assessora técnica do Centro de Segurança e Inteligência (CSI) Maria Aparecida de Andrade Del Llano destacou que a blitz teve caráter educativo e foi planejada para que os participantes atuem como multiplicadores das informações em seus respectivos setores, contribuindo para a identificação de vulnerabilidades e o fortalecimento das medidas preventivas.O primeiro tema abordado foi a segurança cibernética. O analista de tecnologia do CSI, Lucas Rafael Muniz Rondon, apresentou orientações para a proteção de informações institucionais e prevenção de incidentes digitais. Entre as recomendações, destacou a criação de senhas fortes e exclusivas para cada sistema, a ativação da autenticação em dois fatores, a atenção redobrada a e-mails suspeitos e a importância de manter equipamentos e aplicativos sempre atualizados. Também alertou sobre os riscos da engenharia social, técnica utilizada por criminosos para obter dados por meio da manipulação das vítimas.As orientações apresentadas reforçaram as “10 Dicas de Segurança Tecnológica e Orgânica” elaboradas pelo CSI, que incluem ainda o bloqueio da tela do computador ao se ausentar da estação de trabalho, o não uso de dispositivos externos desconhecidos, o compartilhamento responsável de informações e a comunicação imediata de situações suspeitas. Conforme o material, “cada usuário é uma camada de proteção” para a segurança institucional.Na sequência, a 1º sargento Bombeiro Militar Cíntia Penha Leite apresentou orientações sobre evacuação segura em situações de incêndio. Com base na cartilha distribuída aos participantes, explicou os procedimentos que devem ser adotados durante uma emergência, como manter a calma, acionar o alarme, seguir as rotas de fuga sinalizadas e utilizar exclusivamente as escadas. Também orientou sobre a necessidade de proteger as vias respiratórias da fumaça, verificar a temperatura das portas antes de abri-las, auxiliar pessoas com mobilidade reduzida e dirigir-se ao ponto de encontro após a evacuação.Encerrando as apresentações, 3º sargento PM Tânia Noemia Costa Freitas falou sobre segurança orgânica e o papel dos servidores na prevenção de riscos. Ela explicou as quatro camadas de proteção adotadas pela instituição: a sala ou gabinete, as áreas comuns de circulação, o estacionamento e a área externa das unidades.Entre as orientações, destacou os cuidados com documentos físicos e digitais, o controle de acesso de visitantes, a observação de comportamentos suspeitos e a utilização individual de crachás e da biometria facial. As recomendações estão alinhadas às boas práticas de controle de acesso divulgadas pelo GSI, que incluem o uso visível do crachá, a proibição de compartilhamento de credenciais e o acompanhamento de visitantes nas dependências da instituição.Na avaliação dos participantes, a blitz cumpriu o objetivo de ampliar a conscientização sobre segurança no ambiente institucional. A chefe de Cerimonial do MPMT, Janã Pinheiro Soares Souza, destacou a relevância das orientações relacionadas à proteção de dados e ao uso de senhas seguras. “A palestra chamou a atenção para hábitos que muitas vezes adotamos sem perceber os riscos, como utilizar a mesma senha em diferentes sistemas e aplicações. A partir de agora, vou me policiar mais. São pequenas ações que podem colocar nossa segurança em risco”, afirmou.A servidora do Departamento de Engenharia (Denge) Thalita Severo Ribeiro ressaltou a importância das informações repassadas sobre procedimentos em situações de emergência e segurança orgânica. “A capacitação foi muito importante porque mostrou como devemos agir em casos de incêndio e como orientar os colegas nesses momentos. Também reforçou a necessidade de estarmos atentos ao entorno, às pessoas que circulam na instituição e aos cuidados que contribuem para um ambiente mais seguro para todos”, avaliou.Promovido em consonância com as diretrizes do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o Mês da Segurança Institucional busca disseminar práticas de prevenção e gestão de riscos, fortalecendo a segurança das pessoas, a proteção das informações e a preservação do patrimônio institucional.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio do MPMT, Cabine Lilás é inaugurada em Cuiabá

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A inauguração da Cabine Lilás, realizada nesta quarta-feira (26), no Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), em Cuiabá, marca um importante avanço no fortalecimento da rede de proteção às mulheres vítimas de violência em Mato Grosso. A iniciativa da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) contou com apoio do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).Participaram do lançamento representando o MPMT a procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela, coordenadora do Centro de Apoio Operacional sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino (CAOVD), e o promotor de Justiça Mauro Zaque.A Cabine Lilás funcionará 24 horas por dia com profissionais capacitados para o atendimento de ocorrências de violência doméstica e familiar contra a mulher. O objetivo é garantir acolhimento qualificado desde o primeiro contato da vítima com os telefones de emergência até finalizar todos os procedimentos de atendimento à situação de risco da mulher.Durante a solenidade, a procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento da rede de enfrentamento à violência de gênero e para a proteção das mulheres em situação de vulnerabilidade. “A violência contra a mulher é um problema que exige resposta imediata e articulada. A Cabine Lilás chega para qualificar o atendimento, reduzir riscos e salvar vidas.”O promotor de Justiça Mauro Zaque enfatizou a relevância da parceria entre o Ministério Público e os órgãos de segurança pública para ampliar a proteção às vítimas. “Tenho certeza que, com essa iniciativa, Mato Grosso traz mais eficiência, mais qualidade e, principalmente, mais resultados na proteção da mulher”, avaliou.A secretária de Estado de Segurança Pública, coronel PM Susane Tamanho, ressaltou que a Cabine Lilás representa a união de esforços entre diversos órgãos que integram a rede de enfrentamento à violência contra a mulher.“Esse tema precisa ser trabalhado de forma integrada e por diferentes setores. Por isso, existe uma rede de enfrentamento, com a articulação de todos os órgãos. Precisamos estar unidos e entrelaçados. Esse espaço representa uma união de esforços com tudo o que já foi feito pelo Governo de Mato Grosso”, afirmou.Além do atendimento especializado às chamadas de emergência relacionadas à violência doméstica, a Cabine Lilás também será responsável pelo monitoramento de tornozeleiras eletrônicas de agressores e pelo acompanhamento dos acionamentos do Botão do Pânico. O serviço atuará de forma integrada com as forças de segurança, permitindo uma resposta mais rápida e eficiente em situações de risco.O novo modelo de atendimento prevê que, ao ser identificada uma ocorrência de violência contra a mulher, a vítima passe a ser acompanhada por uma equipe especializada da Cabine Lilás, que manterá contato até a chegada da polícia. As informações coletadas durante o atendimento serão repassadas em tempo real às equipes em deslocamento, contribuindo para uma atuação mais eficaz e humanizada.A implantação da estrutura foi viabilizada com recursos provenientes de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), cuja destinação permitiu investimentos da Secretaria de Estado de Segurança Pública na criação do novo espaço especializado.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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