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SAÚDE

Inaep amplia colegiado com especialistas de diferentes regiões do Brasil

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A Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, realizou na última sexta-feira (14), em Brasília, a primeira reunião ordinária com a formação completa de seus membros. A composição foi definida por meio de edital público que selecionou 30 representantes da comunidade científica, sendo 15 titulares e 15 suplentes, com representantes de todas as regiões do país, com diferentes formações e conhecimentos nas diversas áreas do saber.

O acolhimento dos selecionados foi realizado no dia anterior (13) com a participação virtual do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que destacou a pluralidade de representantes que integra o colegiado. “Ela demonstra que a ética e pesquisa é uma política de Estado, construída por diferentes órgãos e instituições, com diálogo, dependência e compromisso com o interesse público.”

Instituída em 2024, a Instância integra o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (Sinep) e é responsável por orientar e definir as diretrizes de ética em pesquisas científicas que envolvem pessoas. “Esse novo marco regulatório aproxima o país das melhores práticas internacionais, fortalece a confiança da sociedade na ciência e cria condições para que o Brasil amplie sua participação em estudos multicêntricos”, afirmou Padilha.

O ministro ressaltou ainda os resultados já alcançados desde a implementação do Sinep. Entre novembro de 2025 e julho de 2026, mais de 59 mil pesquisas envolvendo seres humanos já foram aprovadas. Atualmente, o país conta com 915 Comitês de Ética em Pesquisa credenciados, reunindo mais de 16 mil profissionais.

Diálogo e diversidade

Além dos especialistas, a Inaep é composta por representantes dos Ministérios da Saúde; da Educação; e da Ciência, Tecnologia e Inovação; da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap); e do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

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A articulação de um espaço diverso também foi evidenciada pela secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), Fernanda De Negri.  “A ética é uma construção coletiva que se faz no dia a dia do diálogo entre pessoas que pensam diferente, que têm seus pontos de vista diferentes”.

Com esse entendimento, explicou a secretária, a seleção dos participantes considerou critérios como a formação acadêmica, a qualificação técnico-científica, a experiência profissional em pesquisa com seres humanos e atuação em Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs).  A iniciativa estabeleceu ainda requisitos de representatividade, promoção da diversidade regional, étnico-racial e de gênero. Além disso, a participação no colegiado tem caráter voluntário e não remunerado.

Ao destacar a atuação, a coordenadora da instância, Meiruze Freitas, reiterou que “a Inaep se fortalece ao congregar diferentes perspectivas e trajetórias, o que amplia o diálogo para o desenvolvimento da pesquisa científica”.

Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Dia D de vacinação contra 20 doenças acontece neste sábado (22) em todo o país

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Mães, pais e responsáveis poderão levar crianças e adolescentes menores de 15 anos às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e demais pontos de vacinação de todo o país neste sábado (22), Dia D da Campanha de Multivacinação, para atualizar a caderneta vacinal. A campanha segue até 1º de setembro, com a oferta de 20 vacinas do Calendário Nacional, que protegem contra doenças graves, como meningites, tuberculose e cânceres associados ao HPV.

“Este é um momento importante para todo o país. Embora o Brasil tenha eliminado algumas doenças, como a poliomielite, é fundamental manter a vacinação em dia para evitar a reintrodução dessas doenças”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Esta é a primeira vez que a campanha conta com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada em junho deste ano ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites, e é indicado para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal.

A estratégia busca ampliar as coberturas vacinais, fortalecer a proteção coletiva e facilitar o acesso às vacinas ofertadas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para a prevenção de doenças imunopreveníveis em todo o país.

Até o momento, a pasta distribuiu mais de 180 milhões de doses para garantir a vacinação em todo o país ao longo do ano. Entre os imunizantes, as vacinas contra influenza, sarampo (tríplice viral) e poliomielite foram as mais aplicadas.

Durante o Dia D, poderão ser aplicadas vacinas conforme a faixa etária, o histórico vacinal e a indicação:

  • BCG;
  • Hepatite B;
  • Penta (DTP/Hib/HB);
  • Poliomielite (VIP);
  • Rotavírus humano;
  • Pneumocócica conjugada 10-valente e 20-valente;
  • Meningocócica C;
  • Influenza;
  • Covid-19;
  • Febre amarela;
  • Meningocócica ACWY;
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
  • Varicela;
  • DTP;
  • Hepatite A;
  • dT;
  • HPV4;
  • Dengue tetravalente.
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Sarampo

Diante do aumento de casos de sarampo na Região das Américas e do registro de casos importados no Brasil, o Ministério da Saúde mantém a vacinação indiscriminada contra a doença para pessoas de 6 meses a 59 anos em Guarulhos, São Bernardo do Campo e na capital paulista para evitar a reintrodução do sarampo no país.

Desde o início da mobilização, em 3 de agosto, até 14 de agosto, mais de 529,8 mil doses da vacina tríplice viral foram aplicadas nos três municípios. Desse total, 87,2 mil doses foram destinadas a crianças de 5 a 11 anos, o equivalente a 16,5% das aplicações.

O Brasil recebeu, em novembro de 2024, a recertificação da eliminação da circulação endêmica do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e mantém esse status. No Dia D e até o fim da campanha, a proteção contra o sarampo também pode ser atualizada em todos os estados.

João Vitor Moura
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Hospitais federais no Rio de Janeiro recebem reformas e novos equipamentos

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O Hospital Federal do Andaraí (HFA) e o Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), duas das maiores unidades hospitalares do estado do Rio de Janeiro, estão em fase avançada de reforma. Na quinta-feira (13) e sexta-feira (14), o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, realizou uma visita nos dois hospitais para acompanhar as obras de implantação de novas instalações e equipamentos para ampliar ambulatórios, áreas de urgência e emergência, centros cirúrgicos, unidades de terapia intensiva (UTIs) e serviços especializados, como oncologia, queimaduras e trauma ortopédico. Com as mudanças, houve aumento de 44,39% na realização de cirurgias.

As reformas fazem parte do Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais do Ministério da Saúde, criado em 2024 para reorganizar a rede federal de assistência hospitalar e fortalecer sua integração ao Sistema Único de Saúde (SUS). O trabalho é realizado em cooperação com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (HUBRASIL), o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), universidades federais e, no Rio de Janeiro, em parceria com a prefeitura.

Para o custeio da nova estrutura do HFA, foram investidos mais de R$ 406,9 milhões por meio do Teto MAC, recurso federal destinado ao financiamento de procedimentos e serviços de média e alta complexidade do SUS. Além disso, houve um repasse de R$ 200 milhões em parcela única. Já o HFB recebeu mais de R$ 263,7 milhões do Teto MAC, além de R$ 300 milhões em parcela única.

Nova estrutura do HFA

A reforma da estrutura física inclui o novo prédio do Centro de Trauma, uma nova ala no Centro de Tratamento de Queimados, 21 novas salas de atendimento ambulatorial, a reabertura da Emergência Adulto Provisória e do Trauma Ortopédico, a abertura da Emergência definitiva, nove salas de Centro Cirúrgico, cinco leitos de UTI e oito de pós-operatório, além de 23 leitos de UTI em outra área hospitalar. A reestruturação também contempla um acelerador linear, que amplia a oferta de radioterapia para pacientes oncológicos, e um novo tomógrafo.

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Para garantir a expansão do atendimento, foram contratados 3,4 mil novos trabalhadores. Entre 2024 e 2025, o número de internações aumentou 14,28%, enquanto a produção cirúrgica aumentou 44,39%.

Nova estrutura do HFB

Os prédios passaram por reforma de telhados, consultórios, pisos, forros e divisórias; modernização das instalações elétricas e hidráulicas; readequação das áreas de Nutrição e de OPME (Órteses, Próteses e Materiais Especiais); reforma da área externa e do depósito de resíduos; e reforço da infraestrutura de segurança energética e de gases medicinais. Os prédios também receberam nova identidade visual externa e interna, facilitando a orientação de profissionais e pacientes.

Hospital de Bonsucesso
Foto: Gustavo Gloria/MS

O HFB reativou 100 leitos, sendo 88 de enfermaria, 10 pediátricos e 12 de UTI e Unidade de Internação (UI), como parte de um processo gradual que prevê chegar a 212 leitos reativados. Na Urgência e Emergência, foram reabertos os serviços de atendimento adulto e pediátrico, que já realizaram mais de 45 mil atendimentos desde 2025. No Centro Cirúrgico, foram reabertas salas que estavam desativadas, e atualmente 11 estão em funcionamento.

A estrutura de Recuperação Pós-Anestésica (RPA) está sendo ampliada com a construção de 17 novos leitos que, somados aos 10 existentes, elevaram a capacidade para 27 leitos. A medida permitirá reduzir a retenção de pacientes nas salas cirúrgicas e ampliar o número de procedimentos realizados por dia. A entrega está prevista para setembro.

Modernização tecnológica

O HFB recebeu um novo tomógrafo, que deve elevar a capacidade para 500 exames por mês. Também estão sendo instalados Arcos Cirúrgicos no setor de Hemodinâmica, que permitem a obtenção de imagens em tempo real durante os procedimentos e vão possibilitar a realização de mais 90 cirurgias mensais.

O HFB contratou aproximadamente 2.500 novos profissionais das áreas de saúde e administrativa. Entre 2024 e 2025, o número de internações cresceu 38,92%, enquanto a produção cirúrgica aumentou 36,30%.

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Jaciara França
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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