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AGRONEGÓCIOS

Tecnologia avança no campo, mas qualificação profissional vira desafio

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A incorporação de máquinas mais sofisticadas, sistemas digitais e ferramentas de análise de dados aumentou a necessidade de profissionais preparados para trabalhar no agronegócio. O investimento em tecnologia, porém, precisa ser acompanhado pela formação das pessoas responsáveis por operar os equipamentos, interpretar informações e tomar decisões nas propriedades e empresas rurais.

O tema está no novo episódio do podcast Pensar Agro, apresentado por Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA). A conversa reúne o apresentador e Amir El-Kouba para discutir os desafios da capacitação profissional, da formação técnica e do desenvolvimento de lideranças no setor.

Amir El-Kouba é psicólogo, mestre em Administração Estratégica e especialista em comportamento organizacional. Atua como consultor empresarial, pesquisador e professor de cursos de MBA da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Universidade de São Paulo (USP), além de ser colunista da Revista Pensar Agro.

A entrevista parte da avaliação de que investir nas equipes se tornou tão importante quanto ampliar a mecanização, modernizar a infraestrutura ou adotar novas tecnologias. Sem profissionais qualificados, parte desses investimentos pode ser subutilizada ou produzir resultados inferiores ao potencial.

O episódio também aborda a necessidade de aproximar a formação oferecida pelas instituições de ensino das demandas encontradas nas fazendas, cooperativas e empresas. A expansão da agricultura digital exige conhecimentos técnicos, mas também capacidade de analisar dados, solucionar problemas, trabalhar em equipe e adaptar-se a mudanças.

Outro ponto tratado é a qualificação contínua. Como as tecnologias e os processos produtivos mudam rapidamente, a formação profissional não termina com a conclusão de um curso. Produtores, gestores e trabalhadores precisam atualizar conhecimentos ao longo da carreira para acompanhar as exigências de um mercado mais competitivo.

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A preparação de lideranças completa essa agenda. Além de conhecer a produção, quem ocupa funções de gestão precisa organizar equipes, distribuir responsabilidades e criar condições para que o conhecimento técnico seja aplicado no cotidiano da atividade rural.

O episódio “Amir El-Kouba — Capacitação no Agronegócio” está disponível no canal do Pensar Agro no YouTube.

Para assistir, clique aqui.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIOS

Safra de urucum impulsiona pequenas propriedades

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A colheita do urucum avança nas principais regiões produtoras do país com preços entre R$ 12,50 e R$ 15 por quilo das sementes. No noroeste do Paraná, onde a produtividade pode chegar a 1,5 tonelada por hectare, a regularidade das chuvas favoreceu as lavouras depois de dois ciclos prejudicados pela seca.

Nas áreas de melhor desempenho, a combinação entre produtividade e preço representa uma receita bruta potencial de R$ 22,5 mil por hectare. O valor não desconta os gastos com implantação, adubação, manejo, mão de obra, colheita e beneficiamento das sementes.

O Brasil ocupa a liderança mundial na produção de urucum. Levantamento do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), elaborado com dados de 2020 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estimou uma colheita nacional de 13,6 mil toneladas, equivalente a aproximadamente 57% da produção global naquele ano.

São Paulo concentra o principal polo produtor do país, especialmente na Nova Alta Paulista. Municípios localizados entre Tupã e Panorama têm parte da economia agrícola ligada à cultura. Na região, a safra principal ocorre entre junho e agosto, com preços atuais entre R$ 12,50 e R$ 13 por quilo.

No Paraná, o cultivo comercial ganhou espaço a partir da década de 1980 e encontrou condições favoráveis nos municípios do noroeste. A combinação entre solo arenoso, elevada luminosidade e temperaturas adequadas permitiu o desenvolvimento da atividade, principalmente em pequenas propriedades.

A colheita paranaense começa em março nas áreas mais precoces, atinge o maior volume entre junho e julho e pode seguir até setembro. A estimativa consolidada da produção regional deverá ser conhecida em outubro, depois do encerramento dos trabalhos nas lavouras.

Levantamentos locais indicam produtividade entre 800 e 1.500 quilos de sementes por hectare, dependendo da variedade, da idade das plantas, dos tratos culturais e das condições climáticas. A melhora dos preços também estimulou a retomada dos investimentos em adubação e manutenção das áreas.

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A maior parte dos agricultores utiliza as variedades Piave tradicional e Piave anão. A primeira forma árvores de maior porte. A segunda apresenta plantas mais baixas, característica que facilita o acesso às cápsulas e reduz o esforço necessário durante a colheita.

Segundo especialistas, o porte das plantas é um fator importante principalmente nas propriedades que dependem de mão de obra familiar. A uniformidade da maturação e a disposição dos galhos também interferem na velocidade da colheita e no aproveitamento das sementes.

O urucum tem espaço em áreas nas quais a produção de soja ou milho em grande escala encontra limitações econômicas e operacionais. Em propriedades de até dez hectares, a cultura pode complementar a renda obtida com a pecuária leiteira e outras atividades.

A colheita é semimecanizada. As cápsulas são retiradas dos galhos e encaminhadas para equipamentos que fazem a separação das sementes. O processo ainda exige participação considerável de trabalhadores, o que torna o custo e a disponibilidade de mão de obra pontos importantes no planejamento.

Os frutos do urucuzeiro são cápsulas revestidas por espinhos maleáveis. Em seu interior ficam as sementes cobertas por um pigmento avermelhado utilizado na fabricação de colorau e de corantes naturais.

A bixina, principal pigmento extraído das sementes, abastece sobretudo a indústria de alimentos. A substância é empregada na coloração de queijos, embutidos, massas, molhos, bebidas, sorvetes, doces e outros produtos.

A matéria-prima também possui aplicações nas indústrias cosmética, química, têxtil e de vernizes. A procura por corantes de origem natural ajuda a sustentar o mercado, mas a remuneração depende da qualidade das sementes e do conteúdo de pigmento.

O teor de bixina é um dos principais critérios avaliados pela indústria. Sementes com maior concentração proporcionam melhor rendimento no processamento, o que aumenta a importância da escolha da variedade e do manejo correto da lavoura.

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Pesquisas conduzidas pelo Instituto Agronômico (IAC), ligado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), buscam desenvolver plantas que reúnam porte reduzido, maior produtividade, elevado teor de bixina e resistência às principais doenças.

Entre os problemas acompanhados está o oídio, doença identificada pela formação de uma camada esbranquiçada nas folhas. Quando não controlada, pode reduzir a capacidade de desenvolvimento das plantas e afetar o potencial produtivo.

Os estudos também avaliam espaçamento, arquitetura das plantas, adaptação regional e diversidade genética. O instituto mantém um banco de germoplasma com 378 genótipos, utilizados na seleção de materiais com características de interesse dos agricultores e da indústria.

Por ser uma cultura perene, o urucum exige planejamento de longo prazo. A implantação das mudas deve ser feita preferencialmente entre a primavera e o verão, quando o período chuvoso favorece o crescimento inicial.

Antes de iniciar o cultivo, o produtor precisa avaliar a existência de compradores, a distância até as unidades de beneficiamento e a disponibilidade de trabalhadores. Ao contrário das grandes commodities, o urucum possui um mercado mais restrito e depende de canais comerciais organizados.

A produtividade elevada e os preços próximos de R$ 15 por quilo melhoram as perspectivas desta safra. Para as pequenas propriedades, a cultura representa uma alternativa de diversificação, mas o resultado depende de assistência técnica, qualidade das sementes, eficiência na colheita e segurança na comercialização.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIOS

Cachaça de alambique do Circuito das Águas Paulista recebe Indicação Geográfica

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O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) concedeu, nesta terça-feira (21), o registro de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Indicação de Procedência, para a cachaça de alambique do Circuito das Águas Paulista.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo (SFA-SP), prestou orientações técnicas aos produtores sobre os procedimentos relacionados ao reconhecimento da Indicação Geográfica e sobre a legislação aplicável à produção, ao registro, à inspeção e à fiscalização de bebidas.

A Indicação de Procedência abrange os municípios de Águas de Lindoia, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Lindoia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro.

Na região, a produção de cachaça de alambique está associada ao turismo rural e é realizada, em sua maioria, em pequena escala e por produtores de tradição familiar, característica que a distingue da produção industrial.

Os primeiros registros documentados da produção local datam de 1929, quando Giuseppe Benedetti produziu a primeira cachaça registrada na região. Segundo a publicação do Inpi, “essa herança passou de geração em geração, consolidando a área como uma região produtora por excelência”.

Atualmente, o Circuito das Águas Paulista reúne mais de 350 alambiques e produtores de cachaça. Além das práticas tradicionais de produção, a bebida apresenta características relacionadas às condições naturais da região, como solo, clima e disponibilidade de água. Em recente Concurso Paulista de Cachaça de Alambique, duas das três cachaças mais bem classificadas do Estado foram produzidas na região.

Em maio deste ano, o Circuito das Águas Paulista também obteve o reconhecimento de Indicação Geográfica para o café. Com esse registro, o Estado de São Paulo passa a contar com 16 indicações geográficas reconhecidas, das quais 11 estão relacionadas a produtos do agronegócio.

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Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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