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AGRONEGÓCIOS

Mudança no ITR pode impedir cobrança sobre terras invadidas e limitar avaliações abusivas

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A falta de critérios uniformes para definir quanto vale a terra nua, as dificuldades para contestar avaliações feitas pelos municípios e a cobrança sobre propriedades invadidas estão no centro de uma proposta que pode mudar o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR). O Projeto de Lei 1.648/2024 está pronto para votação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

O ITR é um tributo federal declarado anualmente pelo proprietário rural. Embora pertença à União, sua fiscalização e cobrança podem ser transferidas aos municípios por convênio. A base do cálculo é o Valor da Terra Nua (VTN), que deve considerar o imóvel sem construções, instalações, culturas, pastagens cultivadas e outros investimentos feitos pelo produtor.

Na prática, porém, entidades do agronegócio relatam diferenças expressivas entre os valores declarados pelos produtores e as referências utilizadas por alguns municípios. Um dos principais problemas é a dificuldade de acesso aos levantamentos e à metodologia que justificam o VTN adotado pelo poder público. Quando a declaração é revista, o produtor pode receber a cobrança da diferença acrescida de juros e multa.

“Não se discute a obrigação de pagar o imposto. O que o produtor pede é transparência para saber como aquele valor foi calculado. Quando a metodologia não é apresentada, ele não consegue verificar se o VTN corresponde à realidade da região nem exercer plenamente seu direito de defesa”, afirma o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto).

O projeto determina que a apuração considere fatores como aptidão agrícola, localização e dimensão do imóvel, além de levantamentos realizados pelas secretarias estaduais e municipais de Agricultura. O relatório em análise também permite ao contribuinte apresentar um contralaudo técnico quando discordar da tabela do Sistema de Preços de Terra da Receita Federal. Esse documento teria validade de cinco anos.

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Na avaliação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades do setor, a mudança é necessária porque o ITR tem função principalmente regulatória: suas alíquotas aumentam conforme o tamanho da propriedade e diminuem de acordo com o grau de utilização. O objetivo original é desestimular terras improdutivas, e não ampliar a arrecadação mediante a valorização artificial da base de cálculo.

“O Valor da Terra Nua não pode incorporar, ainda que indiretamente, o resultado dos investimentos realizados na propriedade. Correção do solo, formação de pastagem, estradas, cercas e estruturas produtivas representam capital aplicado pelo produtor e não devem inflar o valor usado na cobrança do ITR”, diz Rezende.

Outro ponto do projeto afasta a incidência do imposto sobre imóveis invadidos quando o proprietário perde a possibilidade de explorar economicamente a área. Pelo relatório atual, a invasão deverá ser comprovada por boletim de ocorrência e comunicada à administração tributária. A retomada da posse também deverá ser informada.

Para os representantes do setor, cobrar o imposto nesse período significa exigir o pagamento de alguém que, embora continue proprietário formal, perdeu a disponibilidade econômica da terra. Representantes municipais defendem, no entanto, critérios adicionais de comprovação para evitar declarações indevidas.

“Não é razoável cobrar de um produtor como se a terra estivesse disponível e gerando renda quando ele está impedido de entrar, plantar ou criar animais naquela área. A regra precisa reconhecer essa realidade, com formas objetivas de comprovação que protejam o proprietário e também evitem fraudes”, afirma o presidente do IA.

A versão inicial da proposta também pretendia usar a área efetivamente aproveitável, em vez da área total do imóvel, para definir a faixa de alíquota. O relatório apresentado na CAE retirou essa mudança por considerar que ela poderia reduzir a arrecadação sem a necessária estimativa de impacto fiscal. Assim, a tendência é que a tabela continue considerando a área total, embora áreas protegidas permaneçam excluídas da base tributável e do cálculo do grau de utilização.

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O texto ainda prevê que os municípios deem prioridade à aplicação da receita do ITR em estradas vicinais, eletrificação, conectividade e outras melhorias no meio rural. A obrigatoriedade foi substituída por uma orientação de aplicação prioritária, diante do questionamento de que a Constituição restringe a vinculação das receitas de impostos.

A proposta já recebeu parecer favorável na Comissão de Agricultura e aguarda votação terminativa na CAE. Se aprovada e não houver recurso para análise pelo plenário do Senado, seguirá para a Câmara dos Deputados. O texto e o andamento podem ser consultados na página do PL 1.648/2024

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIOS

Parte do pescado brasileiro está fora da taxação dos EUA

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Determinados tipos de peixes e crustáceos ficaram de fora da lista dos setores atingidos pela decisão do Governo dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% contra produtos brasileiros, como resultado da investigação da Seção 301 sobre o Brasil. As novas tarifas passam a valer a partir do dia 22 de julho.

 

Lista de produtos isentos da tarifa de 25%: 

 

• Albacora-laje (Thunnus albacares) fresca ou refrigerada;

• Albacora-bandolim (Thunnus obesus) fresca ou refrigerada;

• Cavalinhas frescas ou refrigeradas;

• Espadarte fresco ou refrigerado;

• Tilápia fresca ou refrigerada;

• Tilápia inteira congelada;

• Filé de tilápia fresco ou refrigerado;

• Lagosta congelada;

• Outros peixes congelados enquadrados na posição NCM 0303.89 (como corvina, pescadas, pargo, peixe-sapo, garoupas, tainhas, cherne-poveiro, entre outros).

Lista de produtos taxados (não contemplados pela isenção):

 

• Farinhas, pós e pellets de peixe impróprios para alimentação humana (NCM 2301.20.10);

• Outros peixes das famílias Bregmacerotidae, Gadidae etc. (NCM 0302.59.00);

• Filé de tilápia congelado (NCM 0304.61.00);

• Outros filés congelados de peixes (NCM 0304.89.90);

• Outras carnes de peixes, frescas, refrigeradas ou congeladas (NCM 0304.99.00);

• Lagostas vivas, frescas ou refrigeradas (NCM 0306.31.00);

• Algas próprias para alimentação humana (NCM 1212.21.00);

• Outras algas frescas, refrigeradas, congeladas ou secas (NCM 1212.29.00).

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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AGRONEGÓCIOS

Como preparar a traíra para o consumo: veja o jeito certo de fazer a limpeza

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O processo de limpeza da traíra é a primeira etapa para garantir um preparo saboroso e seguro. Apesar de ser um peixe bastante apreciado na culinária brasileira, principalmente em frituras e caldos, alguns cuidados fazem toda a diferença durante o manuseio.

Com uma faca bem afiada e uma superfície firme, é possível limpar o peixe sem desperdício e deixá-lo pronto para o preparo.

Cuidados iniciais
Antes de iniciar a limpeza, utilize uma faca afiada e, se possível, luvas de proteção para evitar cortes.
Mantenha o peixe apoiado sobre uma tábua firme e higienizada para evitar que escorregue durante o corte.

Primeiros cuidados com o peixe
Lave o peixe em água corrente para remover resíduos externos, como lama e muco.
Caso deseje amenizar o odor, esfregue um pouco de limão sobre a pele e enxágue em seguida.

Como descamar corretamente
Com um escamador ou com o dorso da faca, raspe as escamas sempre da cauda em direção à cabeça. Faça esse procedimento dos dois lados do peixe até remover completamente as escamas.

Abrindo o peixe corretamente
Faça um corte na barriga e, em seguida, retire cuidadosamente todas as vísceras e descarte-as. Evite romper a vesícula biliar, pois o líquido pode deixar a carne com sabor amargo. Depois, remova as brânquias e raspe a película escura presente junto à espinha, deixando a cavidade completamente limpa.

Últimos ajustes
Enxágue novamente o interior e o exterior do peixe para retirar qualquer resíduo de sangue. Seque com papel toalha antes de cortar ou temperar.

Formas de preparo
A traíra pode ser preparada de diferentes formas:

– Inteira para assar;

– Em postas para ensopados;

– Em filés para frituras ou

– Aberta ao meio para grelhar.

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Sugestões para temperar
A traíra harmoniza com temperos que realçam o sabor da carne sem ocultar suas características naturais.

Combinações clássicas: alho, cebola, limão, cheiro-verde, pimenta-do-reino e sal.
Sabores regionais: coentro, colorau, páprica, cúrcuma e pimenta-de-cheiro podem ser utilizados para dar mais aroma ao preparo.
Dica: deixe o peixe descansar por cerca de 20 a 30 minutos no tempero antes do preparo. O limão deve ser usado com moderação para não alterar a textura da carne quando deixado por muito tempo.

Opções de preparo
Frita: uma das formas mais tradicionais de preparo. Faça cortes superficiais na lateral do peixe para ajudar a amolecer as espinhas menores durante a fritura. O óleo deve estar bem quente para formar uma crosta crocante por fora e manter a carne suculenta.
Assada: pode ser preparada inteira ou aberta ao meio. Tempere previamente e asse em temperatura média, preservando a umidade da carne.
Ensopada: ideal para postas. Cozinhe em fogo médio com legumes, ervas e temperos, evitando mexer excessivamente para que a carne permaneça firme.

Dica importante
Depois da limpeza, mantenha o peixe refrigerado e prepare-o quanto antes. Caso não vá utilizá-lo imediatamente, conserve sob refrigeração ou congelamento, seguindo as orientações de segurança para pescados.
Matéria construída com base nas dicas divulgadas pelo chef Danilo Prado.

Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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