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EDUCAÇÃO

MEC Livros: como a tecnologia pode aproximar novos leitores

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Em meio às ruas históricas de Paraty (RJ), onde a literatura ocupa praças, casas, palcos e livrarias durante a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), a tecnologia também encontra espaço para aproximar novos leitores dos livros. Em cinco pontos do evento, totens digitais permitem que o público conheça e acesse gratuitamente o acervo do MEC Livros, biblioteca digital do Ministério da Educação (MEC), que reúne mais de 25 mil obras nacionais e internacionais. 

A presença da plataforma na Flip dialoga com um dos debates que atravessam o universo da leitura na atualidade: como formar novos leitores em uma sociedade cada vez mais conectada. Em vez de substituir o livro físico, especialistas, escritores e profissionais do mercado editorial defendem que o ambiente digital pode funcionar como uma porta de entrada para o hábito da leitura, especialmente entre crianças, adolescentes e jovens que já utilizam dispositivos eletrônicos em seu cotidiano. 

O MEC Livros oferece acesso público e gratuito a obras em domínio público e a títulos contemporâneos licenciados. O acervo é organizado a partir de critérios que valorizam a diversidade literária, cultural e linguística, contando com a participação de instituições parceiras do campo do livro, da leitura e da literatura. 

Para a gestora editorial da Editora Aleph, Luara França, a leitura digital amplia as possibilidades de acesso aos livros justamente por dialogar com os hábitos de uma geração que já nasceu conectada. Na avaliação dela, o ambiente digital não substitui o livro físico, mas amplia as formas de acesso à literatura e ajuda a construir o hábito da leitura. 

“Uma das coisas mais importantes da leitura digital é que a gente consegue incluir a leitura em um contexto no qual pessoas que não estão acostumadas com o livro físico já estão habituadas a viver. Elas podem viver no digital e, em alguns momentos, incluir a leitura. Eles começam lendo no digital, se apaixonam pela leitura, conseguem construir esse hábito e, depois, vão caminhando para novos livros e novas possibilidades. A gente vê que uma coisa não compete com a outra, pois é realmente uma ajuda”. 

Leia mais:  Prouni: prazo para confirmar informações acaba sexta (24)

Segundo a editora, a praticidade também faz diferença na rotina. Como a leitura digital acompanha o dispositivo que muitas pessoas já utilizam diariamente, é possível aproveitar pequenos intervalos do dia para ler, reduzindo barreiras e facilitando a criação de uma rotina de leitura, mesmo diante da disputa por atenção com jogos, séries e redes sociais. 

A discussão também passa pela forma como diferentes gerações se relacionam com a tecnologia. Para o escritor e criador de conteúdo Tiago Valente, autor de O Mistério do Biscoito de Gengibre, incentivar a leitura exige compreender primeiro a realidade vivida pelos jovens antes de apresentar caminhos para aproximá-los dos livros. 

“Eu acho que começa com escuta. Tem toda a questão das redes sociais, da tecnologia, e isso trouxe uma série de questões novas para a saúde mental e para as vivências desses jovens. A primeira coisa é entender o que eles estão vivendo, tentar equilibrar isso com um pouco do que a gente viveu na juventude também e ensinar um pouco da nossa experiência a partir disso”. 

Além da adaptação aos novos hábitos, a democratização do acesso aos livros também é apontada como um dos principais benefícios das bibliotecas digitais. Autor de obras voltadas ao público jovem, Felipe Castilho acredita que essas plataformas ampliaram o alcance da literatura e facilitaram a descoberta de novos autores. 

“Eu senti que teve uma aderência muito rápida quando plataformas de leitura começaram a ser divulgadas. É um outro jeito de as pessoas chegarem e terem essas descobertas por um catálogo digital, na palma da mão, onde elas precisarem. Não é todo jovem que vai conseguir comprar um livro, então é um jeito legal de conhecer autores, descobrir novas leituras e indicar livros para outras pessoas. Isso facilitou a conversa e aproximou muita gente da literatura”, pontuou Castilho. 

Leia mais:  MEC Livros: entenda como acessar o aplicativo

A experiência também fortalece o papel das bibliotecas físicas, que continuam sendo espaços importantes de formação de leitores e de preservação dos acervos. Nesse cenário, as plataformas digitais passam a atuar de forma complementar, oferecendo novas possibilidades de acesso e ampliando o alcance das obras para diferentes públicos. 

Na 24ª edição da Flip, que reúne mais de 600 atividades espalhadas por Paraty até o dia 26 de julho, o debate sobre literatura, tecnologia e formação de leitores ganha espaço tanto nas mesas de discussão quanto na experiência do público. Seja em uma página impressa ou na tela de um celular, ampliar as possibilidades de acesso aos livros significa criar caminhos para fortalecer a leitura e aproximar mais pessoas da literatura. 

Passo a passo – A leitura das obras é realizada por meio do site ou do aplicativo do MEC Livros. Para isso, é necessário realizar o login com a conta do Gov.br, que pode ser criada via aplicativo ou site. No aplicativo, o usuário deve clicar no botão “Entrar com Gov.br”, e, se estiver no site, deve selecionar o botão “Criar conta Gov.br”. Em seguida, digitar seu CPF e seguir as orientações para criar a conta. 

Após logar, na primeira página do MEC Livros, já aparece uma lista de livros disponíveis, organizados por categorias como “Em Alta”, “Best-Sellers”, “Autores Clássicos Brasileiros”, entre outras. Ao clicar na capa da obra que deseja pegar emprestado, há a opção “Mais informações” que possibilita a leitura do resumo sobre a obra. Após isso, abrirá uma nova página que contém o botão “Emprestar e Ler”, basta selecioná-lo e o livro estará à disposição para leitura. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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Prouni: prazo para comprovar informações da inscrição acaba hoje (24)

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Instituições privadas de educação superior participantes do processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni), referente ao segundo semestre de 2026, recebem até esta sexta-feira, 24 de julho, a documentação que comprova as informações prestadas na inscrição pelos estudantes pré-selecionados na primeira chamada.   

As universidades, os centros universitários e as faculdades podem disponibilizar endereço eletrônico para este processo, mas é de responsabilidade do estudante verificar os horários e locais de comparecimento para a análise das informações. Os documentos devem ser apresentados diretamente para as instituições para as quais os estudantes foram pré-selecionados. A perda do prazo ou não comprovação das informações resultará na reprovação do candidato. 

Candidatos que não foram pré-selecionados na primeira chamada do programa ainda contam com duas possibilidades: segunda chamada e lista de espera. A segunda chamada ocorrerá no dia 5 de agosto, com período de comprovação de informações de 5 a 14 do mesmo mês, e a lista de espera, para a qual os interessados terão entre 26 e 27 de agosto para manifestar interesse. A divulgação da lista será no dia 1° de setembro, e a comprovação das informações da inscrição para os pré-selecionados por lista de espera deve ser feita entre 1° e 14 de setembro.  

Números – O programa recebeu 529.786 inscrições para o segundo semestre deste ano. Cada participante pôde selecionar até duas opções de curso, instituição e turno, conforme as regras do edital. As bolsas integrais cobrem 100% do valor da mensalidade, enquanto as bolsas parciais correspondem a 50%.  

Nesta edição, o Ministério da Educação (MEC) ofertou 471.304 bolsas de estudo em 380 cursos de graduação, distribuídas entre ampla concorrência e cotas, de 879 instituições privadas de educação superior. Do total de bolsas ofertadas, 219.725 são integrais, cobrindo todo o valor da mensalidade, e 251.579 são parciais, arcando com 50% do valor do curso. O programa reserva vagas a candidatos que atendem aos critérios da política de ações afirmativas do programa, incluindo pessoas com deficiência e candidatos autodeclarados indígenas, pretos ou pardos. Para pessoas com deficiência, são ofertadas 35.365 bolsas; para pretos, pardos e indígenas, são 188.880; e para a ampla concorrência, as demais 247.059 bolsas de estudo.  

Leia mais:  MEC Livros: conheça os dez títulos líderes de acessos

Confira o cronograma completo do Prouni 2/2026:    
Comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na 1ª chamada: 15 a 24 de julho    
Resultado da 2ª chamada: 5 de agosto    
Comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na 2ª chamada: 5 a 14 de agosto    
Lista de espera: 26 e 27 de agosto    
Resultado da lista de espera: 1º de setembro    
Comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados em lista de espera: 1º a 14 de setembro.   

Prouni – Criado em 2004 e instituído pela Lei nº 11.096/2005, o Programa Universidade para Todos (Prouni) oferta bolsas de estudo (integrais e parciais) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições de educação superior privadas. O Prouni ocorre duas vezes ao ano e tem como público-alvo o estudante sem diploma de nível superior.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)  

Fonte: Ministério da Educação

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MEC Enem: estudantes podem fazer simulados e exercícios

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Estudantes de todo o país podem acessar os aplicativos disponibilizados pelo Ministério da Educação (MEC) para complementar o aprendizado. Entre as plataformas está o MEC Enem, voltado para estudantes que farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A ferramenta pode ser baixada gratuitamente na loja de aplicativos de preferência do usuário. O acesso é realizado por meio do cadastro Gov.br. 

Com um milhão de usuários, o MEC Enem disponibiliza simulados de questões alternativas do certame, correção automatizada de redação, materiais de reforço e assistente virtual. As trilhas de estudo são segmentadas por complexidade e campo de conhecimento. 

O assistente virtual, com tecnologia de inteligência artificial, permite a construção de planos e cronogramas de estudo personalizados, além de tirar dúvidas. O aplicativo também faz a transcrição e a correção automatizada da redação com maior velocidade e precisão na correção. 

São milhares de exercícios disponíveis, mais de 300 videoaulas e conteúdos interativos para a preparação dos alunos.   

Acesso – Para acessar o MEC Enem, basta baixar o aplicativo. O login é feito pela conta Gov.br, que pode ser criada via aplicativo ou site. No aplicativo, clique no botão “Entrar com Gov.br”, e, se estiver no site, clique no botão “Criar conta Gov.br”. Em seguida, digite seu CPF e siga as orientações para criar a conta.  

Passo a passo da correção da redação: 

  • o estudante entra na seção “Redação” do aplicativo; 
  • vê o tema do simulado da redação (baseado em provas antigas); 
  • escreve a redação a próprio punho, como na prova do Enem; 
  • tira uma foto da folha onde escreveu a redação; 
  • a plataforma transcreve automaticamente a redação em poucos segundos, dando a opção para o estudante editar o que achar necessário; 
  • o estudante remete a redação para a plataforma; 
  • a inteligência artificial do aplicativo corrige a redação e devolve um gabarito com sugestões de melhoria e pontuação estimada em até 60 segundos (menor tempo de correção do mercado). 
Leia mais:  Prouni: prazo para confirmar informações acaba sexta (24)

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC

Fonte: Ministério da Educação

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