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Senad lança edital para projetos de sociobioeconomia

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Brasília, 15/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), publicou o edital de Chamamento Público nº 01/2026. A iniciativa visa selecionar propostas de Organizações da Sociedade Civil (OSCs) que fortaleçam cadeias produtivas baseadas no uso sustentável de recursos naturais. 

O objetivo é usar o desenvolvimento socioeconômico como ferramenta para transformar regiões pressionadas pelo crime e pelo tráfico de drogas. Ao incentivar a sociobioeconomia, com atividades lucrativas e de baixo impacto ambiental — como manejo florestal comunitário, bioindústrias, agroextrativismo, associativismo, cooperativismo, bioinsumos, tecnologias sociais e cultura material —, o Governo busca reduzir a dependência de comunidades locais em relação ao crime organizado e criar redes de proteção territorial. 

Para a secretária nacional da Senad, Marta Machado, o certame representa uma mudança de paradigma: É uma segurança pública integrada, que investe em soluções estruturais. Ao fortalecer economias sustentáveis e valorizar os saberes locais, criamos alternativas reais de renda e reduzimos o espaço de atuação das organizações criminosas”, afirma. 

O investimento total da Senad pode chegar a R$ 24 milhões, com a seleção de até seis projetos, que poderão receber até R$ 4 milhões cada. A definição das áreas prioritárias considerou indicadores de segurança e vulnerabilidade social. 


Serão selecionados projetos com foco nas seguintes regiões:
 

  • Vale do Juruá (AC): Cruzeiro do Sul, Feijó, Jordão, Manoel Urbano, Tarauacá, Sena Madureira e Santa Rosa do Purus; 
  • Alto Rio Negro (AM): Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira; 
  • Baixo Tapajós (PA): Alenquer, Belterra, Monte Alegre, Óbidos e Santarém; 
  • Imperatriz (MA): Açailândia, Divinópolis, Imperatriz, São José do Ribamar e Senador La Rocque; 
  • Cone Sul (MS): Amambaí, Antônio João, Bela Vista, Dourados, Laguna Carapã e Ponta Porã; 
  • Tríplice Fronteira Oeste (PR): Foz do Iguaçu, Itaipulândia, Missal, Santa Terezinha de Itaipu e São Miguel do Iguaçu. 
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Podem participar entidades privadas sem fins lucrativos, cooperativas sociais ou de trabalhadores rurais e organizações religiosas com projetos de interesse público.  

Propostas podem ser enviadas até 14 de maio. Edital e mais informações no site da Senad e na Plataforma Transferegov.br.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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BRASIL

Governo do Brasil orienta beneficiários do Luz do Povo

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O Governo do Brasil vai ampliar a comunicação com os beneficiários do programa Luz do Povo. A partir desta semana, por meio de mensagens pelo WhatsApp e pela caixa postal do aplicativo Gov.br, serão enviadas mensagens com informações sobre a aplicação dos descontos na tarifa de energia elétrica e orientações sobre como proceder em caso de inconsistências.

A ação busca ampliar o acesso ao benefício e garantir que todas as famílias elegíveis sejam contempladas. As mensagens explicam como o desconto é aplicado na tarifa de energia elétrica – integral para consumo de até 80 kWh por mês e parcial para consumo de até 120 kWh por mês – e orienta os beneficiários a conferirem a fatura e, caso o desconto não seja aplicado, a buscar informações nos canais indicados para regularizar a situação. As comunicações são direcionadas a três grupos de públicos elegíveis:

  • Beneficiários ativos (verificação): famílias que já recebem a Tarifa Social de Energia Elétrica (TSSE), por possuírem renda mensal per capita de até meio salário mínimo. Nesse caso, a mensagem tem caráter de verificação, buscando confirmar se o desconto está sendo efetivamente aplicado na fatura de energia elétrica;
  • Elegíveis que ainda não recebem o benefício (falha no recebimento): famílias que atendem aos critérios de elegibilidade da TSEE, mas que por algum motivo ainda não recebem o benefício; e
  • Elegíveis para receber o Desconto Social: famílias que se enquadram nos critérios de renda estabelecidos para o Desconto Social, incluindo aquelas com renda mensal per capita entre meio e um salário mínimo e que precisam se cadastrar ou atualizar suas informações no CadÚnico.

A ação busca ampliar a eficácia na implementação no programa e assegurar que os benefícios sociais cheguem de forma efetiva às famílias em situação de vulnerabilidade.

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Segurança e privacidade

Para garantir a segurança dos cidadãos e prevenir fraudes, o Governo do Brasil informa que a autenticidade da informação é garantida pelo selo azul de conta verificada da conta do Governo do Brasil no WhatsApp e, também, pelo recebimento da mesma mensagem diretamente na Caixa Postal do aplicativo Gov.br.

O cidadão não deve confiar em qualquer mensagem recebida fora da plataforma Gov.br que solicite acesso para verificar saldos ou atualizar dados.

É importante ressaltar que o Governo do Brasil não solicita dados pessoais, como CPF e endereço, nem realiza cobranças ou pedidos de pagamento via WhatsApp e envia apenas botões, nunca links abertos.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: 
(61) 2032-5759 | E-mail: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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“Estamos falando de valorização da vida”, destaca Luiz Marinho sobre redução da jornada

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O Governo do Brasil encaminhou ao Congresso Nacional, em regime de urgência, o projeto de lei que propõe a redução da jornada máxima de trabalho no país de 44 para 40 horas semanais e o fim da escala de trabalho 6×1. A iniciativa integra a agenda de valorização dos trabalhadores e trabalhadoras.

O anúncio foi detalhado em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (15), com a participação do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.

Luiz Marinho destacou que o projeto garante melhorias ao ambiente de trabalho. “Um ambiente saudável reduz o absenteísmo, melhora a concentração e o foco, sem levar ao adoecimento ou ao estresse”, afirmou.

O ministro acrescentou que condições adequadas de trabalho contribuem para prevenir doenças ocupacionais, reduzir acidentes e elevar a produtividade. “A produtividade é o que o Brasil precisa. Um trabalhador com mais qualidade de vida produz mais e melhor”, disse.

Mais tempo e qualidade de vida

Durante a coletiva, o ministro Guilherme Boulos destacou a importância da iniciativa e ressaltou que se trata de uma demanda crescente da sociedade. “O presidente ouviu o clamor de trabalhadores e trabalhadoras que estão exaustos, adoecendo, enfrentando burnout, sem tempo para descanso, para o autocuidado ou para estar com suas famílias. O fim da escala seis por um é uma reparação histórica: devolve tempo ao trabalhador”, acrescentou.

Luiz Marinho frisou a importância de o projeto de lei não permitir que o fim da escala 6×1 seja acompanhado de redução salarial. Para ele, a proposta enviada pelo Governo do Brasil representa a valorização da vida dos brasileiros.

“O que se debate é a redução da jornada de trabalho sem redução de salário e, junto, uma importante bandeira para a valorização da vida. A escala 6×1 é a pior das escalas de jornada de trabalho que possa existir, em especial para as mulheres”, destacou o ministro.

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Os ministros ressaltaram que o projeto garante mais dignidade para milhões de trabalhadoras em todo o Brasil, que hoje precisam usar o único dia de descanso na semana para desempenhar atividades domésticas.

“O dia de descanso que uma mulher trabalhadora tem hoje na 6×1 nem de descanso é. Vivemos em um país machista, em que as tarefas domésticas são relegadas, na maioria dos casos, às mulheres. O tempo que essa trabalhadora deveria ter para descansar é usado para cuidar da casa, fazer comida, lavar louça e lavar roupa. Ela não tem tempo de descanso, de lazer ou de ir à igreja”, disse Boulos.

Urgência constitucional

O texto enviado ao Congresso Nacional fixa novo limite de jornada em 40 horas semanais e mantém as 8 horas diárias, inclusive para trabalhadores em escalas especiais. O PL assegura dois dias de repouso semanal de 24 horas consecutivas — preferencialmente aos sábados e domingos — e consolida o modelo de cinco dias de trabalho para dois de descanso, superando a lógica predominante da escala 6×1. Os dias de repouso poderão ser definidos em negociação coletiva, respeitando as peculiaridades de cada atividade.

De abrangência ampla, o PL inclui domésticos, comerciários, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela CLT e por leis especiais. Segundo o texto, o limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados, mantendo a possibilidade de flexibilização, como no caso das escalas 12×36 formalizadas por acordo coletivo, respeitado o máximo de 40 horas semanais.

A tramitação em regime de urgência, até 45 dias na Câmara e 45 dias no Senado, estabelece prazos mais curtos para análise da matéria, sem dispensar o diálogo entre os Poderes. O objetivo é assegurar celeridade à proposta e avançar na garantia de direitos para trabalhadores e trabalhadoras de todo o país.

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O ministro Marinho destacou, ainda, que a redução da jornada pode ser feita por meio de um projeto de lei, mas afirmou que é importante que, na sequência, o Congresso Nacional aprove uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

“A PEC também é importante para consolidar esse processo, porque, no futuro, qualquer governo que eventualmente queira alterar a jornada de trabalho, como ocorreu na Argentina, não poderá fazê-lo por meio de projeto de lei. Estamos priorizando o PL neste momento por ser mais célere, enquanto a PEC pode ser debatida com mais serenidade e tranquilidade”, explicou Marinho.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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