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Dia Nacional da Trabalhadora Doméstica reforça mobilização por direitos e trabalho decente no Brasil

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No Dia Nacional da Trabalhadora Doméstica, celebrado em 27 de abril, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) reforça o compromisso com a promoção do trabalho decente e a ampliação de direitos no setor. A data marca o fortalecimento da Campanha Nacional pelo Trabalho Doméstico Decente 2026, coordenada pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), em um contexto de alta informalidade e vulnerabilidade estrutural.

Como parte das ações, auditores-fiscais do Trabalho participaram, nos dias 24 e 25 de abril, em Belém (PA), do lançamento oficial da campanha, realizada em parceria com diversas instituições públicas e organizações da sociedade civil.

Mobilização nacional e serviços à população

A programação teve início na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Belém, com a cerimônia de lançamento da campanha. No dia seguinte, a mobilização ganhou as ruas com a realização de uma feira de serviços gratuitos no Instituto de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Pará (UFPA), no bairro do Guamá.

Com o lema “Saúde e Segurança são Direitos Humanos”, a ação foi voltada especialmente a trabalhadoras e trabalhadores domésticos, com foco na ampliação do acesso a direitos e serviços essenciais. Durante a atividade, foram oferecidos atendimentos como vacinação, testes rápidos, aferição de pressão arterial e glicemia, além de orientações jurídicas sobre legislação trabalhista e benefícios previdenciários.

A iniciativa contou com a participação de órgãos como os ministérios da Saúde e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, além da Fundacentro, da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (FENATRAD), da FETRADORAM e do escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil.

Um dos destaques foi a atuação da Clínica de Combate ao Trabalho Escravo da UFPA, que realizou atendimento especializado para acolhimento e orientação de denúncias de trabalho análogo à escravidão, garantindo escuta qualificada e encaminhamento adequado.

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Saúde e segurança como prioridade

A campanha também tem como eixo central a promoção da saúde e segurança no trabalho doméstico. Nesse contexto, foi realizada uma oficina conjunta entre o Ministério do Trabalho e Emprego, por meio do Grupo de Trabalho de Segurança e Saúde no Trabalho Doméstico, e o Ministério da Saúde.

A iniciativa busca alinhar diretrizes técnicas, fortalecer a atuação intersetorial e ampliar a efetividade das ações de prevenção, vigilância e promoção da saúde no setor.

Qualificação e cooperação internacional

Como parte dos esforços de fortalecimento da proteção no trabalho doméstico, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) disponibiliza o curso gratuito “Segurança e Saúde no Trabalho Doméstico”, em formato autoguiado e acessível em português e espanhol.

A capacitação oferece ferramentas práticas para identificação de riscos e adoção de medidas preventivas, em consonância com os princípios da Convenção nº 189 da OIT, que trata do trabalho decente para a categoria.

Informalidade ainda é desafio estrutural

Apesar dos avanços, o trabalho doméstico no Brasil ainda enfrenta desafios significativos. No 4º trimestre de 2025, o país registrou cerca de 5,57 milhões de trabalhadores domésticos, segundo a PNAD Contínua do IBGE. Desses, aproximadamente 4,2 milhões atuavam sem carteira assinada, o que representa mais de 75% de informalidade no setor.

Os dados evidenciam que a informalidade é um fenômeno estrutural e disseminado em todo o território nacional, com índices que superam 70% na média do país e chegam a ultrapassar 80% em alguns estados.

Para ampliar a transparência e subsidiar políticas públicas, o MTE disponibiliza o Painel de Informações do Trabalho Doméstico (2015 a 2025), que reúne dados detalhados sobre formalização, perfil da categoria e evolução do setor no país. A ferramenta permite acompanhar os principais indicadores e orientar ações de fiscalização, qualificação e promoção de direitos.

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Diante desse cenário, a Campanha Nacional pelo Trabalho Doméstico Decente, criada em 27 de abril de 2022, ganha ainda mais relevância ao reafirmar o compromisso do Governo do Brasil com a ampliação de direitos, a promoção da saúde e a garantia de condições dignas para trabalhadoras e trabalhadores domésticos em todo o Brasil.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Minha Casa, Minha Vida entrega 304 moradias em Ponta Grossa, no Paraná

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O Ministério das Cidades entregou, neste sábado (25), 304 novas moradias do programa Minha Casa, Minha Vida em Ponta Grossa, no Paraná. A cerimônia marcou a inauguração do Residencial Vittace Nature Módulos I e II, localizado na no bairro Uvaranas. O empreendimento foi viabilizado pela modalidade FGTS.

As unidades entregues estão distribuídas em dois módulos, com 160 e 144 moradias. O residencial está localizado em uma área com acesso a serviços essenciais no entorno, com nove pontos de comércio básico, sete escolas, cinco creches, quatro pontos de saúde e três opções de transporte público, o que contribui para a inserção urbana das famílias beneficiadas.

Em Ponta Grossa, o Novo Minha Casa, Minha Vida também tem novas unidades selecionadas. Até o momento, foram selecionadas 204 unidades habitacionais no município, com potencial de investimento superior a R$ 27,37 milhões. Além disso, no financiamento habitacional pelo MCMV, já foram financiadas 10.038 unidades habitacionais em Ponta Grossa desde 2023, somando R$ 1,5 bilhão em recursos.

No Paraná, o Ministério das Cidades já autorizou a contratação de 7.944 unidades habitacionais, equivalentes a R$ 1,1 bilhão e, em todo o país, o Minha Casa, Minha Vida alcançou a marca de 2,3 milhões de moradias contratadas em suas linhas subsidiadas e financiadas. A meta do Governo Federal é chegar a 3 milhões de contratações até o fim de 2026, consolidando a retomada e a expansão do programa para o enfrentamento ao déficit habitacional e melhoria no acesso à moradia digna no Brasil.

Acesse a Central de Conteúdos e as Redes Sociais do Ministério das Cidades

Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério das Cidades
Atendimento à Imprensa
Telefone: (61) 2034-4282
E-mail: [email protected]

Fonte: Ministério das Cidades

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Operação contra abuso sexual infantojuvenil cumpre mandados em todo o País

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Brasília, 28/4/2026 – Com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Polícia Federal (PF) realizou, nesta terça-feira (28), a Operação Nacional Proteção Integral IV, voltada à identificação e à prisão de autores de crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes. Ao todo, foram cumpridos 159 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de prisão preventiva nos 26 estados e no Distrito Federal.

A ação mobiliza 503 policiais federais e 243 policiais civis do Distrito Federal (DF) e dos seguintes estados: Bahia (BA), Espírito Santo (ES), Goiás (GO), Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS), Pará (PA), Paraná (PR), Pernambuco (PE), Piauí (PI), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande do Sul (RS), São Paulo (SP) e Tocantins (TO).

A Operação Nacional Proteção Integral IV integra uma força internacional de combate a crimes transnacionais que violam a dignidade sexual de crianças e adolescentes. Denominada Operação Internacional Aliados pela Infância VI, a iniciativa ocorre de forma simultânea em 15 países.

Além do Brasil, participam Argentina, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Espanha, França, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana e Uruguai.

Em 2026, a PF já cumpriu ao menos 450 mandados de prisão de foragidos por crimes sexuais por meio dos Grupos de Capturas.

O MJSP atua de forma integrada no enfrentamento ao abuso sexual infantojuvenil, com ações de inteligência, cooperação entre forças de segurança e uso de tecnologia no combate a crimes cibernéticos, fortalecendo a atuação conjunta entre União e estados.

Prevenção e orientação

Embora o termo pornografia ainda conste no Estatuto da Criança e do Adolescente, a terminologia adotada internacionalmente prioriza expressões como abuso sexual de crianças e adolescentes ou violência sexual contra crianças e adolescentes, por refletirem com maior precisão a gravidade desses crimes.

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Como medida de prevenção, a PF orienta pais e responsáveis a acompanharem o uso da internet por crianças e adolescentes. O diálogo aberto sobre segurança no ambiente digital e o incentivo à comunicação de situações suspeitas são estratégias essenciais para reduzir riscos e ampliar a proteção.

*Com informações da Polícia Federal

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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