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POLÍTICA NACIONAL

Projeto que cria Semana Nacional do Esporte vai à sanção presidencial

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A Comissão de Esporte do Senado (CEsp) aprovou nesta quarta-feira (11) o projeto de lei que cria a Semana Nacional do Esporte. Como a decisão teve caráter terminativo, o texto deve seguir diretamente para a sanção da Presidência da República.

O projeto (PL 2.014/2025), que teve origem na Câmara dos Deputados, recebeu parecer favorável da presidente da CEsp, a senadora Leila Barros (PDT-DF).

Atualmente, a Lei Geral do Esporte estabelece o dia 23 de junho como o Dia Nacional do Esporte. A proposta aprovada nesta quarta-feira determina que a Semana Nacional do Esporte será celebrada na semana que inclui esse dia.

Formação cidadã

Segundo a autora da proposta, a deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ), o objetivo de sua iniciativa é incentivar a prática esportiva como instrumento de promoção de saúde, inclusão social, educação e qualidade de vida.

O texto prevê que as comemorações serão promovidas pelo governo, em parceria com instituições de ensino, organizações esportivas e entidades da sociedade civil — por meio de campanhas, ações educativas e atividades práticas.

Para Leila Barros, a ampliação da celebração do Dia Nacional do Esporte para um período semanal vai facilitar a realização de ações articuladas, além de aumentar o alcance e a mobilização social da iniciativa. 

— A medida se harmoniza com a compreensão contemporânea do esporte como política pública transversal, com repercussões positivas não apenas no campo do lazer e do rendimento, mas também na formação cidadã e no desenvolvimento humano — declarou a senadora.

Leila também destacou que a iniciativa reforça o esporte como direito social e como ferramenta de transformação, contribuindo para o fortalecimento de políticas públicas voltadas à ampliação do acesso à atividade esportiva.

PEC da Segurança Pública

A comissão também aprovou, na reunião desta quarta, a solicitação de Leila Barros de uma audiência pública para discutir a Proposta de Emenda à Constituição 18/2025 (conhecida como PEC da Segurança Pública). A senadora quer debater o trecho que trata dos repasses da arrecadação obtida com as bets.

Leia mais:  Comissão aprova criação das rotas turísticas da Quarta Colônia (RS) e do Imperador (SE e AL)

Em seu requerimento (REQ 2/2026 – CEsp), Leila ressalta que a Lei 14.790, de 2023, estabelece que uma parcela da arrecadação proveniente de apostas esportivas tem de ser repassada às políticas públicas do esporte, mas que alterações previstas pela PEC da Segurança Pública destinam uma parte da arrecadação obtida com as bets à área de segurança pública.

“A realização de audiência pública na Comissão de Esporte do Senado permitirá ouvir especialistas, representantes das entidades esportivas e gestores públicos, contribuindo para a adequada avaliação das consequências da medida e para a busca de soluções que preservem o fortalecimento do sistema esportivo nacional”, justifica ela.

A senadora sugere que sejam convidados representante dos ministérios do Esporte e da Fazenda, do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), entre outros.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Debatedores pedem que STF garanta auxílio a vítimas de Brumadinho

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Participantes de audiência pública na Câmara dos Deputados pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) que confirme o direito das vítimas do rompimento da barragem da mineradora Vale, em Brumadinho (MG), em 2019, ao recebimento do auxílio emergencial.

Segundo o coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Guilherme Camponêz, o direito à continuidade do benefício já foi reconhecido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, mas a empresa recorreu da decisão.

Camponêz afirma que a Vale recorre com frequência de decisões favoráveis às vítimas, o que, segundo ele, pode atrasar ou impedir o acesso a direitos já reconhecidos.

“A empresa já apresentou oito tipos diferentes de recursos contra essa decisão. Se o Estado permitir esse tipo de prática, pode favorecer quem tem mais recursos para recorrer aos tribunais superiores. A população atingida espera reparação há mais de sete anos”, afirmou.

De acordo com os participantes, 165 mil pessoas ainda dependem do auxílio emergencial para sobreviver.

Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), citada por Camponêz, indica que mais da metade dos atingidos teve redução de renda após a tragédia. Além disso, mais de 20% se endividaram.

Obrigações da empresa
O direito ao auxílio emergencial foi reconhecido em lei aprovada em 2023, que estabelece medidas de reparação e responsabilidades para a empresa.

Entre as obrigações da Vale estão:

  • recuperar os danos ambientais;
  • pagar indenizações à população atingida.
Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
Audiência pública para avaliar o acordo sobre rompimento da barragem em Minas com famílias atingidas e autoridades responsáveis. Atingido de Governador Valadares e Coordenador estadual do MAB, Guilherme de Sousa Camponêz
Guilherme Camponêz: recursos da Vale impedem acesso a direitos já reconhecidos

Críticas
De acordo com o deputado Rogério Correia (PT-MG), presidente da comissão externa que acompanha o caso, a Vale teve faturamento líquido superior a R$ 300 bilhões desde 2020.

Leia mais:  Câmara realiza sessão para eleger deputado que será indicado ao TCU; acompanhe

Segundo o parlamentar, o custo do auxílio emergencial não ultrapassa R$ 1,5 bilhão por ano. “É difícil entender que, após o desastre, a empresa ainda peça para interromper o auxílio emergencial. Muitas famílias dependem desse valor para sobreviver”, disse.

Reparação ainda incompleta
A lei de 2023 estabelece que as obrigações da empresa só terminam com a reparação integral dos danos. Os participantes da audiência afirmaram que esse processo ainda está no início.

Segundo Camponêz, cerca de 17 mil pessoas foram indenizadas, o que indica que aproximadamente 90% das vítimas ainda não receberam. Ele também afirmou que 80% dos projetos de serviços públicos previstos estão atrasados.

Recuperação ambiental
O deputado Pedro Aihara (PP-MG) afirmou que o rio Paraopeba foi fortemente impactado pela tragédia. Segundo ele, a legislação obriga a Vale a recuperar 54 quilômetros do rio, mas até agora apenas 3 quilômetros foram parcialmente dragados.

Reportagem – Maria Neves
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova criação das rotas turísticas da Quarta Colônia (RS) e do Imperador (SE e AL)

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou dois projetos de lei que instituem rotas turísticas no Brasil. As propostas buscam fortalecer o turismo regional e valorizar o patrimônio histórico e cultural em municípios do Rio Grande do Sul, de Sergipe e de Alagoas.

Um dos textos aprovados foi o do Projeto de Lei 109/22, do deputado Osmar Terra (PL-RS), que cria a Rota Turística da Quarta Colônia, no Rio Grande do Sul. A rota abrangerá os municípios de Agudo, Dona Francisca, Faxinal do Soturno, Ivorá, Nova Palma, Pinhal Grande, Restinga Sêca, São João do Polêsine e Silveira Martins. O objetivo é destacar a região que sediou o quarto centro de colonização italiana no século 19.

O relator da proposta foi o deputado Mauricio Marcon (PL-RS), que apresentou parecer favorável a seus aspectos constitucionais, jurídicos e de técnica legislativa.

Imperador
Também foi aprovado o Projeto de Lei 1512/24, do suplente de deputado Nitinho (SE), que cria a Rota Turística do Imperador, no litoral de Sergipe e de Alagoas. O itinerário englobará os municípios de Santana do São Francisco e Neópolis, em Sergipe, e Penedo, em Alagoas. A rota reviverá a expedição realizada por Dom Pedro 2º em 1859 para conhecer as potencialidades do rio São Francisco.

O relator, deputado Toninho Wandscheer (PP-PR), destacou que a rota promoverá o desenvolvimento do turismo regional e a valorização do patrimônio histórico e cultural brasileiro, “contribuindo para garantir o desenvolvimento nacional e reduzir as desigualdades sociais e regionais”.

Próximos passos
Como as propostas foram analisadas em caráter conclusivo, elas poderão seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara.

Para virar lei, a versão final desses textos precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores e, depois, sancionada pela Presidência da República.

Leia mais:  Debatedores relatam dificuldades para retirar passe livre interestadual de pessoas com deficiência

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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