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EDUCAÇÃO

São Paulo tem 851,8 mil inscritos na edição de 2026 do Enem

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Falta um mês para a primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, que será aplicada nos dias 8 e 15 de novembro. Em São Paulo, são 851,8 mil inscritos, desse total, 506,8 mil são inscrições gratuitas, enquanto 345 mil são pagantes. Em todo o país, o exame reúne mais de 5 milhões de inscritos, sendo 3,4 milhões com inscrição gratuita e 1,6 milhão de pagantes.

Entre as regiões do país, Nordeste e Sudeste concentram 1,7 milhão de inscritos cada. No Nordeste, são 413,1 mil pagantes e 1,3 milhão com inscrição gratuita. No Sudeste, 700,7 mil são pagantes e 1 milhão têm inscrição gratuita. Na sequência, estão as regiões Norte, com 550,7 mil inscritos, sendo 126,1 mil pagantes e 424,6 mil gratuitos; Sul, com 561,4 mil, sendo 217,6 mil pagantes e 343,8 mil gratuitos; e Centro-Oeste, com 393 mil, dos quais 154,4 mil são pagantes e 238,6 mil têm inscrição gratuita.

Enem 2026 – inscrições confirmadas
UF Gratuitas Pagantes Total
AC 19.742 6.849 26.591
AL 68.306 24.706 93.012
AM 91.632 22.267 113.899
AP 26.386 8.153 34.539
BA 339.179 97.938 437.117
CE 206.239 55.718 261.957
DF 42.152 40.142 82.294
ES 54.091 31.868 85.959
GO 105.739 61.135 166.874
MA 173.128 45.531 218.659
MG 293.843 178.140 471.983
MS 39.177 23.055 62.232
MT 51.523 30.260 81.783
PA 233.617 66.349 299.966
PB 102.025 38.725 140.750
PE 212.018 69.450 281.468
PI 92.925 27.796 120.721
PR 139.593 82.108 221.701
RJ 217.885 145.782 363.667
RN 81.038 32.908 113.946
RO 30.679 13.007 43.686
RR 11.062 4.253 15.315
RS 122.728 83.775 206.503
SC 81.542 51.710 133.252

Provas – Nos dois dias de aplicação, os portões serão abertos às 12h (horário de Brasília) e fechados às 13h. As provas começam às 13h30. No primeiro dia, os participantes respondem às questões de Linguagens e Ciências Humanas e fazem a redação. A aplicação termina às 19h. No segundo dia, serão realizadas as provas de Matemática e Ciências da Natureza, com encerramento às 18h30.

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Para realizar o exame, os participantes devem levar documento oficial com foto e caneta esferográfica de tinta preta fabricada em material transparente. Também é permitido levar água e alimentos para consumo durante a aplicação. Na segunda quinzena de outubro, será disponibilizado o Cartão de Confirmação de Inscrição, que informa o local de prova de cada participante.

Confirmação de idioma – Participantes que foram inscritos automaticamente no Enem têm até 18 de outubro para selecionar o idioma da prova de Língua Estrangeira: inglês ou espanhol. O participante que não fizer a escolha no portal até o prazo estabelecido terá atribuído automaticamente o inglês como idioma, não sendo permitida a alteração. A confirmação deve ser feita pela Página do Participante.

Ferramentas de preparação – Os estudantes também podem utilizar ferramentas digitais gratuitas durante a preparação para o exame. O aplicativo MEC Enem oferece simulados interativos, banco de exercícios, vídeo aulas e orientações para a prova de redação. A plataforma MEC Idiomas disponibiliza cursos gratuitos de inglês e espanhol em diferentes níveis de proficiência. Já o MEC Livros reúne obras em uma biblioteca digital. Na página Guia do Enem, os estudantes encontram dicas, vídeos e respostas a dúvidas frequentes.

Enem – O Exame Nacional do Ensino Médio é o principal mecanismo de acesso à educação superior no Brasil. Suas notas são utilizadas para seleção de estudantes por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e do Programa Universidade para Todos (Prouni), além de servirem de requisito para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O Enem também pode ser usado para processos seletivos próprios de universidades e faculdades e para convênios com instituições de ensino superior de Portugal.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Da EJA ao título de doutora honoris causa

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Frequentar a escola era um desejo que Creuza Oliveira, 68 anos, tinha desde criança, mas, devido à sua realidade, não pôde ser alcançado na idade regular. Aos dez anos, já trabalhava como doméstica em casa de família. Enquanto as crianças da casa onde trabalhava iam para a escola, Creuza permanecia nos afazeres domésticos, sem poder frequentar as aulas ou brincar como gostaria.  

Mas o sonho de Creuza permaneceu com ela até a vida adulta, quando não apenas voltou a estudar, mas também concluiu o ensino fundamental e o ensino médio, por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Essa trajetória também permitiu que Creuza pudesse iniciar uma luta pelos direitos das trabalhadoras domésticas. Essa iniciativa lhe rendeu, em 2023, o título de doutora honoris causa pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). 

A trajetória educacional de Creuza foi retomada quando ela se aproximou de um grupo de trabalhadoras domésticas. Nos encontros, conheceu novas possibilidades de acesso aos estudos e teve contato com o curso noturno do Colégio Antônio Vieira, então conhecido como supletivo. Após integrar o grupo, matriculou-se na escola. 

Estar em sala de aula significava realizar um desejo que havia sido negado na infância. Também permitia encontrar pessoas com experiências semelhantes às suas. “Eu estava aprendendo, mas estava também compartilhando várias situações com meus irmãos e irmãs iguais a mim”, conta. 

 Assista ao vídeo:

Nesse ambiente, o aprendizado se somava à possibilidade de conversar sobre a própria vida e ouvir outras histórias. A escola passou a integrar um percurso no qual a formação e a atuação coletiva se fortaleceram mutuamente. “A experiência e a vida de Creuza mostram a importância da educação de jovens e adultos”, afirma Marlene Souza Silva, ex-professora de Creuza e que acompanhou sua trajetória. 

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Para Marlene, a EJA contribui para formar pessoas que colocam o conhecimento a serviço de causas sociais. Ao lembrar o caminho de Creuza, ela destaca a construção gradual de vínculos com outras trabalhadoras, até que elas se reunissem para organizar uma associação. 

A atuação de Creuza na defesa das trabalhadoras domésticas ganhou reconhecimento também no meio acadêmico. Ao receber o título de doutora honoris causa pela UFBA, ela viu sua história de organização e participação social ser acolhida pela universidade. “A academia reconheceu essa luta histórica pelos direitos das trabalhadoras domésticas”, afirma. 

A homenagem reconhece uma contribuição construída ao longo da vida. Para Creuza, a conquista tem relação com um percurso que reúne a experiência no trabalho doméstico, a retomada dos estudos e o compromisso com outras mulheres da categoria. 

Sua história também permanece viva na memória de quem compartilhou essa caminhada. A amiga Valdirene Boaventura admira a facilidade com que Creuza recorda acontecimentos e fala sobre o que viveu. Por isso, insiste para que essas lembranças sejam registradas em um livro.  

Um convite a voltar à escola – Ao falar com quem ainda deseja estudar, Creuza parte da própria experiência. Lembra o que significa conseguir ler e interpretar um texto, perceber os conhecimentos adquiridos e reconhecer os avanços na própria trajetória. “Com certeza você vai ver a diferença quando você puder pegar um texto, ler, interpretar, quando você puder olhar e ver que você cresceu, que você avançou”, afirma. 

Para ela, essa conquista alcança também as gerações seguintes. Retomar os estudos é uma realização pessoal que pode incentivar filhos e netos a construir seus próprios caminhos. 

A menina que observava outras crianças saírem para a escola tornou-se uma mulher que convida outras pessoas a buscar o direito de aprender. Uma história em que o acesso à educação se entrelaça com a participação social e a construção de uma voz pública. 

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Números – De acordo com a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), o Brasil registrou, em 2025, a menor taxa de analfabetismo da série histórica: 4,9% entre a população com 15 anos ou mais. Em 2024, o índice era de 5,3%. Essa faixa etária integra o público atendido pelas políticas de educação de jovens e adultos nos estados. 

CadEJA – O Ministério da Educação (MEC) desenvolve uma série de ações vinculadas ao Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA (Pacto EJA), conjunto de iniciativas colaborativas implementadas com a participação dos entes federativos, incluindo o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA), plataforma virtual criada para registrar o interesse em cursar a EJA e auxiliar o planejamento da oferta de vagas.  

Instituído pela Portaria nº 275/2026, o CadEJA funciona como uma ponte entre pessoas interessadas em retomar os estudos e as oportunidades de EJA disponíveis. Na plataforma, as pessoas podem manifestar interesse em voltar a estudar e receber orientação para encontrar uma oportunidade de matrícula. A iniciativa envolve quatro diferentes perfis de acesso: usuários, operadores, agentes de cadastro e gestores.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

PNLD Educação Infantil: escolha de obras começa nesta terça (13)

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Escolas públicas têm até 31 de outubro para escolher obras literárias e informativas para crianças da creche e da pré-escola e materiais de apoio pedagógico para professores da educação infantil, pelo sistema PNLD Gestão. A escolha das obras do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) – Educação Infantil para o triênio 2026-2029 começa nesta terça-feira, 13 de outubro.

O programa é responsável pela avaliação, seleção e aquisição de livros e outros materiais didáticos, voltados à prática educativa nas escolas públicas. Nesta edição, a escolha contempla obras literárias e informativas para crianças da creche e da pré-escola, além de materiais de apoio pedagógico destinados aos professores da educação infantil.

Como escolher – A seleção está organizada em três categorias:

  • Categoria 1 – Creche: obras literárias e informativas;
  • Categoria 2 – Pré-escola: obras literárias e informativas;
  • Categoria 3 – Professores: obras de apoio pedagógico para docentes da educação infantil.

A escolha deve ser realizada conjuntamente pelo corpo docente e pelo dirigente da escola, com base nas informações disponíveis no Guia Digital do PNLD Educação Infantil (2026-2029). A análise deve considerar a adequação das obras à faixa etária das crianças e sua pertinência em relação à proposta pedagógica da unidade escolar.

Os acervos são destinados às bibliotecas e aos espaços de leitura das escolas. A quantidade disponibilizada será definida de acordo com o número de estudantes atendidos em cada categoria. Os conjuntos da categoria 1 são compostos por 46 a 47 obras, enquanto os da categoria 2 reúnem de 50 a 52 obras.

Os acervos estão organizados em ordem alfabética, e a escola pode selecionar o mesmo acervo mais de uma vez.

Caso a unidade escolar opte por não receber os livros literários do PNLD Educação Infantil, deverá registrar a opção “NÃO DESEJO RECEBER” no sistema.

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Como acessar o PNLD Gestão – O acesso ao sistema é realizado exclusivamente pela plataforma Gov.br, com o CPF e a senha pessoal e intransferível do diretor da escola. Somente os diretores estão autorizados a acessar a plataforma para registrar a escolha das obras.

Para utilizar o sistema, é necessário ter cadastro ativo com o perfil “Gestor de Unidade de Ensino”. A Secretaria de Educação responsável deve analisar e aprovar as solicitações de acesso dos diretores.

As escolas devem realizar testes prévios de acesso para identificar eventuais problemas antes do início ou durante o período de escolha. O sistema permite solicitar cadastros e atualizar acessos ao longo de todo o ano.

Em caso de dúvidas ou dificuldades, as escolas podem entrar em contato com o FNDE pelo e-mail .

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica

Fonte: Ministério da Educação

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