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SAÚDE

Quer acompanhar a saúde da criança pelo celular? Saiba como acessar a Caderneta Digital no Meu SUS Digital

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Pais e responsáveis legais podem acompanhar informações sobre a saúde e o desenvolvimento das crianças pelo Meu SUS Digital. A plataforma do Ministério da Saúde disponibiliza a Caderneta Digital da Criança, que reúne registros de vacinação, crescimento, desenvolvimento infantil, saúde bucal e histórico de atendimentos, além de orientações sobre os cuidados durante a infância.

A funcionalidade está disponível na seção de miniaplicativos (miniapps) do Meu SUS Digital e permite consultar informações das crianças vinculadas ao responsável legal nas bases oficiais do governo. O acesso é gratuito e realizado por meio de uma conta Gov.br, pelo celular ou computador.

Na Caderneta Digital, é possível acompanhar vacinas aplicadas e próximas doses previstas no calendário nacional, além de consultar registros de peso, altura, perímetro cefálico e Índice de Massa Corporal (IMC), apresentados também em gráficos de crescimento. A ferramenta reúne ainda os principais marcos do desenvolvimento infantil, informações de saúde bucal e registros clínicos disponíveis nos sistemas integrados ao SUS.

O miniapp também disponibiliza conteúdos educativos sobre amamentação, alimentação saudável, prevenção de acidentes, cuidados com bebês prematuros, desenvolvimento infantil e outros temas relacionados à saúde da criança.

Como acessar a Caderneta Digital da Criança?

Para consultar as informações pelo Meu SUS Digital, o responsável legal deve possuir uma conta Gov.br ativa e ter o vínculo com a criança registrado nas bases oficiais do Governo Federal.

O acesso pode ser realizado pelo celular ou computador, seguindo os passos:

  1. Abra o aplicativo Meu SUS Digital ou acesse o endereço meususdigital.saude.gov.br.
  2. Entre com sua conta Gov.br, informando CPF e senha.
  3. Na seção “Miniapps”, selecione “Caderneta da Criança”.
  4. As crianças vinculadas ao responsável legal serão identificadas e apresentadas automaticamente. Selecione a criança que deseja acessar.
  5. Consulte os registros disponíveis de vacinação, crescimento, desenvolvimento, histórico de saúde e conteúdos educativos.
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A identificação das crianças ocorre a partir das informações de vínculo com o responsável legal registradas nas bases oficiais do governo, sem necessidade de realizar uma vinculação manual quando esses dados já estão disponíveis e corretamente associados.

E se a criança não aparecer no aplicativo?

Para que a criança apareça automaticamente na Caderneta Digital, é necessário que o vínculo com seu responsável legal esteja registrado nos sistemas oficiais do governo.

Se a criança ainda não aparecer no aplicativo, não se preocupe. O sistema está sendo atualizado gradualmente para reconhecer mais vínculos familiares e permitir que mais responsáveis também tenham acesso à Caderneta Digital da Criança.

Além disso, está em estudo uma funcionalidade que permita solicitar a inclusão da criança na plataforma

E se alguma informação de saúde não aparecer?

A Caderneta Digital da Criança apresenta informações registradas e enviadas pelos estabelecimentos de saúde aos sistemas integrados ao SUS, especialmente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).

Por isso, algumas vacinas, consultas ou outros registros podem não aparecer automaticamente, caso as informações ainda não tenham sido enviadas ou integradas à plataforma.

Quando houver ausência ou divergência de registros de saúde, a orientação é procurar a unidade responsável pelo atendimento ou pela aplicação da vacina para verificar as informações.

A versão digital não substitui a Caderneta da Criança impressa, que continua sendo distribuída e utilizada pelos serviços de saúde. Os dois formatos podem ser utilizados de maneira complementar para acompanhar o crescimento, o desenvolvimento e os cuidados com a saúde infantil.

Saiba mais sobre o Meu SUS Digital

Para mais informações sobre o Meu SUS Digital, orientações de acesso e funcionalidades disponíveis, consulte a página oficial da plataforma no site do Ministério da Saúde.

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O aplicativo está disponível gratuitamente para Android (Google Play) e iOS (App Store), além da versão web.

Max de Oliveira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Roraima inicia atendimentos de radioterapia com primeiro acelerador linear do SUS no estado

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Os pacientes oncológicos de Roraima passam a contar com o primeiro acelerador linear para tratamento de radioterapia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O equipamento poderá beneficiar até 739 mil habitantes dos 15 municípios do estado, com previsão de atender 500 pacientes por ano. Com a chegada da tecnologia na região, a rede pública de saúde garante a oferta do tratamento em todas as unidades da federação.

Instalado no Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista, o centro radioterápico recebeu investimento de R$ 17 milhões do Ministério da Saúde e permitirá que os pacientes realizem o tratamento mais perto de casa, sem precisar viajar para outros estados. Antes, era necessário percorrer milhares de quilômetros para ter acesso à radioterapia, com deslocamentos para outras localidades, como Amazonas e São Paulo.

A radioterapia é uma das principais formas de tratamento contra o câncer e utiliza radiação direcionada ao tumor para preservar os tecidos saudáveis ao redor. Só em 2025, o Brasil registrou mais de 190 mil procedimentos desse tipo. Para facilitar o acesso a esse tratamento, a Lei do Agora Tem Especialistas prevê prioridade na assistência de pessoas com câncer nos serviços especializados.

“Hoje é um marco para Roraima. O paciente que precisar de cirurgia, quimioterapia e, agora, também de radioterapia vai poder contar com esse cuidado integrado dentro do próprio estado, perto de casa e da família. E isso faz toda a diferença, porque o tratamento do câncer não envolve só o paciente, mas também toda a família que acompanha esse processo”, destaca a diretora de Programa da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, do Ministério da Saúde.

Cenário Nacional

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O serviço em funcionamento em Roraima integra os esforços do Ministério da Saúde para fortalecer a rede pública de radioterapia em todo o país. Entre 2023 e 2026, foram viabilizados 105 aceleradores lineares para hospitais de diferentes regiões do país, dos quais 55 já foram entregues. Entre os estados contemplados estão São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Ceará, Piauí, Maranhão, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Amapá. A previsão é chegar a 70 equipamentos entregues até o fim de 2026, fortalecendo a oferta de tratamento oncológico pelo SUS.

Do diagnóstico ao tratamento

O SUS oferece assistência gratuita às pessoas com câncer, desde consultas, exames e biópsias para diagnóstico até o tratamento, a reabilitação e os cuidados paliativos. O cuidado pode incluir, além da radioterapia, cirurgias, quimioterapia, hormonioterapia, terapias-alvo, imunoterapia e transplante de medula óssea, além de internações, apoio multiprofissional e acompanhamento para aliviar sintomas e preservar a qualidade de vida.

Para reduzir o tempo de espera entre a suspeita da doença e o início do tratamento, o Ministério da Saúde investe em novas tecnologias e na organização da rede de atendimento. Uma das iniciativas é o Super Centro Brasil para Diagnóstico de Câncer, que utiliza patologia digital e telepatologia para agilizar a análise de amostras e a emissão de laudos. Em 2026, mais de 24 mil pacientes de todas as unidades da Federação foram beneficiados, com tempo médio de oito dias para emissão dos resultados, frente a cerca de 30 dias anteriormente.

Bruna Queiroz
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Cuidado ao diabetes na Atenção Primária: profissionais do SUS terão acesso a curso gratuito com certificação

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Profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) de todo o país já podem se inscrever para qualificação gratuita sobre o cuidado às pessoas com diabetes, com aulas on-line e certificação. Com foco inicial nos profissionais do Programa Mais Médicos, a formação também é destinada às demais categorias que atuam na APS. O curso foi apresentado nesta terça-feira (13/10), em São Paulo, durante atividade com transmissão ao vivo, com orientações de acesso à plataforma e uma aula especial sobre insulinoterapia.

O Curso de Capacitação da Atenção Primária à Saúde na Atenção às Pessoas com Diabetes é resultado de um Acordo de Cooperação entre o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), e a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). A parceria tem como meta quaificar aproximadamente 25 mil profissionais do Sistema único de Saúde (SUS) em até 12 meses, sendo cerca de 15 mil médicos e 10 mil integrantes de equipes multiprofissionais da Estratégia Saúde da Família.

A formação reúne conteúdos técnico-científicos baseados em evidências, boas práticas assistenciais e nos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde aplicáveis ao diabetes, com foco na prevenção, no diagnóstico, no tratamento e no acompanhamento das pessoas atendidas na Atenção Primária.

Durante participação on-line no evento, o secretário adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Jérzey Timóteo, ressaltou a importância de aproximar o conhecimento científico da prática cotidiana dos profissionais que atuam no SUS, especialmente diante da atualização dos protocolos e da incorporação de tecnologias para o tratamento do diabetes. “É necessário que essas condutas e protocolos alcancem a ponta do trabalho realizado pelas equipes de Saúde da Família”, destacou Jérzey.

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O presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), João Eduardo Nunes Salles, reforçou a importância de atualizar os conhecimentos dos profissionais diante dos avanços no tratamento da doença. “O tratamento do diabetes no SUS melhorou muito com a chegada de novos medicamentos e novas insulinas. Mas como fazer para que esse conhecimento chegue a todos os médicos e profissionais de saúde que cuidam das pessoas com diabetes? Foi por isso que o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Diabetes criaram essa qualificação, para que todos estejam na mesma página em relação ao tratamento do diabetes”, afirmou.

O evento foi realizado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, quando o provedor da Irmandade, Dr. José Mansur, ressaltou a importância de iniciativas voltadas à formação e à qualificação dos trabalhadores da saúde e colocou a instituição à disposição para colaborar com projetos do Ministério da Saúde nessa área.

Educação e ciência para fortalecer o cuidado no SUS

A educação permanente dos profissionais de saúde é um dos aspectos relacionados à atualização das práticas de cuidado às pessoas com diabetes, conforme destacou a coordenadora-geral de Ações Estratégicas de Educação na Saúde (CGAES/SGTES/MS), Erika Rodrigues de Almeida. “A disponibilidade de medicamentos para o tratamento do diabetes passou por mudanças nos últimos anos. Nesse contexto, a capacitação dos trabalhadores da saúde é importante para a atualização dos conhecimentos sobre as opções terapêuticas e sua utilização na assistência aos pacientes”, explicou.

A articulação entre educação e saúde também esteve presente na fala de Carolina da Paz, representante do Ministério da Educação (MEC). Ela destacou a importância da ciência e da educação pública para qualificar o cuidado à população e ressaltou que a formação beneficiará não apenas médicos do Programa Mais Médicos, mas também tutores e supervisores responsáveis pelo acompanhamento acadêmico desses profissionais.

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Pela Sociedade Brasileira de Diabetes, Bianca Pititto, coordenadora do Departamento de Saúde Pública, Economia da Saúde e Ética da entidade, apresentou a estrutura da qualificação e destacou o trabalho de adequação dos conteúdos às diferentes realidades da Atenção Primária no Brasil. A elaboração do projeto também contou com a participação da vice-presidente da SBD, Karla Melo, e da segunda secretária, Maria Gabriela Cavicchioli, reunindo contribuições de diferentes áreas profissionais.

Formação voltada à prática

Ofertado integralmente a distância pela plataforma Diabetes Play, o curso está organizado em duas trilhas formativas, permitindo que os profissionais acessem conteúdos relacionados às suas áreas de atuação:

  • Para profissionais prescritores: nove módulos, 33 aulas e carga horária total de 7h12.
  • Para profissionais de equipes multiprofissionais: seis módulos, 18 aulas e carga horária total de 3h41.

As aulas são gravadas e incluem discussões clínicas, avaliação de aprendizagem ao final de cada módulo e certificação aos participantes.

Entre os temas abordados estão diagnóstico e metas terapêuticas, pré-diabetes e prevenção do diabetes tipo 2, avaliação do risco cardiorrenal, tratamento medicamentoso, insulinoterapia, complicações crônicas, diabetes gestacional e cuidado multiprofissional.

Um dos destaques da formação é o módulo específico sobre a transição da insulina NPH para a insulina glargina, com orientações relacionadas ao manejo e ao acompanhamento das pessoas com diabetes tipos 1 e 2.

A formação será ofertada inicialmente na plataforma Diabetes Play, com previsão de posterior disponibilização dos conteúdos na Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS).

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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