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POLÍTICA NACIONAL

Confúcio alerta para violência gerada por diferença de opiniões

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Em pronunciamento nesta terça-feira (1°), o senador Confúcio Moura (MDB-RO) alertou para o aumento dos episódios de violência motivados por divergência de opiniões. Segundo ele, em muitos casos as pessoas têm atitudes violentas antes mesmo de entender o que está acontecendo.

O senador citou as notícias recentes sobre as mortes de um jovem confundido com um ladrão de bicicletas no Rio de Janeiro (RJ) e de uma dona de uma lanchonete em Anápolis (GO) após uma discussão sobre um pedido. Também lembrou a necessidade de intervenção policial, em São Paulo, para retirar de um estádio de futebol uma criança que havia recebido a camisa de um jogador e foi hostilizada pela torcida.

Confúcio Moura também mencionou um levantamento da Rede de Observatórios da Segurança Pública, que monitora nove estados brasileiros, que registrou 223 casos de linchamento em 2024 e 227 em 2025. Até maio de 2026, já haviam sido registrados 88 casos de linchamento no Brasil.

— Enquanto alguns dos principais indicadores de violência letal melhoram, continua presente entre nós uma disposição para o justiçamento: diante de uma suspeita ou de uma indignação, substitui-se a investigação pela certeza e pela justiça pelas próprias mãos. (…) Primeiro, escolhemos o culpado; só depois procuramos a explicação. As redes sociais ganharam escala e velocidade — lamentou.

Para o senador, a polarização tem transformado diferenças em ódio e violência. O desafio, na avaliação dele, é aprender a conviver com quem pensa diferente e respeitar as opiniões. A democracia, concluiu, depende da liberdade de falar, mas também da capacidade de ouvir.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Autorizado refinanciamento de dívida de US$ 4,8 milhões do Senegal com Brasil

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O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (1º) um projeto de resolução que autoriza a Presidência da República a ratificar acordo entre o Brasil e o Senegal para o refinanciamento de uma dívida de US$ 4,88 milhões do país africano. A matéria (PRS 53/2025) segue para promulgação.

A dívida senegalesa é decorrente do Programa de Financiamento às Exportações (Proex), modalidade em que o governo brasileiro concede financiamento a nações estrangeiras para a aquisição de bens e serviços nacionais. Os valores renegociados referem-se a parcelas com vencimento entre maio de 2020 e dezembro de 2021, período em que os pagamentos foram suspensos em decorrência dos impactos da pandemia de covid-19. A moratória temporária permitiu que o Senegal direcionasse recursos para ações emergenciais em saúde pública, proteção social e recuperação econômica.

As tratativas para a suspensão e posterior reestruturação dos débitos foram coordenadas pelo Clube de Paris, fórum internacional que reúne os principais países credores bilaterais desde 1956. Pelo texto aprovado, o montante total será dividido em frações e quitado em parcelas semestrais — variação de seis a dez parcelas —, com incidência de juros de 0,5% ao ano.

A autorização foi solicitada pela Presidência da República ao Legislativo por meio da Mensagem (MSF) 28/2024, encaminhada ao Senado pelo Poder Executivo.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Senadores pedem impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF

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A relação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foi tema de discursos de senadores e senadoras nesta terça-feira (1º) no Plenário, após a divulgação de informações de um relatório enviado pela Polícia Federal ao Supremo.

Preso desde março, Vorcaro era dono do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro passado, em meio a um escândalo de fraude bancária.

Diante das revelações do relatório, Alessandro Vieira (MDB-SE), Carlos Viana (PSD-MG), Cleitinho (Republicanos-MG), Damares Alves (Republicanos-DF), Esperidião Amin (PP-SC), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Izalci Lucas (PL-DF), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Magno Malta (PL-ES) defenderam o afastamento de Moraes, por impeachment ou renúncia.

— É urgente o afastamento de Alexandre de Moraes pelo próprio Supremo Tribunal Federal, para o bem do Judiciário brasileiro. Não estamos falando aqui em atacar o Judiciário. Nada disso. Estamos falando em defender as instituições — disse Carlos Viana, ao comunicar que a oposição já havia protocolado um novo pedido de impeachment contra Moraes.

Alessandro Vieira comentou que “esse escândalo se arrasta há muito tempo”.

— O ministro Alexandre de Moraes é um cadáver jurídico, um cadáver político. Ele se inviabilizou pela sua conduta. Um ministro do Supremo não pode se prestar à condição de assessor de banqueiro, mesmo que seja um banqueiro honesto. Mas o ministro Alexandre tinha plena consciência de que assessorava um banqueiro desonesto — avaliou.

Izalci Lucas disse que gostaria de votar o impeachment de Moraes antes do final de seu mandato como senador. Cleitinho pediu que o ministro compareça ao Senado para prestar esclarecimentos. Flávio Bolsonaro, por sua vez, afirmou que Moraes cometeu crime de responsabilidade ao ser flagrado “trabalhando para um banqueiro”.

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— É inadmissível que tenhamos pessoas da cúpula do poder deste país sendo suspeitas do cometimento de vários crimes — disse o senador.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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