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MATO GROSSO

Espaço Caliandra realiza 19 ações de conscientização

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Dezenove ações de conscientização e enfrentamento à violência contra as mulheres foram realizadas pelo Espaço Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso, ao longo do mês de agosto, como parte da programação do Agosto Lilás. As atividades incluíram palestras, encontros e diálogos com servidores públicos, estudantes, trabalhadores e colaboradores de empresas, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre a violência doméstica e familiar, fortalecer a prevenção e incentivar a participação da sociedade no enfrentamento à violência de gênero.
Nesta quinta-feira (27) e sexta-feira (28.8), foram realizadas ações na Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF) e na empresa CMT Indústria Química, em Várzea Grande.
Na Secretaria de Estado de Agricultura Familiar, o encontro ocorreu no auditório da instituição e contou com a participação de 65 servidores. Durante a atividade, foram abordados temas relacionados à violência doméstica e familiar contra a mulher, suas diferentes formas e tipos, além de dados sobre a violência contra as mulheres em Mato Grosso. A equipe também apresentou informações sobre a rede de atendimento e os serviços disponíveis, com orientações para a identificação de situações de violência e sobre a importância de buscar ajuda.
Nesta sexta-feira (28), a CMT Indústria Química, em Várzea Grande, recebeu a equipe para conversar com trabalhadores e promover uma ação de conscientização e sensibilização, especialmente do público masculino, sobre a violência contra as mulheres e a importância da participação dos homens na prevenção e no enfrentamento desse tipo de violência.
A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra acompanhou a atividade na empresa e destacou a importância do envolvimento dos homens nas ações de prevenção à violência contra as mulheres. Para ela, ampliar o diálogo com o público masculino é fundamental para promover mudanças de comportamento e fortalecer uma cultura de respeito e de enfrentamento à violência de gênero.
“A prevenção da violência também passa pela participação dos homens. É preciso ampliar os espaços de diálogo para que eles compreendam que o enfrentamento à violência contra a mulher é uma responsabilidade de toda a sociedade. Falar sobre masculinidades, respeito e relações não violentas é uma forma de contribuir para a mudança de comportamentos e para a construção de relações mais saudáveis”, ressaltou.
Diálogo masculino – O projeto “Por Elas e Por Nós: Diálogo Masculino” busca ampliar a discussão sobre a violência de gênero a partir da participação dos homens, estimulando a reflexão sobre comportamentos, relacionamentos e padrões culturais que contribuem para a manutenção da violência contra as mulheres.
A iniciativa também procura aproximar o debate de diferentes espaços sociais, levando informações e promovendo o diálogo com trabalhadores, servidores e outros públicos, de modo a fortalecer uma cultura de respeito, prevenção e responsabilização.
Encerrando a programação do Agosto Lilás, o projeto estará na Federação das Indústrias de Mato Grosso (FIEMT) na segunda-feira (31.8), para um diálogo com funcionários e colaboradores do Sistema FIEMT.
Ao longo do mês de agosto, as 19 atividades realizadas pelo Espaço Caliandra envolveram diferentes públicos e instituições. As ações fizeram parte da mobilização nacional do Agosto Lilás e tiveram como foco a conscientização, a prevenção e o enfrentamento da violência contra as mulheres e meninas.
Além das atividades externas, a equipe mantém os atendimentos ordinários realizados pelo serviço multiprofissional do Espaço Caliandra, garantindo acolhimento, orientação e acompanhamento às mulheres que procuram o serviço.
Espaço Caliandra – O Espaço Caliandra funciona na sede das Promotorias de Justiça, em Cuiabá, e integra o Núcleo das Promotorias de Justiça de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar, coordenado pela promotora de Justiça Claire Vogel Dutra.
A equipe é composta por psicóloga, assistente social, assessora jurídica e estagiária de assistência social, que atuam de forma integrada na oferta de atendimento humanizado e na promoção dos direitos das mulheres.
O trabalho desenvolvido pelo Espaço Caliandra reúne atendimento multiprofissional, ações de prevenção, orientação e atividades de conscientização, contribuindo para o fortalecimento da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres e para a disseminação de informações que podem auxiliar na identificação e na interrupção do ciclo de violência.

Leia mais:  MPMT e MPMS lançam Projeto Lótus nesta sexta-feira em Cuiabá

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MATO GROSSO

MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes

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O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.

Leia mais:  MPMT e MPMS lançam Projeto Lótus nesta sexta-feira em Cuiabá

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MATO GROSSO

Iniciativa inédita une instituições no Projeto Lótus

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) lançaram, nesta sexta-feira (28), o Projeto Lótus, iniciativa voltada à promoção da saúde mental, do bem-estar e da valorização dos profissionais que atuam no sistema penitenciário. Durante a solenidade, realizada no auditório da Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá, foi assinado o Termo de Cooperação Técnica entre as instituições parceiras, formalizando a união de esforços para a execução da iniciativa.O Projeto Lótus marca o início de uma importante ação voltada ao cuidado e fortalecimento dos servidores que atuam diariamente em ambientes de alta complexidade e pressão emocional. A proposta reúne o Ministério Público de Mato Grosso, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, o Ministério Público do Trabalho, a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o Instituto Ação pela Paz e a organização Nova Acrópole.Coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) da Execução Penal do MPMT, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou que a saúde mental dos profissionais do sistema prisional precisa ser tratada como uma prioridade institucional. Segundo ela, dados apontam que cerca de 80% dos afastamentos registrados no sistema penitenciário de Mato Grosso em 2025 tiveram como causa principal o sofrimento psíquico. “A saúde mental de quem trabalha no cárcere não é um detalhe humanitário. É uma questão de segurança pública, de eficiência institucional e de justiça. Foi dessa constatação que nasceu o Projeto Lótus, para oferecer espaços seguros de escuta, acolhimento e valorização desses profissionais”, afirmou a procuradora de Justiça.A diretora-executiva do Instituto Ação pela Paz, Maria Solange Rosalem Senese, ressaltou a importância de investir em iniciativas que promovam o fortalecimento emocional e humano das pessoas. “Os projetos que desenvolvem competências emocionais e fortalecem valores e virtudes têm demonstrado resultados muito positivos. Ao cuidar das pessoas, contribuímos para transformar realidades e construir uma sociedade mais segura e mais pacífica”, observou.Representando o Ministério Público do Trabalho, o procurador do Trabalho e coordenador regional da Conap em Mato Grosso do Sul, Celso Rodrigues Fortes, enfatizou que a melhoria do sistema prisional passa necessariamente pela valorização dos servidores. “Não há como transformar a realidade do sistema prisional sem cuidar das pessoas que o fazem funcionar diariamente. O policial penal e os demais servidores precisam ter um ambiente de trabalho saudável para exercer suas funções com dignidade e qualidade”, declarou.A promotora de Justiça do MPMS Jiskia Sandri Trentin celebrou a concretização da iniciativa, construída ao longo dos últimos dois anos. “Sempre refletimos sobre quem são as pessoas que trabalham nas unidades prisionais fiscalizadas pelo Ministério Público e sobre as condições que possuem para desempenhar uma atividade tão complexa. O Projeto Lótus nasceu dessa preocupação e da construção coletiva entre diversas instituições”, destacou.O vice-reitor da Universidade Federal de Mato Grosso, professor doutor Silvano Macedo Galvão, ressaltou a importância da aproximação entre a academia e a sociedade. “Projetos como o Lótus permitem que o conhecimento produzido na universidade chegue mais rapidamente à população e contribua de forma efetiva para enfrentar desafios reais da sociedade”, afirmou.Representando a Secretaria de Estado de Justiça, o secretário adjunto de Inteligência, Diogo Santana Souza, destacou que a valorização dos policiais penais e demais servidores é essencial para o fortalecimento do sistema. “Quem cuida da ordem e da segurança das unidades prisionais precisa ter a garantia de que o Estado também cuidará do seu bem-estar. O Projeto Lótus reforça que a saúde mental é um pilar fundamental para a eficiência do sistema penitenciário”, disse.A procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso, Thaylise Campos Coleta de Souza Zaffani, lembrou que a ideia de desenvolver uma ação voltada aos profissionais do sistema prisional surgiu a partir do diálogo entre as instituições. “Existem muitas iniciativas voltadas à população privada de liberdade, mas também é necessário olhar para quem está diariamente na linha de frente. Esse projeto representa esse olhar de cuidado para os servidores”, pontuou.Já a promotora de Justiça Regilaine Magali Bernardi Crepaldi, auxiliar da Corregedoria-Geral do MPMT, destacou a importância do acolhimento e da atuação integrada das instituições. “Não é possível ignorar o sofrimento de quem trabalha no sistema prisional. Quando um profissional adoece, os reflexos alcançam toda a coletividade. Por isso, é fundamental construir caminhos que promovam acolhimento, saúde e qualidade de vida”, afirmou.A coordenadora do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho do MPMT, promotora de Justiça Gileade Maia, no evento representando o procurador-Geral de Justiça do MPMT, Rodrigo Fonseca Costa, ressaltou que a iniciativa foi construída a partir da escuta das necessidades dos próprios profissionais. “O diálogo se transformou em cooperação e a cooperação resultou neste projeto. O Lótus demonstra que cuidar das pessoas é uma responsabilidade compartilhada e uma estratégia indispensável para a construção de ambientes de trabalho mais saudáveis”, declarou.Desenvolvido pelo CAO da Execução Penal e realizado pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) do MPMT, o Projeto Lótus tem como propósito criar espaços de escuta, diálogo e acolhimento aos profissionais do sistema penitenciário. A proposta prevê encontros temáticos, rodas de conversa e atividades voltadas à promoção da saúde mental, ao fortalecimento dos vínculos humanos, ao desenvolvimento pessoal e à valorização dos servidores. A iniciativa busca contribuir para a construção de ambientes de trabalho mais saudáveis e humanizados, reconhecendo que o cuidado com aqueles que atuam na linha de frente do sistema penitenciário também é fundamental para a efetividade das políticas públicas de segurança e execução penal.

Leia mais:  Promotora do MPMT debate feminicídio em audiência no STM

Fonte: Ministério Público MT – MT

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