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MATO GROSSO

Projeto Nosso Judiciário aproxima acadêmicos de Direito do funcionamento do TJMT

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) recebeu mais um grupo de acadêmicos do curso de Direito para uma visita guiada, por meio do projeto Nosso Judiciário. Participaram estudantes dos primeiros semestres, em fase inicial de formação, e também alunos do oitavo semestre, proporcionando uma experiência integrada entre diferentes estágios da vida acadêmica. Durante a programação, os visitantes conheceram setores estratégicos do Tribunal, acompanharam uma sessão de julgamento e encerraram a agenda no Espaço Memória, aprofundando o conhecimento sobre a história e a atuação do Judiciário mato-grossense.

A juíza titular da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar de Cuiabá, Tatyana Lopes de Araújo Borges, que também preside a Rede de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar, conduziu um diálogo com os acadêmicos, reforçando a importância da aproximação entre o Judiciário e a sociedade. Ao compartilhar sua trajetória, destacou o papel transformador da educação.

“Sou magistrada há 22 anos. Passei em concurso público ainda jovem, aos 25 anos, formada pela Unic. Sempre acreditei que o estudo transforma vidas. Entrei na faculdade já com um sonho e, dois anos antes de me formar, intensifiquei a preparação. Após a graduação, dediquei-me exclusivamente aos estudos por mais dois anos e meio, até a aprovação, em quarto lugar. Tomei posse em dezembro de 2003 e iniciei minha carreira na comarca de Paranatinga, onde permaneci por três anos, em uma realidade bastante desafiadora”.

Durante o encontro, a magistrada também abordou o funcionamento da Rede de Enfrentamento da Violência Doméstica e reforçou o caráter coletivo das ações: “A rede representa a união de diversas instituições com a finalidade de combater a violência doméstica, oferecendo suporte à vítima, que muitas vezes enfrenta dificuldades para denunciar. Hoje contamos com a participação do Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Educação, Saúde, Segurança Pública e outras entidades. Em nossas reuniões, avaliamos os desafios e buscamos soluções conjuntas. Um dos avanços recentes foi a melhoria no fluxo de comunicação em casos de descumprimento de medidas protetivas, permitindo resposta mais rápida e efetiva. Também discutimos o fortalecimento do acolhimento psicológico, essencial para evitar que as vítimas desistam do processo”.

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Ao final do encontro, Tatyana Lopes reforçou a importância da escuta ativa e do engajamento das novas gerações na construção de uma sociedade mais justa: “O enfrentamento à violência doméstica passa, necessariamente, pela conscientização e pela educação. É fundamental que vocês, enquanto futuros operadores do Direito, compreendam a dimensão humana desses conflitos”.

A assessora da Coordenadoria Judiciária, Ananda Souza Duarte, apresentou aos estudantes a estrutura e o funcionamento do Segundo Grau. “Contamos com quatro Câmaras Isoladas de Direito Criminal, além das Câmaras Reunidas, que são compostas pela totalidade dos desembargadores da área. Cada Câmara isolada possui três membros e, nas reunidas, esse número é ampliado para o julgamento de matérias específicas previstas no regimento interno, especialmente processos originários e de maior complexidade”, explicou. Ela também ressaltou que “há um rol definido no regimento que estabelece a competência dessas Câmaras, que, por exigirem maior composição, analisam casos mais sensíveis”.

Ainda durante a apresentação, Ananda destacou a modernização dos processos judiciais. “Até 2022, tínhamos acervo físico. Com um mutirão de digitalização, migramos integralmente para o PJe. Hoje, no Segundo Grau, não há processos físicos. É importante que os estudantes conheçam o sistema, pois ele permite acompanhar todas as etapas processuais”. Sobre metas institucionais, pontuou: “As metas são definidas pelo CNJ. Em 2026, destacamos a Meta 1, que é julgar mais processos do que os distribuídos, e a Meta 2, que prevê o julgamento de 90% dos processos distribuídos até 31 de dezembro de 2023. Nosso controle é totalmente baseado em dados, o que garante acompanhamento em tempo real”.

A professora e coordenadora do curso de Direito, Izabel Bezerra, destacou a relevância da experiência para a formação acadêmica: “Agradecemos imensamente a oportunidade de estarmos aqui mais uma vez. Esse estreitamento das relações é de fundamental importância para a formação dos acadêmicos e para aqueles que desejam atuar na área jurídica. Nosso reconhecimento pela parceria e pela abertura do Tribunal”.

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Entre os estudantes, a experiência foi marcada pelo contato direto com a prática jurídica. A acadêmica do oitavo semestre Amanda Rúbia Cardoso ressaltou que “foi um grande aprendizado. Uma oportunidade de tirar dúvidas e ter contato direto com magistrados, algo que eu ainda não tinha vivenciado. Essa experiência abre os olhos e nos motiva a nos aprofundar no Direito. Após esse contato, fiquei ainda mais interessada na área criminal, especialmente diante das questões sociais que vivemos atualmente. Gostei muito”.

Já o acadêmico do primeiro semestre Tiago Freitas de Arruda destacou o impacto da vivência prática desde o início da graduação: “Foi uma experiência muito enriquecedora. Para quem está começando, é uma oportunidade única de entender melhor as áreas do Direito e esclarecer dúvidas. Ter esse contato direto com o Judiciário logo no início do curso faz toda a diferença e nos motiva a seguir na carreira”.

O projeto Nosso Judiciário foi implantado no TJMT em 2015 e é organizado pelos técnicos judiciários Neif Feguri e Antônio Cegati. A iniciativa tem como objetivo aproximar o Poder Judiciário da sociedade e incentivar o exercício da cidadania. Segundo a organização, trata-se de um modelo de sucesso, que já despertou o interesse de tribunais de outros estados brasileiros.

Acesse mais fotos no Flickr do TJMT

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MATO GROSSO

Juizados Especiais lançam campanha Junho Vermelho para incentivar doação de sangue

Publicado

Com objetivo de incentivar a doação voluntária de sangue em todo o Estado, o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça e do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE), lançou a campanha “Junho Vermelho – Juizados Especiais Mobilizando Vidas”.

A mobilização, que segue até o dia 30 de maio de 2026, propõe uma competição solidária entre as unidades dos Juizados Especiais, com o engajamento de magistrados, servidores, familiares, amigos e a comunidade em geral para ampliar o número de doadores.

Em Cuiabá, uma das coletas já confirmadas será realizada no dia 23 de abril, na sede do Tribunal (TJMT). Outras coletas irão ocorrer no Fórum de Cuiabá, Complexo dos Juizados Especiais e no Fórum de Várzea Grande. As datas ainda serão definidas.

Já nas comarcas do interior, os interessados podem procurar diretamente as unidades da Hemorrede Estadual em qualquer dia útil para realizar a doação em nome da campanha. Além dos pontos fixos, a ação contará com uma unidade móvel para coletas itinerantes, com cronograma a ser divulgado.

A diretora do DAJE e idealizadora da iniciativa, Shusine Tassinari Machado, destacou que a campanha surgiu de uma reflexão simples, mas significativa. “Essa mobilização nasceu de uma conversa simples, mas muito significativa, com uma amiga, que à época integrava o departamento que tenho a honra de dirigir. Falávamos sobre como pequenos gestos podem ter um impacto enorme na vida das pessoas e, naquele momento, surgiu a reflexão sobre a importância da doação de sangue, que é uma ideia simples, mas carregada de sentido”, afirmou.

Para contribuir, o doador deve comparecer a um ponto de coleta e informar, no momento do atendimento, qual unidade dos Juizados Especiais está representando. Essa identificação é essencial para que a participação seja contabilizada na campanha.

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A classificação das unidades será feita com base no número de pessoas que se apresentarem para doação durante o período da campanha. Ao final, serão reconhecidas as três unidades com maior número de candidatos à doação de sangue.

Onde doar

As doações podem ser realizadas no MT-Hemocentro, em Cuiabá, nas unidades de coleta distribuídas pelo Estado e também em ações organizadas dentro do próprio Judiciário, conforme disponibilidade

Confira o Edital

Autor: Assessoria de Comunicação

Fotografo:

Departamento: CGJ-MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MATO GROSSO

Plano de saúde deve custear home care a paciente com ELA

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A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • Plano de saúde foi obrigado a custear tratamento domiciliar a paciente com ELA em estágio avançado, após negativa considerada abusiva.

  • A decisão também garantiu reembolso integral das despesas em caso de recusa indevida de cobertura.

Um paciente com diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) obteve decisão favorável no Tribunal de Justiça de Mato Grosso para garantir a cobertura de internação domiciliar (home care) por plano de saúde. Por unanimidade, a Segunda Câmara de Direito Privado negou recurso da operadora e manteve a obrigação de custeio do tratamento.

Conforme os autos, o paciente está em estágio avançado da doença neurodegenerativa, apresentando tetraparesia, insuficiência respiratória, disfagia e incapacidade total para atos da vida diária. Relatórios médicos apontaram que o atendimento domiciliar com equipe multidisciplinar especializada é medida imprescindível para a manutenção da sobrevida.

A operadora sustentou, entre outros pontos, que não haveria previsão contratual e nem inclusão do procedimento no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), além de alegar necessidade de perícia médica e defender a limitação de eventual reembolso aos valores previstos em tabela.

Relatora do caso, a desembargadora Marilsen Andrade Addario afastou as preliminares destacando que a prova documental apresentada era suficiente para comprovar a gravidade do quadro clínico e a necessidade do tratamento, tornando desnecessária a realização de perícia.

No mérito, a magistrada ressaltou que a Lei nº 14.454/2022 consolidou o entendimento de que o rol da ANS possui caráter exemplificativo, permitindo a cobertura de procedimentos não listados quando demonstrada a eficácia com base em evidências científicas e houver prescrição médica fundamentada. O voto também citou precedentes do Superior Tribunal de Justiça que admitem a cobertura excepcional fora do rol em situações específicas.

Para o colegiado, a negativa de cobertura em caso de doença grave e progressiva, com risco à vida, é abusiva. A decisão ainda fixou que, quando há recusa indevida e o beneficiário precisa custear tratamento essencial, o reembolso deve ser integral, sob pena de enriquecimento sem causa da operadora.

Processo nº 1015632-61.2024.8.11.0055

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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