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Estudo liderado pelo MME abre caminho para estratégia nacional que transforme potencial das terras raras em desenvolvimento e reindustrialização

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O Ministério de Minas e Energia (MME) apresentou, nesta sexta-feira (19/6), estudo inédito que servirá de subsídio para a construção da Estratégia Nacional de Terras Raras (ENTR). O objetivo é preparar o Brasil diante das transformações geopolíticas, tecnológicas e industriais que vêm redefinindo as cadeias globais de minerais críticos. A iniciativa, conduzida pelo ministro Alexandre Silveira, servirá de subsídio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na tomada de decisões.

O material foi encomendado pelo MME, no âmbito de projeto desenvolvido em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e elaborado pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri). O trabalho reúne diagnósticos, referências internacionais e recomendações para o melhor aproveitamento sustentável e estratégico das terras raras.

Para o ministro Alexandre Silveira, o momento exige visão estratégica e capacidade de transformar vantagens naturais em desenvolvimento para o país.

“O Brasil reúne todas as condições para ocupar posição de protagonismo na nova economia global. Temos recursos naturais, energia limpa, instituições sólidas e capacidade de diálogo com diferentes parceiros. O nosso compromisso é transformar essas vantagens em desenvolvimento, inovação, empregos e prosperidade para os brasileiros, sem abrir mão da soberania nacional e da capacidade de apoiar parceiros alinhados aos interesses estratégicos do país”, afirmou.

Mineração como vetor da neoindustrialização

A principal conclusão do estudo é que o Brasil dispõe de uma oportunidade histórica para se consolidar como ator estratégico nas cadeias globais de minerais críticos. O sucesso desse processo dependerá da capacidade de coordenar políticas públicas, mobilizar investimentos, fortalecer a segurança jurídica e desenvolver capacidades industriais e tecnológicas.

O trabalho também reforça que a inserção internacional do Brasil deverá ocorrer de forma soberana, por meio da cooperação com parceiros alinhados aos interesses nacionais.

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“O Brasil continuará aberto ao investimento, à cooperação tecnológica e ao diálogo com diferentes regiões do mundo. Soberania não significa isolamento. Significa capacidade de escolha, visão estratégica e a construção de parcerias que contribuam para transformar nossas vantagens geológicas em prosperidade, conhecimento, tecnologia, emprego e renda para brasileiras e brasileiros”, ressaltou Alexandre Silveira.

Com a entrega do estudo, o Ministério de Minas e Energia reforça seu compromisso com a construção de uma agenda nacional voltada aos minerais críticos e às terras raras, transformando a riqueza geológica brasileira em um vetor de desenvolvimento, inovação e reindustrialização sustentável do país.

Debate estratégico para o futuro da economia mundial

Utilizadas em turbinas eólicas, veículos elétricos, sistemas de armazenamento de energia, equipamentos médicos, tecnologias digitais e aplicações aeroespaciais e de defesa, as terras raras assumiram posição central nas discussões sobre segurança econômica, competitividade industrial e transição energética.

Diante desse cenário, o MME decidiu antecipar o debate promover a elaboração de um amplo estudo técnico para subsidiar a formulação de uma estratégia nacional voltada ao fortalecimento da cadeia de valor desses minerais e à ampliação da presença brasileira em segmentos de maior valor agregado.

O estudo aponta que o Brasil detém cerca de 23,1% dos recursos globais conhecidos de terras raras e possui a segunda maior reserva do planeta, além de uma carteira crescente de projetos competitivos e uma base técnico-científica relevante.

Para a secretária nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Ana Paula Bittencourt, que apresentou o estudo, o momento representa uma oportunidade única para utilizar as potencialidades minerais brasileiras como motor da neoindustrialização.

“Ter reservas minerais é uma vantagem extraordinária, mas o verdadeiro desafio é aproveitar todo o potencial da mineração, de maneira responsável e sustentável, e transformar esse potencial em mais oportunidades econômicas, tecnológicas e industriais. Queremos usar a força das riquezas minerais também para impulsionar a reindustrialização do país, agregando conhecimento, inovação, desenvolvimento regional e ganhos para as comunidades”, destacou.

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Avanços em diferentes horizontes

A proposta está estruturada em medidas de curto, médio e longo prazo. Entre as prioridades imediatas estão o fortalecimento da mineração, a ampliação do conhecimento geológico, instrumentos para redução de riscos e estímulos à verticalização gradual da cadeia.

Em uma segunda etapa, o objetivo é ampliar as capacidades nacionais de separação e refino, estimular a formação de polos regionais de processamento e fortalecer a integração com setores estratégicos, como defesa, mobilidade elétrica e energias renováveis.

No longo prazo, a meta é consolidar uma cadeia integrada entre mineração, metalurgia e produção de componentes avançados, ampliando a participação brasileira em segmentos de maior valor agregado e relevância geopolítica.

O trabalho também reforça que a inserção internacional do Brasil deverá ocorrer de forma soberana, por meio da cooperação com parceiros alinhados aos interesses nacionais.

Mais valor agregado e novas oportunidades de investimentos

Segundo o levantamento, o país já conta com uma base mineral competitiva e projetos promissores, especialmente em Goiás e Minas Gerais. Os investimentos previstos nos empreendimentos mais avançados somam cerca de R$ 13,2 bilhões.

O estudo mostra que a grande oportunidade para o Brasil está em avançar, de forma gradual e coordenada, no fortalecimento das capacidades nacionais de processamento, transformação industrial, inovação e desenvolvimento tecnológico, ampliando a participação do país nos elos de maior valor agregado da cadeia.

Nesse contexto, temas relacionados ao processamento, ao desenvolvimento tecnológico e à integração entre mineração, indústria e inovação são tratados como prioridades estratégicas para ampliar a competitividade brasileira e atrair novos investimentos.

Segurança jurídica e previsibilidade para impulsionar a cadeia

Um dos pilares da Estratégia Nacional de Terras Raras é o fortalecimento da coordenação institucional e regulatória, promovendo maior previsibilidade e segurança jurídica para os empreendimentos ligados aos minerais críticos.

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O estudo destaca que o aperfeiçoamento da articulação entre órgãos federais e estaduais, a harmonização de procedimentos e o fortalecimento da governança são elementos essenciais para consolidar o Brasil como destino competitivo e confiável para investimentos de longo prazo.

Acesse aqui a íntegra do estudo.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: 
(61) 2032-5759 | E-mail: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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PF intercepta caminhão e apreende 5,5 toneladas de maconha na fronteira com a Argentina

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Santo Antônio do Sudoeste – Uma carga de aproximadamente 5,5 toneladas de maconha foi apreendida pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18), em Santo Antônio do Sudoeste (PR), na região de fronteira com a Argentina. A droga estava escondida sob cerca de nove toneladas de sucata plástica transportadas em um caminhão. Durante a ação, realizada com apoio de policiais do BPFRON/PR e de cães farejadores, o motorista do veículo foi preso em flagrante.

A apreensão ocorreu após o trabalho de inteligência da Polícia Federal (PF), que monitorou a movimentação da carga e atuou antes que o entorpecente fosse distribuído em território nacional. Além da droga, os agentes encontraram 10 cigarros eletrônicos contendo THC, substância psicoativa presente na maconha.

O caminhão e todo o material apreendido foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Dionísio Cerqueira (SC). As investigações continuam para identificar outros envolvidos e esclarecer a origem e o destino da carga.

*Com informações da Polícia Federal em Santa Catarina.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Curso fortalece capacidades municipais para enfrentar impactos das mudanças climáticas

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O curso Urgência Climática – Implementando Soluções em Territórios Urbanos Vulneráveis está com as inscrições abertas, até o dia 30 de junho, e vai selecionar dez equipes municipais para participar.

Promovido pelo Ministério das Cidades, com apoio do Lincoln Institute of Land Policy, o intuito é fortalecer a capacidade dos municípios para enfrentar os desafios que impostos pelas mudanças climáticas nos centros urbanos.

O curso será virtual e gratuito, entre os dias 3 de agosto e 30 de setembro, com atividades síncronas e conteúdo técnico-científico voltado à integração entre políticas urbanas, redução de riscos e adaptação climática, especialmente em áreas urbanas vulneráveis.

Podem participar municípios com população igual ou superior a 100 mil habitantes e grupos de municípios pertencentes ao mesmo arranjo populacional que, juntos, alcancem essa quantidade. Lembrando que as cidades já contempladas nas edições anteriores do curso (2023 e 2025), não poderão se inscrever.

Os municípios selecionados deverão formar equipes técnicas multidisciplinares preferencialmente compostas por servidores das áreas de planejamento urbano, habitação, saneamento, meio ambiente e setores correlatos. O edital também incentiva a diversidade de gênero, raça, de formação profissional e de áreas de atuação entre os participantes.

Ao longo da formação, serão abordados temas como mudanças climáticas e urbanização, justiça climática, vulnerabilidade urbana, gestão de riscos e soluções baseadas na natureza. A programação também prevê momentos de intercâmbio de experiências entre as cidades participantes.

Em 2025 tivemos a última edição do curso que reuniu cerca de 170 profissionais brasileiros e contou ainda com a participação de uma equipe de Cabo Verde, fortalecendo a troca de experiências internacionais.

O resultado provisório da seleção será divulgado até 10 de julho de 2026, e o resultado será publicado até 21 de julho de 2026.

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As inscrições podem ser realizadas por meio do formulário disponível no site da Redus. Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail [email protected].

Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério das Cidades
Atendimento à Imprensa
Telefone: (61) 2034-4282
E-mail: [email protected]

Fonte: Ministério das Cidades

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