Os investimentos em infraestrutura esportiva e programas de incentivo têm permitido que atletas paralímpicos de Mato Grosso ganhem espaço no cenário nacional e internacional. Um exemplo é a convocação de André Luiz da Silva, atleta do goalball, e Ana Beatriz Antenor de Moraes, do tênis de mesa paralímpico, para integrar a Seleção Brasileira adulta.
Os dois atletas mato-grossenses foram bolsistas do Projeto Olimpus em 2024 e agora vão representar o Brasil nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026, que serão realizados entre os dias 5 e 15 de julho, na Colômbia.
Desde 2000, os investimentos do Governo de Mato Grosso em atletas paralímpicos, por meio do Projeto Olimpus, somam mais de R$ 2,8 milhões. Considerando todas as categorias de atletas e técnicos, o valor ultrapassa R$ 6,5 milhões.
André Luiz destaca que os programas de incentivo do Governo de Mato Grosso são fundamentais para o desenvolvimento dos atletas, tanto por meio das bolsas esportivas quanto dos projetos Pontos de Esporte. Segundo ele, o apoio financeiro é essencial para manter a rotina de treinos e competições.
“Precisamos de recursos para conseguir resultados, pagar despesas, hospedagem e transporte. Os investimentos do Governo de Mato Grosso ajudam e motivam os atletas”, afirma André Luiz, um dos principais nomes do goalball brasileiro.
André começou no goalball em 2022 e, no ano seguinte, foi convocado para a Seleção Brasileira de base, na categoria sub-23. Entre os resultados conquistados, estão o bicampeonato no Parapan-Americano realizado no Chile e o terceiro lugar no Mundial de Jovens.
Nascido e criado no bairro Pedra 90, em Cuiabá, André iniciou no esporte depois que a mãe, preocupada com a dificuldade de visão do filho, o levou ao Instituto de Cegos de Mato Grosso (ICEMAT). A entidade é referência no atendimento a pessoas com deficiência visual e também integra a rede de fomento da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), por meio do programa Pontos de Esporte e Lazer.
“Lá a gente percebeu que ele tinha um talento nato para o esporte. Ele se apaixonou pelo goalball, a modalidade mais popular entre pessoas com deficiência visual no Brasil”, relembra o treinador Juvenal da Silva.
Já Ana Beatriz, contemplada pelo Bolsa Atleta na categoria estudantil, iniciou a trajetória esportiva no Centro de Referência Paralímpico de Várzea Grande, inaugurado em 2023 por meio de parceria entre a Secel-MT, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e a Prefeitura de Várzea Grande.
Atualmente, Ana é atleta do Centro de Referência Paralímpico de Cuiabá e compete pelo Clube Dom Bosco. Pela Seleção Brasileira de Base, participou dos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023, no Chile, onde conquistou medalha de ouro nas duplas femininas, prata nas duplas mistas e bronze na disputa individual.
Ana Beatriz também é tricampeã das Paralimpíadas Escolares Nacionais desde 2023. A atleta integra o Clube Dom Bosco, que recebe apoio da Federação Mato-grossense de Tênis de Mesa com parte dos recursos viabilizados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secel-MT.
A convocação para a Seleção Brasileira adulta ainda é motivo de emoção para a atleta.
“Estou muito feliz. Sinto orgulho em representar Mato Grosso e o Brasil”, afirma Ana.
O supervisor externo do Comitê Paralímpico Brasileiro no Centro de Referência Paralímpico de Cuiabá, Altemir Trapp, destaca que Ana passou por todas as etapas de formação previstas para atletas paralímpicos.
“Ela participou dos festivais paralímpicos, das Paralimpíadas Escolares e do Camping Escolar, que é uma fase de treinamento para jovens atletas. Agora, pela primeira vez, vai representar a Seleção Brasileira adulta”, destaca.
Adolescentes acolhidos em Cuiabá do projeto Nossa Casa irão participar, no domingo (24), do Campeonato Estadual de Karatê com apoio do Programa Padrinhos, iniciativa vinculada à Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ).
O Programa ganhou reforço durante campanha interna realizada pelas desembargadoras membros da Ceja, Helena Maria Bezerra Ramos e Antônia Siqueira Gonçalves, que mobilizou desembargadores e desembargadoras do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para apadrinharem acolhidos. Atualmente, 15 desembargadores são padrinhos e madrinhas provedores, ou seja, fazem contribuições mensais ao programa.
Os recursos foram destinados ao pagamento das aulas de karatê dos 11 adolescentes acolhidos, à compra dos kimonos utilizados nos treinamentos que ocorrem duas vezes na semana às 19h na casa de acolhimento e ainda ao pagamento das inscrições do Campeonato Estadual de Karatê.
Durante a abertura da competição, os adolescentes irão vestir camisetas da campanha “Adotar é Legal!” por baixo dos kimonos. O ato marca as atividades da Semana Nacional da Adoção, celebrada em alusão ao Dia Nacional da Adoção, comemorado em 25 de maio.
A juíza auxiliar da CGJ, Anna Paula Gomes de Freitas Sansão, e a secretária-geral da Ceja, Elaine Zorgetti Pereira, acompanharão a abertura do evento.
O Projeto Padrinhos busca ampliar oportunidades de convivência, disciplina, inclusão social e fortalecimento da autoestima dos adolescentes atendidos pelo acolhimento institucional.
Programa – Criado pela Ceja, o Programa Padrinhos busca fortalecer vínculos afetivos, sociais e materiais de crianças e adolescentes acolhidos institucionalmente. A iniciativa permite que pessoas da comunidade contribuam como padrinho/madrinha nas modalidades: Afetivo, Prestador de Serviços e Provedor. Cada apadrinhamento apoia o desenvolvimento dos acolhidos e amplia oportunidades de inclusão social.
O Tribunal do Júri de Tangará da Serra condenou um homem pelo crime de feminicídio, após o Conselho de Sentença reconhecer a autoria e a materialidade do delito. A decisão foi proferida em sessão realizada no dia 21 de maio de 2026, sob a presidência do juiz Ricardo Frazon Menegucci, e seguiu integralmente o entendimento dos jurados.
O caso envolve a morte de uma mulher em contexto de violência doméstica, situação que levou o Ministério Público a denunciar o acusado por feminicídio, além de outros delitos conexos.
De acordo com a sentença, o réu também foi responsabilizado por ocultação de cadáver. Durante o julgamento, a defesa sustentou tese de negativa de autoria, mas ela não foi acolhida. Os jurados entenderam que o acusado deu causa à morte e rejeitaram todas as teses que poderiam levar à absolvição.
Na dosimetria, o magistrado destacou circunstâncias agravantes, como o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e a prática do crime mediante asfixia, considerada causa de aumento de pena. A motivação do crime também foi avaliada negativamente, com menção a ciúmes e sentimento de posse.
A pena final foi fixada em 40 anos, 2 meses e 12 dias de reclusão, em regime inicial fechado, além de multa. A sentença determinou ainda a execução imediata da pena, em respeito à soberania das decisões do júri.
O processo tramita em segredo de Justiça.
Autor: Dani Cunha
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT