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TURISMO

Caminhos de Trajano de Moraes: a trilha fluminense que une a herança colonial aos encantos da Mata Atlântica

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A Região Serrana do Rio de Janeiro abriga um destino repleto de belezas naturais e um rico passado histórico: a trilha regional Caminhos de Trajano de Moraes. Com uma extensão total de 37 quilômetros e projetada para ser percorrida em cerca de dois dias, a rota é um convite para conhecer o coração da Mata Atlântica.

O traçado da trilha promove a valorização histórica e cultural da região. Durante o percurso, os visitantes caminham por cenários que representam o Período Colonial do Brasil, passando por ruínas de antigas igrejas, fazendas seculares e áreas tradicionais de cultivo de café e de flores ornamentais. A conservação ambiental é um pilar da travessia, que cruza áreas naturais protegidas de grande importância, a exemplo da Floresta Estadual José Zago.

Inserida no contorno da tradicional pegada preta e amarela, que orienta os trilheiros pelo Brasil, a sinalização de Trajano de Moraes traz a silhueta de um beija-flor, ave que simboliza a fauna da Mata Atlântica.

O Traçado

A versatilidade é a grande marca dos Caminhos de Trajano de Moraes. O roteiro abrange cinco distritos e conta com seis circuitos independentes. Essa diversidade permite atender desde os adeptos da caminhada em trilha (trekking) e da corrida de montanha até cicloturistas e praticantes de voo livre e parapente. Os níveis de dificuldade variam do leve ao pesado, garantindo que diferentes perfis de viajantes aproveitem a experiência com tranquilidade.

Entre os trechos de maior destaque, está a Trilha Pedra da Torre, com um percurso de quase quatro quilômetros, que culmina no Mirante da Pedra da Torre e exige um esforço moderado do visitante. Para quem busca relaxar, o Circuito de Cachoeiras de Sodrelândia oferece uma caminhada leve e rápida, que deságua em belíssimas quedas d’água e piscinas naturais, como a da Cachoeira do Graças a Deus.

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Os cicloturistas, por sua vez, encontram o cenário ideal na ligação entre São Francisco de Paula e Visconde de Imbé, uma rota moderada, de quase catorze quilômetros, com antigas ruínas e mirantes. Outras opções incluem a caminhada histórica entre a Estação e o Túnel de Leitão da Cunha, além da trilha leve que margeia as águas da Represa de Tapera.

Tecnologia a favor do visitante

Para garantir que os viajantes planejem e desfrutem das atrações com comodidade, o município desenvolveu o aplicativo Caminhos de Trajano, disponível gratuitamente para os sistemas Android e iOS. A ferramenta digital detalha as características técnicas e as variações de altitude de cada trilha, e ainda conecta diretamente os turistas aos prestadores de serviços locais, facilitando reservas em pousadas, hotéis, restaurantes e a contratação de pacotes com agências de turismo cadastradas.

Como chegar

O município de Trajano de Moraes fica em uma localização privilegiada na Região Serrana do Rio, facilitando o acesso logístico por vias terrestres para os viajantes que partem da capital fluminense ou de outras cidades do Sudeste. Ao chegar à cidade, a melhor forma de iniciar a aventura é se dirigir ao Centro de Atendimento ao Turista. Localizado na Praça Nilo Peçanha, bem no centro do município, o espaço é dedicado a acolher e informar os visitantes e funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, oferecendo todo o suporte necessário para que a expedição pelos caminhos fluminenses seja inesquecível.

Trilhas de Longo Curso

Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas, que passam por 327 Unidades de Conservação (UC). Juntas, têm mais de 25.000 km planejados, com cada trilha identificada por uma logomarca em formato de pegada, nas cores preta e amarela, que pode ser personalizada com sua logomarca, inserindo um desenho próprio que a represente, dentro do formato de pegada.

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As atividades mais praticadas em uma trilha de longo curso são as caminhadas, mas não se limitando a essa prática. O visitante pode encontrar diversas outras atividades, como cicloturismo, canoagem, montanhismo, observação de aves, corridas, campismo, observação de fauna, flora ou formações geológicas, dentre outras.

 Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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TURISMO

Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

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Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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TURISMO

Riquezas naturais e culturais levaram Paraty e Ilha Grande a reconhecimento inédito pela Unesco

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Ao combinar belezas naturais e proteção socioambiental, além de consagradas manifestações culturais e presença ancestral, Paraty e Ilha Grande fazem do turismo brasileiro mais um ponto pioneiro aos olhos do mundo. Há sete anos, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) concedia à região o ineditismo de se tornar o primeiro sítio misto reconhecido como Patrimônio Mundial da Humanidade na América Latina.

Em 2019, a agência especializada da ONU incluiu Paraty e Ilha Grande como o 22º bem brasileiro a receber o título de Patrimônio Mundial. Entretanto, ao classificá-lo na categoria “Mista”, a entidade destacou o destino como território capaz de unir exuberante biodiversidade à interação humana e cultural.

Essa interação fica evidente para quem tem a oportunidade de conhecer o modo como se dá a relação entre as características ambientais e culturais da região. Localizada no litoral sul do estado do Rio de Janeiro, o território de cerca de 150 mil hectares perpassa a região conhecida como Costa Verde, que também abrange municípios do estado de São Paulo.

Reconhecimento

É da combinação entre riquezas naturais e culturais que Paraty e Ilha Grande se impõem como território nacional a ser conhecido mundo afora, mas também por representar os múltiplos brasis que habitam o Brasil. Parte dessa história é percebida a partir da presença de povos e comunidades tradicionais, que manejam o mar e a terra de forma sustentável.

Por meio da coexistência de culturas locais, incluindo povos indígenas, quilombolas, pescadores e artesãos, Paraty e Ilha Grande preservam 85% da Mata Atlântica, conforme aponta o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O reconhecimento universal também se estende ao fato de que a região mantém a vida de espécies raras, incluindo plantas e aves endêmicas.

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De acordo com a Unesco, são ainda observadas na região parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU no Brasil, incluindo a presença de “Cidades e comunidades sustentáveis” (ODS 11), “Vida na água” (ODS 14) e “Vida terrestre” (ODS 15).

O que fazer

Entre conjuntos históricos, reservas ecológicas, parques nacionais e a tradicional Festa Literária Internacional de Paraty, a região abarca, ainda, trilhas e itinerários que incluem o Parque Nacional da Serra da Bocaina e o Parque Estadual da Ilha Grande, além da Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul e da Área de Proteção Ambiental de Cairuçu.

Destacam-se, ainda, destinos como o Morro da Vila Velha e o Centro Histórico de Paraty, palco brasileiro de intercâmbio cultural, que conecta diversos países à pluralidade nacional por meio de feiras de livros e diversas manifestações artísticas. A observação de aves raras também é uma das atividades que atraem turistas e nativos.

Como e quando visitar

O acesso a Paraty, saindo do Rio de Janeiro, pode ser feito por via terrestre, levando de 3h a 4h. Para Ilha Grande, entretanto, é preciso combinar o acesso por terra e por mar, combinando veículos como carro, ônibus, barcos, entre outros.

As atividades na região podem ser feitas ao longo de todo o ano, sendo o período mais chuvoso entre novembro e março; e o período com menos chuvas entre junho e agosto. As altas temporadas incluem festas e festivais tradicionais da região, além das férias escolares e feriados prolongados.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios cuja preservação é de interesse mundial.

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O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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