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TURISMO

Turismo brasileiro terá pesquisa inédita para mapear perfil e hábitos de turistas em 50 destinos

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O Ministério do Turismo e o Itaipu Parquetec deram início, nesta quarta-feira (16), à primeira edição da Pesquisa Nacional de Demanda Turística (PNDT), uma iniciativa inédita que irá ouvir turistas em 50 municípios brasileiros, das cinco regiões do país. A expectativa é realizar cerca de 22,5 mil entrevistas presenciais até 3 de outubro e consolidar informações para apoiar o desenvolvimento do turismo nacional.

O levantamento vai ampliar o conhecimento sobre os visitantes que circulam pelos destinos brasileiros. Entre os aspectos analisados estão as motivações da viagem, o planejamento do deslocamento, as fontes de informação usadas na escolha do destino e a avaliação da experiência vivida.

A estratégia integra as ações do Observatório Nacional de Turismo Sustentável, criado a partir do acordo de cooperação firmado, em 12 de fevereiro de 2025, entre o Ministério do Turismo e o Itaipu Parquetec, responsável pela pesquisa. Com vigência de três anos, o acordo prevê a execução de medidas voltadas à inovação, à transformação digital, à sustentabilidade e à responsabilidade no turismo brasileiro.

A execução da pesquisa conta com a participação da Rede Brasileira de Observatórios de Turismo (RBOT), responsável pelo planejamento metodológico, pela coordenação da coleta de dados e pela consolidação dos resultados.

O questionário, padronizado para todos os municípios participantes, reúne informações sobre meios de transporte, hospedagem, tempo de permanência, composição dos grupos de viagem, atividades realizadas e gastos durante a estadia.

Além de identificar padrões de comportamento dos turistas, o levantamento também vai trazer a percepção dos visitantes sobre infraestrutura, qualidade dos serviços, acessibilidade, segurança, conectividade e preços.

Os resultados terão representatividade estatística para cada município e serão disponibilizados por meio dos painéis do Observatório Nacional de Turismo Sustentável, com previsão de lançamento até abril de 2027.

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Seleção dos municípios

Os 50 municípios participantes foram definidos com base no Mapa do Turismo Brasileiro vigente no início da execução do acordo de cooperação. 

A seleção considerou os municípios turísticos mais bem posicionados em cada unidade da Federação – segundo o Índice Geral dos Municípios, ranking que categoriza os destinos a partir da análise de 70 indicadores, distribuídos em dez dimensões relacionadas ao turismo –, mas a expectativa é ampliar a participação. 

Para isso, a infraestrutura desenvolvida para a pesquisa, que inclui questionário validado, plataforma de coleta de dados e capacitações oferecidas por meio de ambiente virtual de aprendizagem, será disponibilizada a municípios interessados em usar a metodologia.

Também estão previstos workshops nas cinco regiões do país e uma conferência nacional até o fim do primeiro semestre de 2027, com o objetivo de apresentar a metodologia e compartilhar conhecimentos relacionados ao levantamento.

A coleta da Pesquisa Nacional de Demanda Turística (PNDT) será feita por pesquisadores capacitados e identificados por crachá, em pontos de circulação e concentração de visitantes. Poderão participar turistas brasileiros e estrangeiros com 18 anos ou mais, não residentes no município pesquisado, que tenham realizado ou pretendam realizar pelo menos um pernoite no destino durante a viagem.

Confira as cidades onde as pesquisas serão aplicadas:

Região Norte

  • Ananindeua/PA

  • Belém/PA

  • Boa Vista/RR

  • Cruzeiro do Sul/AC

  • Ji-Paraná/RO

  • Macapá/AP

  • Manaus/AM

  • Palmas/TO

  • Paraíso do Tocantins/TO

  • Porto Velho/RO

  • Rio Branco/AC

Região Nordeste

  • João Pessoa/PB

  • Recife/PE

  • Maceió/AL

  • Natal/RN

  • Aracaju/SE

  • Cabedelo/PB

  • Caucaia/CE

  • Fernando de Noronha/PE

  • Fortaleza/CE

  • Japaratinga/AL

  • Parnaíba/PI

  • Parnamirim/RN

  • Porto Seguro/BA

  • Salvador/BA

  • São Cristóvão/SE

  • São José de Ribamar/MA

  • São Luís/MA

  • Teresina/PI

Região Sudeste

  • São Paulo/SP

  • Rio de Janeiro/RJ

  • Armação dos Búzios/RJ

  • Belo Horizonte/MG

  • Extrema/MG

  • Ilhabela/SP

  • Vila Velha/ES

  • Vitória/ES

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Região Sul

  • Balneário Camboriú/SC

  • Curitiba/PR

  • Florianópolis/SC

  • Foz do Iguaçu/PR

  • Gramado/RS

  • Porto Alegre/RS

Região Centro-Oeste

  • Brasília/DF

  • Caldas Novas/GO

  • Campo Grande/MS

  • Cuiabá/MT

  • Goiânia/GO

  • Sinop/MT

  • Três Lagoas/MS

Por Isadora Lionço

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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TURISMO

Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

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Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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TURISMO

Caminhos de Trajano de Moraes: a trilha fluminense que une a herança colonial aos encantos da Mata Atlântica

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A Região Serrana do Rio de Janeiro abriga um destino repleto de belezas naturais e um rico passado histórico: a trilha regional Caminhos de Trajano de Moraes. Com uma extensão total de 37 quilômetros e projetada para ser percorrida em cerca de dois dias, a rota é um convite para conhecer o coração da Mata Atlântica.

O traçado da trilha promove a valorização histórica e cultural da região. Durante o percurso, os visitantes caminham por cenários que representam o Período Colonial do Brasil, passando por ruínas de antigas igrejas, fazendas seculares e áreas tradicionais de cultivo de café e de flores ornamentais. A conservação ambiental é um pilar da travessia, que cruza áreas naturais protegidas de grande importância, a exemplo da Floresta Estadual José Zago.

Inserida no contorno da tradicional pegada preta e amarela, que orienta os trilheiros pelo Brasil, a sinalização de Trajano de Moraes traz a silhueta de um beija-flor, ave que simboliza a fauna da Mata Atlântica.

O Traçado

A versatilidade é a grande marca dos Caminhos de Trajano de Moraes. O roteiro abrange cinco distritos e conta com seis circuitos independentes. Essa diversidade permite atender desde os adeptos da caminhada em trilha (trekking) e da corrida de montanha até cicloturistas e praticantes de voo livre e parapente. Os níveis de dificuldade variam do leve ao pesado, garantindo que diferentes perfis de viajantes aproveitem a experiência com tranquilidade.

Entre os trechos de maior destaque, está a Trilha Pedra da Torre, com um percurso de quase quatro quilômetros, que culmina no Mirante da Pedra da Torre e exige um esforço moderado do visitante. Para quem busca relaxar, o Circuito de Cachoeiras de Sodrelândia oferece uma caminhada leve e rápida, que deságua em belíssimas quedas d’água e piscinas naturais, como a da Cachoeira do Graças a Deus.

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Os cicloturistas, por sua vez, encontram o cenário ideal na ligação entre São Francisco de Paula e Visconde de Imbé, uma rota moderada, de quase catorze quilômetros, com antigas ruínas e mirantes. Outras opções incluem a caminhada histórica entre a Estação e o Túnel de Leitão da Cunha, além da trilha leve que margeia as águas da Represa de Tapera.

Tecnologia a favor do visitante

Para garantir que os viajantes planejem e desfrutem das atrações com comodidade, o município desenvolveu o aplicativo Caminhos de Trajano, disponível gratuitamente para os sistemas Android e iOS. A ferramenta digital detalha as características técnicas e as variações de altitude de cada trilha, e ainda conecta diretamente os turistas aos prestadores de serviços locais, facilitando reservas em pousadas, hotéis, restaurantes e a contratação de pacotes com agências de turismo cadastradas.

Como chegar

O município de Trajano de Moraes fica em uma localização privilegiada na Região Serrana do Rio, facilitando o acesso logístico por vias terrestres para os viajantes que partem da capital fluminense ou de outras cidades do Sudeste. Ao chegar à cidade, a melhor forma de iniciar a aventura é se dirigir ao Centro de Atendimento ao Turista. Localizado na Praça Nilo Peçanha, bem no centro do município, o espaço é dedicado a acolher e informar os visitantes e funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, oferecendo todo o suporte necessário para que a expedição pelos caminhos fluminenses seja inesquecível.

Trilhas de Longo Curso

Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas, que passam por 327 Unidades de Conservação (UC). Juntas, têm mais de 25.000 km planejados, com cada trilha identificada por uma logomarca em formato de pegada, nas cores preta e amarela, que pode ser personalizada com sua logomarca, inserindo um desenho próprio que a represente, dentro do formato de pegada.

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As atividades mais praticadas em uma trilha de longo curso são as caminhadas, mas não se limitando a essa prática. O visitante pode encontrar diversas outras atividades, como cicloturismo, canoagem, montanhismo, observação de aves, corridas, campismo, observação de fauna, flora ou formações geológicas, dentre outras.

 Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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