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TURISMO

São Luís: azulejos e casarões contam a história de um Patrimônio Mundial

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Fundada pelos franceses em 1612, São Luís guarda nas ruas do Centro Histórico marcas de diferentes períodos de sua formação. Depois da presença francesa e da ocupação holandesa, a cidade passou ao domínio português e preservou grande parte do traçado urbano estabelecido ainda no século 17.

Reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco em 1997, o Centro Histórico se destaca pelo conjunto de casarões, sobrados e fachadas revestidas de azulejos. A arquitetura portuguesa ganhou características próprias na cidade, com soluções adaptadas ao clima local, que ajudaram a formar uma paisagem urbana singular.

Para quem visita São Luís, caminhar pelo Centro Histórico é também uma forma de conhecer a cultura maranhense. Igrejas, museus, mercados, restaurantes, praças e espaços culturais dividem as ruas com construções centenárias e manifestações que fazem parte da identidade da capital.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu o Centro Histórico de São Luís por sua importância como exemplo de cidade colonial portuguesa adaptada às condições climáticas da América Equatorial e pelo alto grau de preservação de seu traçado urbano.

Os azulejos são uma das características mais marcantes desse patrimônio. Aplicados nas fachadas de muitos casarões, eles cumpriam funções decorativas e ajudavam na adaptação das construções ao clima. Sacadas de ferro, janelas altas, telhados e detalhes ornamentais completam a paisagem arquitetônica da região.

O conjunto preserva ainda elementos de diferentes momentos da história da cidade, desde sua fundação e ocupação, no século 17, até a expansão dos séculos seguintes. Essa continuidade ajudou a manter as características do núcleo histórico e sua relação com a formação de São Luís.

O que fazer

Entre os principais atrativos, estão:

  • Rua Portugal: uma das vias mais conhecidas do Centro Histórico, reúne casarões e sobrados com fachadas revestidas pelos tradicionais azulejos portugueses.

  • Palácio dos Leões: sede do Governo do Maranhão, está localizado em uma das áreas mais antigas da cidade e oferece vista para a Baía de São Marcos.

  • Catedral de São Luís: localizada no Centro Histórico, é uma das principais construções religiosas da capital maranhense.

  • Teatro Arthur Azevedo: um dos mais tradicionais teatros do país e importante espaço cultural da cidade.

  • Casa do Maranhão: espaço dedicado à cultura e às tradições maranhenses, com destaque para manifestações populares do estado.

  • Mercado das Tulhas: tradicional ponto do Centro Histórico para encontrar produtos regionais, ingredientes da culinária maranhense e artesanato.

  • Becos e praças do Centro Histórico: percorrer a região a pé permite observar de perto os casarões, fachadas de azulejos, escadarias e outros elementos que caracterizam a área histórica.

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A visita também pode ser combinada com experiências ligadas à cultura e à gastronomia locais, com manifestações como o bumba meu boi, o tambor de crioula e o reggae, além de pratos tradicionais, como arroz de cuxá, torta de camarão, peixes e frutos do mar.

Quando visitar

São Luís pode ser visitada durante todo o ano:

  • Junho: um dos períodos de maior movimentação cultural na cidade, com festas juninas e apresentações de bumba meu boi.

  • Segundo semestre: período com menor volume de chuvas, favorecendo os passeios a pé pelo Centro Histórico.

  • Primeiros meses do ano: época de chuvas mais frequentes, mas que não impede a visita aos museus, espaços culturais e demais atrativos da capital.

Para conhecer com calma os principais pontos do Centro Histórico, vale reservar pelo menos um dia inteiro para percorrer a região.

Como chegar

São Luís está localizada na Ilha de São Luís, no Maranhão. Quem chega de avião desembarca no Aeroporto Internacional de São Luís – Marechal Cunha Machado, que recebe voos de diferentes cidades brasileiras e fica a cerca de 15 quilômetros do Centro Histórico.

Para quem viaja de carro, o principal acesso à capital maranhense é pela BR-135, rodovia que conecta a ilha ao continente e faz ligação com outras regiões do estado e do país.

A partir do aeroporto ou de outras regiões da cidade, o Centro Histórico pode ser acessado de carro, táxi, transporte por aplicativo ou ônibus. Na área histórica, muitos dos principais atrativos ficam próximos e podem ser conhecidos a pé.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios cuja preservação é de interesse mundial.

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O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

 

Fonte: Ministério do Turismo

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TURISMO

Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

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Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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TURISMO

Caminhos de Trajano de Moraes: a trilha fluminense que une a herança colonial aos encantos da Mata Atlântica

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A Região Serrana do Rio de Janeiro abriga um destino repleto de belezas naturais e um rico passado histórico: a trilha regional Caminhos de Trajano de Moraes. Com uma extensão total de 37 quilômetros e projetada para ser percorrida em cerca de dois dias, a rota é um convite para conhecer o coração da Mata Atlântica.

O traçado da trilha promove a valorização histórica e cultural da região. Durante o percurso, os visitantes caminham por cenários que representam o Período Colonial do Brasil, passando por ruínas de antigas igrejas, fazendas seculares e áreas tradicionais de cultivo de café e de flores ornamentais. A conservação ambiental é um pilar da travessia, que cruza áreas naturais protegidas de grande importância, a exemplo da Floresta Estadual José Zago.

Inserida no contorno da tradicional pegada preta e amarela, que orienta os trilheiros pelo Brasil, a sinalização de Trajano de Moraes traz a silhueta de um beija-flor, ave que simboliza a fauna da Mata Atlântica.

O Traçado

A versatilidade é a grande marca dos Caminhos de Trajano de Moraes. O roteiro abrange cinco distritos e conta com seis circuitos independentes. Essa diversidade permite atender desde os adeptos da caminhada em trilha (trekking) e da corrida de montanha até cicloturistas e praticantes de voo livre e parapente. Os níveis de dificuldade variam do leve ao pesado, garantindo que diferentes perfis de viajantes aproveitem a experiência com tranquilidade.

Entre os trechos de maior destaque, está a Trilha Pedra da Torre, com um percurso de quase quatro quilômetros, que culmina no Mirante da Pedra da Torre e exige um esforço moderado do visitante. Para quem busca relaxar, o Circuito de Cachoeiras de Sodrelândia oferece uma caminhada leve e rápida, que deságua em belíssimas quedas d’água e piscinas naturais, como a da Cachoeira do Graças a Deus.

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Os cicloturistas, por sua vez, encontram o cenário ideal na ligação entre São Francisco de Paula e Visconde de Imbé, uma rota moderada, de quase catorze quilômetros, com antigas ruínas e mirantes. Outras opções incluem a caminhada histórica entre a Estação e o Túnel de Leitão da Cunha, além da trilha leve que margeia as águas da Represa de Tapera.

Tecnologia a favor do visitante

Para garantir que os viajantes planejem e desfrutem das atrações com comodidade, o município desenvolveu o aplicativo Caminhos de Trajano, disponível gratuitamente para os sistemas Android e iOS. A ferramenta digital detalha as características técnicas e as variações de altitude de cada trilha, e ainda conecta diretamente os turistas aos prestadores de serviços locais, facilitando reservas em pousadas, hotéis, restaurantes e a contratação de pacotes com agências de turismo cadastradas.

Como chegar

O município de Trajano de Moraes fica em uma localização privilegiada na Região Serrana do Rio, facilitando o acesso logístico por vias terrestres para os viajantes que partem da capital fluminense ou de outras cidades do Sudeste. Ao chegar à cidade, a melhor forma de iniciar a aventura é se dirigir ao Centro de Atendimento ao Turista. Localizado na Praça Nilo Peçanha, bem no centro do município, o espaço é dedicado a acolher e informar os visitantes e funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, oferecendo todo o suporte necessário para que a expedição pelos caminhos fluminenses seja inesquecível.

Trilhas de Longo Curso

Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas, que passam por 327 Unidades de Conservação (UC). Juntas, têm mais de 25.000 km planejados, com cada trilha identificada por uma logomarca em formato de pegada, nas cores preta e amarela, que pode ser personalizada com sua logomarca, inserindo um desenho próprio que a represente, dentro do formato de pegada.

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As atividades mais praticadas em uma trilha de longo curso são as caminhadas, mas não se limitando a essa prática. O visitante pode encontrar diversas outras atividades, como cicloturismo, canoagem, montanhismo, observação de aves, corridas, campismo, observação de fauna, flora ou formações geológicas, dentre outras.

 Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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