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Polícia Civil prende investigado por estupro de vulnerável contra a própria neta em Barra do Garças

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Barra do Garças, cumpriu, nesta quinta-feira (19.6), um mandado de prisão preventiva contra um homem, de 54 anos, investigado pelo crime de estupro de vulnerável praticado contra a própria neta, de 11 anos, no distrito de Vale dos Sonhos.

As investigações tiveram início após a vítima relatar ter sido submetida a atos libidinosos praticados pelo avô em três ocasiões distintas.

Diante da denúncia, a equipe da Delegacia Especializada acionou o Conselho Tutelar e comunicou os fatos à mãe da vítima, que até então desconhecia a situação.

Com base nos elementos reunidos durante a investigação, somados aos resultados dos exames periciais realizados, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do investigado, medida posteriormente deferida pelo Poder Judiciário.

O mandado judicial foi cumprido por policiais civis da equipe de investigação da DEDM de Barra do Garças.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para os procedimentos legais cabíveis e permanece à disposição da Justiça.

As investigações seguem em andamento para o completo esclarecimento dos fatos.

Fonte: Governo MT – MT

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As duas escalações

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Ontem pela manhã, eu estava na padaria em busca de uns pãezinhos quando encontrei um amigo. Como costuma acontecer entre brasileiros em tempos de Copa do Mundo, não demorou nem trinta segundos para que o assunto chegasse ao futebol.Falamos sobre o próximo jogo da Seleção. Comentamos a atuação da equipe na estreia e, como todo torcedor que se preze, começamos a escalar um novo time.Sugeri algumas mudanças. Disse que colocaria Endrick entre os titulares. Também trocaria o goleiro. Em vez de Alisson, entraria Weverton. Mencionei ainda outras alterações no meio-campo. Meu amigo concordou com algumas, discordou de outras. Durante alguns minutos, fizemos aquilo que milhões de brasileiros fazem diariamente sem qualquer remuneração e sem jamais receber um convite oficial da CBF: trabalhamos como técnicos da Seleção.A certa altura, porém, a conversa tomou um rumo inesperado.Ele comentou que havia lido um dos meus artigos sobre literatura russa e observou que eu vinha escrevendo bastante sobre Dostoiévski. Em seguida, fez uma pergunta simples:— E da literatura brasileira? Qual seria a sua escalação? Quais seriam, para você, os nossos maiores romances?Percebi naquele instante que ele havia me colocado diante de um desafio ainda mais difícil do que escalar a Seleção.Porque mudar um volante ou escolher um goleiro é relativamente simples. Difícil mesmo é selecionar apenas algumas obras em uma literatura tão rica quanto a brasileira.Ainda assim, arrisquei uma convocação.Comecei por Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. Depois vieram Viva o Povo Brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro; Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro e Esaú e Jacó, de Machado de Assis; Os Sertões, de Euclides da Cunha; Vidas Secas, de Graciliano Ramos; O Cortiço, de Aluísio Azevedo; Senhora, de José de Alencar; e Sargento Getúlio, novamente de João Ubaldo Ribeiro.— E só onze? — perguntou ele.Foi então que me lembrei de que toda seleção possui um décimo segundo jogador: a torcida.Aquela presença que não entra oficialmente em campo, mas sem a qual o espetáculo fica incompleto. A multidão que canta, sofre, reclama, vibra, empurra o time e, às vezes, acredita na vitória quando nem os próprios jogadores parecem acreditar.— Tem razão — respondi. — Falta o décimo segundo jogador.E acrescentei A Hora da Estrela, de Clarice Lispector.Meu amigo olhou para a lista por alguns segundos.— E por que Guimarães Rosa em primeiro?Pensei um pouco antes de responder.— Porque ninguém escreveu um livro tão brasileiro e, ao mesmo tempo, tão universal.Ele sorriu, como quem pede uma explicação melhor.— Pense no sertão de Riobaldo. A gente entra no romance acreditando que vai acompanhar a história de jagunços e batalhas. Quando percebe, está refletindo sobre amor, amizade, coragem, culpa, liberdade e até sobre a existência do mal. Poucos escritores conseguiram transformar um pedaço tão específico do Brasil numa experiência tão humana.— E João Ubaldo?— João Ubaldo fez outra coisa extraordinária. Conseguiu contar a história do Brasil sem deixar que as pessoas desaparecessem debaixo da História. Em Viva o Povo Brasileiro, o país inteiro passa diante dos nossos olhos, mas nunca como uma abstração. São sempre pessoas de carne e osso.Meu amigo assentiu com a cabeça.Não sei se concordou comigo ou apenas decidiu encerrar o debate. Afinal, discussões sobre literatura costumam ser tão inconclusivas quanto discussões sobre futebol.Quando nos despedimos, cada um seguiu para um rumo diferente.A conversa, porém, permaneceu comigo.Afinal, a lista havia saído quase de improviso, como saem as escalações discutidas em mesas de bar, filas de banco e padarias.Ao chegar em casa, fiquei pensando que futebol e literatura talvez tenham mais semelhanças do que imaginamos.Os dois falam muito sobre a gente.Quando alguém escala uma seleção, não está apenas escolhendo jogadores. Está revelando uma visão de futebol. Há quem valorize a técnica; há quem prefira a força física. Alguns priorizam a experiência; outros apostam na juventude. Uns defendem a posse de bola; outros acreditam no contra-ataque. No fundo, cada escalação é também uma pequena declaração de princípios.Com os livros acontece algo semelhante.Diga-me quais são os romances que você considera indispensáveis e eu saberei muito sobre você. Sobre sua sensibilidade. Sobre suas inquietações. Sobre aquilo que procura na arte e, talvez, na própria vida.Quem escolhe Machado de Assis talvez admire a inteligência e a ironia. Quem prefere Graciliano Ramos pode valorizar a concisão e a secura. Quem se encanta por Guimarães Rosa costuma enxergar a linguagem não apenas como instrumento, mas como aventura. Quem leva João Ubaldo para a lista provavelmente acredita que a literatura pode ser, ao mesmo tempo, grandiosa, popular, divertida e profunda. E quem reserva uma vaga para Clarice talvez reconheça que os grandes acontecimentos da existência nem sempre ocorrem no mundo exterior. Muitas vezes acontecem dentro de nós.Naturalmente, toda lista é imperfeita.Aliás, essa é uma de suas virtudes.Nenhuma convocação agrada a todos. Nenhuma seleção dos maiores romances brasileiros será capaz de contemplar todas as obras que merecem estar ali. Sempre haverá um grande autor injustiçado. Um romance extraordinário deixado no banco de reservas. Um clássico esquecido por mero excesso de concorrência.Talvez seja justamente por isso que gostamos tanto de fazer listas.Não para encerrar discussões, mas para iniciá-las.Talvez porque, no fundo, escalemos nossos times e nossos livros pela mesma razão: ambos nos ajudam a contar a história de quem somos.E agora, aproveito para devolver a pergunta ao leitor.Qual seria a sua escalação para o próximo jogo da Seleção?E qual seria a sua convocação dos doze maiores romances da literatura brasileira?Lembre-se de reservar uma vaga para o décimo segundo jogador.No futebol, ele costuma ficar na arquibancada.Na literatura, talvez esteja na sua estante.E ainda bem.

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*Márcio Florestan Berestinas é promotor de Justiça no Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Encontro destaca papel dos Consegs na segurança pública

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Representantes dos Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs) de dez municípios participaram do 1º Encontro das Regionais de Cáceres e Pontes e Lacerda, na terça-feira (16). A iniciativa teve como objetivo fortalecer a participação comunitária na segurança pública, promover a integração entre os conselhos e ampliar o conhecimento dos participantes sobre o papel dessas instituições na construção de soluções para as demandas locais.
O evento foi realizado em parceria pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Federação dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública de Mato Grosso (Feconseg-MT), Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).
A programação incluiu palestras sobre formação jurídica dos Consegs, integração comunitária, projetos sociais, parcerias institucionais e corresponsabilidade da sociedade na promoção da segurança pública. Participaram representantes de Cáceres, Pontes e Lacerda, Mirassol d’Oeste, Porto Esperidião, Glória d’Oeste, Salto do Céu, Araputanga, Comodoro, São José dos Quatro Marcos e Campos de Júlio.
Durante o encontro, autoridades e especialistas destacaram a importância dos conselhos comunitários como instrumentos de aproximação entre a população e os órgãos de segurança.
Reconhecimento – A programação encerrou com a realização da 1ª Cerimônia de Entrega da Moeda Honorífica Guardiões da Fronteira MT. A iniciativa do MPMT e TJMT, em parceria com a Feconseg-MT e o Conseg de Pontes e Lacerda, foi criada para reconhecer pessoas e instituições que contribuem para o fortalecimento da segurança pública, da cidadania, da justiça e da cultura de paz em Mato Grosso.
A honraria homenageou personalidades e organizações que se destacam pelos serviços prestados à sociedade, especialmente em ações voltadas ao desenvolvimento e à proteção da região de fronteira. A moeda representa o reconhecimento ao compromisso e à dedicação daqueles que atuam em benefício do interesse público e da coletividade.
A primeira edição da homenagem marca o início de uma iniciativa voltada à valorização de cidadãos e instituições que contribuem para o fortalecimento das políticas de segurança e para a integração entre poder público e sociedade.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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