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MJSP apresenta novos instrumentos para aprimorar a busca de pessoas desaparecidas

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Brasília, 11/06/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou, nesta quinta-feira (11), uma série de materiais voltados ao fortalecimento da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas. A cerimônia ocorreu na abertura do Seminário Interinstitucional da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas. O evento segue até sexta-feira (12), em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Foram apresentados a Cartilha Atuação da Polícia Militar e Guarda Municipal na Busca de Pessoas Desaparecidas, o Guia de Orientações às Autoridades Centrais Estaduais e o Diagnóstico da Gestão de Pessoas Falecidas com Identidade Desconhecida no Brasil. A programação também marcou o lançamento do Manual de Implementação da Resolução CNJ nº 634/2025, elaborado no âmbito do Programa Justiça Plural.

Participantes do Seminário se reúnem no Salão Negro do Palácio da Justiça. Foto: Tom Costa/MJSP
Participantes do Seminário se reúnem no Salão Negro do Palácio da Justiça. Foto: Tom Costa/MJSP

O diretor do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), João Alberto Nogueira Júnior, destacou que o enfrentamento ao desaparecimento de pessoas é uma prioridade da gestão e que a temática transcende a esfera familiar, impactando toda a sociedade e exigindo respostas do poder público.

“As famílias buscam respostas e o poder público precisa oferecer esses retornos de maneira ágil e humana. A presença dos familiares no evento nos dá dimensão de que temos muito a fazer. A Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas é colaborativa; nenhum órgão possui todas as ferramentas para enfrentar esse fenômeno. Fortalecemos o papel das autoridades centrais, temos desenvolvido protocolos nacionais e promovido, cada vez mais, o compartilhamento de informações”, afirmou, ao relembrar o lançamento do Banco Nacional de Pessoas Desaparecidas, em 2024.

A gerente de projetos da Secretaria-Geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e gestora do Programa Justiça Plural, Natália Dino, ressaltou a importância da interlocução entre as instituições para oferecer respostas às famílias de pessoas desaparecidas.

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“É um problema social que exige respostas rápidas, qualificadas e humanizadas. Durante muito tempo, esse tema foi tratado de maneira vaga, sem diálogo entre as instituições”, disse.

Cooperação e fortalecimento da rede de busca

Com uma filha desaparecida há mais de 30 anos, a representante do Movimento Nacional de Familiares de Pessoas Desaparecidas, Evanise Esperidão, mencionou que mais importantes do que os números são as histórias.

“Nosso objetivo é que tenhamos um ou mais representantes da associação em todos os estados, para agilizar respostas às mães que têm filhos desaparecidos. Quando falamos de desaparecimento, não falamos de estatística, mas de vidas e histórias interrompidas”, declarou em discurso emocionado.

O evento conta com representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), por meio do Programa Justiça Plural; do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV); da Rede Brasileira de Pesquisas e Estudos sobre Desaparecimentos; e da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.

O encontro foi concebido como um espaço para o compartilhamento de experiências, boas práticas e desafios enfrentados pelas instituições que atuam na busca e localização de pessoas desaparecidas.

A programação contempla diferentes perspectivas sobre o tema, reunindo gestores públicos, operadores da segurança pública, pesquisadores, especialistas e familiares de pessoas desaparecidas.

Essa iniciativa reforça o compromisso do Governo Federal com o aprimoramento das ações de busca, identificação e localização de pessoas desaparecidas, bem como com o acolhimento e o apoio às famílias que enfrentam essa realidade.

Materiais lançados

Diagnóstico da Gestão de Pessoas Falecidas com Identidade Desconhecida no Brasil

O documento apresenta um levantamento analítico-descritivo elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em parceria com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), junto aos institutos médico-legais (IMLs) do País.

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O estudo apresenta um diagnóstico das práticas de gestão de pessoas falecidas sem identidade conhecida, com o objetivo de fundamentar um diálogo qualificado sobre o tema e promover avanços concretos nos processos de identificação humana e de padronização dos procedimentos.

Cartilha Atuação da Polícia Militar e Guarda Municipal na Busca de Pessoas Desaparecidas

O material foi desenvolvido para qualificar a atuação imediata voltada à pronta resposta na busca de pessoas desaparecidas, promovendo ações coordenadas, padronizadas e sensíveis às especificidades de cada ocorrência.

O conteúdo busca fortalecer a integração da Polícia Militar e da Guarda Municipal às diretrizes de atuação elaboradas no âmbito da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas.

Guia de Orientações às Autoridades Centrais Estaduais

O guia tem como objetivo apoiar o trabalho das Autoridades Centrais Estaduais (Aces) e servir como instrumento orientador de caráter básico.
O material sistematiza as principais frentes de atuação, apresentando gargalos e medidas corretivas discutidos coletivamente ao longo do tempo com as Aces.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Rede de Cidades + Inteligentes impulsiona transformação digital

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Construir cidades inteligentes é, para o Governo Federal, fortalecer a capacidade dos municípios de planejar melhor, prestar serviços públicos com mais eficiência e promover desenvolvimento urbano com inclusão e sustentabilidade. Por esse motivo, o Ministério das Cidades lançou, nesta quinta-feira (11), em Brasília, a Rede de Cidades + Inteligentes, iniciativa voltada a apoiar municípios na elaboração de estratégias locais de transformação digital.

A solenidade de abertura ocorreu no auditório da sede do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e reuniu representantes do Governo Federal, da comunidade acadêmica, de instituições técnicas e dos municípios selecionados para participar da iniciativa.

Na oportunidade, a secretária-executiva do Ministério das Cidades, Mirna Chaves, destacou a importância da integração entre os agentes para ampliar a capacidade técnica dos municípios.

“Essa aproximação entre os gestores e a comunidade acadêmica vai auxiliar na formação de estratégias de inclusão digital urbana, produzindo caminhos que vão tornar os municípios brasileiros mais inclusivos e resilientes”, afirmou Mirna.

A secretária nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano substituta, Cristiana Scorza, ressaltou que a Rede é resultado de uma construção iniciada em 2023 e que, aos poucos, ganhou projeção.

infográfico com dados de cidades
Cidades Inteligentes

“Conseguimos avançar com os parceiros por meio da publicação de uma portaria no ano passado, trazendo diretrizes para que os municípios possam aplicar essa política da melhor forma, de acordo com as características de cada um. A partir daí, também conseguimos aprimorar nossos programas de financiamento”, explicou Cristiana.

A programação também contou com apresentação de Yuri Della Giustina, diretor do Departamento de Adaptação das Cidades à Transição Climática e Transformação Digital do Ministério das Cidades. Em sua fala, Yuri abordou a política do Governo Federal de não deixar ninguém para trás, destacando que essa diretriz também passa por promover iniciativas capazes de acelerar o desenvolvimento dos municípios brasileiros, dos maiores centros urbanos às cidades de menor porte.

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Iniciativa selecionou municípios das cinco regiões

A Rede de Cidades + Inteligentes apoiará municípios selecionados pelo Edital de Seleção Pública da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano nº 1/2026. Ao todo, 22 cidades foram escolhidas para receber assessoria técnica e metodológica no desenvolvimento de estratégias locais de transformação digital urbana.

Os municípios selecionados representam as cinco macrorregiões do país e reúnem diferentes perfis populacionais, territoriais e socioeconômicos. A diversidade busca garantir que as soluções desenvolvidas sejam adaptáveis à diferentes realidades, respeitando as especificidades locais.

Agora, os municípios serão apoiados pela Rede de Suporte Acadêmico, composta por universidades e instituições técnicas parceiras. O trabalho envolverá a elaboração de diagnósticos, planos de ação e estratégias voltadas à implementação de cidades mais inteligentes, sustentáveis, inclusivas e eficientes.

O secretário nacional de Mobilidade Urbana, Marcos Daniel Souza dos Santos, reforçou que a atuação em rede fortalece a integração entre as diferentes áreas do Ministério das Cidades e contribui para o aprimoramento das políticas públicas urbanas.

“Trabalhar em redes ajuda muito o Ministério das Cidades a reformular e aperfeiçoar políticas de mobilidade junto com as outras secretarias”, destacou.

Entre as instituições participantes da Rede de Suporte Acadêmico estão a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a Universidade Federal de Goiás (UFG), o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), a Universidade de Caxias do Sul (UCS) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Acesse a Central de Conteúdos e as Redes Sociais do Ministério das Cidades

Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério das Cidades
Atendimento à Imprensa
Telefone: (61) 2034-4282
E-mail: [email protected]

Fonte: Ministério das Cidades

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Brasil destaca transição justa, igualdade salarial e regulação digital em conferência da OIT

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, concluiu sua agenda oficial na 114ª Conferência Internacional do Trabalho (CIT), realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, na Suíça, com participação em reuniões estratégicas sobre transição justa, igualdade salarial e regulação do trabalho em plataformas digitais.

O último dia de atividades, que ocorreu nesta quinta-feira (11), teve início com a participação do ministro na Reunião do Conselho Consultivo Internacional Ministerial sobre Transição Justa. No encontro, Luiz Marinho destacou o papel do Brasil na articulação de políticas que integram desenvolvimento econômico, inclusão social e sustentabilidade ambiental. O ministro ressaltou que o país tem contribuído para o avanço dessa agenda ao alinhar metas climáticas à geração de empregos e à promoção do trabalho decente.

Na sequência, o ministro participou de reunião da Coalizão Internacional pela Igualdade Salarial (EPIC), que reúne governos e organizações comprometidos com a promoção da igualdade de remuneração entre homens e mulheres. Durante o encontro, foi debatida a construção de uma plataforma de intercâmbio de experiências entre países, com foco no fortalecimento do compromisso político global com a igualdade salarial.

Luiz Marinho destacou a experiência brasileira e a relevância do tema na agenda nacional. “No Brasil, a igualdade salarial é uma prioridade. Sob a liderança do presidente Lula, o país transformou esse compromisso em ação concreta com a sanção e a implementação da Lei da Igualdade Salarial”, ressaltou.

A agenda incluiu também a participação do Brasil na reunião da Coalizão Global para a Justiça Social, espaço voltado à articulação internacional de políticas públicas para a redução das desigualdades e a promoção do trabalho digno.

Cooperação internacional e trabalho em plataformas digitais

Ao final do dia, o ministro participou da reunião de encerramento da comissão normativa sobre economia de plataformas, que aprovou uma convenção internacional para regulamentar o trabalho no setor.

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O instrumento reconhece as transformações promovidas pelas plataformas digitais e, ao mesmo tempo, busca enfrentar desafios relacionados à proteção social e às condições de trabalho.

A convenção estabelece princípios e direitos fundamentais, incluindo proteção à saúde e à segurança, remuneração mínima, acesso à seguridade social e maior transparência nos sistemas algorítmicos.

“Ao assegurar aos trabalhadores de plataformas digitais os princípios e direitos fundamentais no trabalho, bem como proteções específicas, a Convenção busca promover melhorias concretas nas condições de vida de milhões de trabalhadores em todo o mundo”, enfatizou Marinho.

Para o ministro, a aprovação do instrumento representa um marco importante na agenda internacional do trabalho. “Uma conquista significativa e o passo inicial para a construção de políticas de defesa dos trabalhadores de plataformas digitais.”

Encerramento da participação brasileira

A atuação do Brasil na 114ª Conferência Internacional do Trabalho reforça o protagonismo do país nos debates globais sobre trabalho, emprego e desenvolvimento sustentável, com destaque para temas como transformação tecnológica, inclusão social e justiça no mundo do trabalho.

Ao longo da programação em Genebra, o ministro Luiz Marinho participou de reuniões multilaterais, encontros bilaterais e sessões plenárias, contribuindo para a construção de consensos e para o fortalecimento da cooperação internacional em torno do trabalho decente.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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