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EDUCAÇÃO

PND 2026: Locais de prova da reaplicação estão disponíveis

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), disponibilizou nesta terça-feira, 13 de outubro, o Cartão de Confirmação da Inscrição para a reaplicação da Prova Nacional Docente (PND) 2026. Os participantes que tiveram a solicitação de reaplicação aprovada já podem consultar o documento por meio do Sistema PND, na Página do Participante. 

O cartão apresenta informações importantes para a realização do exame, como data, horário e local de prova. A reaplicação está marcada para o próximo domingo, 18 de outubro. 

PND – O exame, criado pelo MEC, visa aprimorar o processo de formação dos futuros professores das licenciaturas e auxiliar estados e municípios a selecionarem professores para suas redes. A PND faz parte do programa Mais Professores para o Brasil, que reúne ações de reconhecimento e qualificação do magistério da educação básica e de incentivo à docência no país. 

Acesse o Sistema PND 

 
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep  
 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Egressa da escola técnica à reitora do IFS: professora transforma oportunidades em compromisso com a educação pública

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A educação pode mudar o rumo de uma história. Para a professora Ruth Sales, essa transformação começou ainda na infância, em uma família de poucos recursos, em Aracaju (SE), onde os estudos eram tratados como um caminho para conquistar novas oportunidades. Décadas depois, a menina que ingressou na antiga Escola Técnica Federal de Sergipe se tornaria professora da instituição e chegaria à reitoria, consolidando uma trajetória marcada pela formação acadêmica, pela dedicação ao ensino público e pelo compromisso com a inclusão social. “Meu pai sempre dizia que o melhor que ele poderia nos proporcionar era a educação. Em casa, podíamos não ter roupa nova, mas tínhamos livros”, recorda. 

Em uma família de sete filhos, o incentivo aos estudos vinha acompanhado da compreensão de que as conquistas exigiam esforço. O pai que enfrentou dificuldades para concluir a própria formação, insistia na importância da educação e estimulava os filhos a buscarem oportunidades. A experiência deixou marcas na trajetória de Ruth, que aprendeu, desde cedo, a valorizar cada possibilidade de aprender. 

A aprovação na instituição foi uma de suas primeiras grandes conquistas. Mais do que o aprendizado técnico, a experiência ampliou seus horizontes e contribuiu para suas escolhas profissionais e pessoais. “A minha aprovação na antiga Escola Técnica Federal de Sergipe, foi a minha primeira grande conquista. A escola foi fundamental não apenas para minha formação técnica, mas também para minha formação cidadã, e o impulso para todas as minhas conquistas posteriores”, afirma. 

 Assista ao vídeo:

Da formação técnica à docência – Depois do curso técnico em química, Ruth ingressou na Universidade Federal de Sergipe (UFS), onde se graduou em química industrial. Durante a graduação, aproximou-se da docência e escolheu disciplinas optativas da área de licenciatura. Antes mesmo de concluir o curso, foi aprovada no mestrado em química da Universidade Federal da Bahia (Ufba), em Salvador. Posteriormente, concluiu o doutorado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em São Paulo. 

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Em 1996, após atuar como professora substituta na UFS, ingressou na Escola Técnica Federal de Sergipe, instituição onde havia estudado. O retorno, agora como educadora, deu novo significado à relação construída com a escola. “Foi uma caminhada de muito sacrifício, estudo e renúncia, mas também de muitas oportunidades. Foi ali que me formei, fiz escolhas e encontrei a direção que queria dar à minha vida”, conta. 

Como professora, ministrou disciplinas da área de química, como química analítica e análise instrumental, além de atividades de iniciação à pesquisa. Ao longo dos anos, acompanhou as transformações da instituição e a ampliação de sua missão educacional. 

Para Ruth, um dos diferenciais da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica está na combinação entre conhecimento técnico e desenvolvimento humano. “Os institutos federais formam profissionais diferenciados porque articulam a educação profissional à formação humana”, destaca. 
 
Pioneirismo e representatividade – A trajetória de Ruth também foi marcada pela conquista de espaços de liderança em um ambiente no qual as mulheres enfrentavam barreiras para ocupar posições de decisão. Ela se tornou a primeira mulher a assumir a reitoria da instituição em Sergipe, conforme relato, após construir uma carreira acadêmica e profissional na própria Rede Federal. “Quando uma mulher dizia que queria ser reitora, havia risadinhas e questionamentos. Eu precisava provar todos os dias que tinha capacidade para ocupar aquele lugar”, relata. 
 
A experiência reforçou o compromisso com a ampliação das oportunidades para outras mulheres. Durante sua gestão, Ruth manteve a atenção voltada a iniciativas de inclusão social e qualificação profissional, entre elas o programa Mulheres Mil, que promove a formação profissional de mulheres em situação de vulnerabilidade social. 
 
Ela participou da elaboração de projetos e continuou acompanhando as ações do programa como pró-reitora e reitora. O trabalho inclui o contato com comunidades indígenas e quilombolas e com mulheres de diferentes realidades sociais. “Faço questão de participar das aulas inaugurais, visitar as comunidades e estar perto das mulheres. Quero continuar trabalhando por elas, independentemente do lugar em que eu esteja”, afirma. 
 
Uma rede que amplia horizontes – Ao comparar a época de estudante com a realidade atual, Ruth destaca a ampliação das oportunidades de formação, pesquisa e intercâmbio para os alunos dos institutos federais. Segundo ela, os estudantes de hoje podem vivenciar experiências acadêmicas desde os primeiros anos de formação, descobrindo possibilidades que antes pareciam distantes. 

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Para a professora, conhecer oportunidades como as quais são ofertadas pela Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica pode ser o primeiro passo para descobrir novos caminhos profissionais e pessoais. “Conheçam a Rede Federal de Educação! Quando vocês chegam, descobrem oportunidades que nem imaginavam existir”, aconselha. 

Após oito anos à frente da reitoria, Ruth encerra um ciclo de gestão sem se afastar dos princípios que orientaram sua trajetória. Convidada a assumir uma função na área de desenvolvimento social da instituição, pretende continuar contribuindo para a elaboração de projetos, a ampliação de oportunidades e o fortalecimento das ações de inclusão. 

Mesmo diante das responsabilidades administrativas, ela afirma que nunca deixou de acompanhar os estudantes nem de trabalhar para viabilizar iniciativas que beneficiassem a comunidade acadêmica. “Tenho 30 anos de Rede Federal e sinto que tudo o que fiz pela instituição foi uma forma de retribuir um pouco do muito que recebi. Nunca abandonei o contato com os estudantes nem o trabalho com projetos”, afirma. 

Na Semana dos Professores, a história de Ruth Sales mostra como a educação pública pode acompanhar e transformar uma trajetória inteira: da formação técnica à universidade, da sala de aula à gestão institucional. A ex-aluna que encontrou na antiga escola técnica o impulso para construir o futuro tornou-se professora da instituição e passou a contribuir para a formação de novas gerações. 

Sua caminhada reafirma o papel dos educadores na construção de oportunidades e na transformação social. Afinal, como demonstra sua própria história, ensinar também é abrir caminhos para que outras pessoas descubram até onde podem chegar. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) 

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Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

MEC debate infraestrutura escolar para expansão do tempo integral

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O Ministério da Educação (MEC), por meio das secretarias de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase) e de Educação Básica (SEB), realizou, em 8 de outubro, na sede do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em Brasília (DF), a oficina “Programa de Infraestrutura Escolar: expansão do tempo integral”. O encontro promoveu a troca de experiências entre representantes de quatro redes estaduais e quatro redes municipais sobre o diagnóstico da infraestrutura escolar e o planejamento da oferta de educação em tempo integral. 

A oficina buscou identificar desafios e compartilhar estratégias para planejar a expansão da oferta educacional de acordo com as necessidades de cada território. A atividade também reforçou a importância da cooperação entre os entes federativos para alinhar as políticas nacionais às realidades das redes públicas de ensino.  

Para Anita Gea Martinez Stefani, diretora de Apoio à Gestão Educacional da SEB, a oficina possibilitou o planejamento de ações concretas para ampliar a oferta de vagas em tempo integral nas redes de ensino, considerando as características de cada território e os dados educacionais disponíveis. “Além disso, a troca de experiências e a articulação entre os participantes contribuíram para enriquecer as discussões e fortalecer a construção de estratégias alinhadas às necessidades de cada rede”, afirmou.  

A iniciativa integra os esforços de implementação do Plano Nacional de Educação (PNE) 2026-2036, aprovado pela Lei nº 15.388, de 14 de abril de 2026. A Sase atua na articulação necessária à implementação do PNE, que estabelece objetivos e metas para orientar as políticas educacionais brasileiras ao longo de dez anos. Nesse contexto, o Programa Nacional de Infraestrutura Escolar (Pnie) prevê apoio à expansão, à adequação e à modernização da infraestrutura física e tecnológica das instituições públicas de ensino, além de buscar assegurar condições mínimas de funcionamento e salubridade nas escolas.  

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“É uma oportunidade de reunir redes municipais e estaduais de diferentes regiões do Brasil para trocar experiências e discutir os desafios da expansão da educação integral em tempo integral, especialmente em relação à infraestrutura das escolas. As discussões foram muito ricas e trouxeram contribuições importantes para o planejamento das redes e para o avanço dessa política educacional”, destacou Lucas Piccolo Cinquini, analista técnico de Políticas Sociais da Sase.  

O planejamento da infraestrutura escolar dialoga diretamente com alguns objetivos do PNE, como ampliar a educação em tempo integral e assegurar a qualidade e a equidade na oferta educacional. O diagnóstico das condições das escolas e demandas por vagas permite identificar prioridades e orientar investimentos, considerando as características de cada localidade. Ao articular planejamento, infraestrutura e expansão da jornada escolar, o MEC contribui para fortalecer a implementação das metas do PNE e promover ambientes adequados à aprendizagem, à permanência dos estudantes. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase) 

Fonte: Ministério da Educação

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