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EDUCAÇÃO

Ex-aluno do IFRS transforma formação em trajetória empreendedora

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Quando chegou à Europa, em 2019, Dener Finotti pensou na distância que o separava de Riozinho, sua cidade natal, no interior do Rio Grande do Sul. Estar em outro continente era uma experiência que ele ainda tentava assimilar. A viagem, fruto de uma bolsa parcial para um curso de seis meses na Universidade Politécnica de Bragança, em Portugal, fez parte de uma trajetória que começou na indústria de calçados, onde trabalhou aos 16 anos, passou pela formação técnica e enfim pela graduação no Campus Rolante do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS).

Depois de estudar em Portugal, Dener passou uma temporada na Austrália e voltou à sua cidade natal para empreender. Segundo ele, a experiência na fábrica de calçados o ajudou a perceber desde cedo que queria buscar outra profissão.

Cheguei aonde eu estou graças a todas essas oportunidades que a educação me deu ao longo da vida”. Dener Finotti, empreendedor e ex-aluno do IFRS

A escola, que já ocupava um lugar importante em sua vida, seria o caminho para essa mudança. No Campus Rolante do IFRS, Dener fez curso técnico em administração e, depois, a graduação em processos gerenciais. O contato com colegas e educadores ampliou suas perspectivas. “Tive uma grande transformação na minha vida por conhecer pessoas que me mostraram outras realidades”, recorda.

Um negócio que começou em casa – A confeitaria surgiu primeiro como uma possibilidade de complementar a renda. Inspirado pela habilidade da mãe na cozinha, Dener começou a preparar bolos para vender a parentes. Durante um período, dividiu a rotina entre o trabalho na fábrica, os estudos no IFRS e as encomendas feitas nos fins de semana.

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Em 2017, ano em que concluiu o curso técnico, decidiu deixar a indústria de calçados e se dedicar ao próprio negócio. A produção começou em casa. O que havia surgido como renda extra passou a ocupar o centro de seus planos profissionais.

A disposição para aprender acompanhou essa mudança. Para Luana Corteletti, profissional de marketing digital que acompanha a trajetória de Dener, a busca por novos conhecimentos é uma característica muito marcante dele. “Ele tá sempre estudando, ele tá sempre buscando informação, ele tá sempre querendo crescer mais”, afirma.

Além das fronteiras – A oportunidade de viajar para a Europa exigiu uma mobilização que envolveu a instituição e a família. Para Dener, Portugal se tornou um marco. “Tanto aqui em casa como no instituto federal, eu tive um apoio enorme”, relata.

A experiência deu uma dimensão concreta às possibilidades que começara a enxergar durante a formação: sair de uma pequena cidade do interior, estudar em outro país e conhecer outras realidades e outros conhecimentos.

Depois da graduação, em 2022, Dener partiu para a Austrália, onde permaneceu por um ano e meio, aprimorando seus conhecimentos profissionais. Ao retornar a Riozinho, trouxe essa bagagem para a atuação como empresário, chef confeiteiro e professor de inglês. Além do inglês, ele ainda fala espanhol e francês.

O irmão, Michael Finotti, vê no percurso de Dener uma referência para os próprios filhos. Ao falar das viagens e da determinação de Dener, resume: “Ele é um desbravador do mundo”.

A transformação também é lembrada por Letícia Martins, diretora-geral do Campus Rolante. Ao recordar a chegada de Dener à instituição, ela associa a falta de um documento ao processo de descoberta de si mesmo: “um jovem que chegou sem carteira de identidade e ainda sem reconhecer suas possibilidades tornou-se um homem com muitos carimbos no passaporte”, relembra.

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“O acesso à educação, em sua avaliação, permite que estudantes reconheçam capacidades que até então desconheciam”, afirma Letícia.

Na história de Dener, essa presença se traduziu em formação, vínculos e apoio para que ele pudesse dar passos importantes em sua trajetória. Da primeira produção de bolos em casa às experiências no exterior, ele reconhece a educação como parte de cada conquista: “Cheguei aonde eu estou graças a todas essas oportunidades que a educação me deu ao longo dessa vida”.

Ingresso na EPT – O acesso à educação profissional e tecnológica (EPT) pode ocorrer por meio de diferentes formas de seleção, de acordo com a instituição, o curso e o nível de ensino. A oferta é realizada pelas redes federal, estaduais, distrital e municipais, pelos sistemas nacionais de aprendizagem e por instituições privadas.

Na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, que reúne institutos federais, escolas técnicas vinculadas a universidades federais e o Colégio Pedro II, o acesso ocorre conforme os critérios definidos por cada instituição e divulgados em edital. São ofertados cursos de qualificação profissional, técnicos e de graduação, com possibilidades de ingresso por processos seletivos próprios e, no caso da educação superior, na maioria das instituições, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), conforme as regras estabelecidas para cada instituição e curso.

Assessoria de Comunicação Social do MEC

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Cadernos de Gestão reúnem orientações para as redes de ensino

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G estores das redes estaduais, distrital e municipais de educação podem consultar seis Cadernos de Gestão com informações sobre políticas educacionais voltadas a diferentes modalidades da Educação Básica. As publicações reúnem marcos normativos, conteúdos e orientações relacionadas à gestão educacional e ao direito de acesso, permanência e aprendizagem dos estudantes. O material foi produzido pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi).

A iniciativa tem como objetivo contribuir para o debate público e oferecer apoio às redes de ensino na formulação, implementação e monitoramento de políticas, programas, processos e práticas de gestão voltados à promoção da equidade educacional. 

Para isso, estão disponíveis seis cadernos, com foco na educação básica, correspondentes às seguintes modalidades: 

Os cadernos foram estruturados de forma a conectar saberes teóricos e marcos normativos, considerando os desafios e as especificidades presentes no cotidiano da gestão educacional. Os conteúdos e recomendações apresentados nas publicações buscam contemplar a diversidade de contextos dos diferentes entes federativos, enquanto as edições estão organizadas em capítulos que oferecem subsídios sobre sete dimensões, sendo elas: 

  • Relações federativas; 
  • Planejamento; 
  • Financiamento; 
  • Matrícula e composição de turmas; 
  • Alocação de profissionais; 
  • Formação de profissionais; 
  • Avaliação e monitoramento da educação. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Rede acolhe educadores vítimas de censura e perseguição

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Profissionais de educação que sofreram violência relacionada ao exercício da profissão podem contar com o serviço de acolhimento, orientação e informação oferecido pelo Observatório Nacional da Violência contra Estudantes (ONVE), em parceria com o Ministério da Educação (MEC). A iniciativa é realizada por meio de um projeto de extensão universitária coordenado por uma ação interinstitucional sediada na Universidade Federal Fluminense (UFF). 

O acesso ao serviço é feito por meio de formulário disponível na página oficial do Observatório. Após o envio, as solicitações são organizadas em uma fila de atendimento e encaminhadas às equipes responsáveis, de acordo com a disponibilidade dos estudantes envolvidos nas atividades de extensão das universidades. Por esse motivo, o atendimento não ocorre de forma imediata. 

A iniciativa integra o Eixo Proteção e Defesa dos Profissionais da Educação da Política Nacional de Educação em Direitos Humanos nas Instituições de Ensino (EducaDH) e reúne universidades públicas federais para oferecer suporte multidimensional a educadores em situações de violência profissional, articulando conhecimentos das áreas pedagógica, jurídica e de saúde mental. 

Rede de acolhimento – A rede é formada por Observatórios Regionais da Violência contra Educadores (ORVEs) sediados em universidades federais das cinco regiões do país: 

Região 

Universidade 

Norte 

Universidade Federal de Rondônia (UNIR) 

Nordeste 

Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) 

Centro-Oeste 

Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) 

Sudeste 

Universidade Federal Fluminense (UFF) 

Sul 

Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) 

Cada observatório conta com três núcleos interdisciplinares: 

Núcleo Político-Pedagógico: realiza a primeira conversa com a pessoa que busca acolhimento e faz a análise inicial do caso. 

Núcleo de Saúde Mental: atua na dimensão psicológica do sofrimento decorrente da situação de violência. 

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Núcleo Jurídico: oferece orientação e informações sobre os aspectos legais relacionados ao caso. 

Situações atendidas – O serviço é destinado a situações de violência relacionadas ao exercício profissional, como: 

  • desrespeito à autonomia docente no exercício do trabalho; 
  • exposição indevida de voz ou imagem acompanhada de acusações contra educadoras e educadores; 
  • disputas em torno de conteúdos escolares que tenham como objetivo censurar conhecimentos; 
  • censura a aulas ou trabalhos que abordem questões de gênero, raça, desigualdades sociais, combate a negacionismos científicos e outros temas socialmente vivos; 
  • ataques a educadoras e educadores em razão da participação em pesquisas ou debates públicos; 
  • situações de perseguição e censura por diferentes métodos. 

O serviço não contempla questões salariais, aposentadoria, concursos públicos, violência física sem relação com o exercício profissional ou outras situações que não tenham como elemento central a violência contra o educador em razão de sua profissão. Nesses casos, a orientação é procurar o sindicato da categoria ou os órgãos competentes para registro e encaminhamento da ocorrência.  

Para mais informações, basta enviar e-mail para os canais oficiais:  

ONVE: [email protected] 
UFF: [email protected] 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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