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Caliandra integra mobilização juvenil contra violência doméstica

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O Espaço Caliandra participou de uma iniciativa do projeto Jovens Multiplicadores no Combate à Violência Doméstica, que reuniu, na noite desta segunda-feira (28.09), mães de alunos da Escola Cívico-Militar Leônidas Antero de Matos, no bairro CPA III, em Cuiabá, para uma ação de educação, conscientização e transformação social no ambiente escolar.O “Chá das Mulheres” contou com a presença de autoridades públicas que atuam no enfrentamento da violência contra as mulheres. A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, coordenadora do Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço e Observatório Caliandra, participou do encontro e destacou o papel da educação na prevenção da violência e na transformação social.“Precisamos que outros setores estejam envolvidos nesse processo. A educação, como sempre costumo falar, é fundamental, e esse tipo de projeto precisa ser fortalecido. Temos que prestigiar, divulgar e mostrar a importância desses trabalhos com os jovens. É na educação que vamos conseguir que as próximas gerações de adultos tenham uma consciência diferente. Temos no Ministério Público iniciativas voltadas à educação e aos jovens, assim como outras instituições, como o Tribunal de Justiça. É uma união de esforços para mudar essa realidade”, afirmou.A secretária de Estado de Segurança Pública, coronel Susane Tamanho, ressaltou a importância da informação e da conscientização para o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra as mulheres. Segundo ela, além das ações de prevenção e proteção às vítimas, é necessário ampliar a atenção sobre os autores de violência.“Enquanto Estado, não temos cansado de realizar ações que contribuam para mitigar a violência doméstica. Quanto mais ações realizamos, maior é a possibilidade de ampliar a conscientização e o esclarecimento das mulheres. Mas também é necessário um olhar para os homens, para os agressores e para o seu monitoramento. Por isso, pensamos em um projeto com esse olhar para os autores de violência, buscando evitar possíveis feminicídios”, disse.Jovens como multiplicadores – o projeto é coordenado pelo professor e policial militar, Rondalle Silva, com a participação dos orientandos Laura Carvalho da Silva, Rhaissa Mayely de Arruda e Jonayker Jesus Gonzalez Monasterio.A estudante Rhaissa Mayely de Arruda explicou que a iniciativa busca envolver alunos que tenham condições de contribuir para a conscientização de suas próprias famílias e, posteriormente, multiplicar esse conhecimento entre outros estudantes.Segundo ela, os alunos atuarão como agentes de disseminação das informações, levando para dentro de casa orientações sobre a identificação e o enfrentamento da violência contra as mulheres.“É um projeto-piloto, construído a partir da percepção dos professores sobre a necessidade de ajudar mães e pais dos alunos. A proposta é multiplicar o conhecimento sobre a violência contra as mulheres para que essas informações e orientações também cheguem dentro de casa”, explicou.A iniciativa reforça a importância da escola como espaço de formação, prevenção e transformação social, aproximando estudantes, famílias, educadores e instituições públicas na construção de uma cultura de respeito e de enfrentamento à violência contra as mulheres.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Primeiro dia de júri do caso Zampieri ouve seis testemunhas

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O Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá encerrou, nesta terça-feira (29), o primeiro dia de julgamento de três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri. A sessão será retomada nesta quarta-feira (30), às 9h, com a continuidade da instrução em plenário.Ao longo do dia, foram ouvidas seis testemunhas. Prestaram depoimento o delegado da Polícia Civil Nilson André Farias de Oliveira, responsável pelas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP); o delegado da Polícia Federal Marco Bontempo; o empresário José Marcos Marini; Mariana Costa Pinto; Lucilene Gonçalves da Silva; e o delegado da Polícia Civil Edilson Ricardo Pick.Durante as oitivas, os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins concentraram os questionamentos na reconstituição da dinâmica do homicídio, no planejamento da ação criminosa e nos elementos probatórios produzidos ao longo das investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal.O julgamento apura a responsabilidade de Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Antônio Gomes da Silva é apontado como autor dos disparos que vitimaram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime, enquanto Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é acusado de integrar a empreitada criminosa.A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também atua na acusação, como assistente do Ministério Público, o advogado Giovani Santin.Os trabalhos serão retomados na manhã desta quarta-feira (30), quando haverá continuidade das demais fases previstas para o julgamento.Fotos: TJMT

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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A raiva e o seu desgoverno

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Em Grande Sertão: Veredas, Riobaldo relembra um conselho de Zé Bebelo, seu antigo chefe. Parece simples, até começarmos a carregá-lo conosco: às vezes convém fingir raiva, mas “raiva mesma nunca se deve de tolerar de ter”. É uma sabedoria difícil. O conselho não propõe mansidão diante de tudo, nem recomenda passividade. Há momentos em que é preciso reagir, impor limites, demonstrar indignação, exigir responsabilidade. O que Rosa recusa é outra coisa: permitir que a raiva se instale dentro de nós e ali permaneça.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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