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SAÚDE

Inovações tecnológicas ampliam as parcerias entre SUS e hospitais privados para atendimento especializado

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A digitalização de serviços da atenção básica e a incorporação de tecnologias de inteligência artificial à atenção especializada, que ampliam as possibilidades de atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) na rede hospitalar privada, foram apresentadas durante a abertura do Londrina Unity Health, nesta quinta-feira (13), em Londrina (PR). As iniciativas de modernização fortalecem a integração entre o SUS e a rede privada e contribuem para ampliar a oferta de serviços de média e alta complexidade, como transplantes, oncologia e cardiologia.

As iniciativas foram apresentadas pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde (MS), Adriano Massuda. Durante a abertura do evento, realizado pela Unity Health em parceria com a Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná (Fehospar), o representante do MS destacou que o Brasil está preparado para desenvolver soluções inovadoras e integrar os serviços de saúde. “O SUS se vê diante do desafio de integrar o paciente atendido na unidade básica de saúde com o hospital. Hoje, temos condições de fazer isso de maneira acelerada, com segurança e qualidade no atendimento. Temos um potencial de geração de ciência, tecnologia e desenvolvimento industrial que pouquíssimos países do mundo possuem”, afirmou.

Hospitais Inteligentes em nova fase de parcerias

Uma das principais iniciativas de modernização do SUS é a implantação da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão, que utiliza tecnologia, sistemas integrados e inteligência artificial para conectar informações, melhorar a gestão, agilizar decisões e oferecer atendimento mais eficiente e seguro. A Rede está estruturada em três eixos: UTIs Inteligentes; Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP); e modernização de hospitais de excelência do SUS e estruturação de serviços inovadores.

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O primeiro eixo prevê a implementação de uma rede de UTIs Inteligentes em 13 estados das cinco regiões do país, com foco em cardiologia e neurologia. As unidades permitem acompanhar pacientes em estado grave em tempo real, integrando equipamentos e informações para identificar riscos mais rapidamente e apoiar as equipes na tomada de decisões. Inicialmente, serão 14 UTIs, sendo que as seis primeiras já estão em operação.

Adicionalmente, está sendo desenvolvida a integração com o SAMU Inteligente, serviço que conecta ambulâncias, centrais de regulação e hospitais, permitindo o envio de informações sobre o paciente durante o transporte. Dessa forma, a equipe hospitalar pode se preparar antes da chegada do paciente. O SAMU Inteligente está em operação piloto em três capitais: Recife (PE), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS).

O segundo eixo contempla a construção do Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da USP, o primeiro hospital inteligente do SUS voltado para urgência e emergência. A unidade terá 800 leitos, distribuídos entre emergência, enfermaria e UTI, além de 25 salas cirúrgicas. O projeto também prevê a criação de um Centro Nacional de Pesquisa Translacional e Inovação.

O terceiro eixo envolve a modernização de hospitais de excelência do SUS e a estruturação de serviços inovadores, com iniciativas desenvolvidas em parceria com instituições como a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) e o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Além disso, o Telessaúde e Cuidado em Rede conecta profissionais e serviços para permitir atendimento e apoio à distância e compartilhar informações sobre os pacientes. A integração dos sistemas permitirá que o histórico do paciente esteja disponível durante todo o atendimento, enquanto a inteligência artificial ajudará as equipes a identificar riscos e tomar decisões com mais rapidez e segurança.

Hospitais filantrópicos englobam atendimentos para transplantes e oncologia do SUS 

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A parceria com a rede hospitalar privada é fortalecida também pelos hospitais filantrópicos, que incluem hospitais gerais de baixa complexidade, localizados principalmente em municípios do interior, e hospitais especializados de alta complexidade, concentrados nas capitais e em municípios com mais de 200 mil habitantes. Atualmente, são 1.525 hospitais filantrópicos, com 164.832 leitos, dos quais cerca de 73,4% estão disponíveis para pacientes do SUS.

Uma das principais áreas de atuação desses hospitais é a de transplantes de coração, fígado, pulmão, rim, intestino, córnea e medula óssea. Entre 2021 e maio de 2026, foram realizados 157.565 procedimentos, o equivalente a 59,7% dos transplantes realizados pelo SUS. O combate ao câncer também está entre as áreas de maior atuação dos hospitais filantrópicos. Dos 338 estabelecimentos habilitados para o atendimento oncológico de alta complexidade, 205 são filantrópicos, o que corresponde a 60,7% da rede. 

Sobre o Londrina Unity Health

O evento é um dos principais encontros do setor de saúde do Sul do Brasil, reunindo profissionais, gestores, especialistas, instituições e empresas para discutir temas relacionados à gestão, inovação, tecnologia e eficiência na saúde. A edição de 2026 também sedia o II Congresso de Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Paraná, ampliando o debate sobre o futuro do sistema de saúde. Participaram da abertura o presidente da Fehospar e do Conselho Estadual de Saúde do Paraná (CES/PR), Rangel da Silva; o superintendente administrativo do Centro de Referência em Oftalmologia (Hoftalon), Rodrigo Hasegawa, o secretário de Estado da Saúde do Paraná, César Neves, dentre outras autoridades.

Jaciara França
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Seminário Brasil Saudável reúne organizações e sociedade civil para discutir caminhos para a eliminação de doenças determinadas socialmente

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O 3º Seminário do Programa Brasil Saudável reúne, neste domingo (16), na capital federal, representantes do poder público, instituições de ensino e pesquisa, organismos internacionais, entidades da área da saúde e organizações da sociedade civil para discutir estratégias de enfrentamento dos determinantes sociais e das desigualdades que impactam as condições de saúde da população. As atividades contam com a moderação técnica do Ministério da Saúde (MS) e apresentam como eixo central o caminho para eliminação das doenças determinadas socialmente.

Os debates têm como foco aproximar diferentes perspectivas e experiências, fortalecendo a construção coletiva de estratégias para enfrentar condições sociais, econômicas, ambientais e territoriais que contribuem para a persistência de doenças e desigualdades em saúde. O evento acontece como atividade prévia do 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, o MedTrop 2026, considerado maior encontro multidisciplinar sobre doenças infecciosas, parasitárias e saúde pública da América Latina, e promove discussões em torno da integração entre ciência, políticas públicas, participação social e ações intersetoriais. São aguardadas, durante a semana, cerca de 4 mil pessoas no evento.

Em sua fala inicial, a secretária adjunta de Vigilância em Saúde e Ambiente do MS, Marília Santini, explicou que o diferencial da abordagem debatida no seminário é integrar o tema das doenças socialmente determinadas sob uma nova perspectiva. “Não o tratamos apenas como uma questão clínica, mas como um desafio social complexo, marcado pela desigualdade. Compreendemos que a solução depende de fatores estruturais, como o acesso à água potável, saneamento básico, melhoria das condições de moradia e aumento da renda. O grande desafio, é promover uma mudança de hábitos e de cultura”, declarou.

Santini contextualizou, ainda, que as parcerias de trabalho eram focadas estritamente em doenças específicas, como a malária ou o tracoma – o que muda com um novo olhar trazido pelo Brasil Saudável. “Com o Programa Brasil Saudável ampliamos essa rede e passamos a focar na melhoria das condições do território, visando prevenir diversas enfermidades de forma integrada”, disse.

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A programação, que acontece até o fim do dia, recebeu, ainda, na mesa de abertura, representantes da Rede Brasileira em Pesquisa em Tuberculose (Rede TB), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Coletivo da Sociedade Civil no Programa Brasil Saudável, da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Painéis temáticos

No período da manhã, o primeiro painel abordou o tema “Saúde nos Trópicos e os desafios contemporâneos para a eliminação das doenças determinadas socialmente no Sul Global”. Os expositores falaram sobre o panorama e os desafios atuais para a eliminação dessas doenças, além dos obstáculos para a implementação de programas públicos nos territórios. Também foram discutidas as relações entre mudanças climáticas, desigualdades territoriais e proteção dos territórios tradicionais, assim como a importância da participação social e da articulação intersetorial.

O segundo painel trouxe enfoque para diferentes formas de racismo, iniquidades e direito à saúde. A mesa ampliou o debate sobre os determinantes sociais da saúde a partir das experiências de diferentes populações. Entre os temas discutidos destacam-se racismo, território e direito à saúde, violências e exclusão social da população negra, iniquidades e direitos dos povos indígenas, além de racismo estrutural.

No período da tarde, o terceiro painel debate a proteção social e convergência de políticas públicas. Em pauta serão discutidos determinantes sociais e as interseccionalidades, as vulnerabilidades que atravessam territórios e gerações, a intersetorialidade no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e o enfrentamento das iniquidades vivenciadas pela população LGBTQIAPN+. O quarto e último painel tem como objetivo amplificar o olhar a respeito de ciência, inovação e implementação territorial, e destaca, também, a contribuição da pesquisa e da produção de conhecimento para o enfrentamento dos determinantes sociais.

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No encerramento será apresentada a sistematização das atividades e realizada discussão sobre perspectivas para fortalecer ações intersetoriais entre ciência, gestão e sociedade civil na eliminação das doenças determinadas socialmente. As participações destacam que o enfrentamento das doenças determinadas socialmente exige uma atuação articulada entre diferentes setores do Estado e da sociedade, com políticas públicas capazes de considerar as especificidades dos territórios e as diferentes situações de vulnerabilidade que influenciam o processo saúde-doença.

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Fórum de Doenças Negligenciadas debate participação social e políticas públicas

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O 2º Fórum de Doenças Negligenciadas reuniu, neste sábado (15) em Brasília, representantes de instituições públicas, movimentos sociais, entidades da área da saúde e pessoas afetadas por doenças infecciosas e negligenciadas. O encontro integrou a programação de pré-evento do MEDTROP 2026, congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), e discutiu a participação social na formulação e no acompanhamento de políticas públicas referentes a doenças negligenciadas ou determinadas socialmente (que afetam principalmente pessoas em maior vulnerabilidade social), como tuberculose, malária, doença de Chagas etc.

A programação abordou os espaços de participação social, a atuação de lideranças e movimentos organizados e os caminhos para transformar demandas coletivas em propostas e encaminhamentos institucionais. Com o tema “Nada sobre nós sem nós: como lideranças transformam demandas sociais em políticas públicas”, uma das mesas discutiu a participação das pessoas afetadas por doenças negligenciadas na definição de prioridades e na construção de respostas institucionais.

Durante a mesa, Draurio Barreira, coordenador-executivo do programa Brasil Saudável e diretor do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e ISTs do Ministério da Saúde, destacou que existem ferramentas de prevenção, diagnóstico e tratamento para diferentes doenças, mas que persistem desigualdades no acesso aos serviços e tecnologias de saúde.

“Não adianta ter tecnologia, diagnóstico e tratamento se eles não chegam a quem precisa. Temos ferramentas para avançar na eliminação dessas doenças, mas ainda precisamos superar as desigualdades para que elas cheguem a todas as pessoas”, afirmou.

Articulação

Gustavo Homero, médico infectologista e presidente da SBMT, ressaltou a importância da aproximação entre os diferentes segmentos envolvidos na resposta aos problemas de saúde. “São nesses espaços que garantimos a participação efetiva da sociedade nas decisões que afetam a comunidade e ajudamos a melhorar a saúde pública”, pontuou.

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Draurio Barreira também destacou a importância da participação social na identificação de barreiras e na construção de respostas para as doenças negligenciadas.

“Temos conhecimento, temos tecnologias e temos uma sociedade civil organizada e participativa. O desafio é fazer com que esses recursos cheguem a todas as pessoas. A participação social é fundamental para identificar as barreiras e ajudar a construir caminhos para superá-las”, concluiu.

O evento contou com representantes da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), do Ministério da Saúde, do Programa Brasil Saudável, do Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Comitê Técnico Interinstitucional Uma Só Saúde, do Fórum Social Brasileiro de Enfrentamento das Doenças Infecciosas e Negligenciadas e do Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas (MNDN).

O Fórum antecedeu a programação principal do MEDTROP 2026, que acontece de 16 a 19 de agosto, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, reunindo um público de cerca de 4000 pessoas.

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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