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POLÍTICA NACIONAL

Debatedores defendem imunidade tributária para instituições filantrópicas

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A imunidade tributária é elemento central para as instituições filantrópicas que atuam nas áreas de educação, saúde e assistência social, e sua fragilização pode gerar impactos relevantes para a sociedade e para o Estado. A avaliação consta de pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) sobre a relevância e as contrapartidas do setor filantrópico brasileiro, apresentada nesta quarta-feira (12) em audiência pública da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

O senador Flávio Arns (PSB-PR), que conduziu o debate, ressaltou que instituições como hospitais filantrópicos e santas casas são essenciais para o Brasil, pois atendem pessoas com deficiência e estão presentes em uma infinidade de áreas no país.

Arns acrescentou que apresentará emenda a um projeto de lei complementar do senador Izalci Lucas (PL-DF) sobre o tema, do qual é relator. O PLP 45/2026 busca evitar eventual aumento de tributação no setor por mudanças introduzidas pela regulamentação da reforma tributária. A intenção é que a imunidade e a compensação de créditos alcancem operações feitas por entidades beneficentes sem fins lucrativos que prestam serviço nas áreas de assistência à saúde e educação. 

Papel estruturante

O presidente do Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas (Fonif), Custódio Pereira, destacou que essas entidades desempenham um papel estruturante e de difícil substituição. Elas atuam onde o poder público não chega, complementam políticas públicas, inovam, formam profissionais e entregam serviços de alta qualidade à população, afirmou.

Dados de 2025 reunidos na pesquisa indicam o total de 8,3 mil entidades mantenedoras e 18,4 mil entidades mantidas nas áreas de educação, saúde e assistência social.

— Entre as mantidas, a assistência social representa mais de 50%. A assistência social tem uma capilaridade, uma diversidade e uma complexidade muito grandes. Com o impacto da reforma tributária, as instituições de assistência social vão ser as mais penalizadas — disse Pereira.

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Em 2024, aponta a pesquisa, a imunidade total das entidades certificadas foi de R$ 18,8 bilhões, sendo R$ 4,82 bilhões na assistência social, R$ 4,45 bilhões na educação e R$ 9,54 bilhões na saúde.

Pereira afirmou que a imunidade tributária não é renúncia fiscal nem uma escolha discricionária de política econômica, mas uma definição constitucional dos limites do campo tributável. Tratá-la como gasto tributário é um equívoco analítico, opinou:

— É indiscutível que o setor filantrópico representa um grande braço do Estado. Se tivéssemos esse reconhecimento, não estaríamos aqui hoje com essa corda no pescoço em função da reforma tributária, que vai, em algumas rubricas, aumentar 20% ou 15%.

Aplicação do FGTS

Representante da Associação Brasileira de Instituições Educacionais Evangélicas (Abiee), Vanderlei José Vianna destacou a recente promulgação da Lei 15.486, que prorroga o prazo de aplicação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em operações de crédito destinadas às entidades hospitalares filantrópicas e às instituições sem fins lucrativos.

De acordo com a norma, as operações de crédito destinadas a essas entidades, bem como às instituições que atuem no campo para pessoas com deficiência, sem fins lucrativos e que participem de forma complementar do Sistema Único de Saúde (SUS), ocorrerão até o final do exercício de 2030.

“Pilares insubstituíveis”

O coordenador jurídico da Associação dos Hospitais Filantrópicos Privados (Ahfip), Marcelo Guerra, destacou que os hospitais filantrópicos e as santas casas são pilares insubstituíveis que sustentam a assistência médica no Brasil, atuando de forma complementar ao SUS.

— Essas instituições sem fins lucrativos respondem por cerca de 50% de todas as internações hospitalares públicas e chegam a quase 70% nos procedimentos de alta complexidade, como oncologia, cardiologia e transplantes. Em quase mil municípios brasileiros, as entidades filantrópicas representam a única estrutura hospitalar disponível para o atendimento da população, concentram grande parte dos leitos de UTI e serviços de referência médica avançada, que o Estado isoladamente,não conseguiria suprir em volume equivalente.

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Benefícios à população

Presidente da Associação Nacional de Educação Católica no Brasil (Anec), Iraní Rupolo disse que milhões de brasileiros são beneficiados pelos serviços prestados pelas entidades filantrópicas sem fins lucrativos. Ele ressaltou que boa parte desse contingente não consegue ser alcançada pelas políticas públicas do Estado.

— Tem tantas entidades que cuidam da população brasileira despretensiosamente! O nosso trabalho não é remunerado nas funções de liderança das nossas organizações, porque nós o fazemos por opção, por escolha, por missão, e não estamos a cobrar isso; mas queremos dizer que isso tem diferença, sim.

Estrutura e qualidade

Representante da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), Charles London ressaltou a importância da atuação dessas instituições. Sem os hospitais filantrópicos, ninguém vai ter saúde no país ou vai demorar muito tempo para que isso seja de alguma forma reposto, pois a estrutura e a qualidade do segmento são insubstituíveis mesmo a longo prazo, sustentou:

— Hoje são 1.868 hospitais filantrópicos. Novecentos são hospitais únicos em alguma cidade ou região. Eles representam 25% dos hospitais do Brasil e 40% dos leitos do SUS. Cerca de 60% do atendimento do SUS é feito no sistema filantrópico, e 80% dos hospitais são de pequeno ou médio porte. Geramos hoje 1 milhão de empregos diretos. Qualquer aumento de despesa ou custo pode inviabilizar a existência dessas unidades hospitalares — concluiu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Davi comemora identificação de petróleo na Margem Equatorial

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O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, comemorou nesta sexta-feira (14) a identificação de petróleo em águas profundas da Marquem Equatorial brasileira. Em nota à imprensa, ele disse que recebeu a informação da presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

“Estávamos certos. Foram anos de luta para chegar até aqui. Lutamos pelo direito de pesquisar a Margem Equatorial e conhecer as nossas riquezas. Lutamos para que, sendo possível a exploração, essa riqueza seja transformada em emprego, renda, oportunidades e qualidade de vida para o povo amapaense e contribua para o desenvolvimento do Brasil”, escreveu.

A Marquem Equatorial é uma zona litorânea e marítima que vai do Amapá até o Rio Grande do Norte. A descoberta anunciada nesta sexta ocorreu na costa do Amapá, estado do senador. Leia abaixo a íntegra da nota.

NOTA À IMPRENSA

Hoje é um dia histórico para o Amapá e para o Brasil. Um dia que confirma aquilo em que sempre acreditamos: o Amapá é gigante e tem muito a contribuir para o desenvolvimento do nosso país.

Acabei de ser informado pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, de que a companhia identificou a presença de petróleo em águas profundas da Margem Equatorial.

Estávamos certos. Foram anos de luta para chegar até aqui. Lutamos pelo direito de pesquisar a Margem Equatorial e conhecer as nossas riquezas. Lutamos para que, sendo possível a exploração, essa riqueza seja transformada em emprego, renda, oportunidades e qualidade de vida para o povo amapaense e contribua para o desenvolvimento do Brasil.

Esse resultado também mostra a excelência da nossa Petrobras. Meu reconhecimento a todos os técnicos e profissionais da companhia que conduzem esse trabalho com competência, segurança e respeito ao meio ambiente e às pessoas.

Esse é o Amapá gigante que a gente quer: protagonista de um Brasil que cresce com desenvolvimento, preservação e oportunidades para a nossa população.

Viva a nossa gente!
Viva o Amapá gigante!
Viva o Brasil!

Davi Alcolumbre
Presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Sessão especial destaca importância da imprensa na promoção do turismo

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Os 69 anos da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo (Abrajet) foram celebrados em sessão especial do Senado nesta sexta-feira (14). No evento, os oradores ressaltaram a importância da imprensa especializada para a economia, a cultura e o desenvolvimento dos destinos brasileiros.

A sessão atendeu a requerimento (RQS 407/2026) do senador Eduardo Gomes (PL-TO). A reunião foi conduzida pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e contou com a presença de dirigentes da entidade, jornalistas e autoridades do setor.

Na abertura dos trabalhos, Damares ressaltou o papel histórico da associação no fortalecimento do turismo e no incentivo ao crescimento econômico do país. A senadora enfatizou que o trabalho da imprensa especializada ajuda a divulgar o potencial do Brasil tanto internamente quanto no exterior.

— Esta sessão especial é o reconhecimento público de uma trajetória dedicada à informação de qualidade, à valorização do turismo nacional e à defesa do jornalismo especializado como instrumento de desenvolvimento econômico, cultural e social no Brasil — destacou Damares.

Inovação digital

O presidente nacional da Abrajet, Luiz de Sousa Pires, retraçou a história da entidade, criada em 29 de janeiro de 1957 no Rio de Janeiro. Atualmente, a associação reúne mais de 200 profissionais em 20 estados e no Distrito Federal, alcançando mais de 140 veículos de comunicação, entre jornais, revistas, rádios, emissoras de TV e portais digitais.

Pires apresentou o workshop “A Nova Rota do Jornalismo de Turismo”, iniciativa promovida pela associação para capacitar jornalistas regionais no uso de inteligência artificial, otimização de buscas e estratégias de comunicação digital. Ele também destacou o início dos preparativos para o aniversário de 70 anos da entidade, em 2027.

— O jornalista sempre foi reconhecido como criador de conteúdo, influenciador e referência na divulgação da notícia com credibilidade. Mas hoje os desafios para ocuparmos o nosso devido espaço são grandes — ressaltou.

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Gastronomia paulistana

Representando a prefeitura de São Paulo, o secretário municipal de Turismo, Gustavo Lopes de Souza, apontou que a capital paulista recebeu 47 milhões de visitantes no último ano, dos quais, segundo ele, mais de 3 milhões eram estrangeiros. Lopes ressaltou a força da gastronomia local e agradeceu o apoio do Senado na aprovação de operações de crédito para investimentos públicos na cidade, como a ampliação da frota de ônibus elétricos.

— É muito importante a gente ter o apoio da mídia, ter o apoio de todos os jornalistas que cobrem o setor, para que a gente consiga vender o que existe de melhor dentro das nossas cidades e do nosso Brasil.

Defesa do turismo

O ex-presidente da Abrajet e membro do Conselho Nacional do Turismo, Antonio Claudio Magnavita Castro, cobrou vigilância contra o turismo sexual e a exploração da imagem feminina na promoção turística, e, citando o Airbnb, criticou a atuação de plataformas de hospedagem temporária.

— Esta solenidade homenageia uma entidade que tem uma capilaridade nacional. É muito importante que a gente não deixe passar em branco este momento, porque a força da Abrajet está, sobretudo, nas campanhas que abraça na defesa do turismo nacional — pontuou.

A mesa da sessão especial foi composta também pelo presidente da Abrajet em Minas Gerais, Antônio Claret Guerra, e pela presidente da Abrajet em São Paulo, Miriam Petrone.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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