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AGRONEGÓCIOS

Sertão Vivo destina R$ 150 milhões para ampliar a agricultura no semiárido

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A Paraíba será contemplada com R$ 150 milhões em investimentos voltados ao fortalecimento da agricultura familiar e à adaptação da produção rural aos efeitos das mudanças climáticas. Os recursos fazem parte do programa Sertão Vivo, lançado nesta segunda-feira, em João Pessoa, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com organismos internacionais.

A iniciativa atenderá 37,6 mil famílias rurais distribuídas em 157 municípios paraibanos, alcançando aproximadamente 150 mil pessoas. O objetivo é ampliar o acesso à água, fortalecer a produção agropecuária em regiões vulneráveis à seca e incentivar sistemas produtivos mais adaptados às condições climáticas do semiárido.

Do total previsto para o Estado, cerca de R$ 126,4 milhões serão destinados a linhas de crédito para investimentos produtivos e infraestrutura hídrica. Outros R$ 23,6 milhões serão aplicados em ações não reembolsáveis, voltadas principalmente à assistência técnica, capacitação de agricultores e fortalecimento das comunidades rurais.

Entre as ações previstas estão a implantação de tecnologias de captação e armazenamento de água, recuperação de áreas produtivas, instalação de sistemas agroflorestais e incentivo aos chamados quintais produtivos, modelo que integra produção de alimentos, geração de renda e segurança alimentar para as famílias.

A ampliação da infraestrutura hídrica é apontada como uma das prioridades do programa. A proposta busca reduzir os impactos das estiagens prolongadas, fenômeno que afeta regularmente a produção agrícola e pecuária em grande parte do território paraibano.

A proposta busca enfrentar um dos principais desafios históricos da produção agrícola no semiárido: a irregularidade das chuvas e os impactos das secas prolongadas. Além de apoiar a adoção de tecnologias de convivência com o clima da região, o programa pretende criar condições para que as famílias mantenham a produção mesmo em períodos de maior escassez hídrica.

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O modelo adotado combina financiamento e apoio técnico permanente, considerado um dos diferenciais da iniciativa. A avaliação é que o acesso ao crédito, quando acompanhado de orientação técnica e capacitação, aumenta as chances de sucesso dos projetos e favorece a adoção de práticas mais sustentáveis e eficientes.

A iniciativa integra uma estratégia mais ampla voltada ao fortalecimento da resiliência climática no Nordeste brasileiro. A combinação de recursos para infraestrutura, assistência técnica e inclusão produtiva busca preparar as propriedades rurais para enfrentar eventos climáticos extremos, reduzindo a vulnerabilidade das famílias e aumentando a capacidade de adaptação das atividades agropecuárias.

Após a conclusão da fase de preparação, o programa entra agora na etapa de implementação. Os próximos passos incluem a contratação das equipes técnicas, a organização das ações nos territórios prioritários e o início do atendimento direto às famílias beneficiadas.

A expectativa é que os investimentos contribuam para transformar o acesso à água em um fator de estabilidade produtiva no semiárido, reduzindo perdas causadas pelas estiagens e criando condições para que a agricultura familiar amplie sua capacidade de produção e geração de renda nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIOS

Reino Unido anuncia bloqueio a produtos agrícolas ligados a desmatamento

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O governo britânico anunciou nesta terça-feira (23.06), que aplicará medidas para impedir a compra de produtos agrícolas de origem estrangeira vindos de terras desmatadas. A decisão, que deve entrar em vigor em 2027, caiu como uma bomba sobre o agronegócio brasileiro que já enfrenta um embargo sanitário da União Europeia contra a carne e outros produtos de origem animal, com vigência a partir de 3 de setembro de 2026.

A nova ofensiva britânica segue a lógica do Regulamento Antidesmatamento da União Europeia (EUDR), ao ignorar a soberania da legislação ambiental brasileira. Ao desconsiderar as autorizações de supressão vegetal concedidas por órgãos oficiais do Brasil, o Reino Unido e o bloco europeu impõem critérios unilaterais que tratam qualquer área desmatada — ainda que dentro da lei — como um impeditivo para a importação.

Para o setor agroexportador, a combinação das medidas representa uma mudança estrutural na dinâmica de comércio exterior. A exigência de rastreabilidade plena e a não aceitação dos protocolos nacionais de licenciamento colocam em risco a rentabilidade das exportações para os dois blocos, que compõem o principal mercado de alto valor agregado para a proteína animal e as commodities brasileiras.

O bloqueio sanitário, oficializado pela Comissão Europeia no dia 4 deste mês, baseia-se na alegação de falta de garantias sobre o uso de antimicrobianos e antibióticos. A proibição afeta toda a cadeia de proteína animal — carne, frango, pescado, leite e mel — e impõe um prejuízo imediato ao fluxo de caixa das indústrias exportadoras, que agora buscam, junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e entidades como a ABIEC, reverter a sanção.

A estratégia dos blocos europeus desloca o eixo de competitividade do agronegócio: a eficiência produtiva, que sustentou o crescimento do setor nas últimas décadas, cede lugar à capacidade de submissão documental a exigências ambientais e sanitárias que extrapolam o Código Florestal Brasileiro. Sem o reconhecimento mútuo das leis locais, o produtor nacional torna-se refém de um rigor técnico que, na prática, funciona como uma barreira não tarifária para proteger mercados internos europeus e britânicos.

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O governo do Reino Unido disse que vai ouvir empresas e outros países antes de aplicar as novas regras contra o desmatamento, num processo que chamam de “consulta pública”. Isso vai acontecer ao longo deste ano. Na prática, é a última chance do Brasil tentar negociar e pedir que os ingleses aceitem nossas leis e documentos como prova de que o produto não veio de desmate

Mas, para quem entende do assunto, essa consulta tem cara de “jogo de cartas marcadas”: eles abrem para ouvir, mas raramente mudam a decisão que já tomaram de endurecer o cerco contra a carne e os grãos brasileiros. É um ritual burocrático que, no fim, serve apenas para eles dizerem que “ouviram”, antes de começar a punir quem não seguir o cartilha deles.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIOS

PESCARIA SUSTENTÁVEL

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Medida adotada desde 2019 é baseada em monitoramento, fiscalização, diálogo com o setor e estudos científicos

A pesca da tainha (Mugil liza) é uma das atividades mais tradicionais do litoral Sul e Sudeste do país, principalmente em Santa Catarina. Mais do que uma safra, ela representa cultura, identidade, renda e alimento para milhares de famílias que vivem da pesca artesanal e também movimenta uma cadeia produtiva importante. 

Para que essa atividade continue existindo, com segurança para os trabalhadores e equilíbrio para o recurso pesqueiro, o Governo Federal, por meio de um trabalho em conjunto dos Ministérios da Pesca e Aquicultura (MPA) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), adota o sistema de cotas de captura da tainha, uma medida de ordenamento que une ciência, monitoramento, fiscalização e diálogo com o setor.

As cotas existem para garantir que a tainha continue disponível nos próximos anos, protegendo a espécie e a própria atividade pesqueira. A safra ocorre justamente durante a migração reprodutiva da tainha, momento em que os cardumes se deslocam pelo litoral e ficam mais disponíveis  à captura pelas comunidades costeiras, principalmente para a pesca artesanal. Por isso, estabelecer limites seguros é essencial para evitar a sobrepesca e permitir que o estoque se mantenha ou se recupere ao longo do tempo.

O sistema de cotas foi implementado em 2019, depois de anos de discussão técnica sobre a necessidade de proteger o estoque da espécie. Desde então, o modelo vem sendo aprimorado, incorporando ano a ano as modalidades de pesca, desde a industrial até a artesanal. O Governo do Brasil fortaleceu o acompanhamento da safra, ampliou a participação social, consolidou o Grupo de Trabalho da Tainha e passou a utilizar ferramentas de monitoramento em tempo real, como painéis de acompanhamento da captura por modalidade. A definição das cotas considera avaliações de estoque, dados de produção, registros de captura, informações do setor e discussões com pescadores, governos estaduais, pesquisadores, cientistas e representantes das diferentes modalidades.

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As cotas ajudam a equilibrar a pesca industrial e a pesca artesanal, organizam o acesso ao recurso, reduzem conflitos e dão mais previsibilidade para quem vive da atividade. Também contribuem para a recuperação do estoque pesqueiro e para a manutenção da tainha fora da lista de espécies ameaçadas de extinção.

Outro ponto importante é que o encerramento da captura quando o limite é atingido não é algo novo, pois a própria norma que estabelece as regras da safra prevê o bloqueio da atividade ao alcançar os percentuais definidos para cada modalidade. Esse procedimento já foi adotado em anos anteriores e faz parte da lógica do sistema: quando as capturas atingem os percentuais previstos em relação à cota , ela precisa ser interrompida para evitar a extrapolação e garantir que o ordenamento tenha efeito real.

Em 2026, o Governo do Brasil estabeleceu um limite total de captura superior ao do ano anterior, com aumento aproximado de 20% para todas as modalidades, a partir da avaliação de estoque mais recente. Isso mostra que a política de cotas não é uma política de restrição permanente, mas, sim, de gestão responsável. Quando os dados técnicos indicam possibilidade de ampliação, as cotas podem ser revistas, desde que haja fundamento técnico e respeito aos limites sustentáveis. Quando o monitoramento aponta risco de ultrapassagem, a captura precisa ser encerrada.

Foi justamente com essa lógica que o Governo do Brasil também analisou a situação específica da pesca de arrasto de praia em Santa Catarina. A partir dos relatos do setor, dos dados de monitoramento e da avaliação técnica de que a tainha não havia chegado a determinadas regiões por causa das condições oceanográficas, o MPA e o MMA avaliaram os dados históricos de produção e ampliaram a cota da modalidade em 430 toneladas. 

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A política de cotas também não é exclusiva da tainha. O Governo do Brasil utiliza medidas semelhantes em outras pescarias relevantes, como a da lagosta e dos atuns, que também contam com limite máximo de captura, monitoramento e regras de controle. Trata-se de uma estratégia moderna de gestão pesqueira, adotada para conciliar produção, conservação e segurança econômica para os trabalhadores.

No caso da tainha, os resultados mostram que o ordenamento é parte da solução. Ao manter a captura dentro de limites sustentáveis, o país protege o estoque, evita o colapso da pescaria e cria condições para que a atividade siga gerando renda, alimento e desenvolvimento. 

A atuação do Governo do Brasil, portanto, é uma política que reconhece a importância cultural da atividade, valoriza os pescadores artesanais, organiza a participação da indústria e protege o recurso pesqueiro para que os pescadores continuem vivendo essa tradição nos próximos anos.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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