Pesquisar
Close this search box.

BRASIL

Governo intensifica diálogo com setor do café para ampliar ações de trabalho decente

Publicado

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) coordenou, nesta quinta-feira (23), uma reunião conjunta com representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) para fortalecer e ampliar as ações do Pacto do Café — iniciativa voltada à promoção do trabalho decente e sustentável na cadeia produtiva do setor. O encontro também abordou o alinhamento da agenda ao comércio internacional por meio dos exportadores de café e o avanço do Pacto pelo Trabalho Decente na Agricultura, coordenado pelo MTE.

O encontro reforçou a estratégia do MTE de ampliar o diálogo com setores econômicos e integrar diferentes atores públicos e privados na formulação de políticas que conciliem competitividade, responsabilidade social e respeito aos direitos trabalhistas. A proposta é fortalecer uma agenda que valorize a produção, ao mesmo tempo em que assegure condições dignas de trabalho no campo, com a erradicação do trabalho forçado.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ressaltou que o desafio vai além da fiscalização e passa por mudança cultural e fortalecimento das políticas públicas. “Nós precisamos avançar com transparência nas nossas ações e enfrentar esse problema com seriedade. Não é uma tarefa apenas do governo, é um esforço do setor produtivo e da sociedade como um todo para virar essa página, combater o trabalho forçado e infantil e valorizar o trabalho decente”, afirmou Marinho.

O diretor-geral do Cecafé, Marcos Antônio Matos, destacou a importância da articulação interministerial e do Pacto como instrumentos para qualificar a comunicação com o mercado internacional, especialmente diante de pressões e questionamentos sobre práticas trabalhistas na cadeia do café. “O engajamento do setor produtivo reforça que a cadeia do café no Brasil opera majoritariamente dentro da legalidade, ao mesmo tempo em que avança na promoção do trabalho decente e na correção imediata de eventuais irregularidades identificadas”, argumentou.

Leia mais:  Acre abre ciclo de seminários do Pró-Cidades para ampliar financiamento urbano

De acordo com o secretário de Inspeção do Trabalho em exercício, Luiz Henrique Ramos Lopes, esse cenário reflete um ambiente de gestão ativa de riscos, no qual a fiscalização é orientada por inteligência e complementada por ações preventivas e colaborativas. “Iniciativas como capacitações, orientação técnica e o fortalecimento do diálogo setorial têm ampliado o compromisso dos produtores com boas práticas trabalhistas, contribuindo para a melhoria contínua das condições de trabalho no campo”.

Dados oficiais da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego, indicam que, nos últimos dez anos (2016 a 2025), o cultivo de café foi alvo de quase 6 mil (5.785) ações de fiscalização trabalhista, posicionando-se como a segunda atividade econômica rural mais fiscalizada do país. Desse total, apenas 85 ações resultaram no resgate de 1.292 trabalhadores, o que corresponde a 1,47% das ações de fiscalização nas regiões cafeicultoras.

A iniciativa busca, ainda, consolidar um esforço coordenado entre governo e setor produtivo para responder a desafios comerciais, ampliar a transparência e reforçar o compromisso do país com padrões internacionais de trabalho, contribuindo para a sustentabilidade econômica e social de um dos principais produtos da pauta exportadora brasileira. Nesse sentido, estão previstas novas reuniões, com a participação também do Ministério da Agricultura e do Ministério do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Participaram da reunião, pelo MRE, o secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros, embaixador Philip Fox; a chefe da Divisão de Política Agrícola, ministra Grace Tanno; a chefe da Divisão de Temas Sociais, Adriana Rodrigues Martins. Também estiveram presentes a secretária-adjunta de Comércio Exterior do MDIC, Daniela Ferreira Matos; o presidente do Conselho Deliberativo do Cecafé, Márcio Cândido Ferreira; e a diretora de Sustentabilidade do Cecafé, Sílvia Janine Servidor de Pizzol.

Leia mais:  Na Alemanha, ministro destaca oportunidades de investimento e avanço regulatório

Pelo MTE, participaram o secretário de Inspeção do Trabalho substituto, Luiz Henrique Ramos Lopes; o coordenador-geral dos Pactos do Trabalho Decente, Guilherme Candemil; e a chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais, Maira Lacerda.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

Comentários Facebook
publicidade

BRASIL

Enccla abre chamada pública para fortalecer o combate ao crime organizado, à corrupção e às fraudes

Publicado

Brasília, 24/4/2026 – O Conselho de Governança da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), após reunião realizada na quarta-feira (22), com a presença do Vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, abriu chamada pública para selecionar propostas voltadas ao combate à corrupção, à lavagem de dinheiro e à asfixia financeira de organizações criminosas. Os projetos escolhidos irão pautar o trabalho da Estratégia em 2027.

As propostas podem ser enviadas até 31 de julho, acessando aqui. Caso haja interesse em enviar mais de um projeto, o formulário deve ser preenchido novamente.

Poderão participar membros da Enccla, órgãos e entidades da administração pública, organizações da sociedade civil (OSCs), pessoas jurídicas, instituições acadêmicas e cidadãos interessados em apresentar propostas concretas relacionadas ao combate à corrupção e à lavagem de dinheiro, organizadas em quatro eixos temáticos:

1 – Articulação Institucional e Uso Estratégico de Dados e Tecnologias: Promoção da articulação entre órgãos e instituições, orientada ao uso de dados, interoperabilidade, inovação tecnológica e ferramentas analíticas, para o fortalecimento das capacidades estatais de prevenção e combate à corrupção, à lavagem de dinheiro e a ilícitos correlatos.

2 – Recuperação de Ativos e Asfixia Financeira de Organizações Criminosas: Fortalecimento de estratégias de recuperação de ativos (identificação, apreensão, administração, alienação e destinação), como instrumento central de desestruturação econômica de organizações criminosas e de proteção do interesse público.

3 – Controle e Responsabilização: Aprimoramento dos mecanismos de transparência, controle, integridade e responsabilização no setor público e privado, inclusive na perspectiva nacional e transnacional.

4 – Articulação Público-Privada no Combate a Fraudes: Desenvolvimento de estratégias de cooperação entre Estado, setor privado e sociedade civil para prevenção e combate a fraudes perpetradas em escala por organizações criminosas, observando boas práticas nacionais e internacionais.

Leia mais:  Palmas recebe projeto Tenda Lilás para fortalecer rede de proteção e combate à violência contra a mulher

Cada formulário deve conter apenas uma proposta de ação e seguir os seguintes critérios de seleção: pertinência temática, transversalidade, inovação, adequação, factibilidade, qualidade das entregas e impacto.

As propostas selecionadas serão apresentadas na reunião plenária anual da Enccla, de 23 a 26 de novembro, em Salvador (BA).

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Comentários Facebook
Continue lendo

BRASIL

Novo acordo com ACNUR amplia apoio ao sistema de refúgio brasileiro

Publicado

Brasília, 24/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), renovou o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), durante encontro realizado na quarta-feira (22), no Palácio da Justiça.

O novo acordo amplia o escopo da cooperação no marco da Operação Acolhida, da Política Nacional para Migrantes, Refugiados e Apátridas (PNMRA) e do Programa Brasileiro de Patrocínio Comunitário. Também prevê o fortalecimento do sistema de refúgio do Brasil, por meio de auxílio técnico à Coordenação-Geral do Comitê Nacional para os Refugiados (CG/CONARE), e o fortalecimento da presença em áreas de fronteira com necessidade de proteção internacional de diferentes populações.

Para a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula, a renovação do acordo é essencial para consolidar uma política migratória e de refúgio acolhedora e com foco em acesso a direitos. “Nosso compromisso é assegurar que pessoas em necessidade de proteção internacional tenham acesso efetivo ao sistema de refúgio, ao mesmo tempo em que ampliamos a cooperação e inovamos em programas como o patrocínio comunitário, a gestão de dados e a qualificação dos pontos de entrada”, afirmou.

O representante da ACNUR no Brasil, Davide Torzilli, ressaltou que a agência seguirá atuando com apoio técnico, contribuindo para que o País fortaleça padrões de proteção. “Essa parceria é fundamental para que o Brasil continue inovando e consolidando boas práticas no campo da proteção internacional a refugiados”, disse.

O Brasil, que assinou a Convenção da ONU de 1951 sobre o Estatuto dos Refugiados, abriga atualmente mais de 970 mil pessoas em necessidade de proteção internacional, de acordo com dados do Pacto Global sobre Refugiados. Desse número, 162 mil são reconhecidas como refugiadas e outras 119 mil são solicitantes da condição de refugiado.

Leia mais:  MME instala grupo de trabalho para discutir infraestrutura de reatores nucleares avançados no Brasil

A renovação da cooperação ocorre no marco do aniversário de 75 anos da Convenção e busca aprofundar o apoio à implementação dos compromissos assumidos pelo Brasil no Pacto Global sobre Refugiados.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Comentários Facebook
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

DIAMANTINO

POLÍTICA MT

POLICIAL

MATO GROSSO

POLÍTICA NACIONAL

ESPORTES

Mais Lidas da Semana