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SAÚDE

Saúde mental e economia solidária são temas em curso virtual para profissionais de saúde mental da região Norte

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A iniciativa é voltada para gestores de serviços e coordenadorias de saúde mental de municípios os estados de Rondônia, Roraima e Tocantins. O objetivo é aprofundar conhecimentos sobre inclusão social pelo trabalho, autogestão e cooperativismo social, considerando as práticas e os contextos locais.

Promovida pelo Núcleo de Economia Solidária da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com apoio do Departamento de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde (DESMAD/MS), a formação será realizada em quatro encontros semanais, com duração de duas horas cada, totalizando oito horas. Os participantes que concluírem o curso receberão certificado.

As inscrições vão até o dia 14 de outubro para as turmas e devem ser realizadas pelos links específicos de cada localidade:

Acesse o formulário de inscrição para profissionais de Rondônia

Acesse o formulário de inscrição para profissionais de Roraima

Acesse o formulário de inscrição para profissionais de Tocantins

O início das turmas está previsto para a última semana de outubro.

A proposta é promover a reflexão sobre estratégias que articulem saúde mental, trabalho e inclusão social, valorizando a autonomia dos participantes e as possibilidades de organização coletiva.

Além das turmas estaduais, a iniciativa também prevê uma turma para gestores de serviços e coordenadorias de saúde mental de municípios e estados da Região Norte.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Rio de Janeiro recebe primeira carreta de cardiologia do SUS com oferta de consultas e exames especializados

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A população do Rio de Janeiro passa a contar com uma nova forma de acesso a consultas e exames para cuidar do coração. A primeira carreta de cardiologia do SUS está pronta para realizar atendimentos, e foi apresentada nesta sexta-feira (9) pela secretária de Atenção Primária do Ministério da Saúde, Ana Luiza Caldas. A unidade móvel está no bairro da Penha (RJ) e faz parte do Programa Agora Tem Especialistas, que já disponibiliza carretas em todo o Brasil voltadas à saúde da mulher, oftalmologia e exames de imagem.

“No Complexo da Penha, são mais de 100 mil habitantes. A carreta vai atender 13 comunidades, levando os serviços para perto da casa das pessoas. Com isso, também oportunizamos a avaliação de risco cirúrgico, otimizando o tempo de espera e melhorando o cuidado que tanto defendemos, acreditamos e fortalecemos todos os dias no Sistema Único de Saúde (SUS)”, destaca a secretária.

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Foto: Rodrigo Rosetti/ MS

Na carreta de cardiologia, os pacientes poderão passar por avaliação médica e realizar exames importantes para identificar problemas cardíacos, acompanhar doenças já existentes e receber orientação do tratamento.  A estrutura conta com consultório especializado, eletrocardiograma, ecocardiograma, Holter, MAPA e raio-X digital. Com esses equipamentos, será possível investigar alterações no coração e na pressão arterial, além de acompanhar o funcionamento do coração ao longo do dia.

O veículo fica na capital carioca até o dia 6 de novembro, com uma equipe formada por médico cardiologista, enfermeiro, técnico de enfermagem, apoio remoto e agente do cuidado. A previsão é de mais de 1,5 mil procedimentos mensais. Para receber assistência, os pacientes precisam ser encaminhados pela rede pública de saúde.

As doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no Brasil, com um óbito registrado a cada 72 segundos, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Em 2025, foram registradas cerca de 398 mil mortes por essas doenças. Nesse contexto, a iniciativa contribui para que os pacientes sejam identificados mais cedo e encaminhados, quando necessário, para outros serviços de alta complexidade. Também amplia o acesso em regiões onde a população enfrenta mais barreiras para chegar aos serviços de saúde.

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SUS garante cuidado integral para doenças cardiovasculares

A atenção cardiovascular é uma das áreas prioritárias do programa Agora Tem Especialistas, que oferece consultas, exames e procedimentos especializados e reduz o tempo de espera no SUS.  A assistência na rede pública de saúde inclui cirurgias cardiovasculares e vasculares, procedimentos endovasculares e serviços de eletrofisiologia. Em 2025, foram realizadas 326,5 mil cirurgias do aparelho circulatório.

Entre 2023 e julho de 2026, o SUS registrou 2,6 milhões de internações relacionadas a doenças cardiovasculares, mostrando o impacto dessas condições na saúde da população. Com a carreta, é possível agilizar a identificação de alterações cardíacas, o diagnóstico e o encaminhamento para o tratamento adequado, contribuindo para evitar o agravamento dos casos e reduzir complicações.

Nos casos mais graves, a rede também oferece transplante cardíaco. Em 2025, o país registrou 428 transplantes de coração. Entre janeiro e agosto de 2026, já foram 288 procedimentos. Os números reforçam a capacidade de atendimento do SUS para doenças cardiovasculares avançadas.

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Foto: Rodrigo Rosetti/ MS

Carretas já fizeram mais de 1 milhão de procedimentos

Juntas, as unidades móveis já realizaram mais de 1,2 milhões de procedimentos em todo o país, beneficiando cerca de 458 mil pessoas em mais de 4,5 mil municípios o que contribuiu para 104 filas zeradas.

Atualmente, são 132 unidades móveis em funcionamento, sendo 10 delas em municípios do estado do Rio de Janeiro.

Trombolíticos para tratamento de infarto e AVC na rede de urgência e emergência

Para reforçar a atenção às situações de urgência e emergência em cardiologia, foi sancionado, em setembro deste ano, o Projeto de Lei nº 5.972/2023, que prevê a ampliação da oferta de medicamentos trombolíticos, incluindo as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Esses medicamentos são utilizados para dissolver os coágulos que podem causar Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico e, quando administrados rapidamente, podem salvar vidas e reduzir o risco de sequelas.

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Eduarda Paixão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Região Sul fecha ciclo regional do Hackathon SUS, iniciativa do Ministério da Saúde que busca soluções inovadoras para a oncologia

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O Hackathon SUS – Desafio Tecnológico chegou à última etapa regional nos dias 6 e 7 de outubro, com seletiva realizada em Curitiba (PR). O encontro reuniu startups da Região Sul que apresentaram tecnologias criadas para ajudar a enfrentar desafios relacionados ao câncer e melhorar o atendimento aos pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS). A ação busca estimular o desenvolvimento de soluções que possam contribuir para prevenir, identificar a doença mais cedo e melhorar o tratamento, ampliando as possibilidades de cuidado na rede pública.

Promovido pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), o Hackathon SUS busca estimular o empreendedorismo nacional, aproximar startups, profissionais de saúde, pesquisadores, setor produtivo e instituições públicas de todo o país. A proposta também é conectar quem desenvolve novas tecnologias às necessidades de quem está na ponta do atendimento, contribuindo para que as soluções possam responder aos problemas reais da saúde pública.

“O Hackathon tem sido construído de forma muito colaborativa e participativa, e acreditamos que é assim que a inovação deve acontecer: em conjunto e a muitas mãos. Uma solução só é realmente útil quando funciona na realidade de quem a utiliza e consegue transformar a vida de quem precisa dela”, afirmou a coordenadora-geral de Dispositivos Médicos da SCTIE, Fotini Santos Toscas.

Mais do que uma competição entre empresas, o encontro em Curitiba colocou lado a lado quem desenvolve tecnologia e quem conhece de perto os serviços de saúde. Durante a programação, as equipes apresentaram seus projetos a especialistas, participaram de atividades de mentoria e acompanharam a palestra sobre o panorama do ciclo regulatório de dispositivos médicos.

Da ideia ao cuidado com pacientes

Na Região Sul, as equipes apresentaram tecnologias voltadas ao enfrentamento do câncer, com propostas para identificar a doença, apoiar a tomada de decisão dos profissionais de saúde e aprimorar procedimentos. Para selecionar as três startups finalistas foram considerados, entre outros aspectos, a maturidade das tecnologias e o potencial de aplicação no SUS, com o objetivo de contribuir para um atendimento mais rápido, preciso e seguro.

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A startup “Hyla Biotech”, dirigida pelo pesquisador Leonardo Foti, desenvolveu um sensor capaz de identificar, em uma amostra comum de sangue, sinais que podem indicar a presença de um tumor de mama. O resultado fica pronto em cerca de quatro horas. O exame não substitui a mamografia nem a biópsia, mas pode funcionar como um alerta para antecipar a investigação e facilitar o acesso ao diagnóstico.

“O câncer de mama é uma das principais causas de morte dessa doença entre as mulheres. O que mais pesa é o diagnóstico chegar tarde. Queremos mudar esse quadro com uma ferramenta que antecipe o alerta disponibilizando um exame a quem hoje está longe do mamógrafo”, explicou Leonardo.

O professor Alexandre Rieger coordena uma equipe na “ConnectBio Soluções Biotecnológicas” que adaptou para a saúde uma tecnologia molecular originalmente desenvolvida para aplicações no agronegócio. A proposta foi criar um teste rápido, feito com uma amostra coletada da parte interna da bochecha do paciente, para identificar características genéticas que podem estar associadas ao risco de toxicidade do medicamento quimioterápico conhecido como 5-FU ou fluoruracila. O teste rápido (swab bucal) faz a extração de DNA, transfere-se uma pequena quantidade para um tubo com reagentes, em seguida o material é colocado em um dispositivo que mostra linhas de marcação indicando as informações genéticas do paciente.

“O resultado final sai em aproximadamente 40 a 45 minutos, sem equipamento laboratorial complexo. A intenção é fornecer informação de apoio às equipes de saúde, mas não substitui a avaliação clínica”, relatou Alexandre.

Outro finalista foi o cirurgião oncológico Rafael Seitenfus que formou uma equipe multidisciplinar composta por 12 profissionais na startup “PIPAC Brasil”. O time criou a ferramenta chamada “CarciNoChat” desenvolvida para ajudar os centros oncológicos especializados a avaliar metástases que se espalham pelo revestimento interno do abdômen, condição conhecida como carcinomatose peritoneal. Durante a videolaparoscopia o sistema registra as imagens, um programa de computador identifica as lesões e analisa a resposta do paciente ao tratamento. 

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“Estamos transformando um desafio da oncologia em uma solução pensada para a realidade brasileira e com potencial de beneficiar pacientes em diferentes regiões do país. Para nossa equipe, ir para a etapa nacional é uma oportunidade de mostrar como ciência e tecnologia podem contribuir para um cuidado oncológico mais preciso”, afirmou Rafael.

Hackathon SUS Nacional

A etapa Sul encerrou o circuito regional e abriu caminho para a fase nacional do Hackathon SUS. Agora, as propostas selecionadas nas diferentes regiões do país seguem para a próxima etapa, que reunirá as equipes em torno de um objetivo comum: transformar conhecimento e tecnologia em respostas que possam contribuir para os desafios do SUS e melhorar o cuidado com a população. A fase final está prevista para o dia 04 de dezembro quando as equipes classificadas voltarão a apresentar seus projetos.

O Hackathon SUS conta com uma rede de parceiros, entre eles, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), HU Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que contribuem para aproximar inovação, conhecimento e as necessidades do sistema público de saúde.

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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