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SAÚDE

Com mais de 63% de mulheres atendidas, farmácia popular amplia acesso a medicamentos gratuitos no país

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Presente em cerca de 5 mil municípios do país, o Programa Farmácia Popular garante o acesso gratuito a diversos medicamentos e insumos em saúde, como fraldas geriátricas e absorventes. Em 2026, mais de 24,5 milhões de pessoas foram atendidas pelo serviço, sendo que mais de 63% dos usuários são mulheres. No recorte por idade, quase 71% dos beneficiários são idosos, o que evidencia a importância do programa para esse público, especialmente em razão da maior frequência de condições crônicas e da necessidade de acesso regular aos fármacos, favorecendo a continuidade dos tratamentos.

Entre os medicamentos mais retirados pelos dois grupos estão os destinados ao tratamento de condições como hipertensão arterial, diabetes mellitus e colesterol, como losartana potássica, hidroclorotiazida, cloridrato de metformina, dapagliflozina e sinvastatina, respectivamente para cada doença.

Para a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, o Programa tem sido fundamental na assistência à saúde dos brasileiros. “Sabemos o quanto o Farmácia Popular é importante, especialmente para esses dois grupos. É um Programa que vem crescendo ao longo dos anos e temos estudado aprimoramentos importantes para fortalecer essa assistência a quem precisa dele”, destaca.

Por meio do Programa, as mulheres têm acesso a contraceptivos hormonais injetáveis ou orais, além de retirar absorventes higiênicos, sendo esse um dos principais canais ativos no combate à pobreza menstrual no país.

De acordo com o Boletim Epidemiológico Saúde da Mulher Brasileira, publicado pelo Ministério da Saúde em 2023, entre as doenças que mais acometem as mulheres estão as doenças isquêmicas do coração, causadas pela redução do fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco, podendo evoluir para eventos graves, como o infarto; as doenças cerebrovasculares, como o AVC; e o diabetes mellitus. O Farmácia Popular disponibiliza medicamentos que tratam diretamente ou auxiliam na prevenção dessas condições.

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Assistência aos idosos

Entre janeiro e agosto deste ano, o Farmácia Popular registrou 17,3 milhões de usuários com faixa etária acima de 60 anos. Medicamentos para doenças como o Parkinson, que atinge cerca de 1,5% da população idosa, podem ser retirados no programa de forma gratuita, podendo gerar uma economia de até R$ 1.500 em um ano. Também são ofertadas fraldas geriátricas, gerando uma economia de até R$ 3.240 anualmente.

Modernização

Em agosto, o Ministério da Saúde publicou a nova regulamentação do Programa Farmácia Popular, que prevê a modernização tecnológica, a ampliação do acesso e o aprimoramento da fiscalização. Para a chamada Farmácia 4.0, também está em estudo, por meio de um Grupo de Trabalho (GT), a ampliação de serviços ofertados no programa, como a possível inclusão de exames e biometria para substituir documentos físicos na retirada de medicamentos, além do aumento do número de unidades credenciadas em vazios assistenciais.

A atuação do GT também tem como objetivo aumentar a transparência, a segurança jurídica e o fortalecimento dos controles no programa. Nesse sentido, será possível avaliar soluções como a integração de bases governamentais, o monitoramento automatizado das dispensações, a análise de risco dos estabelecimentos, bem como a geração de alertas para identificação de transações atípicas.

Crescimento no número de usuários

Nos últimos três anos, o programa registrou aumento de quase 25% no número de usuários atendidos em todo o país. Em 2023, foram registrados 21,9 milhões de usuários, número que subiu para 24,7 milhões no ano seguinte e ultrapassou 27,3 milhões em 2025.

Ao todo, o Farmácia oferta 41 itens de saúde, entre medicamentos, como para diabetes, hipertensão, asma, rinite, osteoporose, absorventes higiênicos e fraldas geriátricas. 

Priscilla Miranda
Ministério da Saúde

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Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Veículos do SUS serão destinados a 116 municípios paulistas

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Nesta quinta-feira (1º), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da vistoria técnica de 140 veículos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS) em Ribeirão Preto (SP). São ambulâncias e unidades odontológicas móveis destinadas a 116 municípios paulistas, com população estimada em 26,4 milhões de pessoas. Os veículos serão utilizados no transporte de pacientes, no atendimento do SAMU 192 e na oferta de assistência odontológica. Ao todo, são 37 ambulâncias Tipo A, 90 ambulâncias do SAMU 192 e 13 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs), com investimento federal de R$ 43,3 milhões.

Ainda em Ribeirão Preto, foi autorizada a reforma do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (HCFMRP-USP), com investimento de R$ 3,18 milhões, para implantação de uma Unidade de Transplante de Medula Óssea Pediátrico e do Centro de Terapias Avançadas em Doença Falciforme.

Também foram assinados termos de autorização para captação de recursos junto ao Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) e formalizada portaria para aquisição e implantação de um sistema web de gestão do ciclo do sangue, com investimento de R$ 2,78 milhões.

Desde o início do ano, novos veículos e equipamentos de saúde estão sendo destinados aos estados para ampliar a assistência no SUS. “Iniciamos um mês importante para chamar a atenção das mulheres que ainda não fizeram a mamografia. Com as carretas do Agora Tem Especialistas, que já passaram por Ribeirão Preto, ampliamos o acesso aos exames e buscamos reduzir o tempo de espera pelos resultados e pelos procedimentos”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Fundo de Infraestrutura

Santa Cruz do Rio Pardo poderá captar até R$ 20 milhões para a construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), a modernização de uma UBS e de um Centro de Saúde, além da aquisição de equipamentos. Itaberá poderá captar até R$ 1,3 milhão para a aquisição de veículos, incluindo vans e ambulâncias Tipo A.

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Hemorrede

 A implantação de um novo sistema de gestão do ciclo do sangue tem como objetivo atualizar tecnologicamente a Hemorrede Pública Nacional, com integração de dados, rastreabilidade e segurança. A ferramenta permitirá automatizar controles de registro, identificação, liberação e estoque, além de integrar sistemas e centralizar dados no Ministério da Saúde. 

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Campanha do Ministério da Saúde orienta sobre riscos das apostas online e atendimento disponível no SUS

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O uso problemático de jogos e apostas online pode afetar a saúde mental, a vida financeira, a rotina e as relações familiares e sociais. Para orientar a população sobre sinais de alerta, prevenção e formas de buscar ajuda, o Ministério da Saúde iniciou, nesta semana, a Campanha Nacional de Prevenção aos Danos das Apostas Online. O material está disponível no site e nas redes sociais da pasta.

A campanha reúne depoimentos e um tutorial que orienta o usuário a realizar um autoteste para identificar possíveis riscos relacionados às apostas. As respostas são anônimas e não ficam armazenadas. De acordo com o resultado, são indicadas opções de orientação e cuidado, como o teleatendimento disponível no Meu SUS Digital, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, do Ministério da Fazenda, e os serviços presenciais do SUS.

O transtorno do jogo é reconhecido como um transtorno de comportamento aditivo pela Classificação Internacional de Doenças (CID) e pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM). Entre os sinais de alerta estão esconder ou mentir sobre o tempo ou o dinheiro gasto com apostas; tentar recuperar perdas apostando novamente; comprometer contas, salário ou economias; apresentar alterações no sono, no humor ou na rotina; deixar de realizar atividades importantes; e ter conflitos familiares relacionados às apostas.

Teleatendimento pelo Meu SUS Digital

Desde março deste ano, o SUS oferece atendimento remoto para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas, além de familiares e integrantes da rede de apoio. O serviço é gratuito e sigiloso e pode ser acessado pelo aplicativo ou pela versão web do Meu SUS Digital, com login pela conta gov.br.

Na página inicial, o usuário deve acessar “Miniapps”, selecionar a opção “Problemas com jogos de apostas?” e responder ao autoteste. Essa ferramenta é acessível a toda a população para avaliação da sua relação com o jogo e identificação de riscos. Quando identificado risco moderado ou elevado, é feito o encaminhamento para teleatendimento.

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A oferta, inicialmente de 600 atendimentos mensais, foi ampliada em agosto para até 100 mil teleatendimentos por mês. O atendimento é realizado por videochamada, com profissionais capacitados. Após a avaliação, a pessoa pode continuar o acompanhamento remoto ou ser encaminhada para atendimento presencial na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Já foram registrados mais de 170 mil acessos.

Na rede presencial, a UBS é uma das portas de entrada para acolhimento e avaliação inicial. Quando necessário, o usuário pode ser encaminhado a um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou a outros serviços da RAPS.

Orientações para prevenção

A campanha também recomenda medidas para reduzir a exposição a conteúdos relacionados às apostas, como deixar de seguir perfis que os divulgam, evitar clicar ou compartilhar essas publicações e utilizar as ferramentas das redes sociais para indicar que não há interesse nesse tipo de conteúdo.

Outra ferramenta é a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, do Ministério da Fazenda, que permite ao cidadão solicitar voluntariamente o bloqueio do CPF nas plataformas de apostas autorizadas.

Medida Provisória proíbe bets no país

O enfrentamento aos impactos das bets no Brasil também envolve ações de fiscalização e repressão às atividades ilegais, além de medidas de proteção aos usuários. A fiscalização envolve a atuação articulada de diferentes órgãos federais. Um comitê interinstitucional, coordenado pela Casa Civil, reúne representantes de órgãos como Ministério da Justiça e Segurança Pública, Polícia Federal (PF), Banco Central (BC), Ministério da Fazenda, Advocacia-Geral da União (AGU), Receita Federal e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Até esta terça-feira (29), foi solicitada a derrubada de 5.209 domínios relacionados à exploração de apostas.  Também foram removidas 300 páginas do Facebook e 90 perfis do Instagram, e 186 aplicativos foram notificados para retirada das lojas da Apple e do Google.

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O governo federal também realiza ações de mensageria para orientar a população sobre medidas relacionadas à retirada de seus saldos nas contas de empresas de apostas. As mensagens, enviadas por WhatsApp, informam sobre prazos e procedimentos para a retirada ou devolução de valores mantidos em sites e aplicativos de apostas. O Fala.BR também está disponível como canal para denúncias de oferta ilegal de apostas.

Conheça a campanha e responda ao autoteste sobre jogos de apostas

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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