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AGRONEGÓCIOS

Entrega da nova sede da Embrapa Alimentos e Territórios em Alagoas

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Na próxima sexta-feira (21), será realizada a entrega da nova sede da Embrapa Alimentos e Territórios, localizada no bairro de Ipioca, em Maceió (AL). A cerimônia contará com presença do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula e da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.

A nova estrutura conta com laboratórios e áreas destinadas a projetos experimentais e amplia a capacidade de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e inovações sociais voltadas à segurança alimentar, agricultura familiar, biodiversidade e desenvolvimento sustentável.

A sede da Embrapa em Maceió permitirá ampliar pesquisas sobre alimentos, gastronomia, turismo, sustentabilidade e inclusão socioprodutiva, aproximando a ciência do setor produtivo e contribuindo para o desenvolvimento de sistemas agroalimentares mais sustentáveis e resilientes.

CREDENCIAMENTO – Os profissionais de imprensa interessados na cobertura deverão encaminhar nome completo, veículo de comunicação e cargo para o e-mail [email protected]. No dia do evento, o credenciamento inicia às 9h.

SERVIÇO:

Entrega da nova sede da Embrapa Alimentos e Territórios

Data: 21 de agosto (sexta-feira)
Horário: 10h
Local: Embrapa Alimentos e Territórios
Endereço: Rua Vicinal Povoado Saúde (Estrada da Saúde), nº 1.335, Distrito de Ipioca, Maceió-AL.
Credenciamento de imprensa: 9h

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Aprenda a fazer uma moqueca de pintado

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A moqueca de pintado é um ensopado brasileiro saboroso, uma escolha perfeita para quem busca um prato estruturado, pois a carne firme do pintado não desmancha facilmente durante o cozimento. Esta receita rende 4 porções e fica pronta em cerca de 40 minutos. 

Ingredientes

 

1 kg de postas de pintado 

Tempero: suco de 1 limão, 3 dentes de alho, sal e pimenta. 

Base: 2 cebolas, 3 tomates e 3 pimentões (verde, amarelo, vermelho) em rodelas. 

Líquidos/Finalização: 200ml de leite de coco, 3 col. (sopa) de dendê, 2 col. (sopa) de azeite de oliva, coentro/salsinha e cebolinha. 

 

Modo de Preparo

 

Marinar: Tempere o peixe com limão, alho, sal e pimenta, deixando descansar na geladeira por 20 minutos. 

Montar: Em uma panela larga, faça uma cama com metade dos vegetais, coloque o peixe e cubra com o restante dos vegetais. 

Cozinhar: Regue com os azeites e o leite de coco. Cozinhe tampado em fogo médio por 15-20 minutos, até que o peixe esteja opaco e os legumes macios. 

Finalizar: Adicione coentro, salsinha e cebolinha picados, deixando levantar fervura antes de servir 

 

Dicas importantes

 

Não mexer o peixe durante o cozimento evita que ele se desmanche. 

Camadas de legumes e peixe ajudam a distribuir o sabor uniformemente. 

Azeite de dendê é essencial para o sabor e a cor característicos da moqueca; substituições alteram o resultado. 

Para um toque extra, adicione pimentas-de-cheiro ou raspa de limão siciliano na hora de servir. 

 

Sugestões de acompanhamento 

Arroz branco soltinho ou arroz de coco 

Pirão feito com o caldo da moqueca 

Farofa de dendê ou castanhas para crocância 

Molho de pimenta à parte para quem gosta 

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Variações

 

Pode-se usar outros peixes firmes como tilápia, robalo ou badejo se o pintado não estiver disponível. 

É possível preparar moqueca sem dendê, usando azeite comum, mas o sabor e a cor mudam, pode usar colorau junto do azeite. 

A moqueca de pintado é um prato versátil, ideal para almoços de domingo ou ocasiões especiais, combinando o sabor suave do peixe com o aroma marcante do dendê e do coentro, resultando em um ensopado colorido e delicioso. 

Élen Gorski

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

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A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

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A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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