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SAÚDE

Com apoio do SUS, Projeto de Emprego Apoiado possibilita inclusão de 700 pessoas com deficiência no mercado de trabalho

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Por meio do Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD), o Ministério da Saúde apoia iniciativas que promovem autonomia e inclusão profissional de pessoas com deficiência. Entre elas está o Projeto de Emprego Apoiado, da Associação Brasileira de Emprego Apoiado (ABEA), que, nesta primeira etapa, beneficia 700 participantes. A apresentação do projeto ocorreu nesta quinta-feira (13), no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

Com a metodologia do Emprego Apoiado, a ação aproxima trabalhadores, empresas, poder público e entidades para ampliar oportunidades de inclusão profissional. Na prática, o suporte acompanha diferentes etapas da trajetória profissional, desde a preparação para o mercado de trabalho até a inserção e permanência no emprego. A proposta vai além da conquista da primeira vaga, oferecendo também cursos de qualificação e acompanhamento para que as pessoas com deficiência possam desenvolver suas habilidades, crescer profissionalmente e permanecer no mercado de trabalho. 

“O local de trabalho tem que ser um espaço de promoção da saúde, não de adoecimento. Não se trata apenas de cumprir uma cota obrigatória para as empresas, mas de acolher e incluir as pessoas com deficiência, humanizando o ambiente de trabalho para todos os trabalhadores e trabalhadoras”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

Com duração de dois anos, a ação é viabilizada pelo Ministério da Saúde com R$ 3,9 milhões captados de empresas e instituições por meio do Pronas/PCD. Dos 700 atendidos, entre 400 e 450 devem ser inseridos no mercado de trabalho. O atendimento inclui pessoas com deficiência física, auditiva, visual, intelectual e múltipla, com foco em contratação sem discriminação. 

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Sobre o Pronas/PCD 

O Pronas/PCD é uma estratégia do Ministério da Saúde para fortalecer ações de prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e assistência. Na prática, o programa permite que instituições sem fins lucrativos apresentem projetos ao Ministério, de R$ 250 mil a R$ 4 milhões, e depois captem os recursos diretamente com empresas e bancos. Quem doa para um projeto aprovado recebe incentivo fiscal previsto em lei. 

Desde sua criação, o Pronas/PCD já aprovou 940 projetos, viabilizando aproximadamente R$ 975,5 milhões. O programa se consolidou como instrumento estratégico de financiamento das políticas de atenção à saúde da pessoa com deficiência. É nesse contexto que surge o Projeto de Emprego Apoiado da ABEA. A expectativa é transformar qualificação profissional em oportunidades reais de trabalho, garantindo que pessoas com deficiência não apenas acessem o mercado formal, mas também tenham condições de permanecer e se desenvolver nas empresas.  
 
Vacinação contra o sarampo para metalúrgicos e população 

Junto ao lançamento, os metalúrgicos puderam se vacinar contra o sarampo. A estratégia é levar a imunização para mais perto das pessoas e conter o avanço de casos importados. Em São Bernardo do Campo, o Ministério da Saúde recomendou a ampliação da oferta da vacina tríplice viral: agora, qualquer pessoa entre 6 meses e 59 anos pode se vacinar. O objetivo é elevar as coberturas vacinais, proteger população e reduzir o risco de transmissão. Nesses três municípios, a orientação é ofertar a vacina para pessoas nessa faixa etária.

A intensificação ocorre após a identificação de casos relacionados à importação do vírus e tem como objetivo elevar as coberturas vacinais, ampliar a proteção da população e reduzir o risco de transmissão. Em São Paulo, 3,2 milhões de doses da vacina tríplice viral foram destinadas ao reforço do abastecimento, garantindo a continuidade da ação de bloqueio vacinal. 

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Em 2026, até o momento, o país confirmou 24 casos. Três foram encerrados sem risco de disseminação e 21 permanecem em acompanhamento em São Paulo: um em Guarulhos, dois em São Bernardo do Campo e 18 na capital. 

A vacina utilizada é a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Para crianças de 6 a 11 meses, a chamada dose zero é uma dose adicional e não substitui as doses previstas no calendário de rotina, administradas aos 12 e aos 15 meses. Para as demais faixas etárias, a necessidade de vacinação será avaliada pelos profissionais de saúde de acordo com a idade e o histórico vacinal. A atualização da caderneta também permite identificar e corrigir eventuais atrasos em outras vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação. 
 
Eduarda Paixão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Agentes indígenas de saneamento recebem qualificação para uso de plataforma de vigilância ambiental

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Agentes Indígenas de Saneamento (Aisan) e outros profissionais que atuam na saúde ambiental indígena participam, nesta semana, da primeira qualificação presencial para o uso da Plataforma de Vigilância Ambiental e Saúde Indígena (Vigiambsi). O novo sistema do Ministério da Saúde reúne informações sobre saneamento, qualidade da água, resíduos sólidos e outros fatores ambientais relacionados à saúde nos territórios indígenas.

A qualificação acontece durante o 2º Encontro Regional de Saúde Ambiental Indígena (2º ERSAI), realizado entre os dias 10 e 14 de agosto, em Porto Velho. A iniciativa é da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), em parceria com o Einstein Hospital Israelita, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

Participam do treinamento profissionais dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei) que trabalham na área de saúde ambiental, incluindo integrantes do Serviço de Edificações e Saneamento Ambiental Indígena (Sesani), Agentes Indígenas de Saneamento e outros trabalhadores envolvidos na gestão e execução das ações de saneamento e saúde ambiental nos territórios indígenas.

Informação para melhorar as ações nos territórios

Durante a qualificação, os participantes aprendem a registrar, monitorar, analisar e utilizar as informações disponíveis na Vigiambsi. Os dados ajudam as equipes a planejar e fortalecer as ações de saúde ambiental realizadas nos territórios indígenas.

A programação também abre espaço para a troca de experiências entre profissionais de diferentes regiões. A proposta é compartilhar práticas, desafios encontrados no dia a dia e soluções adotadas pelas equipes nos territórios onde atuam.

Ao todo, são cinco encontros presenciais, organizados por regiões do país, com média de 40 participantes em cada edição.

Depois de Porto Velho, as próximas capacitações acontecem em:

  • 17 a 21 de agosto – Campo Grande (MS);
  • 31 de agosto a 4 de setembro – Manaus (AM);
  • 14 a 18 de setembro – Salvador (BA);
  • 21 a 25 de setembro – Belém (PA).
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Sobre a Vigiambsi

A Plataforma de Vigilância Ambiental e Saúde Indígena (Vigiambsi) é uma ferramenta digital desenvolvida para reunir e armazenar dados de vigilância ambiental dos territórios indígenas, como informações sobre monitoramento da água, saneamento e resíduos sólidos.

A plataforma permite integrar essas informações a dados de saúde dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei), contribuindo para que as equipes tenham uma visão mais ampla das condições ambientais e possam utilizar os dados no planejamento de suas ações.

O projeto também prevê a formação de profissionais multiplicadores e a orientação das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI) para a coleta e a análise dessas informações.

Leidiane Souza
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Regulamentação de agentes indígenas de saúde e de saneamento é aprovada em comissão da Câmara dos Deputados

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou a proposta que regulamenta as profissões de Agente Indígena de Saúde (AIS) e Agente Indígena de Saneamento (AISAN). A medida representa um avanço no reconhecimento formal de profissionais que atuam diretamente nos territórios indígenas e contribuem para a promoção da saúde, a prevenção de doenças e a melhoria das condições sanitárias das comunidades.

A proposta está prevista no Projeto de Lei nº 3.514/2019, de autoria da ex-deputada Joenia Wapichana (RR), e teve como relatora na CCJC a deputada Lídice da Mata (PSB-BA), que recomendou a aprovação do substitutivo elaborado pela Comissão de Saúde. Pelo texto aprovado, a regulamentação estabelece requisitos específicos para o exercício das duas profissões, considerando as características socioculturais dos povos indígenas e a importância da atuação desses profissionais dentro das próprias comunidades.

Para secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, a regulamentação representa um avanço também no fortalecimento da política de saúde indígena. “Valorizar os AIS e AISAN é fortalecer o SasiSUS na ponta. É reconhecer que a presença desses profissionais nos territórios é parte fundamental da construção de uma saúde indígena diferenciada, intercultural e territorializada”, conclui a secretária.

Entre os requisitos previstos para o exercício das profissões, estão: ser indígena, residir na área da comunidade onde o profissional irá atuar, ter idade mínima de 18 anos, dominar a língua utilizada pela comunidade e conhecer seus costumes e sistemas tradicionais de saúde. Também será necessária a conclusão do ensino fundamental e de curso de qualificação específico, a ser definido pelo Ministério da Saúde.

Agente Indígena de Saúde

De acordo com a proposta, o Agente Indígena de Saúde atuará na prevenção de doenças e na promoção da saúde das populações indígenas, em ações domiciliares ou comunitárias, individuais ou coletivas, em consonância com as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). Entre suas atribuições, estão a prevenção de doenças, o acompanhamento e monitoramento da saúde dos indígenas, a prestação de primeiros socorros e a mobilização das comunidades para ações de promoção da saúde e prevenção de agravos.

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A atuação dos AIS é estratégica para a atenção à saúde nos territórios indígenas, especialmente pela presença cotidiana desses profissionais junto às comunidades e pelo conhecimento das características locais, das línguas, dos costumes e das formas próprias de cuidado.

Agente Indígena de Saneamento

Já o Agente Indígena de Saneamento terá atuação voltada ao saneamento básico e ambiental, com ações relacionadas ao monitoramento e à manutenção dos sistemas de saneamento e à prevenção de doenças associadas às condições sanitárias. O trabalho desses profissionais contribui diretamente para a promoção da saúde e para a redução de riscos relacionados à qualidade da água, ao manejo de resíduos e às condições de saneamento nos territórios indígenas.

A integração entre as ações de saúde e saneamento é fundamental para a proteção da saúde das comunidades, considerando que as condições ambientais e sanitárias têm impacto direto na ocorrência e na prevenção de doenças.

Organização do cuidado em saúde indígena

Lucinha Tremembé esclarece que os AIS e Aisan ocupam uma posição fundamental na organização do cuidado em saúde indígena, por atuarem diretamente nas comunidades e articularem os conhecimentos e as práticas de saúde dos povos indígenas com as ações desenvolvidas pelo SasiSUS. “São profissionais que conhecem o território, as comunidades, suas línguas, culturas e formas próprias de cuidado. Essa proximidade fortalece o vínculo, amplia o acesso e contribui para uma atenção à saúde mais adequada às realidades e especificidades de cada povo”, afirma.

Próximos passos

A proposta tramitou em caráter conclusivo e poderá seguir para análise do Senado Federal. Antes disso, no entanto, poderá ser apresentado recurso para que o texto seja apreciado pelo Plenário da Câmara dos Deputados.

Sílvia Alves
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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