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AGRONEGÓCIOS

Preço do arroz sobe 10,8% em julho e da novo ânimo ao setor

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O preço do arroz em casca acumula alta de 10,78% em julho, enquanto a produção brasileira recua 13,1% na safra 2025/26. A combinação entre menor disponibilidade do grão, produtores resistentes a vender e retomada das compras pelas indústrias sustenta a recuperação das cotações.

Na quinta-feira, 23 de julho, o Indicador do Arroz em Casca Cepea/Irga-RS chegou a R$ 66,72 por saca de 50 quilos. É o maior valor desde setembro de 2025, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

O avanço ocorre depois de uma temporada marcada pela redução da área cultivada e por preços que comprometeram a rentabilidade das lavouras. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o país tenha colhido 11,09 milhões de toneladas na safra 2025/26, aproximadamente 1,67 milhão de toneladas a menos que no ciclo anterior.

A área plantada caiu 13,8%, para 1,52 milhão de hectares. A produtividade média cresceu 0,9% e chegou a 7.295 quilos por hectare, mas o rendimento maior não foi suficiente para compensar a retração do cultivo.

O Rio Grande do Sul permanece no centro da produção nacional. O Estado cultivou 905,2 mil hectares de arroz irrigado e alcançou produtividade média de 8.641 quilos por hectare. A área gaúcha corresponde a quase 60% de toda a superfície destinada ao cereal no Brasil.

A importância do mercado brasileiro também aparece nos números globais. Pelas projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, elaboradas com volumes convertidos em arroz beneficiado, o Brasil ocupa a 11ª posição entre os maiores produtores mundiais e é o maior produtor fora da Ásia. O país também aparece como o oitavo maior exportador.

No balanço da Conab, o consumo interno deverá atingir 10,8 milhões de toneladas nesta temporada. As exportações são projetadas em 2,1 milhões de toneladas, acima das 1,88 milhão de toneladas do ciclo anterior, enquanto as importações devem permanecer próximas de 1,3 milhão de toneladas.

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Mesmo sendo um produtor relevante, o Brasil importa arroz principalmente dos países do Mercosul para complementar o abastecimento e atender a necessidades regionais e industriais. Ao mesmo tempo, vende parte da produção para o exterior, especialmente quando os preços brasileiros se tornam competitivos.

A movimentação deverá reduzir os estoques nacionais de 2,19 milhões para 1,68 milhão de toneladas até fevereiro de 2027. A queda esperada é de aproximadamente 23%, o que limita a folga no abastecimento e ajuda a explicar a maior resistência dos produtores nas negociações.

Segundo o Cepea, parte das indústrias elevou as propostas para recompor estoques, enquanto os produtores aguardam novas altas antes de vender. Algumas beneficiadoras, porém, ainda limitam as compras porque encontram dificuldade para repassar o aumento da matéria-prima ao arroz comercializado no atacado e no varejo.

Com produção menor, exportações maiores e redução dos estoques, o mercado entra no segundo semestre com condições mais favoráveis à sustentação dos preços. A intensidade da recuperação dependerá do ritmo de venda dos produtores, da demanda das indústrias e do comportamento do arroz brasileiro no mercado internacional.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIOS

Abertura de mercados para produtos brasileiros na China, no Paraguai e em Palau

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As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau comunicaram a abertura de mercados para produtos brasileiros.

Com a China, foi assinado protocolo sanitário que autoriza a exportação de cálculos biliares bovinos brasileiros.

O Paraguai aprovou o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos destinados ao abate.

Palau, por sua vez, aprovou os modelos de CSI para a exportação de carnes bovina, ovina, caprina e suína.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIOS

Colheita passa da metade, mas chuva atrasa máquinas e aumenta risco de perdas

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A colheita do milho safrinha entrou na segunda metade no Brasil, puxada pelo avanço das máquinas em Mato Grosso. O ritmo nacional, entretanto, continua abaixo do registrado no ano passado, enquanto chuvas e elevada umidade dos grãos dificultam os trabalhos no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

O último levantamento consolidado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrava 49,8% da área colhida até 18 de julho, ante 55,5% no mesmo período de 2025 e uma média de 56,7% nos últimos cinco anos. Dados estaduais divulgados posteriormente indicam que o País já ultrapassou a metade da área, embora ainda não exista um novo percentual nacional consolidado.

A segunda safra concentra aproximadamente 77% de todo o milho produzido no Brasil. A Conab estima uma colheita de 109,43 milhões de toneladas, dentro de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, considerando também as safras de verão e a terceira safra.

Mato Grosso está mais próximo de concluir os trabalhos. Até sexta-feira (24), os produtores haviam retirado o cereal de 90,66% da área, avanço de 11,74 pontos percentuais em uma semana. O índice supera ligeiramente os 90,37% observados no mesmo período do ano passado, mas permanece abaixo da média de 92,68% dos últimos cinco anos.

No Médio-Norte mato-grossense, principal polo produtor do cereal, a colheita chegou a 98,03%. Mantido o ritmo atual e sem novas interrupções climáticas, o Estado deverá encerrar a maior parte dos trabalhos entre o fim de julho e o início de agosto.

Mato Grosso deve colher um recorde de 57,06 milhões de toneladas, mais da metade de todo o milho segunda safra previsto pela Conab para o Brasil. A produtividade estadual foi estimada em 128,64 sacas por hectare, resultado favorecido pelo desempenho das lavouras do Médio-Norte.

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A situação é diferente no Paraná. A colheita havia alcançado 29% da área no início da última semana, ante 40% no mesmo período de 2025 e 67% em 2024. Além do plantio mais tardio, as chuvas recentes impediram a entrada das máquinas em várias propriedades e mantiveram elevada a umidade dos grãos.

O Paraná deverá concentrar a retirada do milho durante agosto. Parte dos trabalhos poderá avançar por setembro, especialmente nas áreas implantadas mais tarde. O Estado cultiva aproximadamente 2,9 milhões de hectares e espera colher cerca de 17,4 milhões de toneladas na segunda safra.

As precipitações da semana passada reduziram o ritmo, mas ainda não há confirmação de perdas expressivas provocadas diretamente pelas chuvas. Segundo técnicos do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), o principal efeito observado até agora é operacional. O excesso de umidade impede a colheita e aumenta os gastos com secagem, mas a extensão de eventuais danos dependerá do tempo de permanência do milho maduro no campo.

Quanto maior a demora, maior o risco de germinação dos grãos na espiga, ocorrência de fungos, tombamento das plantas e redução do padrão comercial. A umidade também pode provocar filas nos armazéns e limitar o recebimento das cargas, sobretudo quando muitos produtores retomam a colheita ao mesmo tempo após a abertura do tempo.

Em Mato Grosso do Sul, a retirada do cereal chegou a 15,8% da área até 17 de julho, ante 8,2% na semana anterior. Apesar da aceleração, o Estado permanece atrás do ritmo da safra passada. As chuvas registradas desde junho elevaram a umidade dos grãos e retardaram a entrada das máquinas.

A produção sul-mato-grossense está estimada em 11,14 milhões de toneladas, cultivadas em 2,2 milhões de hectares. Historicamente, a colheita ganha força na segunda quinzena de julho e atinge o pico entre o fim deste mês e o início de setembro. Por isso, o atraso atual ainda pode ser parcialmente recuperado se houver uma sequência de dias secos.

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Goiás havia colhido 28% da área até 18 de julho. No Estado, a maior preocupação não está apenas no calendário. Períodos de estiagem registrados em abril e maio atingiram as lavouras durante fases importantes do desenvolvimento e reduziram o potencial produtivo em diferentes regiões.

A falta de chuva também afetou áreas de Minas Gerais, São Paulo e Piauí. Nesses locais, a colheita deverá confirmar perdas provocadas por espigas menores, falhas no enchimento dos grãos e redução da produtividade. O impacto varia conforme a época de plantio e o estágio em que cada lavoura enfrentou o déficit hídrico.

No Rio Grande do Sul, os temporais da última semana causaram alagamentos e danos em mais de 200 municípios. O impacto sobre a produção nacional de milho, porém, tende a ser limitado porque o Estado concentra sua produção na primeira safra, que já havia sido praticamente concluída antes das chuvas. Os maiores riscos imediatos estão nas estradas rurais, nas estruturas das propriedades e nas culturas de inverno.

Pelo calendário dos principais estados produtores, a maior parte da segunda safra brasileira deverá ser retirada até o fim de agosto. Áreas implantadas mais tarde no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em partes do Matopiba poderão permanecer no campo durante setembro.

O volume final continuará elevado, mas a diferença entre as regiões será significativa. Mato Grosso caminha para uma colheita recorde e praticamente concluída, enquanto produtores de outros estados ainda enfrentam atraso, umidade excessiva ou perdas causadas pela estiagem.

Fonte: Pensar Agro

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