A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT) realizou, nesta quarta-feira (24.6), a 3ª Reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. O encontro reuniu gestores e técnicos da assistência social dos 142 municípios mato-grossenses para discutir pautas estratégicas voltadas ao fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (Suas) no Estado.
O principal destaque da reunião foi a pactuação do novo modelo de cofinanciamento da Assistência Social, que ampliará significativamente os recursos repassados pelo Governo de Mato Grosso aos municípios, passando de R$ 35 milhões para aproximadamente R$ 101 milhões.
Durante a abertura do encontro, o secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Haagsma, ressaltou a importância da parceria entre Estado e municípios para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à população em situação de vulnerabilidade.
“Em nome do governador Otaviano Pivetta quero agradecer a todos que fazem assistência social no Estado. Hoje é um dia muito importante para a Setasc e para todos que trabalham com a assistência social, pois vamos pactuar um novo modelo de cofinanciamento para os municípios. Vamos partir de 35 milhões para aproximadamente 101 milhões. É um investimento muito forte que o Governo de Mato Grosso faz na assistência social e na proteção social de toda a população”, destacou.
O secretário explicou que o novo formato proporcionará maior autonomia aos municípios, permitindo que os recursos sejam aplicados conforme as demandas locais, inclusive na aquisição e distribuição de cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade.
“Quero parabenizar toda a equipe da Setasc e da Secretaria Adjunta de Assistência Social que têm trabalhado incansavelmente para que pudéssemos chegar a esse momento. Levamos a proposta ao governador e ele nos atendeu, pois entende a necessidade e a importância de investir no Suas”, acrescentou.
A secretária adjunta de Assistência Social da Setasc, Miranir de Oliveira, destacou que o novo modelo foi construído considerando as diferentes realidades dos municípios e a necessidade de fortalecer a rede socioassistencial em todo o Estado.
“Hoje estamos instituindo o modelo em blocos e ampliando substancialmente os valores do cofinanciamento. São valores sem precedentes e que mostram o compromisso do Governo de Mato Grosso com a ampliação e o fortalecimento da política de assistência social e com a melhoria da qualidade de vida da população vulnerável. Cada município receberá seu cofinanciamento de acordo com a sua estrutura instalada e demandas apresentadas na área de Assistência Social”, explicou.
Para a presidente do Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social (Coegemas-MT) e secretária municipal de Assistência Social de Tangará da Serra, Márcia Kiss, a nova forma de financiamento representa um avanço histórico para os municípios.
“Esse é um salto que estamos dando para que os gestores de cada município possam ter autonomia para gerenciar os recursos. Mais do que isso, o recurso é para que de fato a gente aplique a política de Assistência Social, que é de serviços prestados à população. Dessa forma, conseguiremos entregar aos cidadãos mato-grossenses cada vez mais serviços de excelência”, afirmou.
Márcia ressaltou ainda que a distribuição de cestas básicas continuará sendo realizada pelos municípios, mas que a assistência social precisa ir além do atendimento imediato.
“Os municípios vão continuar entregando cestas básicas. Mas precisamos acompanhar as famílias e levar o que é essencial para que elas mudem a sua situação. Quando Estado e Município se unem, conseguimos fazer política pública de assistência social de fato, de verdade”, pontuou.
A secretária municipal de Promoção e Assistência Social de Rondonópolis, Fabiana Peres, classificou a mudança como um marco para a política pública de assistência social em Mato Grosso.
“Essa inovação de transferência de recursos por blocos traz para cada município uma potencialização do que a assistência social oferta para todas as pessoas em vulnerabilidade. Precisamos pensar na questão da fome e das cestas básicas. Mas o Estado, de uma forma técnica e comprometida com cada município, avançou numa pauta que há muito tempo precisávamos discutir, que é a questão do financiamento”, destacou.
Segundo Fabiana, o novo modelo permitirá que os municípios tenham mais flexibilidade para atender suas demandas específicas, fortalecendo os benefícios eventuais, as equipes técnicas e os serviços ofertados à população.
“Superamos essa fase e agora vamos para o cofinanciamento de políticas que vão fazer de fato a diferença. A condição está dada: o benefício eventual vem com aporte ainda maior e o município pode fazer o que de fato precisa, cada um dentro de sua realidade. E as vantagens para os municípios são muitas. Primeiro, vamos atender de forma mais adequada a população. E trazendo o recurso financeiro para o município, a gente aquece a economia”, avaliou.
A 3ª Reunião da CIB reforçou o compromisso do Governo de Mato Grosso com o fortalecimento do Suas, a ampliação dos investimentos na assistência social e a construção conjunta de soluções que garantam mais proteção social e qualidade de vida à população mato-grossense.
A 1ª Promotoria de Justiça de Alto Araguaia (a 415 km de Cuiabá) obteve decisão favorável em recurso de apelação criminal julgado pela Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Por unanimidade, os desembargadores reformaram a sentença de primeiro grau e condenaram um homem pelo crime de estupro de vulnerável, com incidência da causa de aumento pelo fato de o autor do crime possuir uma relação de parentesco, cuidado, confiança ou autoridade sobre a vítima. A pena foi fixada em 12 anos de reclusão, em regime inicial fechado.Conforme apurado durante as investigações, o crime ocorreu em dezembro de 2023 e consistiu na prática de ato libidinoso contra uma criança de 4 anos. O condenado exercia a função de avô adotivo e cuidador da vítima.A denúncia veio à tona após a criança relatar espontaneamente os abusos à mãe. Em seguida, o caso foi comunicado ao Conselho Tutelar e às autoridades policiais. Durante acompanhamento psicológico, a vítima voltou a mencionar os fatos e os representou graficamente em atividade lúdica conduzida por profissional especializado.Em primeira instância, o réu foi absolvido por insuficiência de provas. A decisão considerou, principalmente, a ausência de confirmação dos fatos pela criança durante o depoimento especial judicial, a retratação da mãe, que afirmou ter inventado a acusação em razão de disputa pela guarda da filha, e a hipótese de falsa memória infantil.Ao analisar o recurso apresentado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o TJMT concluiu que a retratação da genitora ocorreu em contexto de pressão familiar e dependência econômica em relação ao núcleo familiar do acusado. Segundo o acórdão, a própria mãe admitiu ter coagido fisicamente a criança para que alterasse sua versão, circunstância interpretada pelo Tribunal como pressão física e psicológica exercida sobre a vítima.Os desembargadores também destacaram que o silêncio da criança durante o depoimento especial não afasta a ocorrência do crime. Para a Justiça, fatores como o tempo transcorrido entre os fatos e a oitiva, o ambiente formal do procedimento e as dinâmicas familiares de silenciamento devem ser considerados na análise do conjunto probatório.O acórdão ainda ressaltou que a inexistência de vestígios físicos não é suficiente para descaracterizar o delito, especialmente nos casos envolvendo atos libidinosos diversos da conjunção carnal, que nem sempre deixam marcas aparentes.Com fundamento no Enunciado Orientativo nº 10 do TJMT e em precedentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a decisão reafirmou que, nos crimes contra a dignidade sexual, a palavra da vítima possui especial relevância probatória quando corroborada por outros elementos de prova, como laudos psicológicos e depoimentos técnicos.Na fixação da pena, foi considerada negativamente a culpabilidade do réu em razão da pouca idade da vítima. O Tribunal também reconheceu a atenuante da senilidade do condenado, mantendo, contudo, a pena intermediária no mínimo legal, conforme entendimento consolidado na Súmula 231 do STJ. Na fase final da dosimetria, foi aplicada a causa de aumento de pena prevista no artigo 226, inciso II, do Código Penal, em razão da condição de ascendente por afinidade e da autoridade exercida pelo réu no ambiente familiar.
O Governo de Mato Grosso e o Governo Federal entregam, nesta sexta-feira (26.6), às 9h, 754 casas do programa SER Família Habitação, na modalidade Entrada Facilitada, em Primavera do Leste. As moradias receberam investimento estadual de R$ 12,8 milhões, aplicados na forma de subsídios de até R$ 25 mil para as famílias beneficiadas.
As unidades integram o Residencial Jardim dos Ipês e foram construídas em parceria com o Governo Federal e a Prefeitura de Primavera do Leste. Além do subsídio concedido pelo Governo de Mato Grosso, os beneficiários puderam acessar os benefícios do programa federal de habitação Minha Casa, Minha Vida e também obter descontos relacionados ao valor do terreno, já que a área foi doada pelo município.
Em todo o Estado, o programa SER Família Habitação já viabilizou mais de 45 mil moradias, por meio de investimentos que ultrapassam R$ 400 milhões.
Serviço: Entrega de 754 casas do Residencial Jardim dos Ipês Data: Sexta-feira (26.06) Horário: 9h Município: Primavera do Leste/MT Endereço: Avenida Eduardo Zaleski, Bairro Santo Felicidade, Residencial Jardim dos Ipês.