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Operação Pix Seguro bloqueia mais de R$ 103 milhões de investigados por estelionato

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Salvador, 14/5/26 – Com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Polícia Civil do Estado da Bahia (PCBA) deflagrou, na quarta-feira (13), operação para desarticular uma organização criminosa de atuação interestadual especializada na prática de estelionato por meio de fraude eletrônica e na subsequente lavagem dos recursos ilícitos obtidos.

Por determinação judicial, foram bloqueados ativos financeiros em valor superior a R$ 103 milhões. A medida busca asfixiar o poder econômico do grupo e garantir futura reparação dos danos milionários causados às vítimas em diferentes regiões do País.

A ofensiva contou com cooperação da Secretaria da Segurança Pública da Bahia e das Polícias Civis do Ceará (PCCE), de Pernambuco (PCPE), de Goiás (PCGO) e de São Paulo (PCSP). Foram cumpridos mandados judiciais em todas essas Unidades da Federação.

Somente na Bahia, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, resultando na apreensão de documentos e dispositivos eletrônicos que serão submetidos à análise para subsidiar o avanço das investigações.

Esquema usava falsas mensagens bancárias

As investigações revelaram que a organização criminosa operava com técnicas sofisticadas de engenharia social para comprometer contas bancárias de clientes em diversos estados.

O golpe começava com o envio de mensagens SMS falsas às vítimas. Os criminosos se passavam por representantes de instituições bancárias, comunicavam um suposto bloqueio da conta e disponibilizavam um link para regularização imediata.

Ao clicar, a vítima era direcionada a uma página fraudulenta que, segundo as investigações, permitia aos criminosos acessar a conta bancária e realizar transferências imediatas e não autorizadas por meio do sistema de pagamento instantâneo PIX. Os valores eram enviados para contas de passagem sob controle da organização.

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Estrutura de lavagem de dinheiro

Para dar aparência lícita ao produto dos crimes, o grupo operava um complexo esquema de lavagem de capitais estruturado em múltiplos níveis hierárquicos. Logo após as transferências fraudulentas, os recursos eram fragmentados e dispersados rapidamente por uma rede de contas de passagem operadas por laranjas e intermediários.

Segundo as investigações, o esquema também utilizava suporte logístico de integrantes do núcleo familiar dos líderes e de empresas de fachada. Por meio delas, os valores retornavam à organização com aparência de legalidade ou eram reinvestidos na própria estrutura criminosa.

A investigação prossegue para identificar e responsabilizar todos os integrantes da organização criminosa.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Luiz Marinho defende em SP redução de jornada para 40 horas semanais com dois dias de folga remunerados

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu nesta quinta-feira (14), em São Paulo, a aprovação da proposta que estabelece a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado. A declaração foi feita durante audiência pública da Comissão Especial da Câmara dos Deputados que debate, nos estados, a PEC 221/2019, voltada ao fim da escala 6×1 no Brasil. “É isso que a PEC precisa definir, o restante deve ser definido por negociação coletiva, na convenção coletiva de cada categoria. Essa discussão da regulamentação deve ser construída entre trabalhadores e empregadores, respeitando especificidades de cada setor”, defendeu Marinho.

Segundo o ministro, a mudança para a escala 5×2 vai gerar mais produtividade, redução do absenteísmo e melhora no ambiente de trabalho. “Já poderíamos estar trabalhando há muitos anos com jornada de 40 horas semanais. A maioria dos países já não utilizam mais a jornada de 44 horas”, afirmou.

Sobre a compensação pedida por algumas frentes do setor produtivo, que desejam desonerações para compensar a redução da jornada, o ministro ressaltou que isso não vai ocorrer. “O fim da escala 6×1 será compensada pelo ganho no ambiente do trabalho, pelo ganho de melhoria da qualidade e da produtividade. Ao reduzir a jornada, se elimina o absenteísmo, evita acidentes e doenças”.

As audiências nos estados da Comissão Especial que discute a PEC 221/2019 continuam por todo o mês de maio, com votação do relatório previsto para o dia 26 de maio.

Ao fim da audiência, o ministro prestigiou o encontro nacional da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), que acontece em São Paulo até o dia 16 de maio e reúne sindicalistas de todo o país para debater temas como negociação coletiva, os desafios dos sindicatos, o uso da inteligência artificial e a LGPD no movimento sindical, além da aplicação da norma da NR-1.

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Aos participantes, Luiz Marinho destacou a importância da pressão da classe trabalhadora para que medidas como a redução de jornada, fim da escala 6×1 e regulamentação de trabalhadores por aplicativos sejam aprovadas no Congresso Nacional.

“A classe trabalhadora passou por uma reforma trabalhista traumatizante nos governos anteriores e para aprovar mudanças que beneficiem a categoria agora, tem de pressionar o Parlamento, senão elas não saem. Foi assim para a inserção de quem ganha até R$ 5 mil reais por mês no imposto de renda, ganho real no salário mínimo e várias outras conquistas. Hà um clamor do povo trabalhador brasileiro, em especial das mulheres e da juventude, que quer ter mais tempo para a família, cuidar dos filhos. Muitas empresas estão com dificuldade de preencher as vagas quando se fala que a escala é 6×1″, defendeu. “Algumas empresas resolveram antecipar a redução, implantando a escala 5×2, e o resultado é que eles zeraram as faltas, melhoraram a produtividade, o qualidade do seu serviço. O Brasil pode e deve sim cuidar melhor da saúde mental e física dos seus trabalhadores”, complementou.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Operação Brasil Contra o Crime Organizado apreende mais de 2 toneladas de drogas

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Brasília, 15/5/2026 – A Operação Brasil Contra o Crime Organizado, coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi) e da Coordenação-Geral de Fronteiras e Amazônia (CGFron), apresenta resultados expressivos nos primeiros dias de atuação integrada no País. A ação começou em 11 de maio e segue até 8 de agosto, totalizando 90 dias de operações coordenadas entre forças estaduais e federais.

Entre 11 e 14 de maio, equipes do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), em Mato Grosso do Sul (MS), apreenderam mais de 2 toneladas de maconha durante ação em Sidrolândia (MS), além de recuperarem uma caminhonete furtada utilizada no transporte dos entorpecentes. A ocorrência gerou perdas estimadas em mais de R$ 4,2 milhões às organizações criminosas.

As operações envolveram ações terrestres, fluviais, ambientais e de inteligência em estados como Alagoas (AL), Amazonas (AM), Bahia (BA), Ceará (CE), Mato Grosso do Sul (MS), Pará (PA), Pernambuco (PE), Rio Grande do Norte (RN) e Sergipe (SE). Também foram realizadas fiscalizações ambientais, patrulhamento ostensivo, bloqueios viários e operações em áreas de fronteira e corredores logísticos estratégicos.

Foram apreendidos aproximadamente 2.192 kg de drogas, entre maconha, skunk, crack, cocaína, oxicodona e Ice, além de seis armas de fogo, 29 munições e diversos veículos. O impacto financeiro estimado ao crime organizado ultrapassa R$ 110,6 milhões.

Operação Brasil contra o crime organizado
Apreensão de 2 toneladas de drogas em operação contra o crime organizado.

No Amazonas, uma operação integrada realizada no Porto de Codajás (AM) resultou na apreensão de aproximadamente 30 kg de skunk e na prisão em flagrante de uma mulher de 26 anos por tráfico de drogas. Já na Bahia, uma operação interestadual de combate a fraudes eletrônicas e lavagem de capitais cumpriu mandados judiciais e determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 103 milhões em ativos financeiros ligados a uma organização criminosa.

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As ações também alcançaram crimes ambientais. No Ceará (CE) e no Rio Grande do Norte (RN), operações ambientais apreenderam aves silvestres mantidas ilegalmente em cativeiro, realizaram fiscalizações em áreas de extração mineral irregular e ações de repressão à caça ilegal.
Segundo a Senasp, a operação integra o programa Brasil Contra o Crime Organizado, iniciativa estruturante do Governo Federal voltada ao fortalecimento da integração entre União e estados no enfrentamento às facções criminosas, aos crimes transfronteiriços e à lavagem de dinheiro.

A atuação conjunta reforça o uso da inteligência integrada, da cooperação entre instituições e da presença operacional das forças de segurança pública em áreas estratégicas do território nacional.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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