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TECNOLOGIA

27º WRNP terá debates sobre soberania digital, IA, computação quântica e tecnologias climáticas

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A aplicação da inteligência artificial (IA) no clima, os desafios da computação quântica e a busca pela autonomia tecnológica do País serão os grandes destaques da 27ª edição do Workshop RNP (WRNP 2026). O evento ocorrerá de segunda-feira (25) a quarta-feira (27), na Praia do Forte (BA). Mesmo com as inscrições presenciais encerradas, o público de todo o País ainda poderá acompanhar as discussões on-line, em transmissão no YouTube.

O encontro é promovido pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) — organização social qualificada e mantida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em conjunto com outras pastas do Governo do Brasil.

Um dos pontos altos da programação será o debate direto sobre o futuro da infraestrutura tecnológica brasileira. O painel Soberania Digital: Ilusão Periférica ou Projeto Nacional?”, marcado para o dia 26, reunirá representantes do Governo do Brasil, da academia e do setor produtivo. Especialistas vão discutir a atual dependência nacional de grandes plataformas estrangeiras e a necessidade urgente de investimentos estratégicos em áreas vitais, como a produção de semicondutores e a estruturação de datacenters.

27º WRNP terá debates sobre soberania digital, IA, computação quântica e tecnologias climáticas
Acompanhe pelo Youtube da Rede RNP

Mais sobre a programação

Na área científica, o uso de tecnologias emergentes para a resolução de problemas críticos ganha protagonismo. O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Paulo Nobre vai demonstrar como a IA está transformando a modelagem climática e a nossa capacidade de prever cenários ambientais.

O evento também fará um mergulho na segurança digital avançada: o professor da Universidade de São Paulo (USP) Marcos Simplício apresentará os desafios de criptografia trazidos pela era pós-quântica. Complementando essa visão, Valéria Loureiro, do Campus Integrado de Manufatura e Tecnologia (Senai Cimatec), trará os mais recentes avanços aplicados em fotônica e comunicação.

Para conectar a produção acadêmica ao mercado global, Daniela Brauner, representante da rede acadêmica europeia GÉANT, trará reflexões sobre a inovação aberta e o ecossistema mundial de IA. Já Fabrício Campos, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), abordará o empreendedorismo gerado dentro das universidades e polos tecnológicos.

Inovação e trajetória

Promovido paralelamente ao 44º Simpósio Brasileiro de Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos (SBRC), o WRNP também abriga pelo segundo ano a Arena Startup. O espaço é dedicado a apresentar protótipos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e conectar pesquisadores a empresas do setor. Uma novidade tecnológica para os participantes desta edição é o lançamento de um aplicativo exclusivo, que permitirá personalizar a agenda e otimizar a experiência durante o evento.

Desde 1999, o WRNP consolida-se como um pilar de integração. A RNP, responsável pelo encontro, é a rede brasileira que fornece internet segura e de altíssima capacidade para cerca de 4 milhões de alunos, professores e pesquisadores. Por meio de cabos de fibra óptica terrestres e submarinos, a organização mantém o País conectado às principais redes de educação e pesquisa de todos os continentes.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Nota de Pesar

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) manifesta profundo pesar pelo falecimento do economista e ex-deputado estadual pernambucano Waldemar Borges, aos 67 anos, ocorrido neste sábado (4). Expressamos irrestrita solidariedade à ministra Luciana Santos, esposa de Borges, e aos três filhos do casal diante da perda familiar.

​Nascido no Recife em 1958, o parlamentar construiu uma trajetória no setor público local ao longo de quase 40 anos. Formado em economia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ele exerceu funções no legislativo e no executivo. Atuou como vereador na capital por quatro mandatos e como deputado na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) a partir de 2011.

​Sua experiência profissional incluiu passagens por secretarias de estado e a presidência da Empresa de Processamento de Dados do Recife (Emprel). Servidores e colaboradores do ministério e suas unidades vinculadas unem-se no luto e no respeito à memória do ex-parlamentar. O comunicado oficial divulgado pelos familiares ressalta que sua retidão permanece como “um farol para as próximas gerações”.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

MCTI e MTE lançam edital de R$ 100 milhões para inovação em economia solidária em todo País

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançaram, nesta sexta-feira (3), edital que destina R$ 100 milhões para projetos de inovação tecnológica para a economia solidária. Os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), serão destinados a incubadoras tecnológicas de cooperativas populares (ITCPs) vinculadas a universidades e institutos federais, no âmbito do Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares (Proninc). 

O edital prevê o financiamento de projetos com valores de R$ 1,5 milhão a R$ 3 milhões e duração de até dois anos. As propostas deverão contemplar ações de desenvolvimento e difusão de tecnologias sociais para apoiar empreendimentos econômicos solidários, incluindo atividades de assessoria técnica, formação e extensão universitária de desenvolvimento territorial. 

Os projetos selecionados serão executados por agências de inovação e incubadoras tecnológicas vinculadas a instituições de ensino superior e à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. 

Proninc reúne iniciativas de apoio às incubadoras tecnológicas de cooperativas populares, promovendo a integração entre instituições de ensino e pesquisa e empreendimentos da economia solidária. O programa contempla ações de desenvolvimento de tecnologias sociais e fortalecimento da capacidade técnica desses empreendimentos.  

A secretária de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes) do MCTI, Germana Pires Coriolano, ressaltou que o edital simboliza a retomada de políticas públicas voltadas à economia solidária e ao desenvolvimento inclusivo. “A ciência acontece quando a universidade trabalha ao lado de uma cooperativa para melhorar a produção, quando uma tecnologia social ajuda uma comunidade a gerar mais renda ou quando o conhecimento acadêmico encontra soluções para desafios concretos vividos pelas pessoas. É exatamente essa ciência, comprometida com o desenvolvimento dos territórios, que nós estamos fortalecendo hoje”, afirmou.  

Durante a cerimônia, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a economia solidária deve ser compreendida como estratégia permanente de desenvolvimento. “A retomada do programa priorizou a reconstrução da economia solidária enquanto estratégia de inclusão produtiva, sendo a inovação tecnológica uma ferramenta frente aos problemas reais de logística e infraestrutura dos trabalhadores pobres. E, ao mesmo tempo, integrando o conhecimento sistematizado das universidades com o conhecimento popular dos territórios, o MTE e o MCTI estão colocando a ciência e a tecnologia a serviço da inclusão produtiva”, frisou. 

O edital na Bahia aloca R$ 100 milhões para incubadoras populares do Estado via Universidade Federal da Bahia (UFBA) em tecnologias de inovação.  Desde 2013, o MCTI retomou as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social e ampliou os investimentos em ciência e tecnologia. Somente na Bahia, mais de R$ 1,3 bilhão foi investido de 2023 a 2025 para fortalecer pesquisa, inovação formação de recursos humanos e infraestrutura científica.  

Segundo a gerente do Departamento Regional Centro-Oeste da Finep, Julieta Palmeira, a financiadora fortalece a capacidade das universidades e institutos federais de transformar conhecimento científico em soluções voltadas às demandas da população, promovendo inclusão produtiva, desenvolvimento territorial e melhoria da qualidade de vida. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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