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Teleatendimento em saúde mental e novos métodos contraceptivos ampliam acesso à saúde das mulheres

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Celebrado nesta terça-feira (7), o Dia Mundial da Saúde destaca, no Brasil,  o avanço de políticas públicas voltadas à saúde das mulheres. No Sistema Único de Saúde (SUS), a ampliação do acesso a serviços, insumos e novas estratégias de cuidado reforça a prevenção, o atendimento integral e a garantia de direitos.

Entre as principais iniciativas estão a oferta gratuita de medicamentos e insumos por meio do Programa Farmácia Popular, no qual as mulheres representaram 62,06% do total de beneficiários em 2025; o fortalecimento do acompanhamento pré-natal na atenção básica, com 2,3 milhões de gestantes atendidas; e a ampliação das ações de prevenção e diagnóstico precoce de doenças, como o câncer, com a realização de 7,3 milhões de exames de colo do útero e 2,8 milhões de mamografias.

As políticas públicas também têm incorporado novas estratégias para garantir mais acesso, acolhimento e qualidade no atendimento, contribuindo para a melhoria das condições de saúde e bem-estar das mulheres em todo o país.

Teleatendimento em saúde mental para mulheres em situação de violência

O Governo Federal anunciou, em 11 de março de 2026, que o Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer teleatendimento em saúde mental para mulheres em situação de violência, com o objetivo de ampliar o acesso ao acolhimento psicológico de forma remota e integrada a outros serviços de proteção. 

A iniciativa, que faz parte do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, começará pelas capitais Recife e Rio de Janeiro com o atendimento on-line em saúde mental, e será expandida gradualmente para todo o país até junho de 2026, com previsão de até 4,7 milhões de atendimentos por ano. O serviço permitirá que as mulheres sejam atendidas à distância, por meio de encaminhamento na rede de saúde ou pelo aplicativo Meu SUS Digital,  fortalecendo o cuidado integral e humanizado às vítimas. 

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Programa Dignidade Menstrual

O Programa de Promoção e Proteção da Saúde e da Dignidade Menstrual é uma política pública do Governo Federal que busca garantir direitos básicos, reduzir desigualdades e enfrentar a pobreza menstrual no Brasil. A iniciativa prevê a oferta gratuita de absorventes higiênicos para pessoas em situação de vulnerabilidade social, especialmente estudantes da rede pública, pessoas em situação de rua e em privação de liberdade, por meio de unidades credenciadas do Programa Farmácia Popular.

Além da distribuição dos itens, o programa também promove ações de educação em saúde, com foco na conscientização sobre o ciclo menstrual, combate a estigmas e desinformação, e incentivo ao autocuidado. A proposta integra diferentes áreas do governo, como saúde, educação e assistência social, visando ampliar o acesso a condições dignas de higiene e contribuir para a permanência escolar, a saúde e a qualidade de vida dessas pessoas, até o momento, 463,9 mil pessoas cadastradas no CadÚnico já realizaram a retirada gratuita de absorventes.

Implanon no SUS

O Ministério da Saúde anunciou a oferta gratuita do implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel (Implanon) pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso a um dos métodos mais eficazes e de longa duração, com ação de até três anos. 

A medida busca fortalecer o planejamento reprodutivo e reduzir gestações não planejadas, especialmente entre mulheres em situação de vulnerabilidade. Para implementar a política, o governo já recebeu as primeiras mais de 100 mil unidades do dispositivo e iniciou a capacitação de profissionais de saúde para a inserção segura do implante. A previsão é distribuir cerca de 1,8 milhão de unidades até 2026, com investimento superior a R$200 milhões, ampliando o acesso a um método que pode custar até R$4 mil na rede privada.

Fonte: Ministério das Mulheres

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Ministério das Mulheres promove Seminário Nacional pelo Fortalecimento da Rede de Enfrentamento à Violência contra Meninas e Mulheres

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O fortalecimento da rede de enfrentamento à violência contra mulheres e meninas é o tema do Seminário Nacional promovido pelo Ministério das Mulheres, nesta terça-feira (14) e quarta-feira (15), no Senado Federal, em parceria com o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) e a Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher, em sua quinta reunião. 

O encontro reúne gestoras e gestores públicos das três esferas, parlamentares, integrantes do sistema de justiça, profissionais das áreas de saúde, assistência social, educação e segurança pública, além de organizações da sociedade civil, pesquisadores e conselheiros de direitos.

O objetivo é debater a qualificação de políticas públicas, ampliar a articulação institucional e enfrentar desigualdades estruturais que impactam a vida de milhões de brasileiras. Os debates foram mediados pela deputada Luizianne Lins (Rede/CE), presidenta da Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher.

Na abertura do encontro, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, ressaltou a retomada e o fortalecimento das políticas públicas, destacando a recriação de estruturas institucionais e a centralidade da agenda das mulheres.

“Nós tivemos um período em que nós adoecemos, nós ficamos arrasadas com o desmonte das políticas públicas, com o desfinanciamento, e foi muito importante quando, em 2023, foi criado o Ministério das Mulheres, assim como recriado o da Previdência, Trabalho, Igualdade Racial, Desenvolvimento Agrário, Direitos Humanos, Povos Indígenas,Cultura, Esporte”, afirmou, para acrescentar que “o Estado tem a obrigação de se estruturar para responder às demandas e às necessidades do país.”

Política pública contínua

Segundo Márcia Lopes, o enfrentamento à violência exige políticas contínuas, articuladas e baseadas na realidade dos territórios, considerando a diversidade das mulheres brasileiras. “Política pública só ganha resultado se ela for contínua, sistemática, tiver um processo de avaliação e de monitoramento”, disse.

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A ministra também destacou o processo de escuta social realizado por meio da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, que reuniu milhares de participantes em todo o país e resultou em mais de 5 mil propostas.

“Nós tivemos mais de 1.600 conferências municipais, tivemos quase mil conferências livres e já apresentamos mais de cinco mil propostas que vieram dessas conferências. São essas prioridades que darão subsídios para a construção do Plano Nacional de Política para as Mulheres”, anunciou.

Sistema Nacional de Políticas para as Mulheres 

Outro ponto central da fala da ministra foi a necessidade de estruturar um Sistema Nacional de Políticas para as Mulheres, capaz de garantir integração entre União, estados e municípios, além de ampliar e qualificar os serviços da rede de atendimento. “O que nós precisamos fazer, e essa é a função do Estado, é conhecer, validar e dar escala às experiências que dão resultado”, sublinhou.

Ligue 180

A transparência de dados e o fortalecimento de canais como o Ligue 180, além da ampliação de serviços como delegacias especializadas e da articulação com diferentes setores da sociedade. A ministra ressaltou a importância de que, para as mulheres se sentirem seguras ao fazerem as denúncias, é necessário ter uma equipe especializada de atendimento.

“A gente quer que cada vez mais as mulheres se sintam seguras, se sintam confiantes quando ligarem no Ligue 180”, acrescentou. 

Diálogo com os estados

Márcia Lopes lembrou que, diante das desigualdades territoriais, é necessário adotar estratégias regionais para garantir o acesso aos serviços, especialmente em municípios de pequeno porte.

“Tem cidades com 3 mil, 5 mil, 10 mil habitantes que, sozinhas, não conseguem estruturar toda a rede de atendimento. Por isso, estamos discutindo a criação de consórcios, numa perspectiva regionalizada, dialogando com governadores, governadoras e secretarias estaduais para fortalecer essas políticas”, informou.

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Sandrali Bueno reforçou a necessidade de compromisso efetivo dos entes federados com o enfrentamento à violência. 

“Queremos que em cada estado, em cada município, cada órgão de poder público seja agente de transformação na criação de um novo pacto civilizatório, onde todas as meninas e todas as mulheres sejam respeitadas”, disse, referindo-se à necessidade de todos os estados assumirem compromisso com o enfrentamento da violência contra as mulheres e o combate ao feminicídio.

Parceria internacional

A ministra anunciou, ainda, o avanço da cooperação internacional do Brasil na agenda de enfrentamento à violência contra as mulheres. Na sexta-feira (17/4), ela participará da 1ª Cúpula Brasil–Espanha, que marca um novo momento da parceria estratégica entre os dois países. Segundo ela, a iniciativa reforça o protagonismo do Brasil no cenário internacional e a troca de experiências para aprimorar políticas públicas de prevenção e proteção.

Linha de frente

Representando a sociedade civil, a vice-presidenta do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), Sandrali Bueno, apresentou os desafios estruturais no enfrentamento à violência de gênero, destacando o papel histórico dos movimentos feministas e a necessidade de implementação efetiva das políticas públicas.

“Estamos onde sempre estivemos, na linha de frente da luta por mais e melhores políticas públicas, que deem conta de um novo processo civilizatório”, disse.

Sandrali apontou que, apesar dos avanços legais, como a Lei Maria da Penha, ainda há falhas na implementação das políticas, com ausência de serviços e recursos em diversas regiões do país.

A vice-presidenta do CNDM também destacou o protagonismo das mulheres na construção democrática e fez um chamado direto aos gestores públicos.  “Somos nós que temos a expertise, a dor e o prazer de ser quem somos. Mulheres em suas mais diversas formas de ser e estar no mundo. E essa diversidade, essas ‘mulheridades’ são a base dos direitos conquistados, é a base da democracia”, sublinhou.  

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Mesa de abertura 

Também compuseram a mesa de abertura a juíza auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Suzana Massako, e a conselheira do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Débora Cristina Reis.

O Ministério das Mulheres contou ainda com as presenças da secretária-Executiva, Eutália Barbosa, das secretárias nacionais Estela Bezerra (Enfrentamento à Violência contra as Mulheres), Sandra Kennedy (Articulação Institucional, Ações Temáticas e Participação Política) e Joana Passos (Autonomia Econômica e Política de Cuidados), da secretária-executiva adjunta, Neuza Tito, da secretária-chefe da Assessoria Parlamentar (Aspar), Clara Lis e da secretária-executiva do CNDM, Marcilene Ferreira.

Sobre o evento

O seminário segue até quarta-feira (15/4), com mesas temáticas sobre estrutura da rede de atendimento, desafios emergentes como violência digital e política, e estratégias de prevenção e proteção. Ao final, será elaborado um caderno técnico com recomendações e encaminhamentos para subsidiar o aprimoramento das políticas públicas.

 

Fonte: Ministério das Mulheres

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12ª edição do Curso Plano de Gestão de Crise de Segurança nas Cidades aborda domínio de cidades e respostas de alto impacto

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Bacabal, 14/4/2026 – Começou, na segunda-feira (13), a 12ª edição do Curso Plano de Gestão de Crise de Segurança nas Cidades. A iniciativa é da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), e ocorre em Bacabal (MA).

O objetivo é capacitar profissionais do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) para atuar em situações de alta complexidade.

A programação inclui conteúdos voltados ao atendimento de múltiplas crises simultâneas, com foco em medidas preventivas e respostas imediatas que priorizem a preservação da vida e da ordem pública.

O enfrentamento ao crime organizado e a ataques a instituições financeiras também fazem parte da grade, que inclui disciplinas como domínio de cidades, preservação de local de crime, análise de risco, estudo de casos, legislação aplicada e exercícios práticos.

A ação educacional é realizada na modalidade presencial, com carga de 52 horas-aula, e reúne profissionais da segurança pública que buscam aprimorar conhecimentos sobre novas práticas criminais.

Atualização constante para respostas de alto impacto

Compreender fenômenos como o domínio de cidades é essencial para fortalecer a segurança pública em um cenário em constante transformação. Essa prática é caracterizada pela atuação coordenada de grupos criminosos que assumem o controle de territórios por meio de ações simultâneas e planejadas, desafiando os modelos tradicionais de enfrentamento ao crime.

A análise dessas dinâmicas permite que as instituições antecipem riscos, desenvolvam estratégias mais eficazes e aprimorem protocolos de prevenção e resposta rápida.

Além disso, o estudo dessa prática contribui para a formulação de políticas públicas mais integradas e baseadas em evidências, com articulação entre inteligência, tecnologia e atuação policial. Investir no monitoramento dessas modalidades criminosas é fundamental para proteger a população, preservar a ordem pública e garantir a atuação eficiente do Estado diante das ameaças contemporâneas.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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