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BRASIL

Silveira destaca papel da governança e reforça segurança energética em reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, cumpriu uma extensa agenda na cidade do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (8/4). Após participar do Painel sobre Óleo e Gás do Latam Energy, ele foi direto para a sede do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), onde presidiu a 317ª reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). Na ocasião, Silveira destacou o papel fundamental da governança do setor elétrico no acompanhamento das condições de suprimento de energia elétrica no país e a adoção de ações voltadas para a garantia do atendimento, a otimização da operação e a modicidade tarifária.

“O trabalho coordenado entre governo, órgãos técnicos e setor produtivo tem assegurado energia ao país com responsabilidade, previsibilidade e o menor impacto possível para a população. Seguiremos monitorando continuamente o sistema e fortalecendo essa integração que sustenta a confiabilidade do nosso setor elétrico e garante que o Brasil continue avançando com segurança, eficiência e foco no interesse da sociedade”, afirmou o ministro.

Como resultado desse esforço conjunto, o país apresenta um cenário sólido de segurança eletroenergética. Esse fortalecimento foi consolidado com a aprovação da Agenda Estratégica Eletroenergética 2026, em fevereiro, que reúne e organiza as principais ações preventivas de caráter interinstitucional voltadas à garantia do suprimento de energia ao longo do ano.

Durante a reunião, o Comitê destacou a expressiva recuperação dos níveis de armazenamento do Sistema Interligado Nacional (SIN) ao longo de fevereiro e março, que já atingem 70%. De acordo com o ONS, esse resultado foi influenciado pela atuação de um episódio da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) no início do mês de março. A formação abrangeu as regiões Sudeste, Nordeste e parte do Norte, além da passagem de frentes frias pelo litoral do Sudeste, o que favoreceu volumes de precipitação acima da média nas bacias dos rios Tietê, São Francisco e Madeira. Estima-se a manutenção do quadro hidrológico mais favorável entre abril e maio, com exceção da região Sul.

No atendimento de potência, especialmente em cenários de maior demanda e condições climáticas adversas, permanece a previsão de uso complementar de usinas termelétricas, em conjunto com a operação otimizada das hidrelétricas do rio São Francisco e a utilização estratégica do reservatório da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Em cumprimento à deliberação da 316ª reunião do CMSE e buscando reduzir a geração hidráulica na região Sul, foram realizados despachos termelétricos por garantia de suprimento energético (GE), que somaram 53 MWmed no subsistema Sul e 64 MWmed no subsistema Sudeste/Centro-Oeste ao longo de março. A medida também incluiu a elevação do limite de intercâmbio para o Sul e a importação de energia sem substituição, no montante de 89 MWmed, durante sete dias.

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Em relação aos possíveis impactos do conflito no Oriente Médio sobre a cadeia global de suprimento de combustíveis, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) destacou a necessidade de acompanhamento mais próximo por parte dos membros do CMSE, no âmbito de suas competências, quanto à disponibilidade de insumos para as usinas termelétricas do SIN.

O ministro Alexandre Silveira destacou que a atuação integrada e comprometida das instituições do setor é essencial para garantir o suprimento no país. “A segurança energética do Brasil exige instituições fortes, atuantes e plenamente comprometidas com suas responsabilidades. As agências reguladoras foram concebidas com papel central na garantia do suprimento e na implementação de políticas públicas estratégicas, e por isso sua presença ativa e integrada nas instâncias de decisão é indispensável”, afirmou.

Tendo em vista os potenciais impactos do conflito militar no Oriente Médio sobre a cadeia mundial de suprimento de combustíveis, o CMSE recomendou que a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a Agência Nacional de Petróleo (ANP) e as demais instituições, dentro de suas competências, acompanhem a disponibilidade de combustível para as usinas termelétricas do SIN.

Informações Técnicas:

Condições Hidrometeorológicas: em março, a precipitação foi superior à média mensal nas bacias dos rios Tietê, São Francisco e Madeira, enquanto nas demais bacias hidrográficas de interesse do SIN predominou totais inferiores à média, com destaque para as bacias da região Sul.

Em relação à Energia Natural Afluente (ENA), ainda durante março, foram observados valores abaixo da média histórica para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Norte, sendo 90%, 45% e 97% da Média de Longo Termo (MLT), respectivamente. Para a região Nordeste observou-se 105% da MLT. Em termos de SIN foi verificada ENA de 90% da MLT.

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Com relação à previsão meteorológica, o tema foi apresentado na reunião pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a convite do CMSE. Os destaques da previsão indicam, para o horizonte de duas semanas, chuva acima da média nas bacias do São Francisco e do Tocantins. Para a segunda quinzena do horizonte de previsão, que coincide com o final de abril e início de maio, há elevada incerteza em função de divergências entre previsões de diferentes centros internacionais (europeu versus americano). De toda forma, considerando o histórico, nessa segunda quinzena costuma chover pouco nas bacias do Paraná, Tocantins e São Francisco. As chuvas seguirão abaixo da média nas bacias da região Sul em todo o período.

Energia Armazenada: ao final de março, foram verificados armazenamentos equivalentes de 65%, 32%, 90% e 44% nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente. No SIN, o armazenamento foi de aproximadamente 69%.

Previsão Hidroenergética para Abril/2026:

Subsistema

ENA (% MLT)
Cenário Superior

ENA (% MLT)
Cenário Inferior

EARmáx (%)
Cenário Superior

EARmáx (%) Cenário Inferior

Sudeste/Centro-Oeste

75%

70%

66,0%

65,0%

Sul

75%

22%

32,6%

22,4%

Nordeste

67%

60%

92,3%

90,5%

Norte

91%

78%

97,0%

97,6%

SIN (total)

79%

68%

(3º menor em 96 anos)

70,0%

68,3%

Expansão da Geração e Transmissão: A expansão verificada em março de 2026 foi de 1.140 MW de capacidade instalada de geração centralizada de energia elétrica, 374 km de linhas de transmissão e 1.491 MVA de capacidade de transformação. Foi destacada a entrada em operação de 350 MW das UFVs Barro Alto I a VII (GO), de 200 MW das UFVs Arapuá 1 a 4 (CE), de 200 MW das UFVs Fótons de Santa Larissa 1 a 4 (BA), de 123 MW das UFVs Sol do Agreste I a VI (PE), e de 12,6 MW da UTE CEPA (PA – SISOL). Para a transmissão, destaca-se a entrada em operação comercial da linha de transmissão LT 525 kV Areia / Joinville Sul C-1 PR/SC, com 292 km.

Comercialização: No âmbito do monitoramento da comercialização, a Câmara de Comercialização de Energia (CCEE) apresentou os resultados da liquidação financeira do Mercado de Curto Prazo (MCP), referente à contabilização de fevereiro de 2026. O montante totalizou R$ 4,85 bilhões, dos quais R$ 4,49 bilhões (92,76%) foram liquidados, com R$ 609,12 milhões (13,55% do liquidado) creditados à Conta de Energia de Reserva – CONER, enquanto R$ 351,08 milhões (7,24%) permaneceram inadimplidos.

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Exportação: Considerando os meses de fevereiro a março de 2026, não houve exportação de energia proveniente de usinas hidrelétricas. Quanto à exportação termelétrica, em fevereiro de 2026 registraram-se 171 MWmédios (115 GWh), destinados integralmente à Argentina. Em março de 2026, o montante foi de 12 MWmédios (9 GWh), igualmente direcionados àquele país.

COP15: Com atuação do Núcleo de Segurança das Infraestruturas Críticas (SIC), sob coordenação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR), foram realizadas ações preventivas com concessionários do setor elétrico que atuam em Campo Grande/MS, local onde ocorreu a 15ª Conferência da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), de 23 a 29 de março, de modo que fossem mapeadas as infraestruturas críticas e  tomadas providências necessárias para manter a segurança e a confiabilidade do suprimento eletroenergético durante o evento. Houve monitoramento especial do ONS e não foram registradas ocorrências nessa área.

Desativação de Usinas Termelétricas: Continuando com as ações relativas ao processo de desativação das usinas termelétricas sob responsabilidade da distribuidora de Roraima, autorizado pelo CMSE em 14 de janeiro de 2026, foram concluídos e aprovados os testes de autorrestabelecimento no sistema elétrico de Roraima, possibilitando, assim, o início do uso do estoque de combustível da UTE Monte Cristo I (83 MW), com previsão de conclusão em abril de 2026, para sua posterior desativação.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (08/04) serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes e divulgada conforme o regimento.

*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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Classificação indicativa: principais mudanças no primeiro mês do ECA Digital

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Brasília, 28/4/26 – O primeiro mês de vigência do ECA Digital foi marcado por mudanças na classificação indicativa de plataformas, jogos eletrônicos e programas de televisão. Desde a entrada em vigor do novo eixo de interatividade, previsto na Portaria MJSP nº 1.048/2025 e no Decreto nº 12.880/2026, que regulamenta a Lei nº 15.211/2025, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria de Direitos Digitais (Sedigi), publicou decisões que elevaram a classificação indicativa de 16 redes sociais e reclassificaram jogos amplamente utilizados por crianças e adolescentes, como RobloxFortnite, Free Fire e Minecraft. 

O objetivo é reforçar o monitoramento de riscos no ambiente digital e estimular que produtos e serviços digitais adotem soluções tecnológicas que os tornem mais seguros para crianças e adolescentes. 

Redes sociais: faixas etárias revisadas 

Diversos países vêm discutindo o banimento de redes sociais antes dos 15 ou 16 anos, a exemplo de França, Espanha, Dinamarca, Noruega, Malásia, Grécia e Indonésia. O ECA Digital não proíbe o acesso a redes sociais antes dessa idade, mas, pelos parâmetros fixados pela Portaria MJSP nº 1.048/2025, os elementos de interatividade presentes na maioria das redes sociais levam à classificação indicativa de 16 anos. Em vários casos, a faixa atribuída foi superior à indicada pelas plataformas. 

Aplicativos como Kwai, TikTok, LinkedIn, Pinterest e Snapchat, que indicavam classificação entre 12 e 14 anos, receberam recomendação de não uso para menores de 16 anos. O WhatsApp e o Messenger, que indicavam 12 anos, foram classificados como não recomendados para menores de 14 anos. O Quora, que também indicava 12 anos, recebeu a classificação mais restritiva: não recomendado para menores de 18 anos.

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Rede Social    |    Pretendida    |     Atribuída 

Kwai                         14 anos                16 anos 

TikTok                      14 anos                16 anos 

Instagram                16 anos                16 anos 

LinkedIn                  12 anos                16 anos 

WhatsApp               12 anos                14 anos 

X (Twitter)                18 anos                18 anos 

Pinterest                 12 anos                16 anos 

Messenger              12 anos               14 anos

Threads                  16 anos                16 anos 

Reddit                     18 anos                18 anos 

Discord                   18 anos                18 anos 

Poosting                 18 anos                18 anos 

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Twitch                     18 anos                18 anos 

Snapchat                12 anos                16 anos 

Bluesky                   18 anos                18 anos 

Quora                      12 anos                18 anos 

Os critérios considerados incluem não só conteúdos de teor sexual, drogas, linguagem imprópria e violência, mas também elementos de interatividade, como recomendação algorítmica, interação entre usuários e adultos desconhecidos, publicidade e possibilidade de compras on-line. 

Jogos eletrônicos: revisão de classificação 

A nova legislação também impactou o mercado de jogos eletrônicos. O MJSP revisou a classificação de títulos amplamente consumidos pelo público jovem, como Fortnite e Minecraft, com base nos critérios adotados. 

Decisões da Coordenação-Geral de Classificação Indicativa elevaram para não recomendados para menores de 18 anos (NR18) jogos como NBA 2K26, WWE 2K26 e EA Sports FC 26, devido à presença de loot boxes — mecanismos de recompensa baseados em sorteio aleatório, vedados para esse público pelo ECA Digital. 

Estudos científicos têm demonstrado que o acesso a caixas de recompensa na infância e na adolescência é fator de risco para comportamentos de jogo compulsivo na idade adulta. 

Os jogos RobloxFortnite e Free Fire foram classificados como não recomendados para menores de 16 anos (NR16), por apresentarem mecanismos de engajamento contínuo e sistemas de recomendação algorítmica. Já MLB The Show 25 e MLB The Show 26 receberam a classificação não recomendada para menores de 14 anos (NR14), em razão da presença de compras nos jogos. O Minecraft também teve a classificação (livre) alterada, passando a ser não recomendado para menores de 14 anos.  

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O secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, destacou que a mera existência de controles parentais não altera a classificação: 

“Esses mecanismos fortalecem a proteção, mas não transformam conteúdo proibido em conteúdo classificável para faixas etárias inferiores. A interdição é determinada por lei, e a classificação indicativa apenas a reconhece formalmente. 

Conteúdo de apostas motiva reclassificação 

No mesmo período, o MJSP publicou a Portaria CGPCIND/DSPRAD/SEDIGI nº 730, de 10 de abril de 2026, que classificou o Big Brother Brasil 26 como não recomendado para menores de 16 anos (NR16), com exibição permitida apenas a partir das 22h na TV aberta. 

A elevação da faixa etária está relacionada à presença de conteúdo e publicidade explícita de apostas nas dinâmicas do programa, que passaram a estruturar provas e partes dos episódios. Embora o programa já tenha finalizado, o critério serve de referência para futuras análises de conteúdos de TV aberta. 

Segundo análise técnica da Coordenação-Geral de Políticas de Classificação Indicativa (CGPCIND), o formato associa apostas à diversão e à competição, o que pode facilitar o acesso e naturalizar jogos de azar. 

 

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Promulgação do Acordo Provisório de Comércio entre o MERCOSUL e a União Europeia – Nota Conjunta MRE/MDIC/MAPA

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O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou hoje (28/04) o Decreto que incorpora o Acordo Provisório de Comércio entre o MERCOSUL e a União Europeia ao ordenamento jurídico brasileiro.

Fruto de mais de 25 anos de negociações, o Acordo é um marco histórico para os dois blocos, que estabelecem, a partir do início de sua aplicação provisória, em 1º de maio, uma das maiores áreas de livre comércio do planeta, composta por 31 países, 720 milhões de pessoas e um PIB combinado que ultrapassa os US$ 22 trilhões.

A ágil promulgação do Acordo MERCOSUL-UE reflete a prioridade dada ao tema pelo Presidente Lula desde o início de seu terceiro mandato. O Acordo beneficiará toda a sociedade brasileira, ao contribuir para a expansão das nossas parcerias globais, o aumento e a diversificação das nossas exportações, a redução de custos para produtores e consumidores e a geração de renda e de novas oportunidades para trabalhadores e empresas.

Acesse o factsheet sobre o Acordo.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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