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Referencial Técnico de Integridade para Municípios passa a integrar kit de atuação do Ministério Público

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O Referencial Técnico para Implantação de Programas de Integridade nos Municípios, desenvolvido pela Rede de Controle da Gestão Pública de Mato Grosso, passou a integrar o kit de atuação “Cultura da Integridade”, utilizado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) para orientar promotores de justiça na implementação e no acompanhamento de programas de integridade nas administrações municipais.

A incorporação do material foi apresentada durante a reunião ordinária da Rede de Controle da Gestão Pública de Mato Grosso, realizada nesta terça-feira (28.04), na sede da Controladoria Geral do Estado (CGE-MT), instituição responsável pela coordenação da rede.

Durante o encontro, o promotor de Justiça Gustavo Dantas Ferraz, coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa do MPMT, destacou que a adoção de um referencial técnico comum contribui para qualificar as recomendações feitas aos gestores municipais, tornando o processo mais objetivo, técnico e alinhado entre as instituições de controle.

O referencial foi estruturado como um guia prático e progressivo para auxiliar prefeituras e câmaras municipais na implementação de mecanismos de prevenção, detecção e resposta a irregularidades, respeitando a realidade administrativa, técnica e orçamentária de cada ente público.

O superintendente de Promoção da Integridade da CGE-MT, Christian Pizzatto de Moura, apresentou as ações de disseminação do documento, que já ganhou projeção nacional após ser apresentado este mês em agenda da Controladoria-Geral da União (CGU) e em encontro nacional das Redes de Controle, consolidando-se como referência para outros estados.

Além da atualização do kit de integridade, os integrantes discutiram o fortalecimento das ações educacionais do programa Estudante: Cidadão do Futuro, com a previsão de visitas institucionais de promotoeres de justiça às escolas para dialogar com estudantes sobre cidadania, voto consciente e funcionamento do processo democrático.

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Na abertura da reunião, o secretário Controlador-geral do Estado, Paulo Farias, destacou a importância do planejamento antecipado das pautas, da organização da memória institucional da Rede e da preparação do processo de transição da coordenação, garantindo continuidade e transparência às ações integradas.

Também foram definidos o calendário bimestral de reuniões e o compartilhamento de sistemas entre os órgãos integrantes como prioridade para junho.

A Rede de Controle da Gestão Pública de Mato Grosso é formada por 22 instituições: Controladoria Geral do Estado (CGE-MT), Advocacia-Geral da União (AGU), Associação dos Auditores da Controladoria-Geral do Estado (ASSAE), Associação dos Auditores e Controladores Internos dos Municípios (AUDICOM), Associação dos Auditores Públicos Externos do Tribunal de Contas do Estado (AUDIPE), Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM), Caixa Econômica Federal (CEF), Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Mato Grosso (CAU-MT), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (CREA-MT), Controladoria-Geral da União (CGU), Controladoria-Geral do Município de Cuiabá (CGM-Cuiabá), Ministério Público de Contas (MPC), Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE), Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal (PF), Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Procuradoria-Geral do Município de Cuiabá (PGM-Cuiabá), Receita Federal do Brasil (RFB), Tribunal de Contas da União (TCU), Tribunal de Contas do Estado (TCE), Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Fonte: Governo MT – MT

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Desembargador recebe alunos de Cáceres e inspira futuros profissionais do Direito

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Um encontro marcado por identificação e incentivo à carreira jurídica. Assim foi a visita dos 47 acadêmicos de Direito da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), campus Cáceres, ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), nesta quarta-feira (29). O grupo foi recebido pelo desembargador Jones Gattass Dias, também natural de Cáceres, que compartilhou sua trajetória e experiências na magistratura.

“Somos conterrâneos. Sinto-me muito em casa e espero que vocês também sejam muito bem recebidos aqui”, afirmou o magistrado ao dar as boas-vindas. Durante a conversa no Espaço Memória, ele relembrou o início da sua formação e destacou os desafios da carreira. “Eu não sabia o que queria, mas sabia o que não queria. Fui eliminando as áreas até me identificar com o Direito”, contou. Ao final, deixou uma mensagem direta aos estudantes: “Não desistam dos seus sonhos. A magistratura precisa de bons nomes”.

Prática aproxima estudantes do Judiciário

A visita integrou o projeto Nosso Judiciário, que proporciona aos acadêmicos a oportunidade de acompanhar sessões de julgamento, conhecer a estrutura do Tribunal e dialogar com magistrados. Para o desembargador, esse contato direto com a prática é essencial na formação. “O julgamento, o voto do relator, o magistrado que acompanha ou diverge, isso é uma riqueza para quem está estudando. A pessoa sai daqui sabendo se vai gostar ou não de fazer isso”, destacou.

Um dos responsáveis por trazer os alunos ao Tribunal, o professor e advogado Hamilton Lobo Mendes Filho ressaltou a importância da experiência. “Aqui, conseguimos dar esse choque de realidade. Como somos do interior, muitos alunos não conseguem visualizar essa estrutura. A visita amplia horizontes e mostra que este pode ser um caminho profissional possível”, afirmou. Ele também agradeceu a parceria com o Judiciário. “Assistir à dinâmica de um julgamento não é simples, nem acessível a todos. Essa parceria vai continuar, todo semestre estaremos aqui”.

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Experiência reforça escolhas

Entre os acadêmicos, a vivência no TJMT foi apontada como decisiva para a construção da carreira. A estudante do 9º semestre Larissa Yung destacou o impacto do contato com a prática jurídica. “Durante o curso, ficamos muito na teoria. Aqui, conseguimos ver o Direito acontecendo de verdade. Estar no plenário foi uma experiência muito significativa e despertou ainda mais o meu interesse”, relatou.

O estudante Kauan Fares Garcia também avaliou a visita como fundamental. “Pudemos observar como funciona o Poder Judiciário e presenciar o que provavelmente será nossa vida futura. A sustentação oral dos advogados foi o que mais me chamou atenção”, disse. Para ele, a experiência ajudou a concretizar o interesse tanto pela advocacia, quanto pela carreira pública.

O projeto Nosso Judiciário segue aberto a instituições de ensino interessadas em conhecer o funcionamento do Tribunal. Durante as visitas, os participantes também recebem o Glossário Jurídico, produzido pelo TJMT, como forma de apoio ao aprendizado.

Para agendar uma visita ao Palácio da Justiça de Mato Grosso ou a instituições de ensino, basta telefonar para (65) 3617-3032/3516.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MATO GROSSO

Justiça determina adequações em Casa Lar a pedido do MPMT

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Comodoro (a 644 km de Cuiabá) obteve, nesta quarta-feira (29), duas decisões favoráveis na Justiça que determinam ao Município a adoção de medidas voltadas à adequação estrutural, logística e administrativa da Casa Lar da Criança Recanto Feliz, unidade de acolhimento institucional de crianças e adolescentes. As decisões são resultado de duas Ações Civis Públicas ajuizadas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), após inspeção realizada em março deste ano, que identificou diversas irregularidades capazes de comprometer o atendimento integral e a proteção dos acolhidos.
Entre os problemas constatados estão a falta de acessibilidade arquitetônica, a inadequação dos espaços físicos destinados ao atendimento técnico, a ausência de equipe técnica exclusiva, além da insuficiência de veículos para o transporte das crianças e adolescentes. Também foi verificado que o Projeto Político-Pedagógico e o Regimento Interno da instituição encontram-se desatualizados, em desacordo com as normas do Sistema Único de Assistência Social (Suas).
As decisões judiciais determinam que o Município adote uma série de providências para sanar as irregularidades apontadas, entre elas apresentar, no prazo de 10 dias, um plano de adequação estrutural; iniciar as obras necessárias em até 30 dias; disponibilizar veículo adicional para atendimento da unidade em 15 dias; e comprovar periodicamente o cumprimento das medidas impostas.
Também foi determinado que o Município implante equipe técnica mínima exclusiva, composta por um assistente social e um psicólogo, no prazo de 10 dias; comprove o atendimento técnico contínuo e a elaboração dos Planos Individuais de Atendimento (PIA) em até 15 dias; adeque integralmente o quadro de pessoal, incluindo cuidadores e coordenação; atualize o Projeto Político-Pedagógico e o Regimento Interno no prazo de 60 dias; e implante programa de capacitação continuada dos profissionais em até 90 dias.
Em caso de descumprimento das determinações, a Justiça fixou multa diária de R$ 5 mil, limitada ao montante de R$ 100 mil, em cada uma das ações.
Nas ações, o MPMT destacou que a situação viola dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e compromete o princípio da prioridade absoluta assegurado às crianças e adolescentes pela Constituição Federal.
Segundo o promotor de Justiça Carlos Rubens de Freitas Oliveira Filho, cabe ao Município garantir condições adequadas de funcionamento da unidade. “Incumbe ao Município de Comodoro promover a adequação da estrutura física da Casa Lar da Criança Recanto Feliz, em sentido amplo, assegurando condições de acessibilidade, organização adequada dos espaços e suporte estrutural compatível com as diretrizes normativas, de modo a garantir atendimento digno, integral e inclusivo às crianças e adolescentes acolhidos”, afirmou.
O promotor acrescentou ainda que “a deficiência estrutural da unidade de acolhimento institucional, especialmente no que se refere à ausência de equipe técnica suficiente e qualificada, configura violação a direitos fundamentais de natureza coletiva, atingindo grupo determinado de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, o que justifica a atuação do Ministério Público na defesa de interesses coletivos e individuais indisponíveis”.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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