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SAÚDE

Em Juiz de Fora (MG), ministro da Saúde visita instituições filantrópicas que ampliam oferta de atendimento especializado para pacientes do SUS

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou nesta sexta-feira (17), em Juiz de Fora (MG), instituições filantrópicas que ampliam a oferta de atendimento para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). No Instituto Brasileiro de Gestão da Saúde (IBG), foi formalizado um crédito de R$ 2,3 milhões do programa Agora Tem Especialistas para a realização de 596 cirurgias cardíacas. A agenda também incluiu o Hospital Evandro Ribeiro, participante da mesma modalidade.

Padilha também esteve na Santa Casa de Juiz de Fora (MG), instituição com o maior número de transplantes realizados em Minas Gerais e a quinta que mais registrou os procedimentos no país. A unidade também se destaca na tecnologia ao contar com sistema robótico para cirurgias. Já os atendimentos contemplam as áreas de cardiologia, neurologia e neurocirurgia, traumato-ortopedia, terapia intensiva, atenção materno-infantil, atendimento a pessoas queimadas.

Visitamos três grandes unidades de saúde em Juiz de Fora, que têm um papel importante para o SUS e para o avanço dos atendimentos. Estamos ampliando o número de procedimentos e incorporando novas tecnologias, como a cirurgia robótica, para oferecer tratamentos cada vez mais modernos e qualificados à população”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Hospitais privados abrem as portas para pacientes do SUS

A oferta aprovada para o IBG, que contempla 596 procedimentos por ano, prevê cirurgias cardiovasculares e oncológicas, como revascularização miocárdica, angioplastia, mastectomia simples e colectomia total. Pelo componente de créditos financeiros do Agora Tem Especialistas, atendimentos como esses, realizados para pacientes do SUS, geram recursos que podem ser utilizados pelas instituições para o abatimento de impostos federais.

No município mineiro, outras duas instituições já possuem R$ 5,9 milhões em contratos firmados para atender gratuitamente pacientes do SUS. O Hospital Evandro Ribeiro tem R$ 1,14 milhão contratado para a realização de 528 cirurgias por ano em oftalmologia e otorrinolaringologia. Já a Ascomcer – Instituto de Saúde possui outros R$ 2,24 milhões contratados para tratamentos oncológicos. Em Minas Gerais, o Agora Tem Especialistas já soma R$ 124,7 milhões em créditos financeiros contratados, o maior volume do país.

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Assistência de média e alta complexidade

Ao visitar o Hospital Evandro Ribeiro, o ministro da Saúde acompanhou serviços média e alta complexidade. Entre 2023 e 2026, o hospital registrou 278.847 procedimentos ambulatoriais. A população local também conta com cirurgias pelo Programa Mais Acesso a Especialistas (PMAE) e transplantes de córnea e esclera.  A unidade trabalha ainda com atenção especializada às pessoas com deficiência auditiva, com oferta de reabilitação.   

Já no Instituto Brasileiro de Gestão da Saúde, o cuidado inclui, além da área cardiovascular, oncologia, com tratamentos de hematologia e radioterapia. Neurologia, traumo-ortepida, retirada de órgãos e tecidos também são disponibilizados no local. Dos 90 leitos da instituição, 71% são destinados ao SUS, incluindo internações de UTI.

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Foto: Rafael Nascimento/MS

Santa Casa de Juíz de Fora: referência em transplantes e alta tecnologia

De 2023 a 2026, a Santa Casa de Juíz de Fora realizou 885 transplantes de pâncreas, rins e córneas. A instituição é a que mais registrou procedimentos em MG, seguida pelo Hospital Felicio Rocho, em Belo Horizonte, com realização de 483 transplantes no mesmo período. Na Santa Casa, há laboratório de histocompatibilidade e imunogenética e habilitação para cadastro de doadores voluntários de medula óssea e outros precursores hematopoéticos. 

A Santa Casa de Juiz de Fora também possui um Centro de Cirurgias Robóticas, que conta com o CUVIS-Joint, sistema utilizado em cirurgias de artroplastia do joelho. O equipamento é o primeiro de sua categoria com operação 100% autônoma na América Latina. A tecnologia utiliza tomografia para planejar a cirurgia de forma individualizada. Durante o procedimento, o braço robótico realiza os cortes ósseos definidos pelo cirurgião, que permanece responsável pela operação e pela implantação da prótese.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Carretas do Agora Tem Especialistas ultrapassam 1 milhão de procedimentos no SUS

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Mais de 1 milhão de procedimentos foram realizados pelas carretas do Agora Tem Especialistas em todo o país. As 120 unidades móveis em funcionamento atenderam 393,7 mil pessoas em 4.290 municípios, com consultas, exames e cirurgias especializadas. Neste sábado (19), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou duas novas carretas instaladas em Osasco (SP), uma voltada à saúde da mulher e outra à oftalmologia. A previsão é chegar a 150 unidades até o fim do ano, ampliando a cobertura nacional.

“Quando levamos uma carreta para uma cidade, estamos levando o atendimento para mais perto de quem precisa e enfrentando diretamente a espera por consultas, exames e cirurgias. É o SUS indo até a população. Já são mais de 1 milhão de procedimentos realizados e filas inteiras que deixaram de existir em várias cidades. É isso que queremos ampliar cada vez mais com o Agora Tem Especialistas: fazer com que as pessoas esperem menos e tenham acesso mais rápido ao diagnóstico e ao tratamento”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

As unidades no Brasil estão distribuídas entre 63 carretas de saúde da mulher, 42 de exames de imagem e 15 de oftalmologia. Outras 12 carretas começam a atender pacientes do SUS nesta semana, em oito estados. Além de Osasco, que recebeu duas novas unidades, as carretas chegam a Autazes (AM), Aracati (CE), Senador Canedo (GO), Alta Floresta e Sinop (MT), Niterói e Magé (RJ), João Câmara (RN), Guajará-Mirim (RO), Batatais e Andradina (SP).

A estratégia permitiu encerrar a demanda represada por 170 procedimentos em 88 municípios de 22 estados. Por meio das carretas, os pacientes podem realizar consultas e exames necessários para a investigação e o acompanhamento de doenças. Entre os procedimentos realizados estão mais de 110 mil tomografias e 80 mil cirurgias de catarata nas unidades de oftalmologia.

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Na área de saúde da mulher, as unidades oferecem mamografias, ultrassonografias e outros procedimentos para investigação de alterações relacionadas aos cânceres de mama e do colo do útero.

Os atendimentos são gratuitos e destinados a pacientes do SUS encaminhados e agendados pela rede pública de saúde. As unidades podem ser direcionadas para municípios e regiões com maior demanda por serviços especializados. 

Atendimentos em São Paulo

Desde o início da estratégia, em São Paulo, as carretas atenderam 32,5 mil pessoas e realizaram mais de 71,8 mil procedimentos. Até agora, 40 unidades móveis passaram por 38 municípios paulistas. As carretas de saúde da mulher concentram a maior parte dos atendimentos, com 14,7 mil pacientes e 32,3 mil procedimentos realizados.

Atualmente, dez estão em funcionamento no estado. Além das duas instaladas em Osasco, há unidades de saúde da mulher em Batatais, Itu, Andradina, Franca e Guaratinguetá. Jundiaí, Sumaré e Jacareí contam com carretas de exames de imagem.

Demanda atendida em cinco municípios

Em cinco municípios paulistas, as unidades móveis atenderam demandas represadas de procedimentos específicos. Em Ribeirão Preto, a fila para cirurgias de catarata foi encerrada. Em Matão e Borborema, foram atendidas pacientes que aguardavam ultrassonografias de mama. Em Atibaia, a demanda por tomografias foi atendida e, em Piracicaba, também foi encerrada a espera por tomografias de abdômen. 

A oferta de atendimento especializado ocorre paralelamente ao crescimento das cirurgias eletivas realizadas pelo SUS. Em São Paulo, foram realizados 1,46 milhão de procedimentos entre janeiro e junho de 2026, 4% a mais que no mesmo período de 2025. 

No país, foram realizadas 7,55 milhões de cirurgias eletivas nos seis primeiros meses de 2026, crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2025, foram 14,9 milhões de cirurgias eletivas. Para 2026, a projeção do Ministério da Saúde é superar 15 milhões de procedimentos. 

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Gabriel Lisita
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde debate avaliação de tecnologias em saúde para doenças ultrarraras em evento internacional

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O Ministério da Saúde participou, nos dias 16 e 17 de setembro, do II Workshop Internacional de Avaliação de Tecnologias em Saúde para Doenças Ultrarraras, no Rio de Janeiro.  Com o tema “Evidências que conectam ciência, avaliação e decisão em saúde”, o encontro reuniu especialistas nacionais e internacionais para discutir desafios metodológicos e novas perspectivas em Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) aplicadas às doenças ultrarraras. 

A pasta foi representada pela diretora do Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), Luciene Bonan. “Nas doenças ultrarraras, os desafios para produzir e interpretar evidências são ainda maiores, e isso exige que a avaliação de tecnologias em saúde avance também do ponto de vista metodológico”, destacou a diretora. 

O evento foi promovido pelo Instituto Nacional de Cardiologia (INC) e pela Fundação Pró-Coração (Fundacor), com cooperação do Ministério, da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e da Universidade de York. 

Um dos destaques do evento foi a participação do professor Michael Drummond, referência internacional em Economia da Saúde e ATS da Universidade de York, no Reino Unido. 

Transmitida ao vivo com tradução simultânea, a programação contou com um curso introdutório de estimativa de custos em relatórios de ATS para o Sistema Único de Saúde (SUS), painéis internacionais e mesas-redondas de temas como equidade e acessibilidade financeira. 

Também foram apresentados trabalhos do Projeto York, programa de cooperação científica e metodológica firmado a partir de um memorando de entendimento entre o Ministério da Saúde e a Universidade de York. 

Além de ampliar o intercâmbio entre os centros de pesquisa brasileiros e a universidade britânica, a parceria tem o objetivo de fortalecer a cooperação científica no desenvolvimento de pesquisas nas áreas de avaliação de tecnologias em saúde, considerando limiares de custo-efetividade alternativos, fatores de equidade e métodos para a avaliação de impacto de políticas de saúde. 

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Como explicou Luciene Bonan, a iniciativa também visa otimizar o processo de incorporação de tecnologias em saúde ao SUS, discutindo parâmetros econômicos e metodologias específicas para a avaliação de evidências no contexto das doenças ultrarraras. 

“O trabalho desenvolvido em parceria com a Universidade de York contribui justamente para qualificar esse debate e oferecer ao Ministério da Saúde instrumentos mais adequados para apoiar decisões baseadas em evidências, considerando as particularidades dessas tecnologias e o contexto do SUS” pontuou. 

As pesquisas deverão subsidiar a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) durante as etapas de deliberação dos medicamentos e procedimentos que serão oferecidos pela rede pública de saúde. 

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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