A Polícia Militar de Mato Grosso aumentou o número de registros de ocorrências, prisões e apreensões de armas nos Batalhões e unidades pertencentes ao 1º Comando Regional, no primeiro quadrimestre de 2026. A unidade regional abrange a capital Cuiabá e mais seis municípios. No período, também foi registrada a redução de crimes de roubo no 1º CR.
Entre os meses de janeiro e abril, o 1º CR registrou redução de 19% nos crimes de roubo em comparação à 2025, reduzindo de 506 ocorrências para 411. Os dados refletem as ocorrências registradas em Cuiabá, Chapada dos Guimarães, Santo Antônio do Leverger, Barão de Melgaço, Planalto da Serra, Acorizal e Nova Brasilândia.
No período, 383 ordens de operações de fiscalizações, bloqueios policiais, patrulhamento e reforço operacional foram executadas, resultando no aumento de 17% nos boletins de ocorrência confeccionados, de 1.826 para 2.130 registros; e no aumento de 103% na confecção de Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO), passando de 409 para 831 procedimentos.
A regional também registrou o crescimento de 14% nas ocorrências de tráfico em relação ao ano anterior, saltando de 221 para 251 registros. Também houve o crescimento de 24% nas apreensões de armas de fogo, aumento de 33 para 41 armas; e aumento de 39% na localização e recuperação de carros e/ou motocicletas, de 71 para 99 veículos encontrados.
Batalhões de Cuiabá
Em Cuiabá, os batalhões de todas as regiões da Capital apresentaram números expressivos de aumento de produtividade. O 3º Batalhão de PM, que atende a área dos bairros da Grande CPA e Morada da Serra, apreendeu duas armas no primeiro quadrimestre de 2025 e subiu para nove armas apreendidas em 2026. A unidade também obteve aumento de 165% na recuperação de veículos, saindo de 17 para 45 localizações.
Já o 10º BPM, responsável pelas áreas dos bairros Verdão, Santa Rosa, Coophamil e distrito da Guia, apresentou aumento de 262% nas conduções de pessoas foragidas da Justiça, com 13 prisões no primeiro quadrimestre de 2025, chegando a 47 prisões neste ano.
O 24º Batalhão, que faz o policiamento da região do Osmar Cabral, Distrito Industrial e Pedra 90, também apresentou aumento nas prisões de suspeitos, com 129% de crescimento nas conduções em geral, com 24 conduzidos no ano passado e 55 presos neste ano. Deste número, as prisões em flagrante subiram 182%, de 11 para 31 neste ano.
As conduções de suspeitos e prisões em flagrante também subiram no 1º Batalhão, que atende a região central e os bairros do Porto, Boa Esperança e Lixeira, em Cuiabá. O número de detenções cresceu 21%, subindo de 126 para 153. Deste o número, as prisões em flagrante aumentaram 56% na unidade, de 82 para 128 suspeitos presos.
O comandante do 1º Comando Regional, coronel Ernesto Xavier de Lima Júnior, destaca que o aumento da produtividade operacional estão alinhadas com as diretrizes da Operação Tolerância Zero do Governo do Estado, que promoveu a ampliação do policiamento ostensivo, mais operações e a atuação integrada das unidades da Polícia Militar em toda a região.
“Esses resultados refletem o fortalecimento das estratégias operacionais desenvolvidas pelo 1º Comando Regional, na Capital e nas cidades vizinhas. Nossos batalhões de Cuiabá prestam o atendimento voltado às suas comunidades locais, fazendo um policiamento intenso, atendendo aos diversos tipos de denúncias, acarretando em um maior número de conduções de suspeitos para averiguações e também de apreensões de materiais ilícitos, o objetivo é claro, trazer mais segurança para toda nossa população”, afirma o comandante.
Adolescentes acolhidos em Cuiabá do projeto Nossa Casa irão participar, no domingo (24), do Campeonato Estadual de Karatê com apoio do Programa Padrinhos, iniciativa vinculada à Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ).
O Programa ganhou reforço durante campanha interna realizada pelas desembargadoras membros da Ceja, Helena Maria Bezerra Ramos e Antônia Siqueira Gonçalves, que mobilizou desembargadores e desembargadoras do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para apadrinharem acolhidos. Atualmente, 15 desembargadores são padrinhos e madrinhas provedores, ou seja, fazem contribuições mensais ao programa.
Os recursos foram destinados ao pagamento das aulas de karatê dos 11 adolescentes acolhidos, à compra dos kimonos utilizados nos treinamentos que ocorrem duas vezes na semana às 19h na casa de acolhimento e ainda ao pagamento das inscrições do Campeonato Estadual de Karatê.
Durante a abertura da competição, os adolescentes irão vestir camisetas da campanha “Adotar é Legal!” por baixo dos kimonos. O ato marca as atividades da Semana Nacional da Adoção, celebrada em alusão ao Dia Nacional da Adoção, comemorado em 25 de maio.
A juíza auxiliar da CGJ, Anna Paula Gomes de Freitas Sansão, e a secretária-geral da Ceja, Elaine Zorgetti Pereira, acompanharão a abertura do evento.
O Projeto Padrinhos busca ampliar oportunidades de convivência, disciplina, inclusão social e fortalecimento da autoestima dos adolescentes atendidos pelo acolhimento institucional.
Programa – Criado pela Ceja, o Programa Padrinhos busca fortalecer vínculos afetivos, sociais e materiais de crianças e adolescentes acolhidos institucionalmente. A iniciativa permite que pessoas da comunidade contribuam como padrinho/madrinha nas modalidades: Afetivo, Prestador de Serviços e Provedor. Cada apadrinhamento apoia o desenvolvimento dos acolhidos e amplia oportunidades de inclusão social.
O Tribunal do Júri de Tangará da Serra condenou um homem pelo crime de feminicídio, após o Conselho de Sentença reconhecer a autoria e a materialidade do delito. A decisão foi proferida em sessão realizada no dia 21 de maio de 2026, sob a presidência do juiz Ricardo Frazon Menegucci, e seguiu integralmente o entendimento dos jurados.
O caso envolve a morte de uma mulher em contexto de violência doméstica, situação que levou o Ministério Público a denunciar o acusado por feminicídio, além de outros delitos conexos.
De acordo com a sentença, o réu também foi responsabilizado por ocultação de cadáver. Durante o julgamento, a defesa sustentou tese de negativa de autoria, mas ela não foi acolhida. Os jurados entenderam que o acusado deu causa à morte e rejeitaram todas as teses que poderiam levar à absolvição.
Na dosimetria, o magistrado destacou circunstâncias agravantes, como o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e a prática do crime mediante asfixia, considerada causa de aumento de pena. A motivação do crime também foi avaliada negativamente, com menção a ciúmes e sentimento de posse.
A pena final foi fixada em 40 anos, 2 meses e 12 dias de reclusão, em regime inicial fechado, além de multa. A sentença determinou ainda a execução imediata da pena, em respeito à soberania das decisões do júri.
O processo tramita em segredo de Justiça.
Autor: Dani Cunha
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT