A Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso teve duas práticas pedagógicas selecionadas pelo Ministério da Educação (MEC) em um edital nacional voltado à Educação Integral em Tempo Integral. As experiências são desenvolvidas pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), por meio da Coordenadoria de Educação em Tempo Integral, e passam a compor uma vitrine de projetos reconhecidos pelo MEC como referência para outras redes públicas do país.
O edital “Experiências Inspiradoras de Gestão e Projetos Pedagógicos de Educação Integral em Tempo Integral” foi criado para identificar, registrar e divulgar ações de escolas e redes públicas que ampliam a jornada escolar com propostas capazes de melhorar a aprendizagem e a formação dos estudantes. A chamada está ligada à Meta 6 do Plano Nacional de Educação (PNE), que trata da expansão da educação em tempo integral no Brasil.
Ao serem selecionadas, as práticas de Mato Grosso entram no Mapa de Experiências Inspiradoras do MEC, espaço que reúne iniciativas consideradas relevantes para gestores, professores e equipes técnicas que trabalham com educação integral. No caso de uma das experiências mato-grossenses, o projeto também foi escolhido para o Caderno de Narrativas do edital, publicação que detalha o percurso pedagógico das ações reconhecidas.
Uma das práticas selecionadas é a Escola de Tempo Integral vocacionada à Tecnologia (Evotec), implantada em 2025 em uma unidade escolar de Cuiabá. O projeto foi escolhido para integrar o Mapa de Experiências Inspiradoras do MEC.
Na Evotec, a rotina escolar foi organizada para aproximar os estudantes da tecnologia de forma prática. A proposta trabalha com pensamento computacional, cultura digital e mundo digital, conforme as diretrizes da BNCC da Computação. Em sala, nos laboratórios e em projetos, os estudantes desenvolvem atividades investigativas, participam de eventos científicos e utilizam ferramentas digitais em diferentes componentes curriculares.
A outra experiência reconhecida nacionalmente é o projeto “Encantamento e Resistência: o Bakaru como premissa para a Educação Integral Bororo”, desenvolvido na Escola Estadual Indígena Sagrado Coração de Jesus, localizada na Terra Indígena Meruri, em General Carneiro.
O projeto foi selecionado para o Mapa de Experiências Inspiradoras e também para o Caderno de Narrativas do edital. Desde a implantação do ensino integral na unidade, em 2024, a escola passou a incorporar o Bakaru, conjunto de narrativas ancestrais do povo Boe Bororo, às práticas pedagógicas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
Para a secretária de Estado de Educação, Flávia Soares, a seleção das duas experiências mostra que Mato Grosso tem construído a Educação Integral a partir de realidades diferentes, sem prender a escola a um modelo único.
“Esse reconhecimento do MEC é importante porque mostra que a rede estadual de Mato Grosso está produzindo experiências que podem inspirar outras redes do país. Em Cuiabá, a tecnologia aparece como linguagem de aprendizagem. Em Meruri, o Bakaru leva para a escola a memória e a força do povo Bororo. São caminhos diferentes, mas com o mesmo compromisso: fazer a escola conversar com a vida real dos estudantes”, afirmou.
O trabalho é conduzido pelo professor Mariel Mariscot Bento Kujiboekureu, em parceria com a equipe gestora e demais docentes da escola. A proposta parte da escuta dos mais velhos, da memória do território e dos saberes tradicionais para fortalecer a identidade dos estudantes dentro da rotina escolar. Ao mesmo tempo, dialoga com um cotidiano em que celulares, redes sociais e outras tecnologias já fazem parte da vida dos jovens indígenas.
A 6ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá instaurou inquérito civil para apurar possíveis violações aos direitos dos consumidores relacionadas à prestação de serviços de internet pela empresa Telefônica Brasil S.A. (Vivo). A investigação está sob responsabilidade da promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos.A instauração do procedimento tem como base informações que apontam possíveis irregularidades na oferta de serviços de internet, incluindo falta de transparência na divulgação das condições contratuais, eventual existência de cláusulas abusivas e restrições indevidas à funcionalidade do serviço contratado.Conforme apurado preliminarmente, a operadora teria vinculado a velocidade da internet ao pagamento imediato da fatura mensal, por meio de um chamado bônus de adimplência que representaria, na prática, grande parte da velocidade anunciada ao consumidor. Dessa forma, em caso de atraso no pagamento, haveria significativa limitação do serviço sem a correspondente redução no valor cobrado.Também foram relatadas alterações na forma de restrição do serviço, passando a empresa a condicionar o funcionamento do Wi-Fi à regularidade do pagamento, o que pode indicar apenas mudança operacional da prática inicialmente questionada, sem afastar eventual abusividade.Informações da Agência Nacional de Telecomunicações indicam a existência de processo administrativo instaurado para apurar condutas semelhantes, com identificação de desconformidades quanto à transparência das informações prestadas aos consumidores e adoção de medidas para adequação da operadora, incluindo notificações e plano de conformidade.De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), os elementos já reunidos indicam possível ofensa a direitos previstos no Código de Defesa do Consumidor, especialmente quanto à informação clara e adequada, à proteção contra práticas abusivas e ao equilíbrio nas relações de consumo. O caso pode ter repercussão coletiva, uma vez que envolve potencial prejuízo a número indeterminado de consumidores.Com a instauração do inquérito civil, a Promotoria de Justiça dará continuidade à coleta de provas e à realização de diligências para aprofundar a apuração dos fatos e adotar as medidas cabíveis.
Unidades judiciárias que estão participando do 2º ReciclaJud – Edição Sede do TJMT devem preencher o formulário eletrônico de pesagem até o próximo dia 29 de maio. O procedimento é obrigatório e fundamental para garantir a validação, organização e transparência dos resultados alcançados pela iniciativa promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Promovida pelo Núcleo de Sustentabilidade, a edição “Sede do TJMT” está mobilizando magistrados, servidores e colaboradores em ações de arrecadação de materiais recicláveis. Conforme previsto no Edital nº 01/2026, além do preenchimento do formulário, também é necessário anexar os termos de entrega dos materiais destinados à coleta.
O envio correto dessas informações permite acompanhar o volume arrecadado por cada unidade e medir o impacto ambiental e social gerado pela mobilização coletiva. Além de incentivar práticas sustentáveis dentro do espaço institucional, a campanha busca fortalecer a consciência ambiental e mostrar que pequenas atitudes podem produzir grandes transformações sociais.
Neste ano, todos os materiais arrecadados no 2º ReciclaJud – Edição Sede do TJMT serão destinados à Associação de Catadores de Materiais Recicláveis e Reutilizáveis (Asmat). Dessa forma, a ação contribuirá diretamente para geração de renda para cerca de 100 famílias que atuam com coleta seletiva e reciclagem no estado.
Como participar
Podem participar todas as unidades da sede do TJMT, que serão divididas em grupos conforme o tamanho da força de trabalho, garantindo uma competição equilibrada. A avaliação será feita com base na arrecadação per capita, ou seja, na quantidade de resíduos coletados em relação ao número de integrantes de cada unidade.
Serão aceitos materiais recicláveis como plásticos (garrafas PET, embalagens), papéis (sulfite, livros, papelão) e metais (latas de alumínio e tampinhas), desde que estejam limpos e secos. A entrega deverá ser feita na Central de Resíduos do TJMT ou no Anexo Desembargador Antônio Arruda, em dias e horários específicos definidos no edital.
Premiação e reconhecimento
O resultado da campanha será divulgado no dia 8 de junho. As três unidades com melhor desempenho em cada grupo receberão troféus de ouro, prata e bronze, reconhecendo o engajamento e os resultados alcançados.
Com a segunda edição do ReciclaJud, o Poder Judiciário de Mato Grosso reforça seu papel na construção de uma cultura institucional sustentável, aliando responsabilidade ambiental, inclusão social e engajamento coletivo em prol de um futuro mais sustentável.