Pesquisar
Close this search box.

SAÚDE

SasiSUS completa 27 anos e representa marco à atenção à saúde dos povos indígenas

Publicado

Nesta quarta-feira (23), o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS) completa 27 anos de existência. Incorporado à estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS) pela Lei nº 9.836, de 23 de setembro de 1999, mais conhecida como Lei Arouca, o componente tem como objetivo organizar ações e serviços de saúde voltados às populações indígenas em todo o território nacional.

Sua criação foi marcada por décadas de mobilização dos povos indígenas em defesa de uma política de saúde específica e diferenciada, com discussões que ganharam força na 1ª Conferência Nacional de Proteção à Saúde do Índio, realizada em Brasília, em 1986 – e avançaram na 2ª Conferência Nacional de Saúde para os Povos Indígenas, em 1993.

Coordenado pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), o componente tem como base a atuação dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei), que possuem organização descentralizada, hierarquizada e regionalizada. A legislação estabelece, ainda, que a atenção à saúde dos povos originários deve considerar as especificidades de cada território, além de integrar sua participação nos espaços de formulação, acompanhamento e avaliação das políticas de saúde.

Atualmente, o SasiSUS está organizado em 34 Dsei, 70 Casas de Apoio à Saúde Indígena (Casai), 1.211 Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI), 388 Polos Base e mais de 22 mil trabalhadores. Juntos, esses profissionais atuam na atenção à saúde de 821.314 indígenas.

Cooperação Brasil e México

A data ocorre em meio agenda oficial no México de intercâmbio de experiências sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) e a cooperação bilateral dos dois países na área da saúde. Na ocasião, a Sesai apresentou as práticas brasileiras de atenção à saúde indígena e destacou a organização do SasiSUS como uma política estruturada dentro do SUS, considerando as particularidades dos povos e de seus territórios.

Leia mais:  Qualificação aborda enfrentamento à desinformação em saúde durante período eleitoral

“Celebrar os 27 anos do SasiSUS é reconhecer uma trajetória construída com a participação social. O Subsistema representa a organização da atenção à saúde considerando as diferentes realidades dos territórios, os modos de vida, as culturas e os saberes de cada povo. Com uma trajetória marcada pela atenção diferenciada e o reconhecimento das práticas e saberes tradicionais indígenas, o Ministério da Saúde segue atualizando para atender às diferentes realidades existentes e levar cuidado integral a essa população ”, pontuou a secretária de saúde indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
publicidade

SAÚDE

Ministério da Saúde protocola na Conitec pedido de análise para incorporação de canetas emagrecedoras no SUS

Publicado

O Ministério da Saúde protocolou, nesta quinta-feira (24), na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), pedido de análise para a incorporação ao SUS das chamadas canetas emagrecedoras (GLP-1). A medida representa mais um passo da pasta, que, desde 2025, articula com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a mobilização de empresas nacionais e internacionais interessadas em registrar análogos de GLP-1, além de incentivar estudos sobre eficácia.

Em ofício encaminhado à Conitec, a proposta prevê a avaliação da oferta desses medicamentos para o tratamento de pacientes com obesidade. Dados do Ministério da Saúde mostram que a prevalência da condição no Brasil passou de 11,8%, em 2006, para 25,7%, em 2024, aumentando a necessidade de acompanhamento e tratamento por longos períodos, com impactos na mortalidade, na qualidade de vida, na produtividade e nos gastos do sistema de saúde.

O Ministério da Saúde destaca que a iniciativa tem respaldo na primeira diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o uso, em escala populacional, de terapias baseadas em GLP-1 para o tratamento da obesidade a longo prazo, publicada no final de 2025. A medida é complementar às estratégias já adotadas pelas políticas vigentes.

A OMS enfatiza a importância do acesso equitativo às terapias com GLP-1 e da preparação dos sistemas de saúde para seu uso. A organização entende que sem políticas deliberadas, o acesso a essas terapias pode exacerbar as disparidades de saúde existentes. E apela para ações urgentes em relação à produção, à acessibilidade e à prontidão dos sistemas de saúde globais.

O documento entregue pelo Ministério da Saúde também aponta redução de 70% nos preços desses produtos no Brasil em menos de um ano, com a ampliação da concorrência. Nesse contexto, a pasta solicita que a Conitec avalie a incorporação ao SUS de medicamentos à base de semaglutida ou liraglutida, princípios ativos sem proteção de patente.

Leia mais:  Saúde indígena é discutida no Cosems de Santa Catarina

Até o momento, 25 canetas emagrecedoras já foram registradas no país, sendo 14 delas em 2026, fruto direto da estratégia de fomento do Ministério e da Anvisa, incluindo versões produzidas nacionalmente e medicamentos genéricos. E novos registros ainda são esperados. A ampliação da concorrência fez do Brasil o país com a maior variedade do produto no mundo e derrubou os preços no varejo. 

Estudos em andamento

O Ministério da Saúde, por meio do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS), também conduz estudos que avaliam o uso desse tipo de medicamento em pacientes do SUS com obesidade.

A eventual incorporação ao SUS deverá estabelecer os critérios clínicos para acesso ao tratamento, concentrando a utilização nos pacientes em que o controle da obesidade possa produzir benefícios relevantes para a saúde e reduzir complicações ou a necessidade de procedimentos de maior complexidade.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continue lendo

SAÚDE

Na ONU, Brasil defende cooperação e sistemas públicos fortes para ampliar resposta ao HIV

Publicado

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, apresentou, nesta quinta-feira (24), em Nova York, a experiência brasileira de acesso universal e gratuito ao tratamento do HIV pelo Sistema Único de Saúde (SUS), política na qual o Brasil foi pioneiro mundialmente. Em seu segundo dia de agendas na Semana de Alto Nível da 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, o representante brasileiro destacou que uma resposta sustentável ao HIV depende de sistemas públicos de saúde fortalecidos, participação social e capacidade dos países de ampliar o acesso à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento.

Massuda participou do evento “De Pioneiro a Construtor do Futuro: um Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids transformado para uma resposta global sustentável ao HIV”, promovido pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS). O encontro debateu o futuro da resposta global ao HIV e os caminhos para fortalecer sua sustentabilidade.

Ao apresentar a trajetória brasileira, o secretário-executivo destacou que a resposta nacional ao HIV começou a ser estruturada em meados da década de 1980, durante o processo de redemocratização do país e em um contexto de dificuldades econômicas. Segundo ele, a atuação da sociedade civil teve papel importante na construção dessa resposta e na defesa de políticas públicas voltadas às pessoas vivendo com HIV.

Adriano Massuda ressaltou ainda que o Brasil foi o primeiro país do mundo a oferecer gratuitamente tratamento para o HIV, associado à construção de um sistema universal de saúde. “Construir e manter esse sistema, assim como sustentar nossa resposta ao HIV, exige decisões políticas e programáticas conscientes todos os dias”, afirmou.

Sustentabilidade e acesso

O secretário-executivo destacou ainda que garantir acesso sustentável à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento também exige capacidade econômica e de negociação. “Os países precisam de espaço para formular suas políticas, instrumentos práticos e apoio contínuo para negociar preços justos, transferências de tecnologia e parcerias estratégicas. A cooperação global continua sendo essencial nesse processo”, afirmou. 

Leia mais:  Qualificação aborda enfrentamento à desinformação em saúde durante período eleitoral

Outro eixo abordado foi a integração das políticas de HIV, tuberculose, hepatites virais e infecções sexualmente transmissíveis. Para Massuda, esse processo deve fortalecer os resultados já alcançados sem reduzir a visibilidade das diferentes agendas.

A aproximação das ações de prevenção, testagem e tratamento da Atenção Primária à Saúde também deve ocorrer sem simplesmente acrescentar novas tarefas a equipes já sobrecarregadas.

“Para nós, integração não significa simplesmente fazer mais com menos. Significa pensar de forma diferente para chegar às pessoas mais cedo e oferecer um cuidado melhor”, destacou.

O representante brasileiro também chamou atenção para a necessidade de adaptar as respostas de saúde às diferentes necessidades da população e às transformações sociais e ambientais. Entre os desafios mencionados estão a organização de serviços voltados a jovens, pessoas idosas e migrantes e a necessidade de considerar os impactos das mudanças climáticas nas respostas de saúde.

Nesse contexto, o secretário-executivo citou o Programa Brasil Saudável como exemplo de uma abordagem voltada à eliminação de doenças e infecções determinadas socialmente. A iniciativa articula o Ministério da Saúde e outros dez ministérios e, segundo Massuda, exige novas formas de organização e atuação conjunta.

Participação social

A participação da sociedade civil também foi destacada como um dos pilares da experiência brasileira. Massuda ressaltou que o protagonismo nacional na condução das políticas de saúde se fortalece quando a sociedade participa das decisões que moldam o sistema de saúde.

Segundo o secretário-executivo, a responsabilidade dos países em conduzir suas próprias respostas deve caminhar junto com a atuação nos espaços internacionais e com a manutenção da cooperação global.

Semana de Alto Nível

A agenda integra a participação do Ministério da Saúde na Semana de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas. Na quarta-feira (23), primeiro dia de compromissos do Ministério da Saúde em Nova York, o secretário-executivo participou de debates sobre acesso a medicamentos e produção regional de tecnologias para HIV e outras pandemias, cuidado à menopausa e atenção às pessoas com doenças raras. A programação segue até sexta-feira (25).

Leia mais:  SUS vai oferecer cirurgia que trata glaucoma e catarata ao mesmo tempo

Thamirys Santos
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

DIAMANTINO

POLÍTICA MT

POLICIAL

MATO GROSSO

POLÍTICA NACIONAL

ESPORTES

Mais Lidas da Semana