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EDUCAÇÃO

Resultados do Ideb orientam ações nas redes de ensino

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O Ministério da Educação (MEC) iniciou, por meio da estratégia Brasil Aprende+, uma mobilização nacional que reúne a União, os estados, os municípios e o Distrito Federal para apoiar as redes de ensino na análise dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e na construção de ações voltadas à melhoria da aprendizagem no ensino fundamental.

A iniciativa parte dos resultados do Ideb 2025 para orientar decisões pedagógicas ainda neste ano. A proposta é que redes e escolas utilizem os dados para identificar desafios, definir prioridades, planejar ações e acompanhar os resultados, sem esperar pelo próximo ciclo de avaliação, previsto para 2027.

O Brasil Aprende+ está vinculado ao Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens e será desenvolvido em oito etapas, que envolvem desde a análise dos resultados até o acompanhamento das ações realizadas nas escolas.

A mobilização começou com uma reunião técnica nacional realizada entre representantes do MEC e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), além de secretários estaduais do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e equipes técnicas das redes de ensino.

O encontro deu início à agenda de trabalho, que será seguida de 27 reuniões técnicas estaduais, envolvendo os 26 estados e o Distrito Federal. Os encontros serão realizados até 3 de setembro e contarão com secretários municipais de educação dos municípios prioritários, gestores responsáveis pelo ensino fundamental, equipes técnicas das secretarias, representantes das redes e articuladores de diferentes políticas do MEC.

Ideb – Entre os cerca de 5,7 mil municípios avaliados, 442 apresentaram média inferior a 5 nos anos iniciais do ensino fundamental. O grupo será uma das prioridades da mobilização, mas não será o único foco. Do total, 320 municípios registraram crescimento no Ideb, enquanto cerca de 120 apresentaram queda ou permaneceram estagnados.

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O cenário, segundo a proposta do MEC, exige considerar as diferentes trajetórias e necessidades de cada rede. Por isso, a mobilização busca apoiar a construção de estratégias de cada território, em vez de propor uma resposta única para diferentes contextos.

Plano de ação – Por meio de reuniões estaduais e da análise dos dados, as redes de ensino receberão apoio durante a construção e a revisão de seus planos de ação.

O planejamento deverá considerar as evidências identificadas no diagnóstico e apontar os principais desafios de aprendizagem, as prioridades de atuação, as estratégias que serão desenvolvidas e os resultados esperados.

Para os municípios prioritários, haverá uma área específica no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), que permitirá detalhar as ações relacionadas à recomposição das aprendizagens.

O MEC disponibilizará uma caixa de ferramentas do Brasil Aprende+, com instrumentos para diagnóstico, apropriação dos resultados, planejamento e acompanhamento das ações. Entre os recursos estão painéis interativos, relatórios personalizados por rede de ensino, materiais orientadores, guias e instrumentos destinados a diferentes perfis de profissionais da educação, como gestores escolares, coordenadores pedagógicos e professores.

O painel de priorização, com dados de todas as escolas do país, permitirá analisar o resultado de 2025 e a trajetória das unidades entre 2023 e 2025. A ferramenta ajudará as redes a identificarem tanto escolas com resultados baixos quanto aquelas que apresentam queda ou estagnação no desempenho ao longo do período.

A previsão é que o painel esteja disponível para as redes a partir desta sexta-feira, 21 de agosto.

Trabalho nas escolas – Com os instrumentos disponibilizados pelo MEC, o trabalho será desdobrado até as unidades escolares. Gestores, coordenadores pedagógicos e professores poderão fazer uma leitura detalhada dos resultados da própria escola, considerando aspectos como níveis de proficiência, distribuição dos estudantes nas escalas de aprendizagem, participação nas avaliações, indicadores contextuais, formação e adequação docente, currículo e histórico de desempenho.

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A partir dessa análise, as equipes poderão identificar habilidades que precisam ser fortalecidas, turmas e estudantes que demandam maior atenção e aspectos do planejamento pedagógico que precisam ser revistos.

Após a apropriação dos resultados, cada escola será estimulada a construir seu próprio plano de ação, considerando os desafios identificados no diagnóstico. O planejamento deverá estabelecer as prioridades da unidade, as estratégias pedagógicas que serão desenvolvidas, os responsáveis pelas ações e os resultados que se pretende alcançar.

A proposta é que o plano esteja conectado à realidade de cada escola e integrado ao planejamento da respectiva rede de ensino.

Dia D – Na segunda semana de setembro, será realizada uma mobilização nacional para a apropriação dos resultados nas escolas. Cada rede poderá escolher, entre 8 e 11 de setembro, o dia mais adequado para realizar o Dia D.

Acompanhamento – A última etapa do Brasil Aprende+ será o acompanhamento contínuo das ações desenvolvidas pelas redes e escolas. O MEC apoiará as redes na análise das evidências produzidas ao longo do processo e poderá direcionar formação, apoio técnico e financeiro, além de articular ações de outras políticas e programas, de acordo com os gargalos identificados.

Também serão fortalecidas as avaliações formativas de aprendizagem, disponibilizadas pelo MEC, como instrumento para acompanhar o desenvolvimento dos estudantes durante o ano letivo.

A proposta é que as redes tenham informações em tempo oportuno para verificar os resultados das estratégias adotadas e ajustar o planejamento quando necessário. O ciclo de diagnóstico, planejamento, intervenção e monitoramento deverá contribuir para fortalecer a aprendizagem dos estudantes ao longo dos próximos anos, até o próximo ciclo de avaliação, previsto para 2027.

Pacto Nacional – O Brasil Aprende+ faz parte do Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, que apoia os estados, os municípios e o Distrito Federal na recomposição das aprendizagens de estudantes da educação básica que apresentam defasagens.

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Construída de forma colaborativa com o Consed e a Undime, a política busca contribuir para a redução das desigualdades e o fortalecimento da equidade de ensino.

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 Ouça a matéria:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)

Fonte: Ministério da Educação

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Encontro técnico orienta sobre uso dos resultados da PND

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), realizará, nos dias 25 e 27 de agosto, o 5º Encontro Técnico Coletivo da Prova Nacional Docente (PND). 

A atividade é destinada às equipes técnicas das secretarias de educação responsáveis pelas áreas de recursos humanos e gestão de pessoas dos 27 entes da Federação. Durante o encontro, serão apresentadas orientações sobre a elaboração de editais que utilizem os resultados da PND em processos de seleção de professores. 

O encontro é gratuito e será realizado de forma virtual, via plataforma Teams. Entre os temas previstos estão: 

  • legislação local e validade do edital; 
  • etapa de inscrição; 
  • reserva de vagas; 
  • equivalência de cargo ou função com a área de avaliação da PND; 
  • orientações para seleção de docentes para diferentes modalidades de ensino, com participação da Secadi. 

O encontro será realizado em duas datas e horários: 

  • Terça-feira, 25 de agosto, às 15h (horário de Brasília); 
  • Quinta-feira, 27 de agosto, às 10h (horário de Brasília). 

A nota da PND pode ser utilizada por entes federativos que optarem por adotá-la em processos seletivos e concursos para professores. A utilização do resultado depende das regras estabelecidas em cada edital. 

Sobre a PND – A Prova Nacional Docente é um exame anual realizado pelo MEC e aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A avaliação é destinada a estudantes concluintes e graduados em cursos de licenciatura, bem como a profissionais da educação interessados em utilizar os resultados em processos seletivos promovidos por entes federativos que adotarem a nota da PND. 

A PND é uma avaliação teórica alinhada às Diretrizes Curriculares Nacionais e às matrizes de referência do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). Os resultados de cada edição têm validade de três anos e podem ser utilizados em diferentes processos seletivos durante esse período. Neste ano, a aplicação está prevista para 20 de setembro. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

PodMEC: programa aprofunda temáticas estratégicas da educação

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O Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta segunda-feira, 24 de agosto, o PodMEC Especialistas. O programa, realizado em formato de videocast, é destinado a aprofundar o debate sobre temas estratégicos para a educação brasileira. A iniciativa reúne especialistas e representantes do MEC para explicar políticas, programas e ações, bem como os impactos de cada um deles de forma informativa, acessível e qualificada, a fim de aproximar o público das discussões da área educacional. O primeiro episódio fala sobre a educação em tempo integral e está disponível no YouTube do MEC e no Spotify. 

O programa terá uma periodicidade semanal e será publicado toda quinta-feira, a partir das 18h (horário de Brasília). Dentre as temáticas que serão debatidas nos próximos episódios estão: o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o Exame Nacional de Residências (Enare), o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), a valorização e formação docente e a educação de jovens adultos (EJA). Ainda serão realizados outros episódios, com temáticas não definidas no momento. 

Educação integral – No primeiro episódio, que aborda a educação em tempo integral, os diálogos buscaram entender como garantir que mais tempo na escola se traduza, de fato, em mais aprendizagem, desenvolvimento, proteção, inclusão e oportunidades para os estudantes. O debate foi comandado pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, e contou com a participação da secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; da pesquisadora da modalidade de ensino, Natasha Costa; e da professora e gestora escolar, Cristina Cortez.

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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