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SAÚDE

Ministério da Saúde define regras para centrais de diluição de medicamentos oncológicos de altíssimo custo

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O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União da última terça-feira (18) os parâmetros para implementação das centrais de diluição de medicamentos oncológicos considerados de altíssimo custo para o Sistema Único de Saúde (SUS). A medida institui estruturas voltadas à manipulação e ao compartilhamento de doses, conforme as necessidades terapêuticas de cada paciente.

Na prática, o fracionamento dos fármacos tem o objetivo de otimizar recursos e ampliar a eficiência e a sustentabilidade da assistência farmacêutica, ressalta a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde da pasta, Fernanda De Negri.

“A atuação nas centrais de diluição garantirá a segurança das soluções e evitará o desperdício. Como a quantidade de remédio passará a ser definida conforme o peso de cada pessoa, e não mais pela disponibilização de frascos inteiros, será possível usar o conteúdo da mesma ampola para atender mais de um paciente”.

Com a publicação, estados e o Distrito Federal terão 90 dias para mapear os serviços e estabelecimentos que deverão integrar a Rede de Prevenção e Controle do Câncer (RPCC).

A portaria estabelece que as centrais de diluição poderão ser operadas por empresas ou unidades de saúde habilitadas em oncologia. As instalações poderão funcionar ainda em estruturas já existentes, como hospitais, ambulatórios, farmácias ou unidades de atenção hematológicas ou hemoterapia.

Além disso, as centrais deverão compor o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), o sistema do Ministério da Saúde que registra todos os locais de atendimento médico no Brasil.

Agendamento unificado

Para viabilizar o processo, as centrais de diluição adotarão o chamado “agendamento inteligente unificado”, estratégia que agrupará pacientes que usam o mesmo remédio em dias específicos.

O fluxo de trabalho também será integrado com os hospitais, que manterão a responsabilidade pelo cadastro e indicação clínica, mas caberá às centrais definir o dia da preparação do produto, com confirmação da presença dos pacientes antes do início da infusão.

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Além do preparo, as unidades registrarão os dados de manipulação no sistema de gestão do Ministério da Saúde, para assegurar transparência e rastreabilidade ao processo.

Lista dos medicamentos

A relação dos 18 medicamentos considerados de altíssimo custo foi publicada anteriormente. Desse total, 10 poderão ter as doses compartilhadas, sendo 9 adquiridos com a participação do Ministério da Saúde.

Quatro serão obtidos por meio de ata nacional de negociação, modelo em que a pasta coordena o processo e estabelece um preço teto com os fabricantes, cabendo aos estados a execução da compra. Os outros cinco serão disponibilizados na modalidade de compra centralizada. Nesse modelo a pasta negocia o fornecimento diretamente com o mercado farmacêutico e realiza o envio às Secretarias Estaduais e Distrital de Saúde, que serão responsáveis pelo encaminhamento do material às centrais.

A implementação das centrais de diluição integra o Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco), coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS). Criada pelo Ministério da Saúde em outubro de 2025, a iniciativa é responsável pela organização, financiamento e acesso a medicamentos contra o câncer no SUS.

Roberta Paola
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Brasil completa 10 anos sem raiva humana transmitida por cães e reforça vacinação antirrábica na fronteira

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O Brasil completa, em 2026, dez anos sem registrar casos de raiva humana transmitida pelas variantes de cães (AgV1 e AgV2). Para reforçar a prevenção e o controle da doença, especialmente nas áreas de fronteira, o Ministério da Saúde realiza neste sábado (22) a abertura simultânea da Campanha de Vacinação Antirrábica Canina e Felina na Fronteira, com mobilizações no Acre, em Rondônia, no Mato Grosso do Sul e na Bolívia, reunindo representantes do Brasil, da Bolívia e do Peru.

Para apoiar a campanha, o Ministério da Saúde disponibilizou vacinas antirrábicas para cães e gatos e materiais para as ações de vacinação nos três municípios brasileiros, além de apoiar atividades na Bolívia e no Peru. Foram fornecidos equipamentos como caixas térmicas, termômetros, cambões, cordas e focinheiras, utilizados para garantir a conservação adequada das vacinas e a segurança dos profissionais e dos animais.

“Essa ação fortalece a vigilância integrada da raiva e a vacinação de cães e gatos em regiões de fronteira, onde a circulação de pessoas e animais entre diferentes países exige ações coordenadas de prevenção e controle”, explica o diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis (DEDT), Francisco Edilson Ferreira.

CIRCULAÇÃO DO VÍRUS

Apesar de o país não registrar casos de raiva humana transmitida pelas variantes caninas há uma década, o vírus continua circulando entre animais silvestres, principalmente morcegos, primatas e raposas.

O cenário reforça a importância de manter a vacinação de cães e gatos, a vigilância de animais suspeitos e, principalmente, a procura rápida por atendimento de saúde após situações de risco.

Entre 2016 e 2026, foram confirmados 37 casos de raiva humana no Brasil, todos associados a variantes silvestres. Os morcegos estiveram envolvidos em 22 casos. Também houve registros relacionados a primatas (7), felinos infectados com variante de morcego (4), raposas (2), cão infectado com variante de morcego (1) e bovino infectado com variante de morcego (1).

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TRATAMENTO NO SUS

A raiva é uma doença viral grave, com alta taxa de letalidade o início dos sintomas. Em caso de mordida, arranhão ou contato de risco com a saliva de mamíferos, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde, mesmo que o ferimento pareça pequeno.

Após avaliação, o profissional de saúde indicará, quando necessário, a profilaxia antirrábica, que pode incluir vacina e soro ou imunoglobulina. Também é importante evitar o contato com morcegos e outros animais silvestres encontrados mortos ou com comportamento incomum. A profilaxia antirrábica humana é oferecida gratuitamente pelo 

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

População de Goianápolis (GO) é atendida por carreta de saúde da mulher do Ministério da Saúde; veja como funciona

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Pacientes do SUS que aguardam serviços especializados em saúde da mulher em Goianápolis (GO) e região estão sendo atendidas por uma carreta do Ministério da Saúde. Estruturada com equipamentos e equipe multiprofissional, a unidade oferta serviços para diagnóstico precoce de câncer de mama e do colo do útero.

Os serviços fazem parte do programa Agora Tem Especialistas, criado pela Lei nº 15.233/2025, e oferecem consultas, procedimentos, exames e demais ações em atenção especializada à saúde.

Na unidade móvel, são ofertadas mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, biópsias e consultas com especialistas, que interpretam os exames e direcionam a paciente para as próximas fases de cuidado. Em funcionamento de segunda a sexta-feira, pode realizar até 50 atendimentos por dia.

Além do município, pacientes de outras nove cidades também poderão ser encaminhados para atendimento pelas secretarias municipais de saúde: Abadiânia, Alexânia, Anápolis, Campo Limpo, Gameleira, Corumbá de Goiás, Cocalzinho, Pirenópolis, Teresópolis de Goiás.

O diretor de Programa da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Nilton Pereira Júnior, e o superintendente do Ministério da Saúde em Goiás, Lucas Vasconcellos, visitaram as instalações da carreta de saúde da mulher, que está no município.

“É um esforço do Ministério da Saúde para levar serviços especializados para mais perto das pessoas, reduzir o deslocamento das pacientes, que antes precisavam realizar esses exames em outras cidades, e diminuir o tempo de espera e as filas por consultas, exames e cirurgias em todo o estado de Goiás”, pontuou.

Mais acesso à saúde

Dezoito municípios já foram atendidos no estado pelas carretas do Ministério da Saúde, ofertando serviços especializados em saúde da mulher, exames de imagem e oftalmologia. Ao todo, 6 mil pessoas foram atendidas e 14 mil procedimentos foram realizados.

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Para ser atendido

As carretas atendem exclusivamente pacientes que foram pré-agendados e encaminhados para a unidade pela secretaria municipal de saúde. Pessoas que já aguardam os exames pelo SUS podem solicitar encaminhamento indo até uma Unidade Básica de Saúde da cidade.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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