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TECNOLOGIA

Ministra Luciana Santos lança iniciativa do MCTI e da Embrapa que levará tecnologia social a sete estados do Nordeste

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A água que sobra dos dessalinizadores, normalmente descartada por ser muito salgada, pode passar a ser fonte de produção de alimentos, geração de renda e fortalecimento da agricultura familiar no Semiárido. Essa é a proposta do projeto Sal da Terra, lançado nesta sexta-feira (26), em Petrolina (PE), pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.

Desenvolvida pela Embrapa Semiárido, a proposta surgiu de uma encomenda tecnológica realizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes). O projeto recebeu investimento de R$ 21 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Ao longo de três anos, a iniciativa será implantada em comunidades atendidas pelo Programa Água Doce, iniciativa do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), localizadas em sete estados do Nordeste — Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte — e vai levar tecnologias para que a população rural aproveite de forma sustentável a água salobra e o concentrado salino produzido pelos sistemas de dessalinização.

Durante o lançamento, Luciana Santos afirmou que o projeto mostra como a ciência pode responder a problemas concretos da população. “Estamos falando de um projeto que representa bem o papel da ciência no Brasil, que é converter conhecimento em solução concreta para melhorar a vida das pessoas. Transformar, pelo conhecimento brasileiro, o rejeito salino gerado pelos sistemas de dessalinização em oportunidade produtiva, promovendo o uso sustentável da água, a segurança hídrica e alimentar, a geração de renda e o fortalecimento da agricultura familiar.”

A diretora-executiva de Inovação, Negócios e Transferências de Tecnologias da Embrapa, Ana Margarida Castro Euler, afirmou que o projeto atende necessidades atuais de todo o globo. Para ela, a gestão dos recursos naturais, da inclusão socioprodutiva e da bioeconomia são indispensáveis no desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação diante às mudanças climáticas.

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“Esse projeto é fundamental para adaptação ao clima, para convivência com a seca, para produção de uma fruticultura. Para uma produção de alimentos que não só alimenta todos nós, brasileiros, mas o mundo inteiro”, disse.

Desafio ambiental

Em muitas comunidades do Semiárido, a água disponível no subsolo é salobra — contém uma concentração de sais que a torna imprópria para o consumo humano. Para garantir água potável, são utilizados sistemas de dessalinização, que separam a água dos sais por meio de membranas filtrantes.

O processo, no entanto, produz dois resultados: de um lado, a água própria para consumo; de outro, um concentrado salino, conhecido como rejeito da dessalinização. Quando descartado sem tratamento, esse material pode provocar salinização do solo e contaminação de áreas ao redor dos dessalinizadores.

É justamente sobre esse desafio que atua o projeto Sal da Terra. Em vez de tratar o concentrado salino como um resíduo, a iniciativa desenvolve tecnologias para incorporá-lo a sistemas produtivos adaptados às condições do Semiárido.

Na prática, o Sal da Terra vai implantar e recuperar 50 Unidades Produtivas de Agricultura Biossalina, com assistência técnica e capacitação para cerca de 700 agricultores familiares, técnicos e extensionistas e desenvolver pesquisas voltadas ao cultivo de plantas adaptadas à salinidade, produção de bioinsumos, criação de tilápias, cultivo de microalgas e aprimoramento de sistemas de irrigação para regiões com escassez de água.

Segundo a ministra, o projeto demonstra que investimentos em ciência podem gerar impactos econômicos, sociais e ambientais para a população. “O que antes era um problema ambiental passa a ser parte da solução. É isso que a ciência faz, amplia horizontes. E, no Semiárido, essa capacidade é decisiva.”

FNDCT impulsiona soluções para o Semiárido

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O Projeto Sal da Terra integra a estratégia do MCTI de ampliar os investimentos em pesquisa aplicada voltada aos desafios sociais e ambientais do país. Durante a cerimônia, a ministra Luciana Santos destacou que o fortalecimento do FNDCT permitiu retomar investimentos estruturantes em ciência e tecnologia.

“É importante lembrar que o FNDCT, hoje fundamental para impulsionar projetos como este, tinha sido esvaziado no governo anterior e foi integralmente recomposto por decisão política do presidente Lula. Essa foi uma escolha estratégica para o Brasil, que recolocou a ciência, a tecnologia e a inovação no centro do desenvolvimento nacional.”

Em Pernambuco, entre 2023 e 2025, o MCTI já destinou R$ 1,1 bilhão para ações de ciência, tecnologia e inovação. O valor é quase três vezes superior ao registrado entre 2019 e 2022. No mesmo período, foram contratados 15 projetos com a Embrapa, por meio da Finep e do FNDCT, totalizando R$ 100 milhões em investimentos.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Ciência leva soluções para a saúde, a produção de alimentos e a educação no Vale do São Francisco

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A ciência ganha novos caminhos para transformar a vida de quem vive no Semiárido. Nesta sexta-feira (26), em Juazeiro (BA), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou um conjunto de projetos que reúne inovação, desenvolvimento regional e inclusão social. As iniciativas vão desde o reaproveitamento da água e a geração de energia limpa nas propriedades rurais até uma plataforma digital para reduzir o tempo de espera de pacientes com câncer e a ampliação da educação científica nas escolas públicas. Ao todo, são mais de R$ 43 milhões em investimentos voltados ao Vale do São Francisco.  

Durante a cerimônia, a ministra Luciana Santos destacou que o desenvolvimento do país passa pela capacidade de transformar conhecimento em soluções concretas para a população. “Hoje estamos lançando ações que têm um mesmo objetivo: melhorar a vida das pessoas. Levar mais água, mais produção, mais saúde, mais educação e mais inovação para uma região que historicamente aprendeu a resistir, mas que hoje também é protagonista da ciência, da inovação e do desenvolvimento sustentável”, afirmou.  

A ministra também ressaltou que a retomada dos investimentos em ciência e tecnologia tem permitido ampliar a presença do MCTI nos estados. Entre 2023 e 2025, o ministério investiu mais de R$ 1,3 bilhão na Bahia, fortalecendo universidades, institutos de pesquisa e projetos voltados ao desenvolvimento regional.  

Um dos destaques do evento foi a ampliação do Sistema Sara, tecnologia social desenvolvida pelo Instituto Nacional do Semiárido (Insa) para tratar o esgoto doméstico e reutilizar a água na produção agrícola.

A diretora substituta do Insa, Dilma Trovão, ressaltou que o Sistema Sara é resultado da aplicação do conhecimento científico às necessidades da população. “É uma tecnologia simples, mas profundamente transformadora. Desenvolvida por pesquisadores do instituto, ela trata a água utilizada nas residências para que possa voltar à produção agrícola, levando saneamento ambiental, fortalecendo a agricultura familiar e garantindo mais saúde e dignidade para quem mora no Semiárido”, afirmou. 

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A iniciativa transforma um problema ambiental em oportunidade para agricultores familiares, permitindo irrigar hortas, pomares e áreas de cultivo, além de ampliar a segurança hídrica e alimentar das comunidades rurais. O investimento de R$ 21 milhões permitirá a implantação de mais 41 unidades do sistema, das quais 23 já estão em execução, sendo 16 na Bahia.  

Desde sua criação, o Sistema SARA já beneficiou centenas de famílias em nove estados do Semiárido, contribuindo para eliminar o esgoto a céu aberto, aumentar a produtividade agrícola e fortalecer a adaptação às mudanças climáticas.  

Tecnologia para agilizar o tratamento do câncer

Na área da saúde, o MCTI anunciou investimento de R$ 1,2 milhão no Projeto Dant, que desenvolverá um ecossistema digital para apoiar a gestão Oncológica do Sistema Único de Saúde (SUS).

O coordenador do Projeto DANT, Manoel Messias, destacou que a proposta utiliza tecnologia para tornar o atendimento oncológico mais ágil e acessível. “Queremos desenvolver ferramentas que aproximem os pacientes do sistema de saúde, especialmente aqueles que vivem em áreas mais vulneráveis.  A expectativa é que essa experiência se torne referência para o SUS e mostre que a ciência e desenvolvimento tecnológico também nascem no interior do Brasil”, disse. 

A plataforma reunirá informações clínicas e epidemiológicas para qualificar a tomada de decisão dos gestores e integrar os diferentes níveis de atendimento, reduzindo o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento.

A iniciativa beneficiará cerca de 2,1 milhões de pessoas em 53 municípios da Bahia e de Pernambuco atendidos pela Rede Interestadual de Saúde Pernambuco-Bahia (Rede PEBA).  

Mais ciência dentro das escolas

A programação incluiu ainda a ampliação do programa Mais Ciência na Escola em Juazeiro. Durante o evento, foram anunciadas mais duas escolas contempladas, com investimento de R$ 200 mil destinado à implantação de laboratórios maker e à concessão de bolsas de iniciação científica, ampliando as oportunidades para que estudantes tenham contato com a pesquisa desde a educação básica.  

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O coordenador do programa Mais Ciência na Escola na Bahia, Antonio Brotas, enfatizou que o principal legado da iniciativa permanece nas escolas. “O conhecimento fica com professores e estudantes, fortalecendo a educação científica e mostrando que a ciência é para todos”, ressaltou. 

Na Bahia, a iniciativa já atende 182 escolas, com investimento superior a R$ 18 milhões do MCTI. No município, 12 escolas participam do programa, envolvendo 120 estudantes bolsistas e 12 professores orientadores.

Inteligência de dados para fortalecer o campo

Fechando o conjunto de anúncios, o MCTI lançou o Sistema de Diagnóstico Rural Familiar, desenvolvido em parceria com o Instituto Federal da Bahia (Ifba), no Campus Irecê.

Para o coordenador do projeto Irecê, Jeime Nunes de Andrade, a iniciativa aproxima a agricultura familiar das tecnologias digitais. “Nosso objetivo é levar conceitos da agricultura de precisão para apoiar agricultores familiares com dados e inteligência artificial, aumentando a produtividade e fortalecendo a geração de renda no Semiárido”, finalizou.

A plataforma digital reunirá informações sobre solo, recursos hídricos, produção agrícola, criação de animais e dados georreferenciados, além de utilizar inteligência artificial para interpretar análises de solo e água e gerar recomendações de manejo.

A ferramenta apoiará agricultores familiares, equipes de assistência técnica e gestores públicos, contribuindo para aumentar a produtividade, ampliar o acesso ao crédito rural e orientar políticas públicas para cerca de 20 municípios do território de Irecê.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

MCTI fecha parceria em pesquisas de melhoramento genético de cães de assistência

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) assinou, nessa sexta-feira (26), um Termo de Execução Descentralizada (TED) para implementação do Programa de Melhoramento Genético e Reprodutivo de Cães de Assistência para pessoas com deficiência (PCDs). As pesquisas serão desenvolvidas junto ao Centro de Formação de Treinadores e Instrutores de Cães-Guia e Inclusão do Instituto Federal Catarinense (IFC-Camboriú).

Para a secretária de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Germana Pires, a iniciativa representa o fortalecimento de uma política pública que reconhece a tecnologia assistiva como um instrumento de garantia de direitos. “No MCTI, entendemos que investir em ciência e inovação significa desenvolver soluções capazes de transformar a vida das pessoas e o apoio à pesquisa reafirma esse compromisso com a construção de um ecossistema nacional de tecnologia assistiva cada vez mais robusto, integrado e orientado às necessidades da população”, disse.

O IFC-Camboriú é pioneiro na formação de animais de assistência no Brasil, destacando-se pela implantação de um Centro de Formação de Treinadores e Instrutores, inaugurado em 2012. “Hoje, no Brasil, a demanda por cães-guia é muito maior do que a oferta. E, mesmo quando alguém recebe um cão, invariavelmente, o animal precisa se aposentar, muitas vezes precocemente, em virtude de doença ou de alguma circunstância genética”, explica o coordenador-geral de Tecnologia Assistiva do MCTI, Milton de Carvalho.

Assim, a parceria pretende melhorar e diminuir as chances de certas doenças genéticas de modo a aumentar a longevidade dos animais de apoio. “A principal razão dessa parceria é para que a gente possa melhorar a qualidade dos animais e evitar esse fato da aposentadoria precoce, o que impacta também na melhor qualidade de vida para os usuários que recebem”, afirma o coordenador-geral.

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Durante o evento, ainda foi apresentada a Ninhada U, composta por futuros animais de apoio do centro que passarão pelo treinamento. Além do TED com o MCTI, também foi assinado um termo para certificação de treinadores e instrutores de cães-guias com a Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNDPD), do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).

Cães-guias

Incluído no Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Novo Viver Sem Limites), do governo federal, o MCTI já apoia programas de treinamento de animais de assistência. Em dezembro de 2025, a pasta concedeu cinco cães para pessoas com deficiência visual, além da doação de um veículo adaptado para o Centro de Formação de Urutaí (GO).

“Essa atuação demonstra que a ciência brasileira pode produzir inovação com impacto social, aproximando universidades, institutos federais, centros de pesquisa e governos em torno de um objetivo comum de promoção da inclusão, autonomia e qualidade de vida para as pessoas com deficiência”, finaliza a secretária.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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