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Governo do Brasil afasta mais de 1,5 mil crianças e adolescentes do trabalho infantil no primeiro semestre de 2026

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As ações de combate ao trabalho infantil realizadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Auditoria Fiscal do Trabalho, seguem avançando em todo o país. Até junho de 2026, as fiscalizações resultaram no afastamento de 1.545 crianças e adolescentes de situações de trabalho infantil. O resultado reúne dados das ações realizadas entre janeiro e abril e das operações especiais promovidas nos meses de maio e junho em diversas unidades da Federação, reforçando a atuação nacional do Governo do Brasil na proteção dos direitos de crianças e adolescentes e no enfrentamento à exploração do trabalho infantil. 

Entre janeiro e abril, foram realizadas 2.901 ações fiscais, que resultaram no afastamento de 1.108 crianças e adolescentes de situações de trabalho infantil. Desse total, 76,99% estavam submetidos às piores formas de trabalho infantil, caracterizadas por atividades que oferecem maiores riscos à saúde, à segurança, à moralidade e ao desenvolvimento físico e psicológico.

Em alusão ao Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho, a Inspeção do Trabalho do MTE intensificou as operações em diversas regiões do país. As ações alcançaram municípios dos estados da Bahia (BA), Ceará (CE), Espírito Santo (ES), Mato Grosso do Sul (MS), Paraná (PR), Rio Grande do Sul (RS) e Sergipe (SE), onde foram identificadas situações de trabalho infantil envolvendo crianças e adolescentes em atividades proibidas pela legislação brasileira, como trabalho em feiras livres, oficinas mecânicas, indústria calçadista, atividades rurais, comércio, cozinhas industriais, retíficas de motores e outros ambientes classificados na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP).

As operações resultaram no afastamento de 437 crianças e adolescentes, com destaque para as ações realizadas no Rio Grande do Sul, que retiraram 142 adolescentes de atividades proibidas no setor calçadista, e em Mato Grosso do Sul, onde 107 adolescentes foram identificados em situação de trabalho infantil em dez municípios. Também foram registrados afastamentos em Sergipe (62), Bahia (cerca de 70), Paraná (35), Ceará (13) e Espírito Santo (8).

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Os resultados demonstram a atuação permanente da Auditoria Fiscal do Trabalho no enfrentamento ao trabalho infantil, combinando ações de fiscalização, responsabilização dos empregadores e articulação com a rede de proteção social para garantir que crianças e adolescentes tenham acesso à educação, ao lazer e ao desenvolvimento integral.

O desempenho de 2026 dá continuidade aos avanços registrados em 2025, quando o MTE alcançou o melhor resultado registrado na última década no combate ao trabalho infantil. Ao longo daquele ano, foram realizadas 10.234 ações fiscais, que resultaram no afastamento de 4.318 crianças e adolescentes, sendo 73,55% dos casos enquadrados entre as piores formas de trabalho infantil.

Canal de Denúncias de Trabalho Infantil

O combate ao trabalho infantil e a proteção integral de crianças e adolescentes exigem o compromisso de toda a sociedade. Situações de trabalho infantil devem ser denunciadas à Auditoria Fiscal do Trabalho por meio do Sistema Ipê Trabalho Infantil.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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BRASIL

Encontro Nacional de Catadoras reforça compromisso com a inclusão produtiva de mulheres

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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV), participou nesta semana, em Curitiba (PR), do 1º Encontro Nacional das Mulheres Catadoras de Materiais Recicláveis: Racismo Ambiental e Saúde no Trabalho.

O evento reuniu mulheres de diferentes regiões do país para debater políticas públicas voltadas à inclusão produtiva, à saúde, à proteção social e à promoção da autonomia econômica das catadoras.

Durante o encontro, a secretária da SEV, Julia Cruz, reforçou o compromisso do MDIC com o fortalecimento da economia circular e com a valorização das mulheres que atuam na cadeia da reciclagem, reconhecendo o papel estratégico das catadoras para a transição do Brasil para um modelo de desenvolvimento mais sustentável.

“Encontros como este reconhecem o protagonismo das mulheres catadoras, que desempenham um papel essencial na cadeia da reciclagem e na construção de um modelo de desenvolvimento mais sustentável, e aproximam o poder público de quem vive, na prática, a realidade da economia circular”, afirmou a secretária Julia Cruz.

A participação do MDIC integra as ações desenvolvidas pela Estratégia Nacional de Economia Circular (ENEC), coordenada pela SEV, que busca ampliar a competitividade da indústria brasileira por meio do uso mais eficiente dos recursos, da geração de valor e da inclusão produtiva.

Um dos destaques é o Grupo Elas na Economia Circular, criado pelo Departamento de Novas Economias (DNOVA/SEV) com apoio da Secretaria-Executiva do MDIC. A iniciativa reúne mulheres de diferentes segmentos da cadeia da economia circular para incorporar a perspectiva de gênero na formulação e implementação das políticas públicas do setor.

O grupo atua para garantir que as políticas de economia circular reflitam os desafios enfrentados pelas mulheres, especialmente aquelas que trabalham em cooperativas de reciclagem, sistemas de triagem e na indústria da reciclagem.

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Desde 2023, o MDIC mantém diálogo permanente com mulheres catadoras e representantes de cooperativas em todo o país. As participações desse processo contribuíram para a construção do Plano Nacional de Economia Circular, lançado pelo ministério, e vêm subsidiando iniciativas voltadas ao fortalecimento das cadeias produtivas da reciclagem, à rastreabilidade de materiais, à agregação de valor aos resíduos e ao fortalecimento das cooperativas.

No encontro em Curitiba, representantes do Grupo Elas na Economia Circular participaram dos debates sobre inclusão socioeconômica, equidade de gênero e protagonismo das mulheres na transição para uma economia de baixo carbono.

Encontro nacional

Realizado entre os dias 23 e 25 de junho, na Universidade Federal do Paraná (UFPR), o encontro foi promovido pelo Ministério das Mulheres, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela UFPR. A programação incluiu debates sobre racismo ambiental, mudanças climáticas, saúde no trabalho, cartografia social e políticas públicas para as mulheres catadoras, além da realização da 3ª Reunião do Fórum Nacional para Promoção da Autonomia e Inclusão Socioeconômica de Mulheres Catadoras de Materiais Recicláveis.

O evento também contou com atividades culturais, exposição fotográfica, exibição de documentário e feira de artesanato organizada pelas participantes, valorizando suas trajetórias e fortalecendo sua visibilidade social e econômica.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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BRASIL

Senad encerra Semana Nacional de Políticas sobre Drogas com entregas para prevenção e proteção de crianças e jovens

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Brasília, 26/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), encerrou, nesta sexta-feira (26), a Semana Nacional de Políticas sobre Drogas 2026, reforçando o compromisso com uma política pública orientada pela prevenção, pela promoção de direitos e pela participação social.

O último dia do encontro foi marcado por um diálogo entre gestores e jovens participantes do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci Juventude) e pelo lançamento da nova página temática do Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid), dedicada à proteção de crianças e adolescentes.

Durante o evento, jovens integrantes do Pronasci Juventude de diferentes regiões do País compartilharam experiências vividas no programa e apresentaram sugestões para o aprimoramento das políticas públicas. Desde 2023, o programa já beneficiou mais de 6,3 mil jovens e tem a meta de alcançar 15 mil participantes até o fim da atual gestão.

A secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado, destacou que o encontro simboliza um dos momentos mais importantes da construção do programa.

“Esse momento é um ponto alto à frente da secretaria desde 2023. Cada passo que nós demos, cada documento e cada burocracia que vencemos valeu a pena para conseguir que o programa chegasse até vocês. Ter um programa de oferta de oportunidades, proteção e apoio para as juventudes sempre foi um sonho para nós”, afirmou.

A secretária ressaltou ainda que o Pronasci Juventude foi construído em diálogo permanente com os territórios e se mantém aberto ao aperfeiçoamento. Segundo ela, o objetivo é consolidar uma política pública permanente, capaz de ampliar oportunidades para jovens em contextos de maior vulnerabilidade social.

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Jovens compartilham experiências

Os relatos dos participantes evidenciaram os impactos do programa em diferentes realidades do Brasil. Representando o grupo de Salvador (BA), Mikaelle dos Santos afirmou que iniciativas como o Pronasci Juventude ajudam a romper estigmas historicamente associados às periferias.

“A importância do programa é mostrar que a droga não é um dos caminhos. Existem outros. Não é porque mora na favela que a pessoa é drogada ou coisa parecida. Queremos ser vistos muito além disso”, disse.

De Tabatinga (AM), Thiago Carihuasari contou que encontrou no esporte uma oportunidade de transformação. “Antes de entrar no Pronasci eu não treinava jiu-jítsu. Atualmente, sou campeão na minha categoria. Incentivei outros colegas a participarem porque, onde eu moro, faltam espaços que incentivem a juventude a se afastar da criminalidade”, relatou.

Já Sabryny Maria Tavares da Silva, de Recife (PE), disse que o programa ampliou suas perspectivas de futuro. “Me sinto muito privilegiada por representar as pessoas trans, pretas e periféricas. O Pronasci vem trazendo uma expectativa de vida muito melhor para mim. Estou conseguindo construir meu projeto de vida focado na minha carreira profissional”, enfatizou.

Nova página do Obid

Como parte da programação de encerramento, a Senad lançou a página Crianças e Adolescentes na Política sobre Drogas, disponível no Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid). O espaço reúne informações qualificadas, materiais educativos, indicadores, estudos científicos e conteúdos voltados à prevenção, à proteção e à promoção de direitos de crianças e adolescentes.

Desenvolvida com base em evidências científicas e em parceria com órgãos do Governo Federal, a página apresenta informações sobre fatores de risco e de proteção, prevalência do uso de substâncias psicoativas, ciclos de vulnerabilização, prevenção ampliada e publicações especializadas. O conteúdo também aborda temas como saúde mental, violência, gênero, raça, ambiente escolar, contexto familiar e território, reforçando a importância de políticas públicas intersetoriais para garantir o desenvolvimento seguro e saudável de crianças e adolescentes.

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A nova plataforma integra a estratégia da Senad de ampliar o acesso à informação qualificada e fortalecer políticas públicas, oferecendo subsídios para gestores, pesquisadores, profissionais da rede de proteção e toda a sociedade.

Semana Nacional de Políticas sobre Drogas 2026

Realizada entre 22 e 26 de junho, a Semana Nacional reuniu representantes do Governo Federal, pesquisadores, gestores públicos, organismos internacionais e organizações da sociedade civil para apresentar as principais entregas da Senad e ampliar a articulação em torno de políticas de prevenção, promoção de direitos e desenvolvimento dos territórios.

Ao longo dos cinco dias de atividades, foram anunciadas iniciativas como a expansão da Rede de Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social (Rede Cais), novos investimentos para a população em situação de rua, a institucionalização do Pronasci Juventude e a ampliação do Programa Cria, voltado à prevenção e à promoção da cidadania de crianças e adolescentes.

Com o encerramento da Semana Nacional de Políticas sobre Drogas 2026, o MJSP reafirma o compromisso de ampliar as ações de prevenção, fortalecer o acesso a direitos e consolidar políticas públicas construídas de forma integrada entre União, estados, municípios, universidades e sociedade civil, tendo como eixo central a proteção das pessoas e o desenvolvimento dos territórios.

Acesse o novo site da Obid clicando aqui: https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-protecao/politicas-sobre-drogas/criancas-e-adolescentes/criancas-e-adolescentes

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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