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“Enquanto houver uma criança explorada, não podemos descansar”, afirma Luiz Marinho no lançamento do IV Plano de Erradicação do Trabalho Infantil

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (CONAETI), lançou nesta quinta-feira (25) o IV Plano Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador (2026-2035), em cerimônia que contou com a presença de autoridades, especialistas e representantes da sociedade civil. 

O novo Plano orientará as ações do Estado brasileiro pela próxima década, com o objetivo de intensificar a prevenção, fortalecer a rede de proteção e avançar de forma estruturada na erradicação do trabalho infantil no país.

Durante o evento, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou que o enfrentamento ao trabalho infantil exige o compromisso contínuo e articulado de toda a sociedade. Segundo ele, a superação dessa violação de direitos não depende apenas do poder público, mas da atuação integrada de governos, empresas, sistema de justiça, entidades da sociedade civil, imprensa, trabalhadores e cidadãos. O ministro enfatizou que a construção de uma cultura de proteção à infância deve ser um esforço coletivo e permanente, capaz de mobilizar diferentes setores em torno da garantia de direitos. “Enquanto houver uma criança ou um jovem sendo explorado, não podemos descansar; esse é um compromisso de todos nós e um objetivo que precisa mobilizar toda a sociedade brasileira.”

Luiz Marinho também ressaltou que os Pactos pelo Trabalho Decente nas cadeias produtivas, em desenvolvimento pelo Governo Federal, serão fortalecidos com a inclusão de compromissos específicos de prevenção e combate ao trabalho infantil. A iniciativa busca engajar setores econômicos e empresas em ações de responsabilidade social, promoção de direitos e proteção integral de crianças e adolescentes.

O IV Plano Nacional estabelece diretrizes estratégicas para a próxima década, com foco na integração de políticas públicas, no fortalecimento da fiscalização e na ampliação das ações de prevenção e proteção social. A iniciativa reafirma o compromisso do Estado brasileiro com a erradicação do trabalho infantil como prioridade de política pública e elemento essencial para a promoção da justiça social e do desenvolvimento do país.

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A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, destacou que o enfrentamento ao trabalho infantil exige a incorporação da perspectiva étnico-racial nas políticas públicas voltadas à infância e à adolescência. Segundo ela, crianças e adolescentes negros são os mais afetados por essa violação de direitos e representam 66% das pessoas em situação de trabalho infantil no país, de acordo com a PNAD Contínua de 2024.

A ministra enfatizou que fatores como pobreza, informalidade, precarização das condições de vida, racismo estrutural e insuficiência de políticas públicas territorializadas atuam conjuntamente para perpetuar esse cenário. Rachel Barros afirmou ainda que o IV Plano Nacional resulta de um amplo processo participativo e fortalece a atuação integrada entre diferentes áreas do governo e da sociedade. Para ela, a articulação intersetorial e a transversalidade das políticas públicas serão fundamentais para enfrentar os desafios ainda persistentes e garantir a plena efetivação de direitos de crianças e adolescentes. 

O coordenador da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (CONAETI), Roberto Padilha, destacou que o IV Plano Nacional representa a renovação do compromisso do Estado brasileiro com a garantia dos direitos de crianças e adolescentes. Segundo ele, o trabalho infantil permanece como uma das mais graves violações de direitos humanos, com impactos profundos no desenvolvimento físico, emocional e educacional, além de perpetuar ciclos de pobreza e desigualdade.

A coordenadora do Programa de Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Maria Cláudia Falcão, afirmou que o IV Plano Nacional surge em um momento decisivo para o país retomar o ritmo de redução do trabalho infantil após os impactos das crises econômicas, sociais e sanitárias dos últimos anos. Segundo ela, cada edição do plano respondeu aos desafios de seu tempo e contribuiu para retirar milhões de crianças do trabalho infantil, ampliando o acesso à educação e à proteção social.

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A integrante do Comitê de Participação de Adolescentes (CPA) do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Ellen Hipólito dos Santos, 18 anos, representante de Sergipe, destacou a importância da participação de crianças e adolescentes nos espaços de decisão sobre políticas públicas. De acordo com Ellen Hipólito, esse grupo não deve ser visto apenas como beneficiário, mas como sujeito de direitos capaz de contribuir ativamente na formulação, implementação e monitoramento das políticas.

Ellen ressaltou que o CPA tem sido um espaço fundamental de debate sobre violações de direitos, especialmente o trabalho infantil, reforçando a importância da escuta qualificada das vivências da infância e da adolescência para tornar as políticas mais efetivas. Ela defendeu ainda que a participação de crianças e adolescentes esteja presente em todas as etapas do IV Plano Nacional, desde a elaboração até a execução e o acompanhamento. Ao encerrar, destacou que os resultados dependem da implementação concreta das diretrizes, lembrando que “o real não está nem na saída nem na chegada, ele está durante a travessia”, reforçando a centralidade da execução contínua das políticas públicas.

Também participaram do lançamento o procurador-geral do Trabalho do Ministério Público do Trabalho (MPT), Gláucio Araújo de Oliveira; a secretária executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, Katerina Volcov; o conselheiro do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Antonio Pasin; o diretor do Departamento de Proteção Social Especial do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Régis Espíndola; a diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart; e a secretária nacional da Criança e do Adolescente da União Geral dos Trabalhadores, Iara Alvarenga Freire.

Após o lançamento do IV Plano Nacional, foi realizada uma mesa de diálogo com especialistas sobre políticas e ações voltadas à erradicação do trabalho infantil, com destaque para o papel dos Planos de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, dos fluxos de atendimento a crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil e das Comissões de Erradicação do Trabalho Infantil.

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Confira a transmissão do lançamento do IV Plano Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador (2026-2035) no seguinte link:  https://www.youtube.com/watch?v=ym-TRqgLcSg

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Rede Privativa Móvel conecta a PMDF, o Exército Brasileiro, a Polícia da Câmara dos Deputados e a Polícia do Senado Federal

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Brasília, 25/6/2026
– Em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o Ministério das Comunicações apresentou os avanços da Rede Privativa do Governo Federal, projeto estratégico que cria uma infraestrutura exclusiva para órgãos públicos e permite que instituições que operavam em sistemas distintos passem a se comunicar em um ambiente único, seguro e integrado. O investimento é de R$ 1 bilhão, e a conclusão está prevista para dezembro de 2027.

A iniciativa da Rede Privativa Móvel já conecta a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o Exército Brasileiro, a Polícia da Câmara dos Deputados e a Polícia do Senado Federal. Até então, cada uma dessas instituições operava em sistemas próprios de comunicação, que não se comunicavam entre si.

O ministro da Justiça, Wellington Lima, destacou que o combate ao crime organizado não é tarefa de apenas um órgão. “A transversalidade é necessária e indispensável, e este ato ilustra isso. Sem a comunicação e sem a integração das forças de segurança pública e dos órgãos de governo, sem a cooperação interinstitucional e interfederativa, nós não estaremos à altura do combate ao crime organizado”, afirmou.

Com a Rede Privativa, pela primeira vez, as corporações passam a compartilhar comunicações em uma mesma infraestrutura, de forma integrada e segura, ampliando a coordenação das operações e fortalecendo a capacidade de resposta em situações que exigem atuação conjunta.

“Estamos levando não só comunicação, mas infraestrutura para o trabalho dessas equipes. É a primeira vez que todos os sistemas estão integrados em um projeto em que a soberania tecnológica é o principal fundamento. A partir de agora, todas as forças de segurança e das Forças Armadas estão sob o mesmo guarda-chuva, conversando com criptografia e segurança”, disse o secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas Costa.

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O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, reforçou que o Estado brasileiro precisava de uma infraestrutura própria, segura e preparada para situações críticas. “Os serviços públicos essenciais não podiam mais depender das redes comerciais, especialmente em casos de emergência, operações de segurança e grandes eventos. Hoje estamos apresentando uma resposta concreta a um desafio antigo”, ressaltou.

Primeiros órgãos já operam com a Rede Privativa

Além dos avanços na rede móvel, o Ministério das Comunicações apresentou a ativação do primeiro cliente da Rede Privativa Fixa: a Agência Nacional de Mineração (ANM), em Aracaju (SE).

A primeira etapa do projeto contempla a conexão de 12 prédios públicos por meio de uma infraestrutura dedicada de 75,5 quilômetros de fibra óptica. Entre os órgãos que passarão a utilizar a rede estão o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

As próximas ativações estão previstas para começar em setembro de 2026 e alcançarão os municípios de Macapá (AP), Rio Branco (AC), Goiânia (GO) e Vitória (ES).

Rede Privativa

A Rede Privativa foi criada para conectar órgãos da administração pública federal por meio de uma infraestrutura exclusiva, independente das redes comerciais de telecomunicações.

O projeto possui duas modalidades complementares. A Rede Privativa Fixa utiliza fibra óptica para interligar prédios e unidades administrativas, enquanto a Rede Privativa Móvel permite comunicações seguras em campo e durante operações.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Ministério das Comunicações e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com execução da Entidade Administradora da Faixa de 3,5 GHz (EAF).

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Com a implantação das Redes Privativas, o Governo Federal estabelece uma nova infraestrutura de comunicação para o setor público, elevando os padrões de segurança, integração e eficiência das instituições brasileiras.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Industrializar a construção civil é o próximo passo do Minha Casa, Minha Vida

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Para alavancar a produção de moradias no Brasil e atacar o deficit habitacional brasileiro, é fundamental industrializar a construção civil. A avaliação é do ministro das Cidades, Vladimir Lima, realizada durante sua participação no Summit da Construção, promovido pela Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc), em São Paulo, nesta quinta-feira (25).

“O Brasil vive o MELHOR MOMENTO DE SUA HISTÓRIA NA HABITAÇÃO. Temos demanda elevada, o Minha Casa, Minha Vida com disponibilidade de financiamento e o setor disposto a investir. Vamos aproveitar esse momento e alavancar as contratações, mas isso só será possível com a industrialização dos processos construtivos”, disse.

De acordo com o Ministro, já estão sendo promovidas mesas de conversas com indústrias e associações de prefeitos para, além de viabilizar os processos dentro das fábricas, padronizar os modelos de normativos municipais.

“Entendemos que as dificuldades do setor quando esbarram em códigos de obras diferentes. O Governo do Brasil está sensível a essa questão”, afirmou.

A padronização das construções pode reduzir de 15 a 20% de custos na obra, segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Yorki Estefan.

GT da DESBUROCRATIZAÇÃO – O Governo está fazendo sua parte para tornar o MCMV o indutor da transformação. O Ministério das Cidades criou o GRUPO DE TRABALHO DE DESBUROCRATIZAÇÃO, INDUSTRIALIZAÇÃO E INOVAÇÃO, com uma agenda robusta para promover tecnologia,  ambiente regulatório seguro e padronizado, novas linhas de financiamento, modernização institucional e coordenação entre os atores envolvidos na produção habitacional.

“Temos tudo e muito mais para alavancar o Minha Casa, Minha Vida, gerando emprego e renda. O crédito habitacional representa 10% do PIB e temos a leitura de que isso vai avançar para 11% ate o final do ano”, destacou Lima.

Leia mais:  Industrializar a construção civil é o próximo passo do Minha Casa, Minha Vida

Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério das Cidades
Atendimento à Imprensa
Telefone: (61) 2034-4282
E-mail: [email protected]

Fonte: Ministério das Cidades

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