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Relatório do OBMigra aponta 2 milhões de migrantes no Brasil e destaca desafios de integração

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Brasília, 30/4/2026 O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) apresentou, nesta quinta-feira (30), no Palácio da Justiça, o 12º Relatório Anual do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), referente a 2025. O documento reúne dados sobre a mobilidade humana no Brasil e marca a retomada do protagonismo do País nas discussões globais sobre o tema. 

O relatório foi elaborado com a participação de seis ministérios: Relações Exteriores (MRE), Desenvolvimento Social (MDS), Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), Trabalho, Saúde e Educação. Também contribuíram instituições de pesquisa, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Universidade de Brasília (UnB). 

“Este é um momento em que o Brasil reúne dados e capacidade operacional para demonstrar que é possível promover uma migração responsável, acolhedora e geradora de benefícios sociais e produtivos”, afirmou a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula. 

Panorama da migração no Brasil 

Intitulado Política Migratória no Brasil: Evidências para Gestão de Fluxos e Políticas Setoriais, o material apresenta análise sobre a implementação da Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (PNMRA), com foco no apoio à formulação de ações voltadas à população migrante. 

O Brasil abriga atualmente cerca de 2 milhões de migrantes, de aproximadamente 200 nacionalidades. Desse total, cerca de 414 mil estão empregados formalmente no país.  

Outro dado relevante aponta a região Sul como principal destino para trabalho formal, concentrando 56,2% dos migrantes empregados, sobretudo no setor agroindustrial, além de se destacar na oferta de capacitação profissional. O Paraná (PR) é o estado com maior atuação na revalidação de diplomas. 

As cidades de São Paulo (SP) e Campo Grande (MS) se destacam na presença de abrigos, conselhos e ações de capacitação da população migrante e refugiada.  

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 “A política migratória precisa ser compreendida como vetor de trabalho, desenvolvimento e proteção social. Trata-se de pessoas que buscam oportunidades, dignidade e melhores condições de vida para si e suas famílias”, afirmou o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. 

Entre os principais desafios enfrentados estão a falta de estruturas institucionais e as barreiras linguísticas. Menos de 5% dos municípios brasileiros possuem acordos formais de atendimento, e apenas 1,4% oferecem serviços em outros idiomas, o que limita o acesso a direitos básicos. 

A demanda por políticas educacionais também cresce. Entre 2010 e 2024, houve aumento de 437% nas matrículas de estudantes migrantes na educação básica, sendo 62,4% concentradas no ensino fundamental. 

“A política nacional brasileira já se consolida como referência regional e global, especialmente ao promover estratégias de integração com acesso ao trabalho. A inclusão, quando orientada por evidências, beneficia toda a sociedade”, ressaltou o representante da ACNUR no Brasil, Davide Torzilli. 

A programação incluiu duas mesas de debate, conduzidas pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), que discutiram o papel do Brasil na agenda migratória e o fortalecimento da cooperação internacional. 

Participaram ainda a oficial nacional de programas da OIM no Brasil, Socorro Tabosa; a secretária de Comunidades Brasileiras e Assuntos Consulares e Jurídicos do MRE, embaixadora Márcia Loureiro; a secretária-executiva adjunta do MDHC, Isadora Lacava; e o secretário-executivo adjunto do MEC, Ângelo Vinícius Roda, além de representantes da Universidade de Brasília (UnB) e do OBMigra. 

Brasil retoma agenda internacional sobre migração 

A divulgação do relatório antecede a participação do Brasil no Fórum Internacional de Revisão das Migrações (IMRF), que será realizado de 5 a 8 de maio, em Nova Iorque (EUA), no âmbito do Pacto Global para a Migração Segura, Ordenada e Regular. 

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Após o retorno do país ao Pacto Global, em 2023, a delegação brasileira apresentará, pela primeira vez, avanços em governança migratória e compartilhará boas práticas de acolhimento. 

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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BRASIL

MTE participa de evento preparatório para 114ª Conferência da OIT em Genebra

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou na tarde desta quinta-feira (30), da abertura de reunião preparatória para 114ª Conferência Internacional do Trabalho da OIT, que acontece de 1 a 12 de junho em Genebra, na Suiça.

Na reunião foram discutidos os trabalhos das comissões e os relatórios que estarão em debate na 14ª Conferência, relacionados a temas como o Emprego e trabalho decente para a paz e a resiliência; Navegando pela mudança através do diálogo social inclusivo; Trabalho decente na economia de plataformas; e Igualdade de gênero no mundo do trabalho.

Participaram da reunião presencial/virtual, representantes de governos, empregadores e trabalhadores que tiveram acesso aos relatórios e puderam comentar sobre os temas a serem discutidos.

Após a abertura do ministro, a chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do MTE, Maíra Lacerda, deu continuidade às discussões, expondo os temas das comissões. No relatório Diálogo social inclusivo diante das transformações do mundo do trabalho, serão discutidas mudanças no mundo do trabalho, a transformação digital e IA, a informalidade, transição justa, informalidade e crises internacionais, com foco no diálogo social, com participação de todos, para mediar interesses e prevenir conflitos.

O Brasil vai apresentar na Conferência os avanços notáveis na transparência e negociação coletiva, o sistema Mediador – plataforma on line de registro e consulta de acordos coletivos, que no ano passado continha mais de 43 mil acordos registrados. O papel da Inspeção do Trabalho também será exposto neste contexto, demonstrando seus eixos de atuação para garantir o cumprimento da legislação e prevenção de conflitos.

Serão apresentados diálogos sociais na prática, como o estabelecimento de GT tripartite para desenvolver propostas regulatórias sobre plataformas digitais e a PEC dos domésticos, que trata da Convenção nº 189 da OIT.

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Ministério das Cidades destaca ouvidoria como instrumento de governança e integridade

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O Programa de Integridade do Ministério das Cidades – Prospera Cidades realizou, nesta quinta-feira (30), o evento “A Ouvidoria como Instrumento de Governança e Integridade”, com o objetivo de destacar a importância da ouvidoria no fortalecimento da transparência e da credibilidade institucional.

Durante a abertura, a chefe da Assessoria Especial de Controle Interno, Fabiana Vieira Lima, ressaltou o papel estratégico da escuta ativa no serviço público. “Uma ouvidoria forte é um mecanismo de detecção funcional. A ouvidoria é a voz do cidadão”, afirmou.

Entre 2023 e 2025, a ouvidoria do Ministério das Cidades recebeu mais de 10 mil manifestações, entre reclamações, elogios, sugestões e solicitações. O tempo médio de resposta é de seis dias, abaixo do prazo legal de 30 dias. Além disso, o órgão disponibiliza atendimento via WhatsApp, responsável por 40% das demandas recebidas.

A ouvidora do Ministério, Grayce Gonçalves, destacou que o objetivo da área vai além do recebimento de reclamações. “A ouvidoria não é apenas um canal de demandas, mas um instrumento para oferecer atendimento de qualidade à sociedade”, explicou.

A palestra principal foi conduzida pela Ouvidora Geral da Controladora-Geral da União, Valdirene Paes de Medeiros, que enfatizou a necessidade de mudar a percepção sobre o papel da ouvidoria. Segundo ela, a criação desse canal não representa um problema, mas sim uma estratégia de gestão baseada na escuta e na participação social.

Na imagem três mulheres e um homem sentados numa bancada, uma delas fala ao microfone.
Crédito: Divulgação/MCID.

“A ouvidoria não pode ser vista como o lugar aonde os problemas chegam, mas como o espaço onde eles se tornam visíveis para a gestão”, afirmou.

Para a especialista, o trabalho da ouvidoria não se encerra com o registro das manifestações. “Ele começa ali. Uma ouvidoria estratégica organiza a escuta, qualifica informações e se conecta diretamente com a governança pública. É um pilar das organizações”, destacou.

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Ao final, Valdirene reforçou o papel humano desse canal de comunicação. “Todos os dias, nas ouvidorias, chegam vozes, sejam com dores, frustrações, pressa ou cansaço, mas todas têm algo em comum: a esperança de serem ouvidas”, concluiu.

Prospera Cidades

O Prospera Cidades é o programa de integridade do Ministério das Cidades, voltado à promoção de valores, princípios e padrões de conduta no serviço público. A iniciativa contribui para o fortalecimento de um ambiente institucional mais íntegro, responsável e alinhado ao interesse público.

As ações do programa estão organizadas em quatro eixos principais: prevenção, detecção, punição e remediação, alcançando servidores, processos, cidadãos e empresas contratadas.

O programa também incentiva a participação social e reforça a transparência pública, por meio do estímulo ao controle social, ampliação do acesso à informação, uso de linguagem cidadã, melhoria dos serviços públicos e abertura de dados.

Todas as iniciativas são reunidas no Plano de Integridade, elaborado anualmente com o objetivo de garantir a atualização contínua e a efetividade das ações.

Acesse a Central de Conteúdos e as Redes Sociais do Ministério das Cidades

Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério das Cidades
Atendimento à Imprensa
Telefone: (61) 2034-4282
E-mail: [email protected]

Fonte: Ministério das Cidades

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