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POLÍTICA NACIONAL

Deputadas defendem reserva de cadeiras para consolidar presença feminina na política

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Participantes de um seminário na Câmara dos Deputados defenderam que o Brasil avance para um modelo de reservas de cadeiras para garantir que as mulheres deixem de ser apenas “convidadas” e passem a ser “donas da casa” nos espaços de poder. A ideia conduziu a fala de deputadas e estudiosas no evento realizado pela Secretaria da Mulher nesta terça-feira (28).

O encontro debateu os 30 anos da reserva de gênero nas eleições municipais de 1996 e os avanços ocorridos desde então. Hoje, a Lei das Eleições (Lei 9.504/97) estabelece percentual mínimo fixo de 30% e máximo de 70% para candidaturas de cada sexo nas disputas proporcionais (deputados federais, estaduais e vereadores).

A deputada Iza Arruda (MDB-PE), coordenadora-geral do Observatório Nacional da Mulher na Política, abriu o evento destacando que a legislação atual é apenas o começo. “As cotas foram os nossos primeiros passos. Mas não podem ser o nosso teto. Precisam ser o nosso piso para continuarmos avançando”, afirmou. Segundo ela, o objetivo é alcançar uma democracia plena, onde as cadeiras efetivas sejam ocupadas proporcionalmente por homens e mulheres.

Reforçando a visão, a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), uma das coordenadoras da bancada feminina na Câmara, defendeu que o Brasil siga exemplos como o do México, que adota a paridade como regra.

“Não queremos estar na foto apenas. Queremos estar na mesa de decisão”, disse a parlamentar, lembrando que a dificuldade de captação de recursos e a ausência de reserva de assentos impedem que os 30% de candidaturas se convertam em 30% de eleitas.

Hoje, as mulheres ocupam apenas 18% da Câmara.

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Seminário - Entre cotas e paridade: 30 anos na trajetória brasileira e as experiências internacionais. Dep. Erika Hilton (PSOL - SP)
Erika Hilton denunciou o uso de mulheres em candidaturas “laranja”

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Barreiras
A deputada Erika Hilton (Psol-SP), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, classificou a atual política de cotas como “insuficiente diante dos desafios estruturais”. Ela denunciou o uso de mulheres como candidaturas “laranja” para desvio de recursos e criticou as anistias dadas a partidos que descumprem a lei.

“Isso é um escárnio, é um deboche. O que eles estão dizendo é que não existe legislação que dará conta de tapar o buraco da exclusão”, pontuou.

Segundo a secretária de Participação Política do Ministério das Mulheres, Sandra Kennedy, a sub-representação feminina é um tema de Estado e não falta de interesse das mulheres pela política. Ela destacou que o horizonte é a luta por 50% de reserva de cadeiras, combatendo também a pauta do cuidado, que sobrecarrega as mulheres e as afasta da vida pública.

Violência política
A advogada e ex-ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Edilene Lobo trouxe um alerta sobre a segurança no processo eleitoral moderno. Ela ressaltou o “dever das plataformas tecnológicas de apresentar os seus planos de integridade para o enfrentamento à violência política contra as mulheres no mundo digital”.

Na avaliação de Edilene Lobo, a democracia será um simulacro enquanto não houver paridade e igualdade étnico-racial efetivas.

A deputada Marina Silva (Rede-SP) também enfatizou que os avanços não são lineares e que a reserva de cadeiras é a ferramenta para corrigir distorções históricas, especialmente no âmbito local. “Quando a gente estabelece que pode ter uma reserva de cadeiras, nós não vamos mais ter estados sem representação das mulheres. Temos ainda inúmeros municípios que não têm nenhuma representação feminina”, observou.

Voz internacional
Gallianne Palayret, representante da ONU Mulheres no Brasil, questionou: “Que democracia é esta onde metade da população precisa lutar para conquistar um espaço que é seu por direito?”. Ela lembrou que o Brasil ocupa apenas a 135ª posição no ranking mundial de ocupação de cadeiras no Parlamento por mulheres, situação que é ainda mais grave para mulheres negras.

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A conclusão das palestrantes é que o fortalecimento da democracia brasileira depende de mecanismos que garantam não apenas o direito de disputar, mas o direito de exercer o poder com segurança e autonomia.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Dorinha destaca atuação de vereadores do Tocantins

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (28), a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) elogiou a atuação dos vereadores do estado do Tocantins, que ela representa.

Muitos desses parlamentares estão em Brasília para participar da 25ª Marcha dos Gestores e Legislativos Municipais. O evento oferece diversas atividades, como cursos de capacitação e debates.

A senadora ressaltou que a presença de vereadores do Tocantins na capital do país demonstra o compromisso deles com a melhoria das condições de vida da população desse estado, por meio da busca de recursos e da execução de políticas públicas nos municípios.

Ao enfatizar as atribuições de um vereador, Dorinha afirmou que esse parlamentar é o “responsável por cuidar da realidade da criança desde a banheira até  [a vida adulta e] o caixão, simbolizando todo o cuidado com a vida, na busca de atendimento de saúde, de uma vaga; de uma construção de uma escola, de uma creche; do pequeno produtor; da oportunidade nas nossas festas de cultura, de vaquejada”.

Ela também destacou a presença de prefeitos do Tocantins que vieram a Brasília para participar do evento.

Por Bruno Augusto, sob supervisão de Dante Accioly 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Cleitinho defende debate sobre escala 6×1 e critica gastos públicos

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (28), o senador Cleitinho (Republicanos-MG) chamou a atenção para o debate sobre o fim da escala 6×1 e afirmou que a discussão deve considerar a estrutura de gastos do país. Segundo o parlamentar, a economia brasileira não enfrenta falta de recursos, mas problemas relacionados à gestão pública.

O senador criticou despesas com a estrutura política e afirmou que trabalhadores e empresários não são responsáveis pelos desequilíbrios econômicos. Ele também defendeu a necessidade de reformas voltadas à organização do setor público.

— Então, está na hora de mostrar o que quebra o país. O país aqui nunca foi quebrado, o país foi roubado. Então, não venham com essa ladainha de que o país estará quebrado. O país nunca estará quebrado, o país sempre foi roubado — afirmou.

Cleitinho também lembrou que apresentou proposta para alterar a forma de cobrança do IPTU em contratos de locação, com o objetivo de impedir que o pagamento seja repassado ao inquilino (PL 2.051/2023).

— O IPTU é do proprietário, e não do inquilino. Eu acabei de entrar com um projeto de lei aqui para proibir, na hora da negociação, o inquilino pagar IPTU. Quem tem que pagar IPTU não é o inquilino; é o proprietário — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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